Slackware é a mais antiga e conhecidadistribuiçãoGNU/Linux mantida ainda em evidência. Seu criador e responsável pela manutenção,Patrick Volkerding, estabelece uma meta de produção da distribuição baseada em simplicidade e estabilidade, alcançando o padrão de distribuição maisUnix-like ao manter seus usuários nas camadas de configuração em console de modo texto para uma total personalização do ambiente. Além de seu uso profissional, é considerado também como uma distribuição de nível acadêmico, mantendo uma vasta documentação atualizada em sua raiz, para os usuários que necessitem de maior conhecimento para dominá-lo.[carece de fontes?]
OSlackware é umsistema operacional computacional baseado em projetos oficiais de software livre, desenvolvido por pessoas espalhadas no mundo organizadas em comunidades e instituições, sendo a principal delas a FSF (Free Software Foundation) com seus projetos e licenciamentosGNU LGPL desoftware livre. Utiliza comokernel do sistema o projeto oficial daLinux Foundation, o kernel Linux.
O nomeSlackware teve sugestiva origem daThe Church Of The SubGenius (Igreja do Subgênio), por Patrick Volkerding, de onde idealiza-se o termo "SLACK" que,satírica e ironicamente, incorpora-se o "senso de liberdade, independência e originalidade para alcançar suas metas pessoais", onde traduziria bem a filosofia do sistema. O fato de Patrick Volkerding objetivar estabilidade e não trazer versões betas ou aplicativos ainda em testes, trouxe aoSlackware a aparente impressão de ser uma distribuição de lançamentos lentos em comparação às demais distribuições Linux. Esta curiosa impressão pode ter ênfase no próprio nome da distribuição: "SLACKWARE", que significativamente se traduz "SLACK" como sendo "PREGUIÇA"; e "WARE" como "PRODUTO", sendo interpretado como um produto de lapidação lenta. Mesmo após o lançamento de versões estáveis da distribuições, ao se instalar, as configurações do sistema são feitas diretamente nos documentos texto de configurações, modo preferido entre os usuários mais experientes.
Criada em meados de 1993, oSlackware Linux (ou simplesmenteSlack) tem como objetivo manter-se fiel aos padrõesUNIX, mantendo-se bem estruturada e organizada para administradores e usuários, profissionais e acadêmicos, rejeitando ferramentas de configuração que escondam o real funcionamento do sistema adotando o princípioKISS (acrônimo eminglês de:Keep It Simple, Stupid -Faça isto simples, estúpido) de produção. Além disso, oSlackware é composto apenas do empacotamento deaplicativos em versões estáveis (diferente dasversões betas e de pré-lançamentos, ainda em condições de testes), em especial nas suas versões intermediárias (o-current), e sem alterações feitas fora dos times oficiais dedesenvolvedores.
A primeira versão doSlackware, o 1.0.0, foi lançada em 16 ou 17 de julho de 1993[2] por Patrick Volkerding, fundador e programador líder do projeto. Era baseada na distribuiçãoSLS Linux (Softlanding Linux System) e fornecida em forma de imagens paradisquetes de 3½polegadas, disponibilizadas emfile transfer protocols (FTPs) anônimos.
Em 1999, houve um anúncio da publicação da versão 7.0 doSlackware Linux, sendo seu último lançamento anunciado com a versão 4.0. Os números das versões doSlackware mudaram diretamente de 4.0 a 7.0; e as versões intermediárias ficaram conhecidas apenas dentro docurrent. Isso foi explicado por Patrick Volkerding[4] como um esforço demarketing para mostrar que oSlackware estava tão atualizado como as outras distribuições Linux, entre as quais muitas já tinham números derelease como 6 naquele momento (como oRed Hat, por exemplo, que publicava toda revisão de sua distribuição com um acréscimo de 4.1 para 5.0 ao invés de 3.1 para 3.2, como oSlackware o fazia).
Em 2005, o ambiente dedesktopGNOME foi removido do futurorelease[5] pendente (10.2) e ficou entregue a suporte e distribuição pela comunidade. Não obstante, diversos projetos baseados na comunidade preencheram a lacuna do GNOME noSlackware, oferecendo distribuições GNOME completas como o GWARE, oFreeRock GNOME, oDropline GNOME e oGnomeSlacky para oSlackware.
Ao longo da história doSlackware, sempre houve distribuições eLive CDs baseados nele. Há algumas distribuições populares derivadas doSlackware, entre elas,College Linux,GoblinX,SLAX,Vector Linux,JoLinux,Zenwalk,AliXe eKate OS.
