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Wichi

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Esta páginacita fontes, mas quenão cobrem todo o conteúdo. Ajude ainserir referências (Encontre fontes:Google (N • L • A • I • WP refs)  • ABW  • CAPES).(agosto de 2019)

Wichi (ou tambémwichí) e naBolíviaweenhayek,[1] são os integrantes de umaetniaindígena doChaco Central e doChaco Austral, no centro daAmérica do Sul. Osquechuas lhes atribuíram o nome pejorativo dematacos, nome com o qual foram vulgarmente chamados até o final doséculo XX (mataco é uma espécie detatu, comum na região).[2]

Distribuição geográfica

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Desde oséculo XVI os wichi habitam as zonas ocidentais do Chaco Central e Austral, principalmente a margem esquerda dorio Bermejo entre os 21º S e os 22º 55' S. Algum tempo depois, pressionados pela invasão doschiriguanos e por seu próprio crescimentodemográfico se deslocaram até o norte do Bermejo e o sudeste daregião chaquenha.

Sua antiga proximidade com o limite das etniasandinas contribuiu com traços culturais característicos, como amonogamia, a posse de territórios porfamílias (grupos restritos de parentesco) e uma incipienteagricultura com acumulação de excedentes que favoreceu um relativo sedentarismo. Missõesprotestantes favoreceram uma mais recente sedentarização e união das diferentes tribos.[3]

Desde o início de2006 os wichi habitam principalmente o oeste dodepartamento de Tarija, naBolívia e oChaco Saltenho (no nordeste da provínciaargentina deSalta). Existem mais assentamentos no oeste das províncias argentinas deFormosa,Chaco e no extremo noroesteSantiago del Estero e é possível que haja alguns no extremo sudoeste doChaco Boreal noParaguai, mas não foram registrados pelos últimos censos.

Origem

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Muitoantropólogos lhes atribuem origempatagônica apesar de indubitáveis contribuições e influênciasamazônicas e andinas as quais vemos refletidas em seus traços: suas estaturas são geralmente menores que as de outras etnias chaquenses da família patagônica.

Idioma

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Sualíngua está incluída no conjunto chamadomataco-mataguayo. Este grupo inclui outras etnias:chorote,maká,chulupí,mataguayo evejoce. Em relação a estes últimos, seu parentesco com os wichi atuais (desde 2006) é tão estreito que são considerados simplesmente como facções de uma mesma etnia.

Sociedade

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Já noséculo XVI haviam adotado umsedentarismo quase completo, acomodando-se em assentamentos nas margens dos rios. Formavam comunidades relacionadas por parentesco; cada uma destas estava administrada por um chefe ancião e um conselho comunitário de homens que governava cada aldeia (huef ouhuet). Várias comunidades ou grupos parentais formavam facções. Suas moradias eramchoças (huep) construídas com ramas, tendo forma de cúpula de 2 a 3 m de diâmetro, em cada uma das quais conviviam os integrantes de uma família, já em 2006, que foi onde foram encontrados wichis vivos atualmente eram culturas parecidas mas tinham suas diferenças.

Alimentação

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Sua agricultura antes doséculo XX apenas alcançava o estágio dahorticultura, já que apesar da influência andina mantinham (e ainda hoje praticam) o modo de produção caçador-coletor. Seu sustento principal era acaça, apesca e acoleta. Em quanto as mulheres se dedicavam ao cultivo de pequenasabóboras, tantos quanto possível se dedicavam à coleta decocos depalmeiras (pindó,yatay ecaranday),alfarroba,feijões selvagens,mel e outros.

Os ciclos de obtenção de recursos alimentícios significam que organizaram seucalendário de um modo circular; o início do ano (okä nek' chum) se celebrava ritualmente no período que corresponde ao mês de agosto, onde se passava a estação chamadanawup ("lua das flores"), seguida no mês de novembro pelayachup ("lua das alfarrobas"), e então ao final do nosso verão vinha a estaçãolup ("lua das colheitas") e a seguir afwiyeti(up) ("lua das geadas").

Como entre muitos outros povos cujo modo de produção tem sido até recentemente o caçador-coletor, a situação ecológica de interdependência com os animais é tal que os wichi costumam dar o qualificativo de "irmãos" aos animais.

Seus utensílios e artefatos eram principalmente de madeira (por exemplo, os "paus de lavoura" que mantinham alguma semelhança com asllakta dos povos andinos), apesar de realizarem obras decestaria,cerâmica, pedra polida etêxteis coma asyika ou bolsas decaraguatá (Bromelia hieronymi), planta muito usada em suas confecções.

Religião

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Seu sistema de crenças tem sido incluído pelos antropólogos noanimismo e noxamanismo. Rendiam culto aos seres da natureza e possuíam a noção de um ser superior (Tokuah oTokuaj) que regia o mundo.

História

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Desde o fim da década de1870 começaram a ser reduzidos pelo homem branco, sendo forçados a trabalhar na colheita de algodão, na safra de cana de açúcar ou a trabalharem em fábricas florestais como lenhadores. Em1914 chegaram missionários ingleses que os converteram aoanglicanismo: tais pastores se retiraram em1982 durante aGuerra das Malvinas, o que permitiu aos wichi recuperar vários traços culturais anteriores e organizar-se como comunidade, de modo que em1986 oficialmente foi admitido obilingüismo nas escolas da região que habitam.

Durante o século XX suas condições de vida foram de muita pobreza, subsistindo com o cultivo de pequenas porções de terra, a coleta, caça e pesca dos degradados recursos chaquenhos, ou a venda de artesanatos de grande valor artístico e técnico (os homens fazem esculturas em madeira e as mulheres produzem tecidos decaraguatá e pequena cerâmicas). Como os integrantes de outras etniasaborígenes argentinas, os wichi se tornaramcrioulos em grande parte e muitos de seus integrantes migraram para zonas urbanas onde situaram-se em bairros humildes. Muitos se converteram aoprotestantismo dos grupos chamadosevangelistas epentecostais.

Situação atual

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Durante o início2006 eram a segunda comunidade indígena do Chaco Saltenho e contam com escolas bilíngües para não perder suas tradições. Censos realizados no período de 2003-2004 indicam que cerca de 36.500 argentinos se reconhecem como pertencentes à etnia wichi. Cerca de 47% fala quase exclusivamente seu idioma (desses 47%, 80% são mulheres).

Referências

  1. Pueblos indígenas en la Argentina 2016, p. 27.
  2. Pueblos indígenas en la Argentina 2016, p. 11.
  3. Pueblos indígenas en la Argentina 2016, p. 33.

Bibliografia

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