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Tunísia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
República Tunisina
الجمهورية التونسية
al-Jumhūriyyah at-Tūnisiyyah
Lema:Ordem, Liberdade, Justiça
Hino: "Humat al-Hima"
"Defensores da Pátria"
Localização da Tunísia
Localização da Tunísia
Capital
e maior cidade
Tunes
36°84'N 10°22'E
Língua oficialárabe[1]
Religião oficialIslão
Gentílicotunisino; tunisiano
GovernoRepúblicapresidencialistaunitária
Kaïs Saïed
Sara Zaafarani
Independência 
• Data
20 de março de1956
Área
 • Total163 610km² (90.º)
 • Água (%)5
FronteiraArgélia eLíbia
População
 • Estimativa para 201611 432 289[2] hab. (78.º)
 • Censo 201410 982 574[3] hab.
 • Densidade63 hab./km² (133.º)
PIB (PPC)Estimativa para 2014
 • TotalUS$ 115,373bilhões * [4]
 • Per capitaUS$ 10 706[4]
PIB (nominal)Estimativa para 2014
 • TotalUS$ 45,239bilhões * [4]
 • Per capitaUS$ 4 197[4]
IDH (2021)0,731 (97.º) – alto[5]
Moedadinar tunisiano (TND)
Fuso horárioCET (UTC+1)
Cód. ISOTUN
Cód. Internet.tn
Cód. telef.+216
Website governamentalwww.ministeres.tn

ATunísia (emárabe:تونس;romaniz.:Tūnis,pronunciado: [ˈtuːnɪs]; emfrancês:Tunisie,pronunciado: [tynizi]; emberbere:ⵜⵓⵏⴻⵙ;romaniz.:Tunest), oficialmenteRepública Tunisina (em árabe:الجمهورية التونسية;romaniz.:al-Jumhūriyyah at-Tūnisiyyah; em francês:République tunisienne; em berbere:ⵜⴰⴳⴷⵓⴷⴰ ⵏ ⵜⵓⵏⴻⵙ), é umpaís daÁfrica do Norte que pertence à região doMagrebe. É limitada ao norte e o leste pelomar Mediterrâneo, através do qual faz fronteira com aItália, ficando especialmente próxima dailha de Pantelária e dasilhas Pelágias. Sua fronteira ocidental é com aArgélia (965 km) e a leste e sul com aLíbia (459 km). A sua capital e maior cidade éTúnis, que está situada no nordeste do país.

Quase 40% da superfície do território é ocupada pelodeserto do Saara. O restante é constituído de terras férteis, que foram berço dacivilização cartaginesa, a qual atingiu o seu apogeu noséculo III a.C., antes de sucumbir aoImpério Romano.

Muito tempo foi chamadaRegência de Tunes, umbeilhique (estado satélite) doImpério Otomano. A Tunísia passou a ser umprotetorado francês em 1881 e adquiriu a independência em 20 de Março de 1956. O país toma a denominação oficial de Reino da Tunísia com o final do mandato deLamine Bei, que, no entanto, jamais usou o título de rei, tendo sido proclamada umarepública em 25 de Julho de 1957. Integrada nas principais comunidades internacionais, a Tunísia faz igualmente parte daLiga Árabe, daUnião Africana e da Comunidade dos Estados do Sahel-Sahara, entre outras.

Juntamente comSeychelles,Mauricia,Argélia,Botsuana,Líbia eGabão, o país é um dos mais desenvolvidos da África, com umIDH considerado alto e suarenda per capita é uma das maiores do continente, que é relativamente alta comparada a outros países africanos.[6]

Etimologia

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A palavraTunísia é derivada deTúnis, capital da Tunísia moderna. A forma atual do nome, com seu sufixo-ia, evoluiu dofrancêsTunisie.[7]

Exitem várias possíveis origens do nomeTúnis. É geralmente associado com à raizberbereⵜⵏⵙ, transcrita comotns, o que significa "deitar-se" ou "acampamento".[8] Por vezes, é também associada à deusapúnicaTanit,[7][9] a antiga cidade deTynes.[10]

História

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Ver artigo principal:História da Tunísia

Pré-história e antiguidade

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Ver artigo principal:Cultura capsiana

Métodosagrícolas atingiram oVale do Nilo, na região doCrescente Fértil, cerca de5 000 a.C. e se espalharam para oMagrebe em cerca de4 000 a.C.. As primeiras comunidades agrícolas nas planícies costeiras úmidas da Tunísia central são ancestrais das tribosberberes de hoje.[11]

