Placenta acreta | |
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Tipos de placenta acreta | |
Especialidade | obstetrícia |
Classificação e recursos externos | |
CID-10 | O43.21 |
DiseasesDB | 10091 |
MeSH | D010921 |
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Placenta acreta é a denominação que se dá àplacenta que se adere anormalmente à decídua ou àparede uterina. É uma complicaçãoobstétrica grave. A placenta geralmente se desprende da parede uterina de forma relativamente fácil ao final do parto, durante oalumbramento. A placenta acreta impede o útero de contrair-se de volta ao tamanho normal, o que causa importante sangramento. Geralmente requer um raspado cirúrgico (curetagem) para remover completamente a placenta. Quando a placenta penetra mais fundo no útero pode ser necessário remoção do útero (histerectomia) para conter ahemorragia.
O acretismo placentário afeta aproximadamente 1 em cada 250gravidezes.[1]
Existem três formas de acretismo placentário, de acordo com as distintas pela profundidade da penetração[2]:
Ao nidar, o óvulo normalmente se detém na camada esponjosa, encontrando em seu rico plexo vascular o suprimento de suas necessidades alimentares. Detém-se por encontrar como resistência à sua progressão a decidualização normal da superfície uterina. É, então, em local de deficientedecidualização que se desenvolve grau variável de acretismo placentário.
Tal conformação tem especial importância no momento da dequitação: por ser constituída por tecido frouxo (semelhante a um rendilhado ou aos picotes existentes entre selos), facilita a separação natural da placenta logo após ao parto. Nas porções mais baixas do útero, assim como nas áreas em que o endométrio estiver adelgaçado, lesado, fibrosado ou ausente, ocorreria penetração trofoblástica excessiva, resultando numa placenta muito aderente, incapaz de descolar durante o parto.
A placenta acreta é muito raramente reconhecida antes do nascimentos, sendo muito difícil de ser diagnosticada. Os médicos geralmente não estão treinados para detectar placenta acreta no ultrassom nem nos cursos de especialização em obstetrícia e cirurgia.[3] Pode-se detectar comressonância magnética, mas esse estudo caro está disponível em poucos hospitais e não é feito de rotina a todas as grávidas como o ultrassom. Em alguns casos pode-se observar níveis séricos aumentados dealfafetoproteína, embora isso possa ser um indicador de muitas outras doenças.
Quando é detectada precocemente se indica umacesária, mas o diagnóstico precoce é difícil. Quando a placenta não invade o útero profundamente está indicada acuretagem uterina. Uma alternativa é embolizar os vasos pélvicos ou ligar as artérias uterinas. Quando a penetra o miométrio se indica a retirada do útero (histerectomia). A perda de sangue intensa exige reposição de fluídos com soros outransfusão de sangue.Ocitocina para contrair o útero eantibióticos profiláxicos são utilizados no tratamento pós-cirúrgico.[4]
Esta condição está associada aproximadamente com 10% dos casos deplacenta prévia, e possui incidência aumentada com a presença detecido cicatricial de umasecção cesariana prévia. Uma finadecídua também pode ser um fator contribuinte para esta invasãotrofoblástica. Alguns estudos sugerem que a taxa de incidência é maior quando ofeto é feminino.