Começou sua carreira nocinema em 1950, aos 15 anos, tendo participado em vários papéis menores até ser contratada para fazer cinco filmes pelaParamount Pictures, em 1956. Isso lhe permitiu lançar-se com sucesso em uma carreira internacional. Atuou em filmes notáveis comoThe Pride and the Passion,Houseboat eIt Started in Naples. Durante a década de 1950, ela estrelou filmes como uma personagem sexualmente emancipada e foi um dossímbolos sexuais mais conhecidos da época.
Depois de constituir família no início dos anos 1970, Loren passou a dedicar menos tempo à sua carreira de atriz e optou por fazer apenas aparições ocasionais em filmes a partir da década de 1980. Nos últimos anos, ela ainda apareceu em filmes americanos comoPrêt-à-Porter,Grumpier Old Men eNine.
Sophia aos 15 anos participando de um concurso em Nápoles, Itália, 1949
Sophia Loren nasceu Sofia Costanza Brigida Villani Scicolone, em 20 de setembro de 1934, na Clínica Regina Margherita emRoma,Itália, filha de Romilda Villani (1910-1991), uma professora de piano, e Riccardo Scicolone, umengenheiro civil.[3][4] Os pais de Loren tiveram outra filha, sua irmã Maria, nascida no ano de 1938. Sophia e Maria tinham doismeios-irmãos paternos, Giuliano e Giuseppe, frutos do primeiro casamento de seu pai.
Em 1942, o pai de Sofia, que era agressivo com a esposa, abandonou a família para viver com a amante, e nunca mais deu notícias, fazendo com que Sofia e a irmã sofressem com o abandono paterno, e sua mãe passou a enfrentar muitas dificuldades, tornando-se a única responsável pelo sustento do lar.
Sem condições de pagar o aluguel da casa, e passando necessidades, a mãe de Sophia Loren se mudou de Roma com as filhas. As meninas passaram a morar com a mãe na casa da avó materna, Luísa, no interior da Itália, na cidade dePozzuoli, próxima de Nápoles, em condições econômicas muito difíceis.[5]
Durante aSegunda Guerra Mundial, Pozzuoli foi alvo de bombardeios frequentes. Durante um ataque, Loren, enquanto corria para um abrigo com sua família, foi atingida por estilhaços e feriu seu queixo, mas sem gravidade. Após algumas semanas, mudou-se com a mãe, a irmã e a avó paraNápoles, onde foram acolhidas por alguns parentes distantes.[6] Após a guerra terminar, Sophia e sua família retornaram à Pozzuoli. A avó de Loren, Luísa, teve uma ideia para conseguir sustento, e abriu um pequeno restaurante em sua sala de estar, onde vendia lanches, sucos e umlicor de cereja caseiro. A mãe de Sophia Loren, Romilda Villani, tocava piano para entreter os clientes, enquanto Maria, sua irmã, cantava, e Sophia recolhia as louças, e ajudava sua avó a lavá-las. O lugar tornou-se popular entre os soldados americanos das proximidades.[7]
Aos 14 anos, Sophia Loren participou doconcurso de belezaMiss Italia de 1950 e, apesar de não ganhar, foi selecionada como uma das finalistas.[8] Mais tarde, ela se matriculou em aulas de teatro, depois de fazer pequenas pontas sem créditos nos filmesTotò Tarzan, O Coração no Mar,Le sei mogli di Barbablù e Il voto, ambos de 1950, ela foi escalada como extra, creditada no filme deQuo Vadis, em 1951. No mesmo ano, ela também apareceu emEra Lui!... Si! Si!, onde interpretou uma odalisca, sendo creditada profissionalmente como Sofia Lazzaro.[9] Ela apareceu em vários pequenos papéis no início da década de 1950. Sophia começou a usar seu nome artístico atual em 1952 no filmeLa Favorita. Seu primeiro papel como protagonista foi emAida (1953), pelo qual recebeu elogios da crítica. No entanto, seu primeiro trabalho de destaque foi emO Ouro de Nápoles, em 1954, dirigido porVittorio de Sica. Esse filme acabou tornando o nome de Sophia Loren, como grande estrela, devido ao sucesso de público e crítica, ela é chamada para interpretarBela e Canalha (1954), ao lado deVittorio De Sica agora como ator, eMarcello Mastroianni, o filme é uma "espirituosa comédia de personagens" com "admirável fluência narrativa e um ritmo muito ágil" que lançou o casal de estrelas Loren-Mastroianni. A dupla fez uma ponta ainda quando eram desconhecidos emCuori sul mare (1950), e participaram de um filme de episódios de sucessoTempi nostri (1954), mas em episódios separados, essa que seria uma das mais famosas duplas da história do cinema. Depois deA Mulher do Rio, que marcou a estreia como roteirista do futuro grande diretorPier Paolo Pasolini, ela ainda fezO Signo de Vênus e Pão, Amor e..., ambos deDino Risi.
