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Viola da gamba

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Viola da gamba
Viola da gamba
A família da viola da gamba:viola cum arculo,vihuela de arco, viola,viol (inglesa),violle (francesa).
Gravura doSyntagma musicum (1618), deMichael Praetorius.
Informações
ClassificaçãoHornbostel-SachsInstrumento de cordas
Extensão
Várias conforme o tipo
Instrumentos relacionados
Vihuela
Violão
Violino
Relacionados
Marin Marais
Monsieur de Sainte-Colombe
Violoncelo
Alaúde

Viola da gamba[ˈvjɔːla da ˈɡamba], ou simplesmentegamba,[1] é umcordófono tocado comarco e geralmente dotado de sete (viola francesa) ou seis cordas (viola inglesa, normalmente usada para estudo) afinadas por sucessão de duas quartas.

Tem indicadas noespelho as distâncias intervalares desemitom através do posicionamento transversal de cordas de tripa (os chamadostrastes). As dimensões disponíveis - e, consequentemente, as possibilidades de extensão melódica - do instrumento são inúmeras, indo desde a viola soprano (a menor) até o contrabaixo de viola (ou violone), passando pela viola contralto, viola tenor e viola baixo (em ordem crescente tamanho). A viola da gamba mais usada como instrumento solista é a viola baixo.[2]

Desenvolvida no século XV, foi usada principalmente durante aRenascença e oBarroco. A família da viola da gamba se relaciona e descende davihuela, um instrumento de cordas pinçadas da família dosalaúdes, semelhante aoviolão. Alguma influência no seu desenvolvimento, pelo menos na maneira de tocar, deve-se aorabab mourisco.

História

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Xilogravura do século XVI de um modelo antigo de viola da gamba de seis cordas, confirmando e refletindo que a origem desse instrumento foi avihuela.

OsVihuelistas começaram a tocar com o arco seu instrumento plano na segunda metade do século XV. Em duas ou três décadas este evoluiu para um instrumento de cordas totalmente novo, tocado com o arco que retinha muito das características originais da vihuela, de cordas pinçadas: uma parte traseira plana, cintura com concavidade acentuada,trastes,laterais finas e uma entonação idêntica – tanto que em castelhano é chamada devihuela de arco.

Devido a seu tamanho, comparativamente grande, este novo instrumento era segurado em pé, encostado no colo ou entre as pernas, semelhante à postura para tocar ovioloncelo. Este costume originou o nome em italiano do instrumentoviola da gamba, significando "viola de perna", o que também ajudou a diferenciá-lo de outro instrumento visualmente semelhante somente mais antigo e distantemente aparentado, da família doviolino, que os italianos chamavam deviola da braccio (significando, literalmente, "viola de braço")

Construção

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Detalhe de um afresco italiano, c.1560, pintado por Lattanzio Gambara, mostrando uma viola da gamba na forma de um violão e alguns dos costumes agradáveis da época. Acena completa do Concerto inclui: um alaúde, uma viola da gamba baixo, um virginal e uma flauta.

As violas da gamba têm o fundo plano e a frente entalhada, contrastando com os membros da família do violino que possuem tanto a frente como o fundo entalhados, com um ressalto de madeira no fundo onde o pescoço se liga ao corpo. A construção tradicional utiliza cola animal e as juntas internas são habitualmente reforçadas com pele de carneiro embebida em cola quente de animal.

O pescoço do instrumento era frequentemente decorado com cabeços entalhados como uma alternativa ao famoso rolo espiralado onde estão as cravelhas.

As violas da gamba têm normalmente seis cordas, embora a maioria dos instrumentos do século XVI tenham cinco ou quatro cordas. Eram, e ainda são, encordoadas com baixa tensão, usando-se cordas fabricadas de tripa de animais, diferente das cordas de aço utilizada pelos membros da moderna família do violino. Cordas feitas de tripa produzem uma sonoridade bem diferente das cordas de aço, que geralmente é descrita como sendo uma sonoridade mais suave e mais doce. Por volta de 1660, cordas de cobre com alma de seda e de tripa começaram a se tornar disponíveis e então, passaram a ser utilizadas para produzir as tonalidades mais graves das violas da gamba e de muitos outros instrumentos de corda.

