ASaga dos Færeyinga, ou também chamadaSaga dos Feroeses (emferoês:Føroyingasøga— ouçaⓘ) é umasaganórdica sobre opovo feroês, contando a história da colonização dasIlhas Feroé, da conversão dos habitantes aocristianismo, e da integração do arquipélago noReino da Noruega.[1][2]
Foi escrita naIslândia pouco depois do ano 1200. O autor é desconhecido e o manuscrito original se perdeu na história, mas as passagens foram copiadas em outras sagas, especialmente em outros três manuscritos:A Saga de Olavo Tryggvasonar, oFlateyjarbók, e um manuscrito registrado comoAM 62 fol.
As sagas diferem um pouco sobre a informação de qual seria o primeiro assentamento das Ilhas Feroé. Historiadores obtiveram a resposta a partir do início da Saga dos Færeyinga retirada do Flateyjarbók queGrímur Kamban teria lá se estabelecido durante o reinado deHaroldo I. Isso não corresponde com os escritos deDicuil. O texto de abertura é a seguinte:
"Havia um homem chamado Grímr Kamban; Ele foi o primeiro se estabelecer nas Ilhas Feroé.
Mas nos dias de Haroldo I muitos homens fugiram antes do arrogante rei."
O primeiro homem a se estabelecer nas ilhas foi, de acordo com este texto,Grímr Kamban, um homem com um primeiro nome de origem nórdica e o sobrenome de origem irlandesa. Isso sugere que ele pode ter vindo de assentamentos ao sul, nasIlhas Britânicas. Ele provavelmente não eranorueguês.
O texto diz que muitos homens fugiram da Noruega durante o reinado de Haroldo, porém também diz que as ilhas tornaram-se habitadas antes disso (possivelmente por centenas de anos, embora a maioria dos historiadores não pensem assim).
Os noruegueses que fugiram do rei provavelmente detinham conhecimento sobre as ilhas antes de deixar a Noruega.
Como complemento àSaga dos Færeyinga de 1200, podemos ler na obraLiber de Mensura Orbis Terrae, do monge e geógrafo irlandêsDicuil de aproximadamente 825, que monges irlandeses (chamadospapar) já viviam como eremitas há uns 100 anos nas Ilhas Feroé, tendo abandonado as ilhas aquando da chegada dosviquingues, vindos da Noruega. Para além disto, análises feitas a pólen antigo apontam para presença humana nas ilhas por volta de 650.[3]
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