| Revolta de Brunei | |||
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| Data | 8-17 de Dezembro de 1962 | ||
| Local | Brunei | ||
| Desfecho | Decisiva vitória daComunidade Britânica | ||
| Beligerantes | |||
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| Comandantes | |||
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É conhecido comoRevolta de Brunei umarebelião do povo deBrunei contra oscolonosbritânicos realizada em8 de dezembro de1962.[1] Foi liderada por Azahari, chefe do partidoRayaart ouRakyat (Partido Popular), que alegou ter o apoio doSultãoOmar Ali Saifuddien III, uma reivindicação aparentemente falsa.[2] Durante a revolução, Azahari fugiu para asFilipinas, um país instigador da mesma; a razão é que as Filipinas reivindicavam a parte norte deBornéu, território histórico doImpério Espanhol, e foi, portanto, contrária que essa região fosse integrada àMalásia.[1]
A revolta eclodiu depois que o sultão Omar concordou em fundir Brunei com aFederação da Malásia, que então também controlavaSingapura. ORayaart, que possuía 16 de 33 deputados no legislativo, não concordava, pois sua intenção era criar um novo estado com as províncias malaias deSabah eSarawak, separado daPenínsula Malaia. A revolta que se seguiu, motivada por este partido e de natureza popular, obteve o apoio de governos anticolonialistas de Singapura e daIndonésia.[3]
Os rebeldes iniciaram ataques coordenados na cidade petrolífera deSeria (visando as instalações petrolíferas daRoyal Dutch Shell) e em delegacias de polícia e instalações do governo em torno doprotetorado.
Com a ajuda das tropas britânicas[1] a revolta foi frustrada, seus líderes condenados e oRayaart dissolvido, no entanto o Sultão Omar decidiu não integrar Brunei a Malásia. Este havia sido um dos principais objetivos prosseguidos pelos rebeldes, juntamente com a participação popular na administração e o fim do poder autocrático. A decisão não foi uma consequência direta da revolta, mas tinha a ver com as condições do tratado, que forneceu menos poder para o sultão e a partilha dos recursos petrolíferos no país.[3]
Finalmente, a revolta foi uma das causas de umfuturo confronto entre a Indonésia e a Malásia, pois havendo feito pensar que o governo indonésio, liderado porAchmed Sukarno, que a criação da Federação da Malásia era impopular, abrigou a intenção de unir toda a ilha deBornéu para seu país..[4]