Acreditava-se que nos tempos antigos aÁfrica era originalmente povoada porgetulos elíbios, ambospovos nômades. De acordo com o historiador romanoSalústio, o semideusHércules morreu naEspanha e seu exército orientalpoliglota foi deixado para ocupar a terra a região, com alguma migração para a África. Ospersas foram para o Ocidente, misturaram-se com os getulos e se tornaram osnúmidas. Os númidas e osmouros pertenciam àetnia a partir da qual os berberes são descendentes. O significado traduzido de "númida" é nômade" e, de fato, as pessoas esses povos eram seminômades.[12][13][14][15][16]

No início da história registrada, a Tunísia era habitada portribosberberes. Sua costa foi colonizada porfenícios começando tão cedo quanto já noséculo XII a.C. A cidade deCartago foi fundada noséculo IX a.C. por colonos fenícios ecipriotas. A lenda diz queDido deTiro, no atualLíbano, fundou a cidade em814 a.C., como recontado pelo escritor gregoTimeu de Tauromênio. Os colonos de Cartago inspiraram sua cultura e religião nos fenícios.[17]

Após uma série de guerras comcidades-Estadosgregas (pólis) localizadas naSicília noséculo V a.C., Cartago subiu ao poder e, eventualmente, tornou-se a civilização dominante noMediterrâneo Ocidental. A população de Cartago adorava umpanteão de deuses doOriente Médio que incluíaBaal eTanite. O símbolo de Tanite, uma figurafeminina simples com os braços estendidos e de vestido longo, é um ícone popular encontrado em locais antigos. Os fundadores de Cartago também estabeleceram umtofete, que foi alterado no tempo dos romanos.

A invasão cartaginesa dapenínsula Itálica conduzida porAníbal durante aSegunda Guerra Púnica, um de uma série de guerras com aRoma Antiga, quase impossibilitou o surgimento do poder romano. Depois da conclusão do conflito, em202 a.C., Cartago passou a funcionar como umEstado fantoche daRepública Romana por mais 50 anos. Depois dabatalha de Cartago, em149 a.C., a cidade foi conquistada por Roma. Depois da conquista romana, a região tornou-se um dos principais celeiros dos romanos e foi totalmentelatinizado.

Durante o período romano a área da Tunísia atual teve um enorme desenvolvimento. A economia, principalmente durante oImpério Romano, prosperou graças àagricultura. Chamada de "celeiro do Império", a área da Tunísia e daTripolitânia, de acordo com uma estimativa, produzia um milhão de toneladas decereais por ano, um quarto do que era exportado pelo Império. Cultivos adicionais incluíamfeijão,figos,uvas e outrasfrutas.

Domínio árabe e otomano

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Ver artigos principais:Conquista muçulmana do Magrebe eImpério Otomano

Em algum momento entre a segunda metade doséculo VII e início do VIII, houveconquista muçulmana do Magrebe porárabes. Eles fundaram a primeira cidade islâmica nonorte da África,Cairuão. Foi lá, em 670 que a Mesquita de Uqueba, ou aGrande Mesquita de Cairuão, foi construída;[18] esta mesquita é o santuário mais antigo e prestigiado no Ocidente muçulmano e mantém o mais antigominarete do mundo;[19] também é considerado umaobra-prima da arte earquitetura islâmica.[20]

Os governadores árabes de Tunis fundou adinastiaAglábida, que governou a Tunísia, aTripolitânia e o leste daArgélia do ano 800 a 909. A Tunísia floresceu sob o domínio árabe quando sistemas extensivos foram construídos para abastecer as cidades com água para uso doméstico eirrigação, o que promoveu aagricultura, principalmente a produção deazeitona.[21][22] Esta prosperidade permitia uma vida de luxo para a corte e foi marcada pela construção de novas cidades-palácio, como al-Abassiya (809) e Raqadda (877).[21]

Depois de conquistar oCairo, osfatímidas abandonaram a Tunísia e partes do leste da Argélia aoszíridas locais (972–1148).[23] A Tunísia zírida floresceu em muitas áreas comoagricultura, comércio e ensino religiosos e secular.[24] No entanto, a gestão dos líderes zíridas posteriores foi negligente, o que levou à instabilidade política.[21][25][26]

A invasão da Tunísia pelaBanu Hilal, uma confederação de tribos de guerreiros árabesbeduínos que eram encorajados pelos fatímidas do Egito para tomar o Norte de África, fez com que a vida urbana e econômica da região entrasse em um declínio adicional.[23] O historiador árabeibne Caldune escreveu que as terras devastadas pela invasores da Banu Hilal haviam se tornado completamente áridas.[25][27]

O litoral foi brevemente mantido pelosnormandos daSicília noséculo XII, mas após a conquista da Tunísia em 1159–1160 pelosalmóadas, os últimoscristãos na Tunísia desapareceram, seja através da conversão ou da emigração forçada. Os almóadas governaram inicialmente sobre a Tunísia através de um governador, geralmente um parente próximo docalifa. Apesar do prestígio dos novos senhores, o país ainda era indisciplinado, com tumultos e combates contínuos entre os habitantes da cidade eárabes eturcos.