O sucesso vem de novo com um trio De Sica/Loren/Mastroianni, emLa bella mugnaia (1955), Sophia prova que seus recursos vão muito além de corpo belíssimo.
Antes do seu contrato com a Paramount, o produtor Carlo Ponti, programa minuciosamente um longo e complicado caminho para chegar em Hollywood: Loren passa pela Grécia, onde faz sua estreia no cinema americano comBoy on a Dolphin (1957), deJean Negulesco, comAlan Ladd,Clifton Webb, apesar das críticas mistas, a beleza de Loren e atrilha sonora, são muitos elogiadas, Sophia cantando "What is this thing they call love" ("Tι΄ναι αυτό που το λένε αγάπη"), foi muito elogiada, tanto que a trilha recebeu uma indicação aoOscar.
Nesse meio tempo foi estrela do filme britânico A Chave, deCarol Reed, comWilliam Holden eTrevor Howard, este último ganhou o prêmio de melhor ator da Academia Britânica de Cinema por sua interpretação, oBAFTA.
Em 1961, protagonizou o filmeTwo Women, deVittorio De Sica, que conta a história de uma mãe que está tentando proteger a filha de 12 anos numa Itália devastada pela guerra.[11] O Desempenho de Loren lhe rendeu vários prêmios, incluindo o de Melhor Atriz noFestival de Cannes e tornou-se a primeira atriz a conquistar umOscar em um filme não falado em inglês. Ao todo, ela ganhou 22 prêmios internacionais.[12]
Durante os anos 1960, Loren foi uma das atrizes mais populares do mundo, estrelando filmes tanto nosEstados Unidos quanto naEuropa.[13]
Sophia Loren recebendo uma homenagem na Calçada da fama de Hollywood, em 1962.
Depois do Oscar, sua primeira produção internacional é um sucesso de público e crítica El Cid (1961), deAnthony Mann e produzido porSamuel Bronston, comCharlton Heston, o filme recebe três indicações aoOscar e indicações de Melhor Filme e Direção noGlobo de Ouro. O filme é um dos favoritos deMartin Scorsese, que o chamou "de um dos maiores épicos já feitos". Scorsese foi uma das principais forças por trás de uma restauração e relançamento deEl Cid em 1993.
Em 1963, outro grande sucesso,Ontem, Hoje e Amanhã feito na Itália, porVittorio De Sica, comMarcello Mastroianni, o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Sophia ganhou um prêmio na Alemanha e outroDavid di Donatello de Melhor Atriz, o filme tem uma cena antológica um strip-tease de Loren, que o diretor americanoRobert Altman, repetiu trinta anos depois com a mesma Loren, emPrêt-à-Porter, que deu o que falar.
Como Sophia Loren já está andando sozinha em Hollywood com seus filmes, seu maridoCarlo Ponti, está produzindo um filme de guerra britânicoOperação Crossbow (1965), comGeorge Peppard,Trevor Howard,John Mills,Tom Courtenay, entre outros, dirigido porMichael Anderson. Para ajudar nas bilheterias, Sophia Loren aparece, como cortesia de seu marido e produtor do filme Carlo Ponti, em uma participação especial. Apesar de conseguir o faturamento principal, ela tem apenas um papel modesto na sequência do hotel. Com bastante precisão histórica foi um sucesso de crítica e público.
Em 1966, ela protagoniza um filme de suspense dirigido pelo diretor do clássico Cantando na Chuva (1952), o mestreStanley Donen, comGregory Peck, o filme foi um sucesso.
Mas seu maior sucesso nessa época é mesmo a fábula Felizes para Sempre (1967), feito na Itália pelo diretorFrancesco Rosi, comOmar Sharif.
Loren acabou trabalhado menos depois de se tornar mãe. Durante a década de 1970, a maior parte de seus trabalhos estavam em papéis que enfatizavam suas características de mulher italiana.[16] Em 1970, ao lado de seu maior parceiro nas telasMarcello Mastroianni, ela realizou mais um sucesso de bilheteria pelo mundo, o dramaI girasoli, deVittorio De Sica e produzido porCarlo Ponti. Foi o primeiro filme ocidental gravado no antigo bloco comunista, – rodado, em boa parte, na antiga União Soviética. A trilha sonora deHenry Mancini, foi considerada uma das mais belas e tristes da história do cinema, e acabou sendo indicada ao Oscar. Em 1974, atuou comRichard Burton no filmeIl viaggio, que acabou sendo o último filme dirigido pelo seu amigoVittorio De Sica, que lhe valeu os prêmios de Melhor AtrizFestival Internacional de Cinema de San Sebastián e outroPrêmio David di Donatello. E um remake de um filme inglês chamadoBreve Encontro, que teve sua estreia na televisão dos EUA em 12 de novembro 1974.[17] Ela se saiu muito bem internacionalmente e foi um sucesso de bilheteria respeitável no mercado norte-americano.