Ostrastos da viola da gamba são colocados de maneira similar aos do violão e da guitarra, antigos, isto é, por meio de trastos móveis, enrolados e amarrados. Uma sétima corda baixa foi supostamente acrescentada naFrança à viola da gamba baixo, porMonsieur de Sainte-Colombe (c. 1640-c. 1690), que contava entre seus estudantes ovirtuose e compositorMarin Marais. A Pintura "Santa Cecília com um Angel" (1618), deDomenichino (1581-1641) mostra o que pode ter sido a sétima corda da viola da gamba.

Diferente dos membros da família doviolino, que são afinados emquintas, as violas da gamba, usualmente, são afinadas emquartas, com umaterça maior no meio , copiando a afinação, no século XVI, davihuela de mano e doalaúde e semelhante ao violão de seis cordas, moderno.

As violas foram construídas de modo bem semelhante àsvihuelas de mano, a partir de tábuas planas trabalhadas na curvatura desejada. Entretanto, algumas violas da gamba, tanto as mais antigas como as mais modernas, têm acabeça entalhada, semelhante àquelas mais identificadas com os instrumentos da família do violino.

As ilhargas (laterais), das antigas violas da gamba eram bastante rasas, refletindo mais de perto a construção de sua contraparte pinçada a vihuela. Durante o século XVI deu-se um aumento na largura das ilhargas até elas adquirirem o tamanho acentuado do padrão clássico do século XVII.

As antigas vihuelas e violas da gamba, tanto as tangidas como as pinçadas, eram acentuadamente cortadas na sua parte mediana (cintura), tendo um perfil similar ao do moderno violino. Este é fator chave e um aspeto novo, que apareceu primeiro em meados do século XV, e que a partir daí foi utilizado em diferentes tipos de instrumentos de corda. Este também é um aspecto fundamental para se ver e entender a conexão entre as versões pinçada e tangida das antigas vihuelas.

As primeiras violas da gamba tinhamcavaletes planos, colados igual ao seu equivalente pinçado, as vihuelas. Pouco depois, a viola da gamba adotou um cavalete, mais largo, mais alto e mais arcado, que facilitava tanger individualmente as cordas. Também tinham as extremidades de seu traste niveladas com o casco, alinhadas com ou se apoiando sobre o topo ou a caixa acústica. Assim que as extremidades do traste foram elevadas acima do topo da tampa do instrumento, toda a parte de cima pode vibrar livremente.

Repetindo, mais uma vez, o projeto de sua irmã pinçada, a vihuela, as antigas violas da gamba não possuíamalmas de madeira entre o tampo e o fundo (en:Sound post). Esta redução no amortecimento significava mais um recurso para que o instrumento vibrasse mais livremente, contribuindo para o seu som característico. Além do mais, a ausência das almas resultou num instrumento com voz mais tranqüila e mais suave.

Detalhe de uma pintura de Jan Verkolje, c.1674,Casal Elegante (Um Interlúdio Musical). O tema se assemelha ao gênero clássico:Lição de Música e mostra uma viola da gamba baixo, uma espineta e um cistre(na mão da mulher, fora do detalhe mostrado). Vera imagem completa). Esta imagem ilustra o tipo amador, doméstico de executantes da viola da gamba.

É crença comum que as aberturas em forma deC (um tipo e forma de abertura sonora aberta na face superior dos instrumentos de corda) são uma característica específico das violas da gamba que as distingue dos instrumentos da família do violino, os quais, por sua vez, têm aberturas em forma deF. Esta generalização, entretanto, não mostra o quadro completo.

As antigas violas da gamba tinham, ou uma passagem sonora grande, arredondada (ou mesmo rosetas circulares) como as encontradas emalaúdes e vihuelas, ou tinham algum tipo de furos em forma deC. Às vezes o instrumento tinha tantas quanto quatro pequenas aberturas em forma de C, colocadas nos quatro cantos da tampa mas, o mais comum, é ter apenas duas aberturas, colocadas nos cantos superiores, no centro ou nos cantos inferiores da tampa. Nos primeiros anos de formação do instrumento, essas aberturas em forma de C eram colocadas de frente uma para a outra ou voltadas para dentro.

