Enquanto estudava à noite para completar o ensino médio, Dobzhansky começou a colecionarborboletas,joaninhas ebesouros e teve contato com a obra deCharles Darwin, o que o instigou a buscar carreira na biologia. Em1917, ele ingressou no curso de biologia daUniversidade de Kiev, de onde se formou em1921. Foi professor do Instituto Politécnico de Kiev e instrutor dezoologia antes de se mudar paraSão Petersburgo e se tornar assistente deYuri Filipchenko, diretor do departamento de genética daUniversidade de Leningrado, em1924, que ali tinha estabelecido um laboratório de estudos sobreDrosophila.[5][6][7]
Em1928, Dobzhansky seguiu Morgan para oInstituto de Tecnologia da Califórnia, onde foi indicado como professor assistente de genética, em1929 e professor titular da mesma cadeira em1936. Dobzhansky trabalhou com moscas da fruta nolaboratório e no campo, tendo descoberto que diferentes variedades regionais de moscas eram mais similares entre si geneticamente do que moscas de outras regiões. Ele retornaria a Nova Iorque em1940 para ser professor de zoologia da Universidade Columbia, onde permaneceu até1962, quando foi indicado professor da atualUniversidade Rockefeller. Em setembro de1971, ele voltou para a Califórnia, de onde foi professor daUniversidade da Califórnia até sua morte, em1975. Em22 de fevereiro de1969, Natasha morreu depois de umatrombose. Ela colaborou em vários trabalhos com o marido, com quem escreveu vários artigos.[3][7]
O trabalho de Morgan, Sturtevant e Dobzhansky obteve informações cruciais sobre a citogenética daDrosophila.[8][9] A ideia original de Dobzhansky (depois de estudar ao lado de Yuri Filipchenko) era de que havia sérias dúvidas sobre o uso de dados obtidos de fenômenos que acontecem nas populações locais (microevolução) e fenômenos que acontecem em escala global (macroevolução). Filipchenko também acreditava que havia apenas dois tipos de herança: herança Mendeliana de variação dentro das espécies e herança Não-Mendeliana de variação no sentido macroevolutivo.[3][5] Anos depois, Dobzhansky afirmou que Filipchenko apostou na teoria errada.[10]
Em1937 ele publicou um dos maiores trabalhos dasíntese evolutiva moderna, a síntese dabiologia evolutiva com genética, intituladaGenetics and the Origin of Species, que entre outras coisas definiu aevolução como “uma mudança na frequencia de alelos dentro de um pool gênico”. Também em 1937, ele se tornou umcidadão naturalizado americano. Durante este período, ele teve um desentendimento público com um de seus colaboradores,Alfred Sturtevant, baseado em competência profissional.
Dobzhansky trabalhou até sua morte como professor de genética e morreu em18 de dezembro de1975 emDavis, aos 75 anos. Seu corpo foi cremado e suas cinzas espalhadas na natureza californiana.[3]
Dobzhansky, Th., 1981.Dobzhansky's Genetics of Natural Populations I-XLIII. R.C. Lewontin, J.A. Moore, W.B. Provine & B. Wallace, eds. Columbia University Press, New York. (reprints the 43 papers in this series, all but two of which were authored or co-authored by Dobzhansky)
Dobzhansky escreveu uma série de resenhas sobre o livro "A origem das raças", do antropólogoCarleton S. Coon. Dobzhansky rejeitou a teoria de Coon sobre a origem independente de mutações idênticas, mas concordou que a seleção favorecia um genótipo do tiposapiens em todas as populações proto-humanas e expressou a teoria de que todos os alelossapiens existiam em baixa frequência nas populaçõeserectus, e que a composição estatística do pool genético mudou de erectus para sapiens em várias populações independentemente.[14]
↑abcAdams, M. (ed) (1994).The Evolution of Theodosius Dobzhansky: essays on his life and thought in Russia and America. Princeton: Princeton University Press.ISBN978-0-691-03479-9
↑abVucinich, Alexander (1995). «Review of The Evolution of Theodosius Dobzhansky: Essays on His Life and Thought in Russia and America».Slavic Review.54 (3): 778–779.JSTOR2501792.doi:10.2307/2501792