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Televisão viastreaming

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Televisão viastreaming é adistribuição digital de conteúdotelevisivo (ao vivo ou programa gravado) por meio daInternet. A TV viastreaming difere-se de outros sistemas de televisão como oterrestre via antena, a cabo,via satélite ouIPTV. A busca por este tipo de recurso online vem crescendo devido as vantagens que este formato apresenta, como a facilidade de acesso para assistir uma transmissão em qualquer lugar e em diferentes plataformas (smart TVs,smartphones,computadores outablets), bastando apenas uma conexão de internet estável.[1]

Muitos canais de televisão convencionais estão criando seus próprios serviços destreaming para a exibição de sua programação através da internet. Plataformas provedoras de conteúdo audiovisual comoNetflix,Hulu,Amazon Prime Video,HBO Max,Globoplay,Disney+,Paramount+ eApple TV+ disponibilizam suas séries televisivas originais apenas viastreaming.

História

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Desde o final da década de 1990, as tentativas de criar uma televisão pela Internet fracassaram, devido à considerável largura de banda requerida pelo sinal de vídeo; no entanto, o interesse neste tipo de comunicação pública ressurge com o grande sucesso doYouTube e a expansão doADSL. O site de compartilhamento de vídeoYouTube foi lançado no início de 2005, permitindo aos usuários compartilhar programas de televisão postados ilegalmente.[2] O cofundador do YouTube,Jawed Karim, disse que a inspiração para o YouTube veio primeiro do papel deJanet Jackson no incidente doSuper Bowl de 2004, quando seu seio foi exposto durante sua apresentação, e mais tarde dotsunami de 2004 no Oceano Índico. Karim não conseguia encontrar facilmente videoclipes de nenhum dos eventos online, o que levou à ideia de um site de compartilhamento de vídeo.[3]

O serviçoiTunes daApple também começou a oferecer programas e séries de televisão selecionados em 2005, disponíveis paradownload após pagamento direto.[2] Alguns anos depois, as redes de televisão e outros serviços independentes começaram a criar sites onde programas podiam ser transmitidos online. OAmazon Video começou nosEstados Unidos como Amazon Unbox em 2006, mas não foi lançado mundialmente até 2016.[4] ANetflix, um site originalmente criado para aluguel e vendas de DVD, começou a fornecer conteúdostreaming em 2007.[5] Em 2008, oHulu, de propriedade daNBC eFox, foi lançado, seguido portv.com em 2009, de propriedade daCBS. Os players de mídia digital também começaram a se tornar disponíveis ao público durante esse período. A primeira geração doApple TV foi lançada em 2007.[6][7]

Em 2013, o site destreaming de vídeo Netflix ganhou as primeiras indicações aoPrimetime Emmy Awards destreaming de televisão original no65º Primetime Emmy Awards. Três de suas séries na web,House of Cards,Arrested Development eHemlock Grove, foram indicadas naquele ano.[8] Em 2017, o YouTube lançou oYouTube TV, um serviço destreaming que permite aos usuários assistir a programas de televisão ao vivo de canais populares a cabo ou de rede, e gravar programas para transmitir em qualquer lugar, a qualquer hora.[9]

Lucros e custos

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Com o advento das conexões de Internet de banda larga, vários provedores destreaming surgiram no mercado nos últimos anos. Os principais provedores sãoNetflix,Hulu eAmazon Prime Video. Alguns desses provedores, como o Hulu, anunciam e cobram uma taxa mensal. Outros, como Netflix e Amazon, cobram dos usuários uma taxa mensal e não têm comerciais. Netflix é o maior provedor; ela tem mais de 300 milhões de membros e seu número de membros está crescendo.[10] O surgimento da TV na Internet resultou em empresas de cabo perdendo clientes para um novo tipo de cliente chamado "cortadores de cabos". Os cortadores de cabos são consumidores que estão cancelando suas assinaturas de TV a cabo ou via satélite e optando por transmitir programas de TV, filmes e outros conteúdos pela Internet.

Tipos de serviços de streaming de vídeo

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O mercado de streaming de vídeo se diversificou ao longo dos anos, resultando em diferentes modelos de negócio. Cada um deles atende a diferentes perfis de consumidores e estratégias de monetização.[11][12]

SVOD (Subscription Video on Demand)

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O SVOD ("Subscription Video on Demand" ou "Vídeo sob demanda por assinatura") é o modelo no qual os usuários pagam uma taxa fixa periódica (geralmente mensal ou anual) para ter acesso ilimitado ao catálogo da plataforma. Exemplos populares incluem Netflix, Disney+ e Max.[11]

TVOD (Transactional Video on Demand)

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O TVOD ("Transactional Video on Demand" ou "Vídeo sob demanda por transação") permite que os usuários comprem ou aluguem conteúdos individualmente, em vez de pagar uma assinatura recorrente. Esse modelo é adotado por serviços como Apple TV e Google Play Filmes.[12]

PVOD (Premium Video on Demand)

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Uma variação do TVOD, o PVOD ("Premium Video on Demand") refere-se a conteúdos premium, geralmente filmes recém-lançados nos cinemas, disponíveis para compra ou aluguel por um valor mais alto. Esse modelo tem sido adotado por estúdios que disponibilizam lançamentos diretamente ao consumidor.[11]

AVOD (Ad-Supported Video on Demand)

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O AVOD ("Ad-Supported Video on Demand" ou "Vídeo sob demanda com suporte por anúncios") oferece acesso gratuito ao conteúdo, financiado por publicidade. Serviços como Pluto TV e YouTube utilizam esse modelo, permitindo que os espectadores assistam a vídeos sem custo, mas com inserções comerciais.[12]

