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Sônia Mamede

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Sônia Mamede

Sônia em 1958
Nome completoSônia de Almeida Mamede
Nascimento4 de julho de1936
Rio de Janeiro,DF
Nacionalidadebrasileira
Morte25 de abril de1990 (53 anos)
Rio de Janeiro,RJ
Ocupaçãoatriz
vedete
Atividade1957–1990
Cônjuge

Sônia de Almeida Mamede, mais conhecida comoSônia Mamede (Rio de Janeiro,4 de julho de1936 — Rio de Janeiro,25 de abril de1990) foi umaatriz evedetebrasileira.

Biografia

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Aos 18 anos, ingressou na carreira artística peloteatro de revista, na companhia de Zilco Ribeiro, a qual também pertenciam atores comoConsuelo Leandro eAgildo Ribeiro. Sua estreia foi na peça Carnaval de 53. Quatro anos e vários espetáculos depois – entre eles, Brasil 3000, deHaroldo Barbosa, no qual se destacou pela primeira vez –, a atriz estreava em seu primeiro papel importante nocinema, pelas mãos do diretorCarlos Manga, em Garotas e Samba, da Atlântida (antes disso, ela fez um único filme, um papel coadjuvante emSai de Baixo, de 1956, dirigido por J.B. Tanko).[1]

Primeira comédia brasileira em Cinemascope, Garotas e Samba era uma versão do filme americano Como Agarrar um Milionário (1953), um sucesso de Jean Negulesco.[1]

Na Atlântida, destacou-se como atriz cômica em diversos outros filmes, como De Vento em Popa (1957), É a Maior (1958), Esse Milhão É Meu (1959) – este com seu primeiro marido, o diretor Augusto César Vannucci –, Pintando o Sete (1960), O Palhaço o que É? (1960) e Cacareco Vem Aí (Duas Histórias) (1960), todos dirigidos por Carlos Manga. Ao longo da carreira, atuou em 15 filmes – quase todos comédias, à exceção de seu último, Brisas do Amor (1982), um drama de Alfredo Sternheim. Em boa parte destas comédias, contracenou com Oscarito e consolidou o tipo caipira nordestina. Foi encarnando este papel que, em 1960, investiu na música, gravando para a RGE a canção Maria Chiquinha, que, com uma letra maliciosa, fez um grande sucesso na época.[1]

Paralelamente, Sônia Mamede também se dedicava ao teatro: Entre o fim dosanos 1950 e a década seguinte, ela atuou, entre outros, na revista como Bom Mesmo É Mulher, de J. Maia, Max Nunes e Meira Guimarães, e em Peguei um Ita no Norte, musical idealizado por Maurílio Castro e inspirado na obra do compositor Dorival Caymmi. Em 1978, destacou-se no papel da Graúna na comédia Revista do Henfil, baseada na obra do quadrinista, cartunista, jornalista e escritor Henrique de Sousa Filho, o Henfil.[1]

Ainda no início dosanos 1960, estreou na televisão, na extintaTV Rio, onde trabalhou nos programas Noites Cariocas e Praça Onze. Em seguida, foi para aTV Globo, estreando em Oh, que Delícia de Show, programa de variedades criado por Max Nunes e Haroldo Barbosa. Nele, pela primeira vez, encarnou a personagem que a tornaria famosa na televisão: A grã-fina Ofélia, uma mulher burra, que fazia o marido Fernandinho (Lúcio Mauro) morrer de vergonha. Sônia Mamede se consagrou com o personagem no programa Balança mas Não Cai, que estrearia em 1968 – uma versão televisiva do grande sucesso da Rádio Nacional nos anos 1950. No Balança mas Não Cai, o quadro de Ofélia e Fernandinho acabou se tornando um dos mais populares.[1]

Sônia Mamede ainda participou de outros humorísticos da emissora. Em 1972, esteve em UAU, a Companhia, programa com forte influência do Balança mas Não Cai, que apresentava uma companhia teatral, com uma sequência de quadros que abordavam um tema fixo por semana. No ano seguinte, participou de Satiricom, programa que fazia uma sátira aos meios de comunicação – brincava com novelas, jornalismo, programas de rádio, clássicos do cinema, programas de auditório etc –, dividido em quadros de dois minutos. Também atuou em Planeta dos Homens, programa de sucesso da TV Globo, de sátira de costumes e crítica social. Também fez participações em Chico City – como a mulher do personagem Pantaleão, de Chico Anysio – e em Os Trapalhões.[1]

Em 1981, fez sua primeira e única novela, Jogo da Vida, de Sílvio de Abreu, inspirada em um conto homônimo de Janete Clair. Ainda na dramaturgia, integrou o elenco de O Prodígio, episódio do Caso Especial exibido em 1983, com texto de Alcione Araújo.[1]

Vida pessoal

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Em 1985 a atriz foi diagnosticada comleucemia e se afastou da carreira.

Sônia faleceu no dia25 de abril de 1990, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, após cinco anos lutando contra estecâncer, agravado por uma meningite. Ela foi internada às pressas no dia 22, e não resistiu. O enterro foi realizado no mesmo dia noCemitério Parque Jardim da Saudade, em Jacarepaguá.[2]

A atriz deixou viúvo seu segundo marido, Gleidson, com quem estava casada desde 1965, e seus dois filhos, o mais velho fruto de seu primeiro casamento com o ator Augusto César Vanucci, com quem foi casada de 1956 a 1960.[3]

Filmografia

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Cinema

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AnoTítuloPapel
1957Garotas e SambaZizi[4]
De Vento em PopaMara
Sai de BaixoJovem
1958É a Maior!Rosa Flor
Esse Milhão é MeuArlete
1959Aí Vem a AlegriaMarly
O CupimGeni
O Palhaço O Que É?Lídia
Pintando o SeteZilá
1960Duas HistóriasMaria do Socorro
1971Assalto à BrasileiraJúlia
Jesus Cristo Eu Estou AquiZefa
1975Assim Era a AtlântidaEla Mesma
1977A Árvore dos SexosDona Natália[5]
Elas São do BaralhoAngélica
1983Insaciável Desejo da CarneLídia

Televisão

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AnoTítuloPapelNotas
1961Noites Cariocas
1967Oh, Que delícia de ShowGrã-fina Ofélia
1968Balança Mas Não CaiOfélia1968-1971
1972Uau, a CompanhiaVários personagens
1973Chico CityVários personagens1973-1975
SatiricomVários personagens1973-1975
1976Planeta dos HomensVários personagens1976-1980
1977Os TrapalhõesVários personagens1977-1980
1980Vinicius para Crianças - Arca de Noé
1981Jogo da VidaOdete
1982Chico Anysio ShowVários personagens1982-1985
1982Balança Mas Não CaiOfélia1982-1983
1983Caso EspecialFilomena(episódio:O Prodígio)
1984Aventura no Corpo HumanoProfessora[6]

Referências

  1. abcdefg«Memória Globo - Sonia Mamede». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 13 de maio de 2019 
  2. https://memoria.bn.br/DocReader/DocReaderMobile.aspx?bib=030015_11&pesq=S%C3%B4nia%20Mamede&pasta=ano%20199&hf=memoria.bn.br
  3. name="memoria
  4. Cinemateca Brasileira,Garotas e Samba[em linha]
  5. «A Árvore dos Sexos».Cinemateca Brasileira. Consultado em 13 de abril de 2018 
  6. «Aventura no Corpo Humano».Memória Globo. Consultado em 13 de abril de 2018 
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