Tabuleta da Fundação, Reinado de Sulgi, Templo de Dintaba em Ur. O nome Sulgi (𒂄𒄀) aparece na terceira linha
Sulgi,[1]Xulgi,Shulgi (emsumerograma: 𒀭𒂄𒄀, transc.:dŠulgi, anteriormente lido como Dungi) foi o segundo rei daTerceira Dinastia deUr durante o chamado Renascimento Sumério, reinou no período que se estendeu entre 2 095 e2 049 a.C.. Foi antecedido no trono por sei paiUr-Namu e sucedido porAmar-Sim.[2] Sua principal realização foi a conclusão da construção do grandeZigurate de Ur, iniciada por seu pai.[3]
Sulgi era filho de Ur-Namu, rei de Ur, e segundo um texto posterior (CM 48), sua mãe foi Uatartum,[4] filha do antigo reiUtuegal deUruque - e era membro daTerceira Dinastia de Ur. Todos os nomes de ano são conhecidos nos 48 anos de seu reinado, fornecendo uma visão bastante completa dos destaques de seu reinado. Foi responsável por uma extensa revisão do currículo da escola de escribas. Embora não esteja claro o quanto realmente escreveu, existem inúmeros poemas de louvor escritos e/ou dirigidos a esse governante. Se proclamou um deus em seu 23º ano de reinado. (Or 54 302)[5][6]
Algumas das primeiras crônicas sobre a dinastia criticam Sulgi por ser impiedoso: aCrônica Weidner[7] afirma que "não realizou seus ritos à risca, contaminou seus rituais de purificação". AsCrônicas da Babilônia o acusam de adulterar inadequadamente os ritos, compondo "estelas inverídicas, escritos insolentes".[8] Já asCrônicas dos Primeiros Reis o acusam de "tendências criminosas, e que só conseguiu a posse daEsagila naBabilônia através de espólio".[9]
No 18º ano de seu reinado que tinha como nome de anoLiuir-Mitasu, uma de suas filhas se tornou senhora de Marasi, um país ao leste deElão ao se casar com seu rei,Libanuquesabas.[5]
Embora Der (Durum) tenha sido uma das cidades-estado com quem negociara na primeira parte de seu reinado, em seu vigésimo ano (2 076 a.C.) Sulgi afirmou que os deuses haviam decidido deveria ser destruída, aparentemente como punição. As inscrições afirmam que ele "colocou suas contas de campo em ordem" com o machado.[10]
Entre os anos 26 e 45 anos de seu reinado Sulgi se envolveu em um período de expansionismo sobre os montanheses dacordilheira de Zagros como a conquista de Lulubia, e destruição de Simurrum (outra tribo da montanha).[11] No seu trigésimo ano de reinado, outra de suas filhas filhas se casou com o governador deAnsã; mas 4 anos depois, no seu 34º ano ano de reinado, Sulgi já estava lançando uma campanha punitiva contra a cidade.[5] Também destruiu Quimas e Humurtu (cidades ao leste de Ur, que pertenciam aos elamitas) em apenas um dia, no 45º ano de seu reinado.[12] Por fim, Sulgi nunca foi capaz de governar nenhum desses povos distantes; e mais ainda no seu 37º ano de reinado, foi obrigado a construir um grande muro ao redor de suas terras para manter afastados grupos de pastores semi-nômadesamoritas.[13]
Sua rainha enérgica e ativa chamada Abisinti, era de uma nobre família semítica. Viveu mais do que Sulgi e continuou como rainha viúva sob os três sucessores de Sulgi, dois dos quais pelo menos –Su-Sim eIbi-Sim – tinham nomes semíticos, o outro foiAmar-Sim. Sulgi foi sucedido por seu filho Amar-Sim, que governou apenas por nove anos, mas conseguiu manter o controle da Suméria e de suas províncias, incluindo o distanteAssur, ao norte.[14]
Bartelmus, Alex; Sternitzke, Katja (2017).Karduniaš. Babylonia under the Kassites 1. Berlim: Walter de GruyterA referência emprega parâmetros obsoletos|coautor= (ajuda)
Silberman, Neil Asher; Bauer, Alexander A.; Holtorf, Cornelius; García, Margarita Díaz-Andreu; Waterton, Emma (2012).The Oxford Companion to Archaeology. Oxônia: Imprensa da Universidade de Oxônia.ISBN978-0-19-507618-9A referência emprega parâmetros obsoletos|coautor= (ajuda)