Em 1977, co-estrelou comMarcello MastroianniUna giornata particolare.[18] Este filme foi indicado a 11 prêmios internacionais, tais como doisOscars (melhor ator principal e melhor filme estrangeiro).[19] Ele ganhou umGlobo de Ouro e um prêmioCésar de melhor filme estrangeiro. O desempenho de Loren foi premiado com umDavid di Donatello, o sétimo de sua carreira.[20] O filme foi extremamente bem recebido pelos críticos americanos e tornou-se um sucesso de bilheteria.[21][22]
Loren em 1986
Sophia estrelou um thriller americano intituladoO Alvo de Quatro Estrelas, em 1978. Este filme recebeu críticas mistas, embora tenha sido um sucesso moderado nosEstados Unidos e internacionalmente.[23] Em 1978, ela conquistou o seu quartoGlobo de Ouro, como atriz favorita do ano porUna giornata particolare. Nesse mesmo ano ela é dirigida pela primeira vez pela amigaLina Wertmüller, em Fatto Di Sangue Fra Due Uomini/Shimmy, Lugano, Belle Tarantelle e Tarallucci e Vino, comGiancarlo Giannini eMarcello Mastroianni, a perspectiva de ver a primeira atriz italiana a ganhar um Oscar por um filme italiano e a primeira mulher a ser indicada ao Oscar de direção e enorme, mas o filme só fica mesmo conhecido por ostentar o recorde no Guinness Book como o título mais longo de um filme da história do cinema. Nos Estados Unidos, o filme foi simplesmente intituladoRevenge, e no Brasil, comAmor é Ciúme.
Em 1980, após o sucesso de sua autobiografia, foi lançado uma outra biografia, desta vez cinematográfica, de sua vida e carreira, intituladoSophia Loren: Her Own Story (1980), um telefilme dirigido porMel Stuart, onde ela interpretou ela mesma e sua mãe na vida real Romilda Villani, seu marido na vida real o produtor cinematográficoCarlo Ponti foi interpretado porRip Torn.[25] Em 1982, enquanto naItália, ela ganhou as manchetes depois de receber uma sentença de 18 dias de prisão por evasão fiscal, um fato que não conseguiu prejudicar sua imagem pública.[26]
Loren atuou com pouca frequência durante os anos de 1980 e recusou o papel deAlexis Carrington em 1981 para a série televisivaDynasty.[27] Embora ela tenha sido escalada para estrelar a serieFalcon Crest em 1984, como meia-irmã de Angela Channing, as negociações fracassaram no último momento e o papel foi paraGina Lollobrigida. Em vez de aceitar novos trabalhos no cinema, Sophia preferiu dedicar mais tempo para os seus filhos.[28] Em 1982, foi relatado queLina Wertmüller desejava filmar a adaptação da obraTieta, deJorge Amado, antes daprodução deCacá Diegues, e a protagonista seria Loren.[29]
Nos anos 1980, Sophia Loren acabou aparecendo mesmo na TV, como foi o caso do telefilme Aurora (Qualcosa di biondo), feito na Itália em 1984, que foi a estreia do futuro diretor e seu filho na vida real Edoardo Ponti, como ator.
Em 1986, ela fez o papel principal no telefilme americano, bastante elogiado Courage, uma História Verídica, comHector Elizondo, Billy Dee Williams eMary McDonnell.
Depois disso ela ainda fez para TV, naItália a minissérieThe Fortunate Pilgrim (1988), comHal Holbrook,Edward James Olmos eJohn Turturro; uma refilmagem do seu clássicoDuas Mulheres, intituladoMãe Coragem (1989), um telefilme dirigido porDino Risi, comRobert Loggia. Depois de uma década longe do cinema, ela voltou em 1990, em Sábado, Domingo e Segunda, dirigida pela primeira mulher indicada ao Oscar de direçãoLina Wertmüller.
Em 2009 Sophia declarou no programa deLarry King queFederico Fellini tinha planejado em dirigir um filme estrelado por ela pouco antes de sua morte em 1993. Ao longo dos anos de 1990 e 2000, Loren foi seletiva sobre a escolha de seus filmes e se aventurou em várias áreas de negócios, incluindo livros de receitas, óculos, joias e perfumes. Ela recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação emPrêt-à-Porter (1994), deRobert Altman, coestrelado porTim Robbins,Lauren Bacall,Julia Roberts,Kim Basinger e seu grande parceiro no cinemaMarcello Mastroianni, que acabou sendo o décimo terceiro e último filme que eles fizeram juntos.[32]
No 20º Festival Internacional de Cinema deMoscou, em 1997, ela foi premiada com um prêmio honroso por sua contribuição à sétima arte.[33] Nesse mesmo ano, ela foi filmar no Marrocos, com o ator, roteirista e diretor Roger Hanin, para o cinemaSoleil, uma produção franco-alemão-italiano.
