A família das tifáceas inclui dois gêneros,Sparganium eTypha, a primeira com cerca de 14 espécies e a segunda por volta de 10 a 13 espécies, sendo 3 ocorrentes no Brasil (Typha domingensis,Typha latifolia eTypha angustifolia)[5]. Apesar disso,Sparganium pode ser encontrada no Brasil, porém apenas como uma planta cultivada e não nativa, diferentemente daTypha. Portanto, temos:
Asinflorescências são terminais, eretas, no gêneroSparganium são encontradas emracemo com as partes femininas alocadas abaixo das masculinas, e emTypha formam espigas cilíndricas densas com duas partes ao longo do mesmo eixo que são separadas por uma porção estéril com a parte feminina posicionada basalmente[3][10].
As flores sãohipóginas;perianto com uma ou váriastépalas discretas ou escamas podendo ou não ser numerosas ou cerdas delgadas semelhantes a pelos[10][11].
Os dois gêneros divergem quanto adispersão de suas sementes. EnquantoSparganium dispersa porhidrocoria emTypha ocorreanemocoria (por vento)[5]. EmSparganium, osfrutos maduros caem na água podendo flutuar por aproximadamente um ano mantendo sua viabilidade. Oexocarpo esponjoso presente pode apodrecer permanecendo somente oendocarpo. Em sua extremidade distal encontra-se um poro em que emerge o embrião emgerminação[11]. A abertura do poro é bloqueada por umtampão micropilar que é formado pelo alargamento dostegumentos, essa estrutura contribui com o retardamento dagerminação possibilitando que ela ocorra em momento mais propício com a decomposição ou remoção do tampão. Suadispersão ocorre principalmente pela água, mas pode acontecer, de forma complementar, porepizoocoria e ouendozoocoria - geralmente por aves aquáticas[11]. Enquanto emTypha, que é adaptada à dispersão através do vento, apresenta frutos leves com operigônio persistente transformado em pelos finos, uniformes e semfeixes vasculares[11]. O amido encontrado noendosperma é parcialmente substituído poróleos graxos que diminuem o peso dosdiásporos, e tanto omesocarpo como oendocarpo são reduzidos e asinflorescências fortemente condensadas[11]. Todas essas diferenças facilitam a dispersão poranemocoria.
↑ROYAL BOTANIC GARDENS KEW (org.).Typha L. Plants of the World Online. Disponível em: https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:30003823-2#children. Acesso em: 06 fev. 2023.
↑abUNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO (UTAD).Sparganium. Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Disponível em:https://jb.utad.pt/genero/Sparganium. Acesso em: 06 fev. 2023.
↑SOUZA, Vinicius C.; LORENZI, Harri. TYPHACEAE. In: SOUZA, Vinicius C.; LORENZI, Harri.BOTÂNICA SISTEMÁTICA. 2. ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora LTDA, 2008. p. 176.
↑abcdefLEONG-ŀKORNIčKOVÁ, J..TYPHACEAE. In: LEONG-ŀKORNIčKOVÁ, J.. FLORA OF SINGAPORE. vol. 7, 2019. p. 1-5.
↑abcdefghKUBITZKI, K.. Typhaceae. In: KUBITZKI, Klaus.The Families and Genera of Vascular Plants. New York: Springer-Verlag Berlin Heidelberg New York, 1998. p. 547-461.
↑Zhou, B., Tu, T., Kong, F.et al.Revised phylogeny and historical biogeography of the cosmopolitan aquatic plant genusTypha (Typhaceae).Sci Rep 8, 8813 (2018).https://doi.org/10.1038/s41598-018-27279-3
Erro de citação: Elemento<ref> definido em<references> não tem um atributo de nome.
Watson, L.; Dallwitz, M. J.Sparganiaceae.The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval.Version: 1 Junho 2007. (em inglês). [S.l.: s.n.] Consultado em 4 de novembro de 2007A referência emprega parâmetros obsoletos|coautor= (ajuda)