A ascensão de um novo imperador que não havia sido chamado de nada além de imperador romano permitiu que as negociações reiniciassem. Teofânia obedientemente chegou em grande estilo em 972, com uma magnífica escolta e trazendo um grande tesouro. Porém de acordo com o cronistaDietmar ela não era avirgo desiderata, a tão antecipada princesa imperial. No contrato nupcial ela é identificada como sendo aneptis (sobrinha ou neta) do imperadorJoão I Tzimisces.
Teofânia era, de toda forma, de uma distinta ascendência: pesquisas recentes estabeleceram que ela era filha deSofia Focena ("dafamília Focas"), prima de Tzimisces e sobrinha deNicéforo II Focas, e também do cunhado de Tzimisces (de seu primeiro casamento) Constantino Sclero.[1][2]
Teofânia acompanhou o marido em todas as suas viagens e emitiu diplomas em seu próprio nome como "imperatriz". Sabe-se que ela frequentemente entrava em conflito com a sua sogra,Adelaide da Itália, e isso causou um afastamento entreOtão II e Adelaide. De acordo comOdilo,abade de Clúnia, Adelaide ficou muito feliz quando "aquela grega" morreu.
Coroação deOtão II e Teofânia. Placa emmarfim do período bizantino.
Alberto de Metz descreve Teofânia como sendo uma mulher desagradável e faladeira. Teofânia também foi criticada por sua decadência, que se manifestava em seu hábito de banhar-se uma vez por dia e na sua introdução de vestimentas e jóias de luxo na Alemanha. A ela é creditada ainda a introdução dogarfo na Europa Ocidental, cronistas mencionam o espanto provocado quando ela"usou uma garra dupla de ouro para trazer o alimento para a boca" em vez de usar as mãos, como era a norma.
O teólogoPedro Damião chegou mesmo a afirmar que Teofânia teve um caso amoroso com João Filagato, ummonge grego que reinou brevemente comoAntipapa João XVI.
Otão II morreu repentinamente em 7 de dezembro de 983 e foi sepultado em Roma. No Natal do mesmo ano Teofânia fez com que seu filho, então com três anos de idade, fosse coroado comoOtão III, tendo ela mesma como imperatriz regente em seu nome.Henrique II da Baviera capturou Otão III na primavera de 984, mas foi forçado a entregar a criança à sua mãe. Com a colaboração dos Willigis,arcebispo de Mogúncia, e Hildebaldo,bispo de Worms, Teofânia reinou até a sua morte em 991.
Ela foi enterrada naIgreja de São Pantaleão, emColónia. O cronistaDietmar fez umaeulogia sobre ela nestes termos:"embora Teofânia fosse do sexo fraco, ela possuía moderação, idoneidade e boas maneiras. Desta forma, ela protegeu com vigilância masculina o poder real para seu filho, amigável com todos os que foram honestos, mas com uma grandeza terrível contra os rebeldes".
Otão III ainda era uma criança quando sua mãe morreu e sua avó, Adelaide da Itália, assumiu aregência até que ele tivesse idade suficiente para governar sozinho.