Em 2001, ela recebeu um Grand Prix Especial do Prêmio Américas noFestival de Cinema de Montreal por seu trabalho de carreira, ela filmou o elogiado telefilme A Pequena Órfã, dirigida pela amigaLina Wertmüller, embora o filme tenha sido exibido no Festival de Cinema de Montreal, antes de ir para TV.[34]
Nessa época, filmou dois projetos no Canadá: o filme independenteBetween Strangers (2002), dirigido por seu filho Edoardo Ponti, comMira Sorvino,Gérard Depardieu,Malcolm McDowell,Pete Postlethwaite e a minissérie para televisãoLives of the Saints (2004), comKris Kristofferson. Na Itália foi a protagonista de um filme para o cinema dirigida pela quarta vez pela amigaLina Wertmüller, intituladoPeperoni ripieni e pesci in faccia (2004), comF. Murray Abraham.
Em 2009, estrelou um filme teatral de destaque nos Estados Unidos, o musicalNine, que conta a história de um diretor que luta para concluir seu filme mais recente,[35] onde ela foi a mãe deDaniel Day-Lewis, filme que obteve quatro indicações ao Oscar e para cincoGolden Globes, USA; incluindo para Melhor Filme do Ano.
Em 2010, foi protagonista da minissérie televisiva italianaLa mia casa è piena di specchi, onde interpretou Romilda Villani, sua mãe na vida real, dirigida por Vittorio Sindoni e livremente inspirada no romance autobiográfico homônimo de Maria Scicolone (irmã mais nova de Sophia Loren).
Em 2014, foi dirigida pelo filho Edoardo Ponti, no filmeVoce umana, que lhe valeu mais umDavid di Donatello Awards.
Em 2020, encerrando um hiato de quase uma década sem atuar - desdeVoce umana (2014) -, Sophia Loren, que estava com 86 anos, retornou ao cinema no dramaLa vita davanti a sé, daNetflix.
Ao contrário de outras personalidades do cinema, Sophia Loren casou-se apenas uma vez durante sua vida, com o diretor de cinema italianoCarlo Ponti, com quem viveu até ficarviúva, em 2007.
Eles se conheceram durante a gravação de um filme, em 1950, quando ela tinha 16 anos e ele, 37. Embora Ponti estivesse separado de sua esposa, Giuliana, ele não era legalmente divorciado na época. Ela não queria dar o divórcio. Os dois iniciaram um namoro, e após sete anos de relacionamento, decidiram secasar naCidade do México, em17 de setembro de1957, visto que não poderiam casar em território italiano, por ele ainda ser casado. Após o casamento, voltaram para aItália, e passaram a morar emRoma.
Carlo e Sophia tiveram seu casamento anulado em 1962, pois o mesmo não era válido na Itália, visto que ele estava sendo acusado debigamia. Sem a ex-esposa querer dar o divórcio, pela lei italiana, o juiz não poderia assinar por ela.
Para não perder o processo e evitar ser preso por ser bígamo, Carlo e Sophia assinaram a anulação. Ele voltou ao estado civil de casado com sua ex-esposa, e ela, ao estado civil de solteira, no entanto, ambos continuaram a morar juntos. Nesta época entraram com pedido de cidadania francesa. Ambos decidiram se mudar para aSuíça.
Em 1965 o casal conseguiu adupla cidadania, e se tornaram cidadãos franceses, depois do pedido ser aprovado pelo presidenteGeorges Pompidou. Está foi a única forma de Carlo conseguir se divorciar, pois as leis do país permitiam que o juiz assinasse pelo cônjuge que não queria dar a separação.[36] Carlo, então, obteve o divórcio de Giuliana naFrança, permitindo que ele voltasse a se casar com Sophia, em 9 de abril de 1966, emParis.
Sophia e Carlo tiveram dois filhos: Carlo Villani Scicolone Ponti, nascido em29 de dezembro de1968, e Edoardo Villani Scicolone Ponti, nascido em6 de janeiro de1973. Seus dois filhos nasceram departo normal emGenebra, uma cidade no oeste da Suíça. Após quinze anos na Suíça, se mudou para Paris, onde viveu a maior parte de sua vida com sua família.[carece de fontes?]
No final de 2006, voltou a morar em Genebra, na Suíça, onde vive sozinha em umamansão.[37] Ela também é dona de imóveis e empresas nas cidades italianas deNápoles eRoma.[carece de fontes?]