Entretanto, além das passagens em forma de C, e tão cedo quanto o primeiro quarto do século XVI, alguns construtores adotaram o uso de passagens em forma deS, também voltados para dentro. Por volta de meados do século XV, as aberturas em forma deS assumiram a forma deF que eram indiscriminadamente usadas pelas violas da gamba e pelos instrumentos membros da família do violino. Perto do fim do século XVI, as aberturas em forma de C passaram a ser voltadas para fora. Esta configuração se tornou então o que hoje é chamado o padrão clássico do século XVII.

Outro estilo de abertura sonora encontrado em alguns modelos de violas da gamba são arabescos na forma de chama colocados à direita e à esquerda.

As passagens sonoras redondas, ovais ou em forma de roseta usadas no alaúde e na vihuela se tornaram padrão na Áustria e na Alemanha.

Este aspecto, ou "identificador genético" é específico do instrumento, nos lembrando suas raízes mais antigas, as quais remontam à vihuela pinçada.

Geralmente os historiadores, os construtores e os intérpretes distinguem entre as violas da gamba daRenascença e doBarroco. A última é de uma construção mais pesada e dispõe de barra harmônica e alma de madeira como os instrumentos de cordas modernos.

Arcos da viola da gamba

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Oarco é segurado sob a mão (palma voltada para cima), semelhante ao modo alemão de segurar o arco docontrabaixo, mas distante do "talão", em direção ao ponto de equilíbrio. A haste geralmente é côncava, com, na época, o eram os arcos do violino, e não convexa, como os atuais. O "talão", que segura a crina e ajusta sua tensão, também difere dos utilizados nos arcos modernos: enquanto que o talão do violino tem uma peça corrediça, normalmente feita de madrepérola para segurar a crina, os arcos da viola da gamba têm um talão aberto, que confere à corda maior liberdade de movimento. Esta configuração é essencial para possibilitar a técnica tradicional de execução, na qual o intérprete controla a tensão na corda com um ou dois dedos da mão direita colocados entre a haste e a corda do arco para controlar durante a execução a articulação e a inflexão.

Violone. Pintura de SirPeter Lely, c.1640, pintor barroco inglês de origem holandesa. Observe o estilo italiano do instrumento, ombreiras quadradas e passagens de ar em forma de F, além de seu tamanho.
Ilustração do Livro deChristopher Simpson,The Division Violist, Inglaterra, edição de 1659-1667.

Versões

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A viola da gamba pode ter pelo menos seis modelos, de tamanhos diferentes:

  • pardessus viole (que é relativamente raro);
  • soprano;
  • contralto;
  • tenor;
  • baixo;
  • violone.

A viola da gamba soprano é quase do tamanho de um violino, mas com as costelas mais largas; a gamba-baixo é ligeiramente menor do que o violoncelo. Os ingleses fabricaram baixos menores, conhecidos comogamba-divisão e outro modelo menor ainda, agamba-lira. Os baixos alemães eram maiores do que os instrumentos franceses designados para desempenhar o papel decontínuo. Dois instrumentos aparentados de perto com a gamba são obaritone e aviola d'amore embora esta última seja tocada sob o queixo.

Afinação

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A afinação padrão da viola da gamba é emquarta justa com umaterça maior no meio, como a afinação padrão doalaúde na Renascença. No caso das violas baixo, as notas são (iniciando com a mais grave) ré-sol-dó-mi-lá-ré, com um lá grave adicional para os instrumentos baixo, com sete cordas. A viola tenor é afinada em sol-dó-fá-lá-ré'-sol'. A viola soprano é afinada uma oitava acima da viola baixo.

Afinações alternativas, também chamadasscordatura, foram bastante empregadas, principalmente no estilo solo de tocar viola da gamba lira, que também fazia uso de muitas outras técnicas como, por exemplo,acordes e opizzicato, que normalmente não são utilizados nas apresentações de conjunto (de música antiga). Um estilo pouco usual depizzicato era conhecido comobatida. A música para a viola da gamba lira foi escrita emtablatura. Há um vasto repertório para este instrumento, algumas obras de compositores bem conhecidos e muitas de compositores anônimos.