Em todos os lançamentos das versões estáveis, traz a mesma estrutura de organização e gerenciamento de pacotes. É uma distribuição de alto poder de personalização, contendo todos os pacotes necessários para montar servidores edesktops sem a necessidade dedownloads de pacotes adicionais. Eles são oficialmente mantidos para a plataformaIntelx86,AMDx86-64,IBM S/390 e processadores dearquitetura ARM. Sua utilização pode ser aplicada em equipamentos modernos de arquitetura64bits, ou até mesmo em equipamentos antigos, com processadoresi486 de32bits.[carece de fontes?]
O-current é um setor do repositório onde se mantém pacotes no topo dos passo a passo da integração das aplicações na evolução da distribuição para um próximo novo lançamento. É aqui que se concentra os esforços contínuos de testes e correções, acessíveis a qualquer usuário que queira acompanhar, ou até mesmo participar da evolução de um novo lançamento.
No começo, Patrick Volkerding mantinha a distribuição sozinho. Ao longo dos anos, acabou aceitando a ajuda de alguns colaboradores, a fim de ajudá-lo no desenvolvimento da distribuição. Outras distribuições Linux foram organizadas com base na compatibilidade com oSlackware Linux.[carece de fontes?]
A formação da estrutura doSlackware como distribuição são feitas utilizando ferramentas disponíveis (sem aplicativos exclusivos paraSlackware) encontrada em qualquer distribuição, podendo ser manipulada por outras distribuições sem nenhuma restrição.
Por sua concepçãoUNIX-like, oSlackware Linux faz uma abordagem bastante diferente das outras distribuições populares comoRed Hat,Fedora,Debian,Gentoo,SuSE eMandriva. Sua política de só incluir aplicativos estáveis a fez tornar uma distribuição referência para aqueles que desejam conhecer a realidade de um sistemaUNIX-like e aplicá-lo profissionalmente.[carece de fontes?] Muito comum em servidores, procura ser uma distribuição "leve", praticamente bem estruturada, sem enfeites e rápida.
Ossoftwares contidos noSlackware Linux são todos mantidos pelos times oficiais de desenvolvedores e mantenedores espalhados pelo mundo, cabendo apenas ao mantenedor da distribuiçãoSlackware Linux, o Patrick Volkerding, a missão de integrar, empacotar e gerenciar ossoftwares para a distribuição, colhendo-os diretamente dos repositórios oficiais para serem empacotados junto com toda a documentação oficial dos mesmos. Tal aspecto auxilia para que a distribuição exerça a força-tarefa de sistema-modeloUnix-like para muitos dos desenvolvedores oficiais dos projetos desoftware livre.[carece de fontes?]
Toda versãoSlackware é estável. Também existe sempre uma versão -current (intermediária entre a versão estável atual e a próxima), mas dessa jamais há imagens oficiais paradownload. Os pacotes do-current precisam ser descarregado pela pasta "current", contida nos repositórios doSlackware utilizandopkgtool ou oupgradepkg. Ambos devem ser executados em umterminal de comandos em modo texto. Para quem faz questão de umSlackware totalmentecurrent, a opção mais eficaz é baixar e instalar oSlackpkg, uma ferramenta que acessa os repositórios oficiais e que faz essesupgrades automaticamente. OSlackpkg vem instalado por padrão na distribuição.
Possui seu próprio gerenciador de pacotes, opkgtool, e traz os comandos de gerenciamento:installpkg,upgradepkg,removekpg,explodepkg,makepkg; todos sem gerenciamento de dependências. Existem programas que adicionam esse gerenciamento de forma alternativa como: oslapt-get eswaret. O formato dos pacotes.tgz/.txz são bastante similar a um.tar.gz, contendo apenas os arquivos a serem instalados em suas respectivas pastas em relação à pasta raiz do sistema; além de umscript com comandos complementares para a instalação.
OSlackware Linux é umsistema operacionallivre, ou seja, está disponível naInternet e todos têm acesso aocódigo-fonte, podendo então melhorá-lo ou adaptá-lo às próprias necessidades.
