Telefónica é umaempresaespanhola detelecomunicações. Operando globalmente, é uma das maiores companhias de telecomunicações fixas e móveis do mundo. Possui como marcas comerciais principais:Movistar atuante naEspanha eHispanoamérica, O2 em toda a Europa, eVivo no Brasil (daTelefônica Brasil).[5] A Telefónica possui, ao total, 357 milhões de clientes; oBrasil é o país com a maior quantidade de clientes da Telefónica (que funciona sob tutela daVivo), possuindo 95 milhões deles, espalhados entre as5 regiões.[6]
Criada em19 de abril de1924, emMadrid, com o nome "Compañía Telefónica Nacional de España" (CTNE), nome que perdurou por muitos anos.[7]
Em 1945, o Estado espanhol, sob governo deFrancisco Franco, adquiriu por lei uma participação de 79,6% na empresa. Nessa época, José Navarro-Reverter Gomis, ex-presidente do Banco Hipotecario de España, tornou-se presidente da empresa, e iria dirigir a CTNE por vinte anos. Com a chegada de Antonio Barrera de Irimo à presidência, a participação do Estado foi diluída através de um aumento de capital em 1967. [8][9][10][11]
Na década de 1990, mudou a sua denominação para Telefónica, SA e criou uma subsidiária denominada Telefónica de España, que absorveu as suas operações e atividades em Espanha. Posteriormente, adquiriu a parte da Telefónica Internacional que não possuía e fundiu-se com ela.[8]
A privatização total da Telefónica ocorreu através de duas ofertas públicas de ações em 1995, no Governo deFelipe González, e 1999, no Governo deJosé María Aznar.[12][13]
Em2004 a empresa detinha 75% do mercado de telecomunicações da Espanha e detinha o monopólio em algumas regiões.
Emjaneiro de1999, a empresa muda o nome para "Telefónica de España", nome que perdura até hoje.
Em 5 de Julho de 2007, aComissão Europeia multou à companhia com a maior importância da história, quase 152 milhões de euros por atividades para eliminar a concorrência, segundoNeelie Kroes: "por danificar os consumidores espanhóis, as empresas espanholas, a mesma economia espanhola, também danificando a união europeia".[14]
Em 2023, oGrupo STC da Arábia Saudita tornou-se um dos maiores acionista da Telefónica, construindo uma participação no valor de 2,1 bilhões de euros (2,23 bilhões de dólares) através de ações e instrumentos financeiros convertíveis. [15]
Desde a liberalização do mercado de telecomunicações em1997, com a venda das ações que o governo detinha da empresa e com aprivatização total da mesma, aTelefônica se espalhou e hoje tem atuação em pelo menos 50 países, dos quais, em 20 países tem uma atuação expressiva.
Telefónica é a maior empresa de telecomunicações do país, sendo proprietária Telefónica de España, a maior operadora de telefonia fixa eADSL do país e da Telefónica Moviles, a maior operadora de telefonia móvel na Espanha, Terra Networks e Telefónica Publicidad e Información, publicadora das páginas amarelas da Espanha.
A empresa é dona da Telefónica de Argentina, a maior operadora de telefonia fixa do país. Provê serviços de ligações telefônicas local e de longa distância e de acesso banda larga à Internet à região sul do país e na região da grandeBuenos Aires. A empresa atua no país desde1990. O serviço de telefonia móvel é oferecido pela Telefónica Móviles, através da Movistar.
Área de cobertura de telefonia fixa residencial da Telefônica no Brasil até 2016
A empresa começou a atuar no país quando comprou aCompanhia Riograndense de Telecomunicações - CRT, doRio Grande do Sul, empresa que não fazia parte do sistema de telecomunicações brasileiroTelebrás, mas que era da competência estadual desde o governo deLeonel Brizola, em 1962, e mais tarde foi vendida pelaBrasil Telecom em 2000, hoje se chamaOi. Por ocasião do programa de privatização daTelebrás, em 1998, no governoFernando Henrique Cardoso, a empresa passou a operar naregião sudeste doBrasil, tendo como principal aquisição a estatalpaulistaTELESP. Além daTelesp, foram adquiridas aTelefónica Celular, pertencente a Telefónica Moviles, presentes nos estados doRio de Janeiro (Telerj Celular),Espírito Santo (Telest Celular),Sergipe (Telergipe Celular) eBahia (Telebahia Celular) sendo resultado da privatização da Tele Sudeste Celular (Rio de Janeiro e Espírito Santo) e Tele Leste Celular (Bahia e Sergipe). Para essas negociações nas regiões sudeste e nordeste, contudo, a Agência Nacional de Telecomunicações -Anatel estabeleceu que a Telefônica deveria deixar de atuar no Rio Grande do Sul, onde os serviços de telefonia fixa eram prestados, porém foi mantida a atuação na área móvel, sob a bandeiraCelular CRT, mais tarde rebatizadaTelefónica Celular.[17]
Em2003, a Telefonica Celular no Brasil uniu-se àPortugal Telecom, através daTelesp Celular eGlobal Telecom (PR e SC), com o objetivo de unificar todas as empresas detelefonia móvel controladas por elas no Brasil na maior operadora de telefonia celular do Brasil: aVivo.
Desde 2004, vem obtendo êxito com a comercialização de um de seus principais produtos no Brasil: o serviço deInternet de alta velocidade, cujo nome éSpeedy.
No final de2006, criou aVocêTV, TV por Assinatura Via Satélite em parceria com a Astralsat. Em 2012 mudou para Vivo TV e em 2014 para Vivo HDTV. Desde sua criação até hoje, conquistou 500 mil assinantes, segundo um relatório da própria empresa.
Em abril de2007, foi obrigada a suspender a divulgação de seus planos de minutos, depois da decisão daAnatel. OProcon deSão Paulo, solicitou a agência a proibição da publicidade, a fim de facilitar a compreensão dos consumidores durante a mudança no sistema de tarifação, depulsos paraminuto.
Em 2012, a marca foi denominado da Telefônica Vivo, uma marca unificada para os serviços. Em2015, a marca Telefônica Brasil voltou-se.
Em 25 de março de 2015 foi aprovada a compra daGVT pela espanhola Telefónica por US$ 9,3 bi.[18] Em 14 de Abril 2016 foi anunciado o encerramento das atividades da GVT e a fusão com a Vivo, assim se tornando uma só empresa.
Segundo oProcon do estado deSão Paulo, a Telefónica liderou o ranking de empresas mais reclamadas em 1998, 1999, 2000 e 2001.[20] Liderou em 2006, 2007 e 2008 a lista das empresas com mais reclamações fundamentadas.[21][22] De todas as empresas listadas pelo Procon, é a que menos respondeu reclamações de seus clientes nesse período.[23] Em 2009, voltou a liderar a lista, com 300% a mais de reclamações que no ano anterior, sendo 37% de todas as reclamações fundamentadas feitas no Procon paulista.[24]
Recentemente a Anatel proibiu a Telefônica de vender banda larga depois de uma série de interrupções no serviço Speedy. Segundo Plínio de Aguiar Júnior, conselheiro da Anatel, a Telefônica não tinha domínio técnico-operacional suficiente para controlar o sistema debanda larga.[25]
No site de reclamações contra serviços e empresasReclame Aqui, o produto Telefônica Speedy recebeu a classificação de empresa não recomendada em 2009.[26]