Muitas músicas para viola da gamba antecedem a adoção da afinaçãotemperada pelos músicos. A natureza móvel dos trastes, possibilita que o instrumentista faça ajustes de temperamento do instrumento e alguns intérpretes e participantes de conjuntos de música adotam otemperamento mesotônico que, segundo a tradição, é o mais apropriado para a música da Renascença. Há vários esquemas de posicionamento em que os trastes são desigualmente espaçados para se obter acordes de "melhor sonoridade" num número limitado detonalidades. Em alguns desses esquemas, as duas cordas na região do traste são separadas de tal maneira que o intérprete pode dedilhá-las de modo a fazê-las soar mais agudas ou maisplanas, conforme o exigirem as circunstâncias.

Tratados

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Ilustração do tratadoMusica Getutsch de Sebastian Virdung's (German) 1511 ilustrando a família do alaúde — pinçado e a arco. Esta é a primeira ilustração impressa de uma viola da gamba que se tem conhecimento.

Descrições e ilustrações de violas da gamba podem ser encontradas em inúmeros tratados musicais do início do século XVI, incluindo os seguintes:

  • Sebastian Virdung:Musica getutsch, 1511;
  • Hans Judenkunig:Ain schone kunstliche Vunderwaisung, 1523;
  • Martin Agricola:Musica instrumentalis deutsch, 1528;
  • Hans Gerle:Musica Teusch (ouTeutsch), 1532.

Foram publicadas várias edições dos trabalhos de Agricola e de Gerle.

Havia na época, váriostratados importantes sobre a viola a gamba. O primeiro a surgir foi deSilvestro Ganassi:Regola Rubertina & Lettione Seconda (1542/3).Diego Ortiz publicado comoTrattado de Glosas (Rome 1553), um livro importante sobre música para viola da gamba com exemplos de ornamentações e de obras chamadas deRecercadas.

Na Inglaterra,Christopher Simpson publicou o tratado mais importante sobre o assunto, cuja segunda edição, bilingue (inglês e latim), foi publicada em 1667. Possuía no final divisões (variações) que constituem excelentes peças de repertório. Um pouco mais tarde, na Inglaterra,Thomas Mace escreveuMusick's Monument que se refere mais ao alaúde, mas que também possui uma seção importante sobre a viola da gamba.

Depois disso, os tratados franceses deRousseau (1687),Danoville (1687) eLoulie (1700) apresentam desenvolvimentos posteriores da técnica de execução.

Popularidade

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Pintura de Abraham Bosse,Sociedade Musical, França, c.1635. O tema do quadro representa músicos amadores tocando numa reunião social. Aparecem: alaúde, viola da gamba baixo, cantores e páginas de livros espalhadas sobre a mesa. O quadro também representa um tipo deconjunto dividido ainda que com uma instrumentação mínima.

Em termos de popularidade, a viola da gamba só ganha do alaúde, embora alguns possam questionar esta classificação, e, como o alaúde, era tocada por pessoas comuns, que atuavam como músicos amadores.

Casas de pessoas importantes costumavam ter o que era chamado decesto de violas da gamba, que podia conter um ou mais instrumentos de cada tamanho. Os conjuntos de viola da gamba, chamadosconsorts eram comuns nos séculos XVI e XVII, quando eram interpretadas canções em grupo ouverse anthem, um tipo de canção coral diferente dosmotetos (chamados também defull anthen), e obras instrumentais. Apenas as gamba soprano, tenor e baixo eram integrantes regulares do conjunto (consort) de violas da gamba que, por sua vez, podia se compor de três a seis instrumentos. Esses conjuntos e a música composta para eles eram muito populares na Inglaterra, no períodoelizabetano, com compositores comoWilliam Byrd,John Dowland e durante o reinado do Rei Charles I, por compositores comoJohn Jenkins eWilliam Lawes. As últimas músicas compostas para conjuntos de violas da gamba foram provavelmente as escritas no início dos anos 1680 porHenry Purcell.

Antiga viola da gamba tenor, detalhe da pinturaSt. Cecilia, deRafael Sanzio, c.1510.