FAST (Free Ad-Supported Streaming Television)

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O FAST ("Free Ad-Supported Streaming Television") é uma evolução do AVOD, apresentando programação linear, semelhante à TV tradicional, mas transmitida pela internet. Em vez de um catálogo sob demanda, os usuários acessam canais temáticos que reproduzem conteúdos continuamente, intercalados por anúncios. Exemplos desse modelo incluem Pluto TV, Samsung TV Plus e +SBT.[13]

PAST (Premium Ad-Supported Streaming Television)

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O PAST ("Premium Ad-Supported Streaming Television") combina elementos do FAST e do SVOD, permitindo a exibição de canais lineares dentro de serviços de assinatura. Plataformas como Globoplay e Amazon Prime Video oferecem canais ao vivo dentro de seus pacotes pagos, adicionando anúncios como uma fonte de monetização adicional.[14]

A distinção entre esses modelos tem se tornado cada vez mais tênue, com plataformas adotando abordagens híbridas para atender a diferentes públicos e necessidades comerciais.[11]

Provedores de conteúdo

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Com a massificação da banda larga, muitos provedores de conteúdo chegaram ao mercado nos últimos anos, competindo com as provedoras deTV por assinatura. Alguns dos exemplos mais populares incluem:

ServiçoTipo de ConteúdoTransmissões ao vivoUploadGratuito
Amazon Prime VideoFilmes, séries e programas de TVSimNãoNão
Apple TV+Filmes, séries e programas de TVNãoNãoNão
CrunchyrollAnimes, mangás, doramas e mídias asiáticasSimNãoSim
DirecTV GoFilmes, séries, programas de TV e programação linear (ao vivo)SimNãoNão
Disney+Filmes, séries e programas de TVNãoNãoNão
Star+Filmes, séries, programas de TV, esportes e programação linear (ao vivo)SimNãoNão
GloboplayFilmes, séries, programas de TV, esportes e programação linear (ao vivo)SimNãoNão, mas há conteúdos gratuitos
Globosat PlayFilmes, séries, programas de TV, esportes e programação linear (ao vivo)SimNãoRequer assinatura de TV
HBO MaxFilmes, séries e programas de TVNãoNãoNão
HuluFilmes, séries, programas de TV e programação linear (ao vivo)SimNãoNão
LookeFilmes, séries e programas de TVNãoNãoNão
NetflixFilmes, séries e programas de TVNãoNãoNão
OldflixFilmes e séries antigasNãoNãoNão
Pluto TVFilmes, séries, programas de TV e programação linearSimNãoSim
RecordPlusFilmes, séries, programas de TV, esportes e programação linear (ao vivo)SimNãoNão
STARZPLAYFilmes, séries e programas de TVNãoNãoNão
TwitchProgramação linear e outros conteúdos compartilhados e produzidos por usuáriosSimSimSim
WatchESPNEsportes e programação linear (ao vivo)SimNãoNão
YouTubeFilmes, séries e outros conteúdos compartilhados e produzidos por usuáriosSimSimSim

Referências

  1. Mendonça, Keyle (10 de outubro de 2018).«O que é Web TV?». Consultado em 22 de junho de 2021 
  2. abWaterman, D., Sherman, R., & Ji, S. W. (2013). The economics of online television: Industry development, aggregation, and “TV Everywhere”. Telecommunications Policy, 37(9), 725-736.
  3. Hopkins, Jim (11 de outubro de 2006).«Surprise! There's a third YouTube co-founder».USA Today.Gannett Company. Consultado em 26 de março de 2017 
  4. "Amazon - Press Room - Press Release".phx.corporate-ir.net. Consultado em 5 de dezembro de 2017.
  5. "About Netflix".Netflix Media Center. Consultado em 5 de dezembro de 2017.
  6. "How Apple's iTV Media Strategy Works".www.roughlydrafted.com. Consultado em 5 de dezembro de 2017.
  7. "Inside The Tech Of The Netflix Player With Roku | HotHardware".HotHardware. HotHardware. Consultado em 5 de dezembro de 2017.
  8. Stelter, Brian (18 de julho de 2013).«Netflix Does Well in 2013 Primetime Emmy Nominations».The New York Times. Consultado em 18 de julho de 2013 
  9. Spangler, Todd (13 de julho de 2015).«Comcast Aims at 'Cord-Nevers' with $15 HBO, Basic TV Internet-Streaming Bundle».variety.com.Cópia arquivada em 1 de outubro de 2017 
  10. Frade, Renan Martins (21 de janeiro de 2025).«Netflix ultrapassa a marca dos 300 milhões de assinantes».Renan Martins Frade. Consultado em 28 de março de 2025 
  11. abcdFrade, Renan Martins (28 de março de 2025).«O que é streaming e como ele mudou o consumo de vídeo?».Renan Martins Frade. Consultado em 28 de março de 2025 
  12. abcFilmelier.«Afinal, o que é streaming e como funciona? | Filmelier News».Filmelier. Consultado em 28 de março de 2025 
  13. «Na Sua Tela: Alternativa grátis ganha força com aumento de preço no streaming; conheça».UOL. 14 de junho de 2024. Consultado em 28 de março de 2025 
  14. «Na Sua Tela: Disney+ monitora a adoção de canais lineares, mas sem 'planos imediatos'».UOL. 8 de julho de 2024. Consultado em 28 de março de 2025 
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