A maior ameaça ao governo almóada na Tunísia era a dinastiaBanu Gania, descendente dosalmorávidas, que a partir de sua base emMaiorca tentou restaurar o domínio almorávida sobre oMagrebe. Por volta de 1200, eles conseguiram estender seu domínio sobre toda a Tunísia, até serem esmagados pelas tropas almóadas em 1207. Após este sucesso, os almóadas instalaram Ualide Abu Háfece como o governador da Tunísia, que permaneceu como parte doCalifado Almóada até 1230, quando o filho de Abu Háfece declarou-se independente. Durante oReino Haféssida, relações comerciais frutíferas foram estabelecidas com vários países mediterrânicos cristãos.[28] No final doséculo XVI a costa tunisiana tornou-se um reduto depiratas (veja:Berbéria).

Nos últimos anos dos haféssidas, aEspanha tomou muitas das cidades litorâneas, mas estas foram recuperadas peloImpério Otomano. A primeira conquista otomana deTúnis aconteceu em 1534, sob o comando deBarba Ruiva, o irmão mais novo deUluje Ali, que foi ocapitão-paxá da Frota Otomana durante o reinado deSolimão, o Magnífico. No entanto, foi apenas na reconquista otomana final de Túnis da Espanha em 1574, sob o comando de Uluje Ali, que os otomanos anexaram permanentemente a antigaIfríquia haféssida, mantendo-a até àconquista francesa da região em 1881. Foi sob o domínio otomano que se estabeleceu aConstituição Tunisiana de 1861, primeiraconstituição escrita do país.

Inicialmente sob domínio turco a partir deArgel, aSublime Porta nomeou diretamente umpaxá para governar Túnis que era apoiado por forçasjanízaras. Em pouco tempo, no entanto, a Tunísia tornou-se de fato uma província autônoma, sob o comando dobei local, o que deixou a região com uma independência virtual. Oshusseínidas, dinastia criada em 1705, durou até 1957.[29]

Domínio francês

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Bairro Bab Souika emTúnis em 1899
Ver artigos principais:Ocupação francesa da Tunísia eProtetorado Francês da Tunísia

Em 1869, a Tunísia declarou-se falida e uma comissão financeira internacional assumiu o controle de sua economia. Em 1881, usando o pretexto de uma incursão para aArgélia, osfranceses invadiram o país com um exército de cerca de 36 000 homens e forçou obei a concordar com os termos doTratado de Bardo, em 1881.[30] Com este tratado, a Tunísia tornou-se oficialmente umprotetorado francês, apesar das objeções daItália. Sob colonização francesa, assentamentos europeus no país foram ativamente incentivados; o número de colonos franceses cresceu de 34 000 em 1906 para 144 000 em 1945. Em 1910, havia 105 000 italianos vivendo na Tunísia.[31]

Em 1942–1943, durante aSegunda Guerra Mundial, o país foi o palco daCampanha da Tunísia, uma série de batalhas entre as forças doEixo e dosAliados. A batalha começou com o sucesso inicial das forçasalemãs eitalianas, mas a superioridade numérica dos Aliados levou à rendição do Eixo em 13 de maio de 1943.[32][33]

Independência

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Habib Bourguiba, o primeiro presidente da Tunísia ao lado dabandeira nacional

A Tunísia conquistou a independência da França em 1956, liderada porHabib Bourguiba, que mais tarde tornou-se o primeiropresidente da Tunísia.[34] A secular Assembleia Constitucional Democrática (RCD), anteriormente conhecida como Neo Destour, controlou o país através de um dos regimes maisrepressivos domundo árabe, de sua independência em 1956 até arevolução da Tunísia em 2011.[35]

Em novembro de 1987, os médicos declararam Bourguiba incapaz de governar e, em umgolpe de Estado sem derramamento de sangue, o primeiro-ministroZine El Abidine Ben Ali assumiu a presidência.[34] O presidente Ben Ali, anteriormente ministro de Bourguiba e uma figura militar, manteve-se no poder de 1987 a 2011, depois que uma equipe de médicos especialistas julgou Bourguiba inapto para exercer as funções do cargo, em conformidade com o artigo 57 da Constituição da Tunísia.[36] O aniversário da sucessão de Ben Ali, 7 de novembro, era celebrado como um feriado nacional. Ele foi sistematicamente reeleito com maiorias significativas a cada eleição, sendo a última em 25 outubro de 2009, até ele fugir do país em meio a agitação popular de janeiro de 2011.[37]