A versão 12.0 da distribuição foi um marco.[carece de fontes?] Disponibilizado em 2 de julho de 2007, é a que mostra mais inovações e mudanças em relação com as anteriores. Além do Linux 2.6.21.5 que, na época de seu lançamento, mostrava uma mudança no gerenciamento de módulos doSlackware, contando com três inovações que resultaram em muita polemica: o HAL, aglibc 2.5 e o GCC 4.1.2. A primeira é uma camada de abstração dehardware que forneceauto-mount para o sistema, indo contra a técnica original do sistema que dava ao administrador, as definições manual dos módulos a serem carregado. Foi inserido por causa da dependência doKDE pelo mesmo. A segunda são asbibliotecas deC doprojeto GNU; essa era a versão mais recente e foi muito contestada por ser um pacote crucial para o sistema para uma versão ainda em fase de estabilização. Já a terceira, o GCC 4.1.2, trouxe uma nova camada de padrões, sendo incompatíveis com padrões anteriores. Com oscompiladores da nova série do GCC, diversos códigos fontes anteriormente lançados não poderiam ser compilados sem sofrer reescrita de adaptação no código. Essa versão foi a primeira a não ser capaz de fazerboot pelodisquete, tendo como sucessão a inicialização por umboot através de um dispositivoUSB. Nesta versão, dava-se noCD, 4kernels pré-compilados:generic-2.6.21.5 (genérico contendo oshardwares mais comuns dentro do núcleo e o resto modularizado),generic-2.6.21.5-smp (mesmo que anterior com suporte amultiprocessamento / HT),huge-2.6.21.5 (núcleo que contem praticamente tudo que existe de suporte ahardware embutido no núcleo a custo de um peso imenso (huge) na hora do carregamento) e ohuge-2.6.21.5-smp (mesmo que o anterior mas com suporte a multiprocessamento).
Com as dificuldades em manter a evolução dotoolkit de desenvolvimentoGTK decorrente da complexidade e má documentação do projeto, e as ameaças de descontinuação por parte do time oficial doGTK, o fator de estabilidade e confiabilidade do projetoGNOME foi questionado e, em março de 2006, o GNOME foi oficialmente removido da distribuiçãoSlackware, dando abertura para adesão de novas ferramentas aoSlackware. O suporte ao projeto GNOME noSlackware foi dado por parte da comunidade, onde surgiram repositótios não-oficiais, como: oGNOME Slack Build, oDropline GNOME, oGware e oGnomeSlacky.
A evolução da versão 11.0 para a versão 13.37 (leet)
Dos esforços para a integração do novo sistema de gerenciamento de módulos (drivers de dispositivos dehardware e recursos de sistema do kernel Linux), a versão 11.0 doSlackware deu início ao processo de migração das ferramentas que gerenciavam o carregamento dinâmico de módulos do Linux, que utilizava o sistemahotplug, um sistema básico de reconhecimento automático dehardware, que funcionava como alternativa ao carregamento manual dos módulos de dispositivos em arquivosscripts de configuração manual na inicialização do sistema, até então encontrada nas versões clássicas anteriores doSlackware.
Ainda assim, fizeram com que houvesse uma interrupção na continuação para a versão 11.1 (que viria aperfeiçoar a versão 11.0), e migrando logo para a versão 12.0. Ainda buscando maior integração e estabilidade, a migração ficou completamente finalizada na versão 12.2.
Com a evolução dos projetos surgindo, como o advento do KDE 4.1 (evolução em curso do ambiente KDE); a modularização do projeto X11; e os suportes à arquitetura 64bits, fizeram parte da nova série de lançamentos doSlackware: a versão 13.0.
A versão 13.37 já possui todo o carregamento de módulos automatizado, sem a necessidade de configurações manuais do carregamento de módulos do kernel Linux, facilitando bastante o uso da distro por usuários iniciantes de Linux.[carece de fontes?]
AliXe -Live CD canadense desenvolvido por umamontrealense que só se identifica como "Alisou", mas que nosite do4Bak revela ser a própria Sylvie Migneault; oLive CD visa promover oSlackware e oSlaX entreusuários delíngua francesa;
Arudius -Live CDamericano com o peso em segurança, baseado noSlackware e noZenwalk;
Austrumi -Distribuição Linux letuva, desenvolvida por Andreijs Meinerts e outros(as); é umLive CD que se instala temporariamente namemória RAM, deixando, assim, a gaveta do CD/DVD livre para outros usos;
Live CD Router -Live CD argentino, projetado para operar redes e conexões deinternet;
MoviX -Live CD italiano com peso na criação demultimídia;
MoviX² - Live CD italiano com peso na execução de multimídia;
MutageniX -Live CD americano;
NimbleX - Distribuição Linux romena, desenvolvida por Bogdan Radulescu;
OpenLAB - Distribuição Linux sul-africana, projetada para o ensino eminformática emescolas efaculdades; fora daÁfrica do Sul, é adotada naNamíbia eAlemanha; é a distro para qual ossoftwaresEduKar,OpenBook eZybaCafe foram desenvolvidos; oLive CD pode ser baixado gratuitamente; o conjunto de 4 CDs / 1 DVD e ossoftwares externos são cobrados;
P!tux - Distribuição Linuxfrancesa para ser instalada dentro de sistemas já existentes; é o antigoDrinou Linux;
PC Master - Distribuição Linux brasileira;
Plamo - Distribuição Linuxjaponesa, com peso noidioma japonês, para assim facilitar oslacking para usuários japoneses;
Privare - Live CD canadense; é o antigoeLearnix, anteriorFreeLoader Linux; praticamente um curso Linux em forma desistema operacional com base noSlackware.
