Este artigocita fontes, mas quenão cobrem todo o conteúdo. Ajude ainserir referências (Encontre fontes:Google (N • L • A • I • WP refs) • ABW • CAPES).(abril de 2018) |
Este artigotemligações parapáginas de desambiguação. Ajude a direcionar estas ligações ambíguas para artigos que tratam do significado específico pretendido. |
Vida consagrada é o nome que aIgreja Católica dá ao modo de viver das pessoas que deixaram as suas vidasprofissionais efamiliares e seu próprio estado no mundo, numa tentativa deabnegação de si mesmo na vivência de votos ouconselhos evangélicos em restrito seguimento deJesus Cristo numa busca de cristianismo em vista do serviço à Igreja naevangelização, intercessão e promoção dadignidade humana.
Existem duas realidades, Vida e Aliança. O exemplo acima se encaixa nos moldes daqueles que optaram por ser "Comunidade de Vida". No entanto, a vida consagrada também se estende aos que são "Comunidade de Aliança", onde os que vivem essa realidade, permanecem com sua "vida secular" mas tendo uma posição e opção diferente mediante ao mundo. Um sinal do Eterno no meio comum.
Segundo a Igreja Católica, a vida consagrada deve ser vista como "uma resposta livre a um chamamento particular deCristo, mediante a qual os consagrados se entregam totalmente aDeus e tendem para a perfeição dacaridade sob a moção doEspírito Santo".[1]
As pessoas consagradas, que podem serleigos ouclérigos, homens ou mulheres, normalmente agrupam-se eminstitutos de vida religiosa (ordens religiosas econgregações) ou eminstitutos seculares, existindo porém aqueles que vivem isoladamente ou até em comunidade aberta, junto dos outros leigos não consagrados. Dentro da Igreja Católica, existem vários institutos de vida religiosa, como por exemploagostinianos,anunciadas,beneditinos,mercedários,betlemitas,carmelitas,cartuxos,celestes,clarissas,concepcionistas,franciscanos, dominicanos,mínimos,jerónimos,trapistas,visitandinas e tantas outras comunidades defrades,freiras,monges emonjas católicos.
Tal vivência consagrada se remete também aos membros das Comunidades Novas, que embora não tenham a chamadaVida Consagrada citada aqui em sentido clássico, são homens e mulheres que nas últimas décadas veem "consagrando suas vidas a Cristo" em associações privadas de fiéis denominadas por Comunidades Novas. Um exemplo é aComunidade Sementes do Verbo.

OsConselhos Evangélicos presentes na versão bíblica da vida de Cristo — seguidos pelos consagrados mediante osvotos religiosos professados em institutos religiosos (comumente chamados apenas deVotos) — são aspectos pelos quais taisreligiosos vivem a restrita "uniformização com Cristo", sendo considerados "novos Cristos" para aIgreja. Através destes Votos tais religiosos seguem as constituições dos seus respectivos institutos, vivendo segundo o "carisma" do mesmo os conselhos evangélicos mais comuns.
O grau de seguimento e cumprimento destes conselhos evangélicos variam de instituto para instituto, sendo asordens religiosas mais austeras, onde os Votos são professados solenemente. Isto em oposição àscongregações religiosas, que só obrigam os seus membros a professarem os Votos na sua versão mais simples. A diferença mais marcante destas duas versões está no cumprimento do voto da pobreza.
Os mais comuns votos religiosos professados são três:
Existe, ainda, um outro voto professado em inúmeras ordens religiosas: o da Estabilidade, que determina permanecer no mesmo mosteiro, em virtude da vida contemplativa de clausura.
Na visão da Igreja Católica, os conselhos evangélicos têm uma origem divina, mais exatamente,cristológica. Estão fundamentados nas palavras, na doutrina e nos exemplos deCristo, em suma, navida de Jesus. A vida e doutrina de Jesus relatada na Bíblia estão na base de toda a forma de "vida cristã" e, de maneira especial, na base da "vida consagrada". Eles não são obrigados aos cristãos todos, muito menos lhes éprerrogativa de uma vida mais ou menos santa, apenas são obrigados àqueles que livremente optaram por segui-los para procurarem a sua salvação, mas também a salvação do próximo, de acordo com o carisma da respectiva instituição.