Ben Ali e sua família foram acusados ​​decorrupção política e de saquear o dinheiro do país. Os membros corruptos da família Trabelsi, principalmente nos casos de Imed Trabelsi e Belhassen Trabelsi, controlavam grande parte do setor empresarial do país.[38] A primeira-damaLeila Ben Ali era descrita como uma compradora compulsiva que usava o avião do governo para fazer viagens não oficiais frequentes paracapitais da moda daEuropa.[39] A Tunísia recusou um pedido daFrança para aextradição de dois sobrinhos do presidente, do lado de Leila, que foram acusados ​​pelo Ministério Público do Estado Francês de ter roubado dois mega-iates de uma marina francesa.[40]

Grupos independentes dedireitos humanos, como aAnistia Internacional e aFreedom House, documentaram que os direitos humanos e políticos básicos não eram respeitados no país.[41][42] O regime obstruía de qualquer maneira possível o trabalho das organizações de direitos humanos locais.[43] Em 2008, em termos deliberdade de imprensa, a Tunísia foi classificada na 143ª posição entre os 173 países avaliados.[44]

Revolução

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Ver artigos principais:Revolução de Jasmim ePrimavera Árabe
Manifestantes lutam contra a polícia em 14 de janeiro de 2011, durante aRevolução de Jasmim que posteriormente desencadeou aPrimavera Árabe

ARevolução de Jasmim foi uma intensa campanha de resistência civil que foi precipitada pela elevada taxa dedesemprego, ainflação dos alimentos, acorrupção política,[45] a falta deliberdade de expressão e outrasliberdades políticas[46] e as más condições de vida. Ossindicatos foram uma parte integrante dos protestos. Os protestos inspiraram aPrimavera Árabe, uma onda de levantes civis semelhantes em todo omundo árabe.[47]

O catalisador para as manifestações em massa foi a morte deMohamed Bouazizi, um vendedor ambulante de 26 anos de idade que colocou fogo no próprio corpo em 17 de dezembro de 2010, em protesto contra o confisco de suas mercadorias e a humilhação infligida a ele por um funcionário municipal. A raiva e a violência se intensificaram após a morte de Bouazizi, em 4 de janeiro de 2011, levando o presidenteZine El Abidine Ben Ali a renunciar em 14 de janeiro de 2011, após 23 anos no poder. Os protestos continuaram até a proibição do partido no poder e a expulsão de todos os membros dogoverno de transição formado porMohamed Ghannouchi. Eventualmente, o novo governo cedeu às demandas. Um tribunal de Túnis proibiu a atuação do antigo partido governante e confiscou todos os seus recursos. Um decreto do Ministro do Interior proibiu também a "polícia política", que eram forças especiais que eram usadas para intimidar e perseguir ativistas políticos durante o regime de Ben Ali.[48]

Em 3 de março de 2011, o presidente anunciou que as eleições para umaAssembleia Constituinte seria realizada em 23 de outubro de 2011. Observadores internos e internacionais declararam o processo eleitoral livre e justo. O Movimento Ennahda, anteriormente proibido pelo regime de Ben Ali, conquistou 90 assentos do parlamento, de um total de 217.[49] Em 12 de dezembro de 2011, o ex-ativista dosdireitos humanos e dissidente veteranoMoncef Marzouki foi eleito presidente do país.[50] Em março de 2012, o Ennahda declarou que não iria apoiar que axaria passasse a ser a principal fonte dalegislação nacional na nova constituição, mantendo a naturezasecular do Estado tunisiano. A postura de Ennahda sobre a questão foi criticada porislamitas radicais, que queriam que a xaria fosse completamente aplicada.[51]

Geografia

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Ver artigo principal:Geografia da Tunísia
Djebel Ressas, Ben Arous

A Tunísia está situada nacosta mediterrânea donorte da África, a meio caminho entre oOceano Atlântico e oDelta do Nilo. Faz fronteira com aArgélia a oeste e com aLíbia, a leste e sul. Situa-se entre aslatitudes 30 ° e 38 °N elongitudes 7 ° e 12 °E.

Embora seja relativamente pequeno em tamanho, o país conta com uma grande diversidade ambiental, devido à sua extensão norte-sul. A sua extensão leste-oeste é limitada. As diferenças da Tunísia como o resto doMagrebe são em grande parte diferenças ambientais definidas na direção norte-sul, como a diminuição acentuada daschuvas na região sul.

A Dorsal, a extensão leste dasCordilheira do Atlas, atravessa a Tunísia, em direção nordeste, a partir da fronteira argelina, a oeste da península doCabo Bon, no leste. A norte da Dorsal está Tell, uma região caracterizada por colinas baixas eplanícies, novamente uma extensão de montanhas a oeste da Argélia. No Khroumerie, na região noroeste da Tunísia, as elevações atingem 1 050 m eneve ocorre noinverno.

