Sua família toda tem um histórico musical, com um avômaestro e compositor, mãebandolinista, um pai que tocavaviolão e um irmão mais velho, Paulo,contrabaixista profissional. Paulo, junto do amigo Chiquito Braga, estimulou Toninho a aprender o violão na infância, enquanto tocava o instrumento junto de Chiquito. Toninho compôs sua primeira canção aos 13 anos com a irmã Gilda, e três anos depois tinha uma composição dos dois, “Flor que cheira saudade”, foi gravada pelo cantor Márcio José e o Conjunto de Aécio Flávio - que incluía o irmão Paulo.[1][2]Em 1967 participou do "2ºFestival Internacional da Canção", concorrendo com a músicaMaria Madrugada, em parceria comJúnia Horta; e em 1969, no "4ºFestival Internacional da Canção" concorreu com a músicaNem é carnaval, com seu parceiroMárcio Borges.
Diversas de suas composições foram gravadas por intérpretes e músicos brasileiros como é o caso da cançãoCéu de Brasília, de seu primeiro álbum soloTerra dos Pássaros (1980), que foi gravada por Simone, Carla Villar e Hamilton de Holanda.[3]
Integra a antologia "Progressions – 100 Years of Jazz" (EUA, Columbia/Legacy, 2005), como um dosguitarristas mais influentes do mundo dojazz noséculo XX.
Em 2012, foi incluído na lista dos 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão da revistaRolling Stone Brasil.[4]
Participação no CD beneficente"A Big Hand for Hanshin", que arrecadou fundos para as vítimas do terremoto emKobe (Japão). O projeto contou com a participação ainda, de convidados como Herbie Hancock, Keith Jarret, Pat Metheny eRuich Sakamoto, (1995)
Escreve a obra "Livrão da Música Brasileira", compêndio com 700 partituras e 700 verbetes sobre trabalhos da maioria dos compositores brasileiros. Patrocinado pelaSecretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais e pela UFOP, em fase final para lançamento.
Apresentação solo no"Viva Brasil Festival", noPalais des Beaux Arts, e também com o Caetano Veloso (Bruxelas, 1992)
Apresentação em"Jazz - Sons de uma longa História", Festival realizado no salãoTeatro Praiense, com o gaitista americanoWillian Galliston (Açores/Portugal, 1993)
Em 2004, Toninho forneceu uma entrevista aoMuseu da Pessoa[5], na qual descreve como foi sua primeira experiência no mundo da música aos 10 anos de idade. Quando questionado sobre qual foi seu primeiro instrumento musical:
"Foi um violão. Tinha um violão velho lá da Del Vecchio amarelo, tenho até hoje. Recentemente o Virgilio, grande craque lá de luthier, de Sabará, ele deu uma reformada nele e tal. Mas é um violão antigo, que tem muita história. Foi onde eu,. os primeiros acordes que eu dei. Inclusive eu comecei a tocar com os dois dedos, e a primeira música que eu toquei, foi uma música do Ary Barroso, até o ano passado foi comemoração dos cem anos do nascimento dele. E eu lembrava que eu tocava o: “Risque Pon dun don dom…” dos baixos e tudo. E foi a primeira música que eu toquei. E as minhas irmãs já tocavam dedilhando, mais delicadamente, assim. Mas daí a pouquinho, eu já estava passando as meninas. (Risos) Aí falaram: “Olha, o Toninho tem jeito pro negócio, tal.”"