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Rijeka

45° 20′ N, 14° 26′ L
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Rijeka
Nome oficial
Nomes locais
Geografia
País
Condados
Parte de
Kvarner Gulf (en)
Capital de
Banhado por
Área
43,4 km2
Altitude
0 m
Coordenadas
Demografia
População
107 964 hab. ()
Densidade
2 487,6 hab./km2 ()
Gentílico
fiumei
Riječanin
Riječanka
fiumani
Funcionamento
Estatuto
town in Croatia (d)
Geminações
Bitola
Faenza(a partir de)
Este
Génova(a partir de)
Rostock(a partir de)
Neuss(a partir de)
Liubliana
Kawasaki
Ialta
Cetinje
Qingdao
Pittsburgh
Palermo
Cidade Metropolitana de Génova (en)(a partir de)
Gdansk
Burgas(a partir de)
História
Origem do nome
Rječina (en)
Identidade
Santo padroeiro
Identificadores
Código postal
51000
TGN
Prefixo telefônico
051
matrícula
RI
Website
Distinção
Mapa

editar -editar código-fonte -editar WikidataDocumentação da predefinição

Torre municipal de Riéca
HNK Ivana Zajca

Rijeka (emitaliano ehúngaroFiume; emeslovenoReka, emalemãoPflaum) ouRiéca é a terceira maior cidade daCroácia e principal porto do país. Está localizada no golfo do Carnaro (ou baía de Kvarner), uma reentrância domar Adriático. A sua população é de 144 043 habitantes (censo de 2001), o que a faz a terceira maior cidade da Croácia. A maior parte dos seus habitantes é de origem croata (80,39%, segundo o censo de 2001).

Rijeka é a capital docondado dePrimorje-Gorski Kotar. A economia da cidade depende, em grande medida, do transporte marítimo, da construção naval e do turismo.

Rijeka é a sede do Teatro Nacional CroataIvan Zajc, construído originalmente em1765, bem como da Universidade de Rijeka, fundada em1632.

Em 2020 éCapital Europeia da Cultura.[1]

História

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Com exceção de vestígios de assentamentosneolíticos, as comunidades mais antigas de que se tem registro no local foram a Tarsática celta (atualmente Trsat, hoje parte de Rijeka), numa colina, e a tribo ilíria dosLiburnos, no ancoradouro natural, mais abaixo. A cidade manteve esta dupla identidade por muito tempo. No tempo deAugusto, osromanos reorganizaram Tarsática como ummunicípio na margem direita do Riječina, com o nome de Flumem (tanto Riječina quanto Flumem significam "rio"). Há uma menção a Tarsática emPlínio (História Natural iii.140). Após oséculo IV, o nome da cidade foi alterado para Flumem Santo Vitor, em homenagem ao seu santo padroeiro. A partir doséculo V, osfrancos, oscroatas ehúngaros controlaram, sucessivamente, a cidade, passando esta às mãos dosHabsburgos austríacos em 1466.

Constituída como porto franco em 1723, Fiume passou de mão em mão pelos territórios Habsburgos daÁustria, daCroácia e daHungria, durante os séculos XVIII e XIX, até ser incorporada aoReino da Hungria pela terceira e última vez em 1870. Embora a Croácia gozasse de autonomia constitucional dentro da Hungria, a cidade de Fiume era governada diretamente a partir deBudapeste, sendo o único porto internacional húngaro. A população cresceu rapidamente (de 21 000 em 1880 para 50 000 em 1910), devido ao desenvolvimento portuário, à expansão do comércio internacional e à conexão da cidade às redes ferroviárias da Áustria e da Hungria (1873).

Com a derrota e dissolução daÁustria-Hungria dosHabsburgos ao término daPrimeira Guerra Mundial, tanto aItália quanto oReino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (a futura Iugoslávia) reivindicaram a cidade, com base na composição étnica da população. Em seguida a um breve período de ocupação italiana, uma força internacional com tropas francesas, britânicas e norte-americanas foi posicionada na cidade (novembro de 1918), enquanto seu futuro era debatido na Conferência de Paz de Paris, durante o ano de 1919.

A Itália baseava sua reivindicação no fato de que os italianos constituíam o maior grupo étnico dentro da cidade. O restante da população era, em sua quase totalidade, de origem étnica croata, como também o eram os habitantes da região circunvizinha, inclusive o lugarejo de Sušak. As negociações foram subitamente interrompidas quando a cidade foi tomada em setembro de 1919 por uma milícia de nacionalistas italianos, chefiada pelo escritorGabriele D'Annunzio, criando-se ali umEstado chamado "Regência Italiana de Carnaro".

Mudanças políticas no governo italiano permitiram à Itália e àIugoslávia concluir oTratado de Rapallo em novembro de 1920, segundo o qual Fiume se tornaria um Estado independente com um regime aceitável a ambas as partes.

Uma ocupação italiana em 1921 pôs fim ao governo de D'Annunzio. A eleição de uma assembleia constituinte de tendência autonomista não encerrou as controvérsias: a tomada do poder por nacionalistas italianos foi interrompida pela intervenção de um comissário real italiano; um golpefascista em março de 1922 terminou numa terceira ocupação militar italiana. Sete meses depois, a própria Itália se tornava fascista.

O Tratado de Roma (janeiro de 1924) atribuiu Fiume à Itália e Sušak à Iugoslávia, estabelecendo uma administração portuária conjunta. A anexação formal da cidade pela Itália (março de1924) deu início a vinte anos de governo fascista e a uma política de italianização forçada da população de origem croata, seguidos de vinte meses de ocupação militar alemã.

No período final daSegunda Guerra Mundial, as tropas iugoslavas avançaram atéTrieste na sua campanha contra as forças alemãs que ocupavam tanto a Itália quanto a Iugoslávia. Fiume tornou-se finalmente a cidade croata (e, até 1991, iugoslava) de Rijeka, situação formalizada pelo Tratado de Paz de Paris concluído entre a Itália e osAliados em fevereiro de 1947.

Com a mudança de soberania, a maior parte da população de origem italiana foi expulsa, durante o chamadoÊxodo juliano-dálmata, ou foi vítima dospartisans iugoslavos deTito, em episódios degenocídio elimpeza étnica, dentre os quais se destaca omassacre das foibas ('fossas' emfriulano).[2][3][4]

Transportes

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Riéca é o maior porto daCroácia. Possui linhas de passageiros paraVeneza, aDalmácia e o sul da Itália. A cidade dispõe de um aeroporto internacional e está conectada à rede de autoestradas e comboios da Croácia.

Monumentos e outros locais de interesse

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Referências

  1. «Rijeka e Galway são as Capitais da Cultura 2020» 
  2. Vocabolario Treccani:foiba
  3. (emitaliano e emcroata)Le vittime di nazionalita italiana a Fiume e dintorni (1943-1947) /Žrtve talijanske nacionalnosti u Rijeci i okolici (1939.-1947.) - Società di Studi Fiumana, Rome / Hrvatski Institut za Povijest, Zagreb, Rome 2002ISBN 88-7125-239-X : Tablica ubijenima od 2. svibnja 1945. do 31. prosinca 1947 : « Statistički podaci », stranice 206 i 207].
  4. (em italiano)L’esodo dall’Istria, Fiume e Zara. Por Marino Micich.

Ligações externas

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OCommons possui imagens e outros ficheiros sobreRijeka
Capital Nacional:Cidade de Zagreb
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