Oclima da Tunísia encontra-se sujeito a influências mediterrânicas e saarianas. Oclima mediterrâneo predomina no norte e caracteriza-se por invernos amenos e verões quentes e secos. Astemperaturas variam em função dalatitude, altitude ou proximidade em relação aoMar Mediterrâneo. As temperaturas médias são de 12 °C em Dezembro e 30 °C em Julho.

Demografia

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A população tunisiana, do ponto de vistasociológico, histórico e genealógico, é composta porárabes eberberes.[52] Em 1870, a distinção entre a massa árabe e aeliteturca se desfez[53] e hoje a esmagadora maioria da população, cerca de 98%,[54] simplesmente identifica-se como árabe.[55] Há também uma pequena população puramente berbere (1%, no máximo) localizada nas montanhas Dahar e na ilha de Djerba no sudeste e na região montanhosa de Khroumire no noroeste.[56]

Do final doséculo XIX até depois daSegunda Guerra Mundial, a Tunísia foi o lar de grandes populações defranceses eitalianos (255 000 europeus moravam no país em 1956),[57] embora quase todos eles, juntamente com a populaçãojudaica, tenham deixado a Tunísia após a independência do país. A história dos judeus na Tunísia remonta há cerca de 2 000 anos. Em 1948, a população judaica foi estimada em 105 000 pessoas, mas em 2013 apenas cerca de 900 permaneceram no país.[58]

O primeiro povo conhecido na história do que é hoje a Tunísia foram osberberes. Numerosas civilizações e povos invadiram, migraram ou foram assimilados pela população ao longo dos milênios, com influências de populações defenícios/cartagineses,romanos,vândalos,árabes,espanhóis,turcos otomanos,janízaros efranceses. Houve também um fluxo contínuo de tribos árabesnômades daArábia.[23]

Além disso, após aReconquista e a expulsão dos não cristãos emouriscos daEspanha, muitos muçulmanos e judeus espanhóis também chegaram. O governo tem apoiado um programa deplanejamento familiar notavelmente bem-sucedido, que reduziu a taxa de crescimento da população de pouco mais de 1% ao ano, contribuindo para a estabilidade econômica e social da Tunísia.[59]

Religião

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Ver artigos principais:Religião na Tunísia eIgreja Católica na Tunísia
Grande Mesquita de Cairuão

Noventa e nove por cento dos tunisinos sãoMuçulmanos.[60] A maior parte deles sãosunitas pertencentes àmadhhabmaliquita, mas continua a existir um pequeno número deibaditas entre osberberes da ilha deDjerba.

Existe uma pequena comunidade muçulmana indígenasufi, no entanto não existem estatísticas relativas ao seu tamanho. Informações fidedignas referem que muitos sufis deixaram o país logo após a independência quando os seus terrenos e edifícios religiosos foram revertidos para o governo (o mesmo que as fundações ortodoxas islâmicas). Ainda que a comunidade sufi seja pequena, a sua tradição de misticismo permeia a prática de Islão por todo o país. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena "marabutica" que pertence à irmandade espiritual conhecida como "Turuq".[carece de fontes?][necessário esclarecer]

A comunidadecristã, composta por residentes estrangeiros e um pequeno grupo de nativos-nascidos cidadãos de ascendência árabe oueuropeia, números 25 000 e se dispersa ao longo de todo o país.[60] Existem 20 000católicos.

Línguas

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Oárabe é alíngua oficial e oárabe tunisiano, conhecido comoDerja, é avariedade local e usada popularmente.[61] Há também uma pequena minoria de falantes delínguas berberes conhecidas coletivamente comoShelha.[62]

Ofrancês também desempenha um papel importante na sociedade tunisina, apesar de não ter um estatuto oficial. É amplamente utilizado na educação (por exemplo, como a língua de ensino nas ciências noensino secundário), na imprensa e nos negócios. Em 2010, havia 6 639 000francófonos na Tunísia, ou cerca de 64% da população.[63] Oitaliano é compreendido e falado por uma pequena parte da população local.[64] Placas e sinais de trânsito na Tunísia são geralmente escritos em árabe e francês.[65]

Cidades mais populosas

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Cidades mais populosas daTunísia
Censo de 2014[66]

Tunes

Sfax
PosiçãoLocalidadeVilaietePop.
1TunesTunes638 845
2SfaxSfax272 801
3SusaSusa221 530
4Ettadhamen-MnihlaTunes142 953
5CairuãoKairouan139 070
6BizertaBizerta136 917
7GabèsGabès130 984
8La SoukraAriana129 693
9ArianaAriana114 486
10Sidi HassineTunes109 672