Talvez ainda mais comuns do que os conjuntos compostos apenas por violas da gamba tenham sido osconjuntos divididos (broken consort). Os conjuntos divididos combinavam diferentes instrumentos, essencialmente eram uma pequenabanda, usualmente composta por amadores eu tocavam em reuniões sociais e incluíam instrumentos como: uma gamba baixo, um alaúde ouorpharion (ver ilustração emen:orpharion), uma cítara, uma gamba soprano (ou violino, à medida que o tempo foi passando), algumas vezes uminstrumento de tecla (virginal.espineta oucravo) e quaisquer outros instrumentos disponíveis no momento. O par mais simples e onipresente, qualquer fosse a formação do conjunto era sempre o alaúde e a gamba baixo. Por séculos foram o par inseparável.

Retrato pintado por Andre Bouys, do compositor francêsMarin Marais, mestre da viola da gamba, 1704.
Retrato deKarl Friedrich Abel, posando com sua viola da gamba, compositor e mestre da viola da gamba, de origem alemã, mas que residiu na Inglaterra a maior parte de sua vida, pintado porThomas Gainsborough, c. 1765.

A viola da gamba baixo continuou a ser usada no século XVIII como um instrumentosolista e para complementar o cravo nobaixo contínuo. Foi o instrumento favorito deLuís XIV e ficou associado à corte e à França (como o violino à Itália). Compositores como Marin Marais, Johann Sebastian Bach, Antoine Forqueray, e Karl Friedrich Abel escreveram músicas complexas para virtuosos do instrumento. Entretanto, as violas da gamba foram caindo no desuso à medida que as salas de concerto ficaram maiores e a tonalidade mais alta e mais penetrante dos instrumentos da família do violino se tornou mais popular. Nos últimos cem anos, mais ou menos, a viola da gamba e seu repertório foram revividos pelos entusiastas demúsica barroca e de música renascentista, um de seus primeiros entusiastas tendo sido Arnold Dolmetsch.

A viola da gamba hoje

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Hoje, a viola da gamba atrai cada vez mais o interesse do público, especialmente dos músicos amadores. Isso talvez aconteça devido ao aumento da disponibilidade de instrumentos a preços razoáveis construídos por fabricantes que utilizam técnicas mais automatizadas de produção, bem como devido à maior facilidade de acesso a partituras com músicas para o instrumento. Além disso, a viola da gamba é tida como o instrumento ideal para alunos adultos;Percy Scholes escreveu que o repertório da viola da gamba "pertence a uma era em que a musicalidade era mais importante do que o virtuosismo".

Existem, atualmente, muitas associações para pessoas com interesse na viola da gamba. A primeira (na Europa) foi aThe Viola da Gamba Society, criada no Reino Unido em 1948 mas com sócios de todo o mundo. Desde então sociedades semelhantes foram criadas em vários outros países.

Um museu de instrumentos musicais históricos foi criado pelo prof.José Vázquez da Universidade de Viena, com o objetivo de ser um centro de reavivamento desses instrumentos. Mais de 100 instrumentos, incluindo 50 violas da gamba em perfeitas condições, são de propriedade deste novo conceito de museu:en:Orpheon - Museum of Historical Instruments. Todos os instrumentos deste museu podem ser vistos em exposições temporárias[1] e são tocados pelos membros da Orquestra Barroca Orpheon, do Orpheon consort ou por por músicos que os recebem como empréstimo permanente. São copiados por fabricantes de violino, contribuindo para a difusão do conhecimento geral da viola da gamba que se possui hoje, suas formas e as diferentes técnicas utilizadas na sua fabricação.

O filme de 1991Tous les matins du monde deAlain Corneau, baseado na vida deMonsieur de Sainte-Colombe eMarin Marais, revelou para novas audiências a música desses compositores para viola da gamba. Atrilha sonora do filme inclui interpretações deJordi Savall, talvez o gambista atual mais conhecido.

Novas composições para viola da gamba

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Vários compositores contemporâneos têm escrito para viola da gamba e vários conjuntos e solistas têm comissionado novas músicas para viola da gamba. O grupoFretwork tem sido um dos grupos mais ativos neste respeito comissionandoGeorge Benjamin,Michael Nyman,Elvis Costello,Sir John Tavener,Orlando Gough,John Woolrich,Tan Dun,Alexander Goehr,Fabrice Fitch,Andrew Keeling,Thea Musgrave,Sally Beamish,Peter Sculthorpe,Gavin Bryars,Barrington Pheloung,Simon Bainbridge,Duncan Druce,Poul Ruders,Ivan Moody, eBarry Guy; muitas das obras desses compositores podem ser escutadas no CD gravado peloFretwork em 1997,Sit Fast.