SauverOS - Distribuição Linuxindiana desenvolvida por Maulik Gordhandas;
SlAmp -Live CDholandês baseado noSlaX com os pacotes doSlackware;
Slax -Live CDcheco desenvolvido por Tomas Matejicek; instalado em HD oupendrive, nas versões anteriores ao 6.0.0 convertia os pacotes.tgz em módulos.mo. Desde a versão 6.0.0, o comandotgz2lmz converte os pacotes.tgz em módulos.lmz. Ainda existe a possibilidade de converter pacotes dos repositórios do Debian e doUbuntu em módulos, através do comandodeb2lmz;
Vector - Distribuição Linux canadense desenvolvida por Robert S. Lange e outros; sugere-se como uma excelente opção para dar uso a equipamentos antigos;
Volta - Distribuição Linux italiana 100% compatibilizada com gerenciamento de pacotes duplo: opkgtool doSlackware para o sistema e opkgsrc doNetBSD para osaplicativos; em outras palavras, com oVolta Linux, praticamente tem-se oSlackware e oNetBSD rodando num mesmo sistema operacional;
ZenServer - Distribuição Linux americana voltada a servidores, baseada noZenwalk;
Zenwalk - Distribuição Linuxdesktop francesa desenvolvida por Jean-Philippe Guillemin; é a antigaMiniSlack.
Slackware para AMD64
Slamd64 - Distribuição Linuxbritânica para rodar oSlackware em plataformaAMD64 (x86 64);
Bluewhite64- Distribuição Linux romena para rodar oSlackware em plataforma AMD64 (x86 64); disponível em forma deLive CD instalável e de DVD de instalação.
Litrix Linux - Distribuição Linux brasileira que continua ativa, mas a partir de sua versão 3.0, trocou oSlackware peloGentoo como base; é desenvolvida por Vagner Rodrigues;
SuSE Linux - Distribuição Linux então alemã, que até sua fusão com a distribuiçãoJurix, em 1996, se baseava noSLS Linux eSlackware;
BackTrack -Live CD suíço baseado emSlackware eSlaX; fusionando oAuditor Security Linux com oWHAX, seu peso é na segurança; a partir da versão 4, é baseado no Debian/Ubuntu.
BearOps Desktop - Distribuição canadense, abandonada em 2001;
Buffalo - Distribuição americana, abandonada em 2005;
Definity - Distribuição brasileira, desenvolvida por umaempresa emCampinas, abandonada em 2003;
Evil Entity - Distribuição americana, cujo ponto forte era a edição de multimídia; abandonada em 2004, não está claro se a anunciada sucessora,Arcano Linux, foi ativada;
gNox -Live CD britânico, cujo gerenciamento em módulos permitiria acrescentar módulos diretamente à imagem.iso; distro abandonada em 2005;
NetwosiX - Distribuição italiana voltada para a segurança de redes; abandonada em 2006;
SentiniX - Distribuição sueca voltada ao monitoramento de redes; abandonada em 2003;
Tukaani - Distribuição Linux finlandesa, cujo ponto forte está no gerenciamento de pacotes, através doinstaladorpkgtools (sic!) e do (des)compactadorLZMA: compatibilizam pacotes nos formatos.tgz,.tbz,.tlz e.tar;
Ultima - Distribuição americana que era desenvolvida por Martin Última, abandonada em 2005.
Entre 1999 e 2006, o canal #Slackware da Rede BRASNET de Chat/IRC, fundado por Márcio Araruna "skyfighter", tornou-se a maior[carece de fontes?] sala de bate-papo daAmérica Latina da distribuição promovendo discussões e suporte gratuito aos seus usuários em todo Brasil. O canal contou com o apoio das comunidades SlackLife, Slackware-Brasil e SlackBR.
Referências
↑«Slackware Linux».DistroWatch. 14 de novembro de 2022. Consultado em 14 de novembro de 2022