Governo e política

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Fachada da sede do parlamento da Tunísia, emTúnis

A Tunísia é umarepública constitucional com umpresidente que serve comochefe de Estado echefe de governo, umparlamentounicameral e umjudiciário baseado nosistema romano-germânico. A Constituição da Tunísia, aprovada 26 de janeiro de 2014, garante direitos para as mulheres e afirma que a religião do presidente "será oIslã". Em outubro de 2014 o país realizou suas primeiras eleições sob a nova constituição e após aPrimavera Árabe.[67]

O número de partidos políticos legalizados na Tunísia tem crescido consideravelmente desde a revolução de 2011. Existem hoje mais de 100 partidos legais, incluindo vários que existiam durante o antigo regime. Durante o governo de Ben Ali, apenas três partidos da oposição funcionavam como independentes: o PDP, FDTL e o Tajdid. Embora alguns partidos sejam mais antigos e bem estabelecidos, visto que podem recorrer a estruturas partidárias anteriores, muitos dos mais de 100 partidos existentes no país em 2012 ainda eram pequenos.[59]

As mulheres detinham mais de 20% dos assentos no parlamentobicameral pré-revolução do país, o que é raro nomundo árabe.[68] Na Assembleia Constituinte de 2011, as mulheres ocuparam entre 24% e 31% de todos os lugares.[69][70] A Tunísia está incluída naPolítica Europeia de Vizinhança daUnião Europeia, que visa aproximar a UE de seus vizinhos mais próximos. Em 23 de novembro de 2014 a Tunísia realizou sua primeira eleição presidencial após a Primavera Árabe, em 2011.[71]

Forças armadas

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Giscon (510), uma embarcação de ataque rápido da Marinha da Tunísia.

Em 2008, a Tunísia tinha um exército composto por 27 000 pessoas, equipado com 84tanques de batalha principais e 48 tanques leves. A Marinha tinha 4 800 homens, operava 25 barcos de patrulha e 6 outras embarcações. A Força Aérea mantinha 154 aeronaves e quatro UAVs. As forçasparamilitares consistiam em uma guarda nacional de 12 000 membros.[72]

Os gastos militares da Tunísia representavam 1,6% do PIB do país em 2006. O exército é responsável pela defesa nacional e também pela segurança interna. A Tunísia tem participado nosforças de manutenção da paz dasNações Unidas noCamboja (UNTAC),Namíbia (UNTAG),Somália,Ruanda,Burundi,Saara Ocidental (MINURSO) e a missão de 1960 noCongo (ONUC).

Os militares têm desempenhado historicamente um papel profissional e apolítico na defesa do país contra ameaças externas. Desde janeiro de 2011 e sob a direção dopoder executivo, as forças armadas têm assumido crescente responsabilidade pela segurança interna e pela resposta àcrise humanitária.[59]

Direitos humanos

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Depois da revolução, uma série de grupossalafistas surgiram e, em algumas ocasiões, reprimiram violentamente expressões artísticas que eles consideram como "hostis" aoislão.[73]

Desde a revolução de 2011, algumasorganizações não governamentais têm se reconstituído e centenas de outras novas surgiram. Por exemplo, a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos, a primeira organização de direitos humanos daÁfrica e domundo árabe, operou sob restrições e intromissão do Estado por mais da metade de sua existência, mas agora está completamente livre para atuar. Algumas organizações independentes, como a Associação Tunisiana de Mulheres Democráticas, a Associação de Mulheres Tunisinas para a Pesquisa e Desenvolvimento e a Ordem dos Advogados também permanecem ativas.[59]

Em 2017, a Tunísia tornou-se o primeiro país árabe a proibir a violência doméstica contra as mulheres, o que anteriormente não era um crime. Além disso, a lei que permitia que os violadores escapassem da punição casando-se com a vítima foi abolida.[74]

Subdivisões

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Ver artigo principal:Subdivisões da Tunísia

A Tunísia está dividida em24 províncias (em árabe:muhafazah) que estão subdivididas em264 delegações ou distritos (mutamadiyat) que, por sua vez, subdividem-se em 2 073 sectores. As delegações são, ainda, subdivididas em municípios (shaykhats). As 24 províncias da Tunísia são:

Mapa dasprovíncias da Tunísia.