OYukimi Kambe Viol Consort comissionou e gravou muitas obras deDavid Loeb, e oNew York Consort of Viols comissionouBülent Arel, David Loeb,Daniel Pinkham,Tison Street,Frank Russo,Seymour Barab,William Presser eWill Ayton, muitas das obras desses compositores aparecendo no CD de 1993Illicita Cosa, gravado pelo grupo.

Outros compositores modernos para viola da gamba incluemMoondog,Kevin Volans,Roy Whelden,Toyohiko Satoh,Mark Moya,Giorgio Pacchioni eMichael Starke.

Violas da gamba elétricas

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No início deste século XXI, a Ruby Gamba, umaviola da gamba elétrica de sete cordas foi desenvolvida pelaRuby Instruments deArnhem,Holanda.

Outra versão moderna da viola da gamba é aViola da gamba-guitarra TogaMan que é, essencialmente uma viola da gamba tenor. Sua afinação é a mesma do violão enquanto que a da Ruby Gamba é de orientação mais tradicionalista.

Nomes semelhantes

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Eventualmente a viola da gamba é confundida com aviola, o contralto da moderna família doviolino e um componente padrão daorquestra sinfônica e doquarteto de cordas. O instrumento atual surgiu e foi nomeado muito depois dasviolas italianas doséculo XV. A antiga família italiana da viola incluía aviola da mano e aviola da gamba — ambas sendo as guitarras pinçada e de arco, respectivamente. Os nomesviola (Itália) evihuela (Espanha) eram sinônimos e usados de maneira intercambiável. Desse modo, vihuela e viola identificam o instrumento pinçado, semelhante a um violão, atualmente chamado simplesmente devihuela. Viola da gamba,viola cum arculo evihuela de arco são alguns dos nomes alternativos das violas da gamba. Ambos os nomes, vihuela e viola da gamba eram originalmente utilizados de maneira genérica, incluindo-se sob este título, também, os antigos violinos (viola da braccio).

É bastante comum e justificável que os modernos intérpretes de viola da gamba chamem os seus instrumentos deviolas e, semelhantemente, chamem a si mesmos deviolistas (embora parece ter-se padronizado noBrasil o nomegambista, para o intérprete da viola da gamba).

Foi uma decisão infeliz, a de se apropriar do nomeviola para aplicá-lo ao violino contralto, o que é mais uma razão para a confusão que existe hoje. Outros nomes para as violas da gamba são:viole ouviolle (francês). Em inglês doperíodo elizabetano, a palavragambo, para gamba, aparece de muitas maneiras, por exemplo:viola de gambo,gambo violi,viol de gambo ouviole de gambo, empregado por notáveis comoTobias Hume,John Dowland, eWilliam Shakespeare emNoite de Reis.

Referências

  1. S.A, Priberam Informática.«gamba».Dicionário Priberam. Consultado em 6 de março de 2023 
  2. Fotos de vários tipos de violas da gamba

Bibliografia

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  • Bryan, John (2005). "In Search of the Earliest Viols: Interpreting the Evidence from a Painting by Lorenzo Costa." The Viola da Gamba Society of Great Britain, Newsletter, no. 131.
  • Crum, Alison, with Sonia Jackson (1992).Play the Viol: The Complete Guide to Playing the Treble, Tenor and Bass Viol. Oxford University Press.ISBN 0-19-816311-8.
  • Woodfield, Ian (1984). "The Early History of the Viol." Cambridge University Press. (Documenta a conexão entre a vihuela e a viola da gamba.)

Ligações externas

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Conjuntos (consorts) e solistas

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Cordas dedilhadas:
Cordas friccionadas com arco:
Cordas percutidas:
Metais:
Madeiras - embocadura livre:
Madeiras - Palheta simples:
Madeiras - Palheta dupla:
Palhetas livres:
Compostos:
Controle de autoridade
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