Economia

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Ver artigo principal:Economia da Tunísia
Principais produtos deexportação da Tunísia em 2019 (em inglês)

Tunísia é um país orientado para aexportação e está em um processo de liberalização eprivatização de uma economia que, apesar de uma média de crescimento do PIB de 5% desde o início da década de 1990, tem sofrido com acorrupção política que beneficia elites com conexões políticas.[75] A Tunísia tem uma economia diversificada, que abrangeagricultura,mineração,manufatura, produtos petrolíferos eturismo. Em 2008, teve um PIB de45bilhões * bilhões de dólares (taxas de câmbio oficiais) ou 115 bilhões de dólares emparidade de poder de compra (PPC).[4]

O setor agrícola representa 11,6% do PIB, aindústria 25,7% e osserviços 62,8%. Naagricultura, o país foi, em 2019, o 7º maior produtor mundial deazeitona, o 10º maior produtor mundial detâmara, o 7º maior produtor mundial detomate, além de ter uma boa produção detrigo,cevada emelancia, entre outros.[76] Na pecuária, em 2019, a Tunísia produziu 1,4 bilhão de litros deleite de vaca, entre outra produtos.[77] As maiores exportações de produtos agropecuários processados do país em termos de valor, em 2019, foram:azeite de oliva etâmaras, e com valor mais baixo:açúcar, comida industrializada,cigarro,macarrão,tomate,massa,margarina, bebidas de modo geral, produtos feitos comchocolate, entre outros.[78] O país foi o 3º maior produtor mundial deazeite de oliva em 2018.[79] Namineração, em 2019, o país era o 10º maior produtor mundial defosfato.[80]

O setor industrial é composto principalmente pela fabricação devestuário e calçados, peças de automóveis e máquinas elétricas. Embora a Tunísia tenha conseguido uma taxa decrescimento econômico relativamente alta desde os anos 1990, o país continua a sofrer de uma elevada taxa de desemprego, especialmente entre os jovens.

Em 2009, a Tunísia foi classificada como a economia mais competitiva daÁfrica e o 40º do mundo peloFórum Econômico Mundial.[81] O país conseguiu atrair muitas empresas internacionais, como aAirbus[82] e aHewlett-Packard.[83] O turismo representava 7% do PIB e 370 000 postos de trabalho em 2009.[84]

Sede do Banco Central da Tunísia

AUnião Europeia (UE) continua a ser o primeiro parceiro comercial, atualmente respondendo por 72,5% das importações e 75% das exportações tunisinas. A Tunísia é um dos parceiros comerciais mais consagrados da UE na região doMediterrâneo e é o 30º maior parceiro comercial do bloco europeu. O país foi o primeiro do Mediterrâneo a assinar um Acordo de Associação com a União Europeia, em julho de 1995, embora, mesmo antes da data de entrada entrar em vigor, a Tunísia já tivesse começado a desmantelar as tarifas sobre o comércio bilateral. O país acabou com as tarifas para os produtos industriais em 2008 e, portanto, foi o primeiro da região a entrar em umazona de livre comércio com a UE.[85]

A "Tunis Sports City" é uma cidade inteira de esportes sendo construída emTúnis. A cidade que será composta por edifícios de apartamentos, bem como instalações de vários esportes construídas pelo Grupo Bukhatir a um custo de5bilhões * de dólares.[86] O Porto Financeiro de Túnis vai criar o primeirocentro financeirooffshore doNorte da África na baía da cidade, em um projeto com um valor de desenvolvimento final de 3 bilhões de dólares.[87] A "Tunis Telecom City" é um outro projeto de 3 bilhões de dólares para criar um centro deTI em Túnis.[88]

Infraestrutura

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Transportes

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Autoestrada A3, entreTúnis eBéja

O país mantém uma rede de 19 232 km de estradas, com três autoestradas: A1 Túnis-Sfax (obras em curso para Sfax-Líbia), A3 Túnis-Beja e A4 Túnis-Bizerte. Há 29 aeroportos no país, sendo que oAeroporto Internacional de Túnis-Cartago e oAeroporto Internacional de Djerba-Zarzis são os mais importantes. Um novo aeroporto, o Aeroporto Internacional Enfidha-Hammamet, foi concluído no final de outubro de 2009, mas foi inaugurado em 2011. O aeroporto está localizado ao norte deSousse emEnfidha e atende principalmente osresorts de Hamammet ePort El Kantaoui, juntamente com cidades do interior, comoCairuão. Quatro companhias aéreas estão com sede na Tunísia:Tunisair,Karthago Airlines,Nouvelair eTunisair Express. A rede ferroviária é operada pela "Société Nationale des Chemins de Fer Tunisiens" (SNCFT) e equivale a 2 135 km no total. A área de Túnis é servida por uma rede deVLT chamadaMetro Leger que é gerida pela Transtu.[89]

Educação

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Colégio Sadiki em Túnis

A taxa dealfabetização de adultos em 2008 foi de 78%.[90] A educação é considerada prioridade e é responsável por 6% do PIB. Aeducação básica para crianças entre as idades de 6 e 16 anos é obrigatória desde 1991. A Tunísia foi classificada no 17º lugar na categoria "qualidade do sistema educativo" e em 21º na categoria de "qualidade do ensino primário" noGlobal Competitiveness Report de 2008–9, divulgado peloFórum Econômico Mundial.[91]

Os quatro anos deensino secundário estão abertos a todos os que concluem o ensino básico e é onde os alunos se concentram para entrar nonível universitário ou para se juntar aforça de trabalho após a conclusão dos estudos. O ensino secundário é dividido em duas fases: "acadêmico geral" e "especializadas". O sistema de ensino superior na Tunísia passou por uma rápida expansão e o número de alunos mais do que triplicou em 10 anos, ao sair de 102 000 em 1995 para 365 000 em 2005.[91]

Saúde

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Em 2010, os gastos com saúde representaram 3,37% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em 2009, havia 12,02 médicos e 33,12 enfermeiros por 10 000 habitantes.[92] A expectativa de vida ao nascimento era de 75,73 anos em 2016, ou 73,72 anos para homens e 77,78 anos para mulheres.[93] A mortalidade infantil em 2016 foi de 11,7 por 1 000.[94]

Mídia

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Sede da Télévision Tunisienne

A mídiatelevisiva por muito tempo permaneceu sob o domínio da Autoridade de Radiodifusão Tunísia (ERTT) e de sua antecessora, a Rádio e Televisão Tunisiana, fundada em 1957. Em 7 de novembro de 2006, o ex-presidenteZine el-Abidine Ben Ali anunciou a cisão do negócio, que entrou em vigor em 31 de agosto de 2007. Até então, a ERTT geria todas as estações detelevisão pública (Télévision Tunisienne 1, bem como Télévision Tunisienne 2, que tinha substituído a extinta RTT 2) e quatro estações de rádio nacionais (Radio Tunis, Tunisia Radio Culture, Youth e Radio RTCI) e cinco regionais em Sfax, Monastir, Gafsa, Le Kef e Tataouine. A maioria dos programas são emárabe, mas alguns são emfrancês. O crescimento na radiodifusão e da televisão privada tem criado várias estações, como Radio Mosaique FM, Jawhara FM, Zaytuna FM, Hannibal TV, Ettounsiya TV e Nessma TV.[95][96] Em 2007, cerca de 245 jornais e revistas (em comparação com apenas 91 em 1987) eram 90% de propriedade de grupos privados e independentes.[97]

Cultura

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A cultura da Tunísia começa com osberberes, umpovo nômade doNorte de África que se estabeleceram primeiro no leste doEgito, em seguida, transferiram-se para as terras da atual República da Tunísia.[carece de fontes?] Foram os primeiros povoadores da Tunísia. Com o passar dos séculos, vários fluxos migratórios se estabeleceram na Tunísia, trazendo suas tradições e uma excelente cozinha, criando assim uma intensa mistura étnica.[carece de fontes?]

Música

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Ver artigo principal:Música da Tunísia

Esportes

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Estádio Olímpico deRadès

Ofutebol é oesporte mais popular no país. ASeleção Tunisiana de Futebol, também conhecida como "As Águias de Cartago", venceu oCampeonato Africano das Nações de 2004, que foi realizada na Tunísia. Eles também participaram daCopa das Confederações FIFA de 2005, que foi realizada naAlemanha, mas não conseguiram ir além da primeira rodada. A divisão principal do futebol local é oCampeonato Tunisiano de Futebol. Os principais clubes são oEspérance Sportive de Tunis, oÉtoile Sportive du Sahel, oClub Africain e oClub Sportif Sfaxien.[98][99]

ASeleção Tunisiana de Handebol Masculino tem participado em vários campeonatos mundiais. O campeonato nacional é composto por cerca de 12 equipes, cujos principais times são o ES. Sahel e o Esperance S.Tunis. O mais famoso jogador de handebol da Tunísia éWissem Hmam. NoCampeonato Mundial de Handebol Masculino de 2005, realizado em Túnis, Hmam foi classificado como o melhor marcador do torneio. A equipa de handebol nacional tunisina venceu o Campeonato Africano oito vezes, sendo a equipe que domina esta competição, bem como o Campeonato Africano de 2010, noEgito ao derrotar o país anfitrião.[100]

Noboxe,Victor Perez ("Young") foi campeão mundial na classe de peso peso-pena em 1931 e 1932.[101] NosJogos Olímpicos de Verão de 2008, o tunisianoOussama Mellouli conquistou a medalha de ouro nos 1 500 m nado livre.[102] NosJogos Olímpicos de Verão de 2012, ele ganhou uma medalha de bronze nos1 500 m livre e uma medalha de ouro namaratona de 15 km.

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