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Pierre Bourdieu

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Pierre Bourdieu
Bourdieu em 1969
Nome completoPierre Félix Bourdieu
Pseudônimo(s)Pierre Bourdieu
Nascimento
Morte
23 de janeiro de2002 (71 anos)

Nacionalidadefrancês
ProgenitoresMãe: Noémie Duhau
Pai: Albert Bourdieu
CônjugeMarie Claire Brizard
Filho(a)(s)3
Prémios
  • Medalha de Ouro CNRS(1993)
  • Medalha Goethe(1988)
  • Prêmio Ernst Bloch(1997)
  • Prêmio Lysenko(1998)
  • Medalha Memorial Huxley(2000)
Escola/tradição
Principais interesses
Carreira científica
Orientador(es)(as)Georges Canguilhem

Pierre Bourdieu(Denguin,França,1 de agosto de1930Paris,França,23 de janeiro de2002) foi umsociólogofrancês.

De origem campesina,filósofo de formação, foi docente naÉcole de Sociologie du Collège de France. Desenvolveu, ao longo de sua vida, diversos trabalhos abordando a questão da dominação e é um dos autores mais lidos, em todo o mundo, nos campos daantropologia e sociologia, cuja contribuição alcança as mais variadas áreas do conhecimento humano, discutindo em sua obra temas comoeducação,cultura,literatura,arte,mídia,linguística epolítica. Também escreveu muito sobre a sociologia da Sociologia. A sociedadecabila, naArgélia, foi o palco de suas primeiras pesquisas. Seu primeiro livro,Sociologia da Argélia (1958), discute a organização social da sociedade cabila e, em particular, como osistema colonial interferiu na sociedade cabila, em suas estruturas edesculturação. Dirigiu, por muitos anos, a revistaActes de la recherche en sciences sociales e presidiu o CISIA (Comitê Internacional de Apoio aos Intelectuais Argelinos), sempre se posicionado claramente contra oliberalismo e aglobalização.

O mundo social, para Bourdieu, deve ser compreendido à luz de três conceitos fundamentais:campo,habitus ecapital.

Biografia

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Nascido em uma família campesina, ingressou, no ano de 1951, na Faculdade de Letras, em Paris, naEscola Normal Superior e, em 1954, graduou-se emfilosofia, assumindo um cargo de professor secundário emMoulins,Allier. Após prestar o serviço militar naArgélia, assumiu, em 1958, o cargo de professor assistente na Faculdade de Letras emArgel, quando iniciou sua pesquisa acerca da sociedade cabila. Em 1960, torna-se assistente deRaymond Aron na Faculdade de Letras de Paris e principia seus estudos a respeito docelibato na região deBéarn. Ainda em 1960, integrou-se ao Centro de Sociologia Europeia, do qual tornou-se secretário geral em 1962.

Ao longo dasdécadas de 1960 a1980, desenvolveu farta obra, contribuindo significativamente para a formação do pensamento sociológico doséculo XX. Nadécada de 1970, estendeu sua atividade docente a destacadas instituições estrangeiras, como as universidades deHarvard eChicago e oInstituto Max Planck deBerlim. Em 1982, ministrou sua aula inaugural (Lições de Aula) noCollège de France (instituição que três anos mais tarde se associou ao Centro de Sociologia Europeia), propondo uma "sociologia da sociologia", constituída de um olhar crítico sobre a formação do sociólogo como censor e detentor de um discurso de verdade sobre o mundo social. Nesse sentindo, tal aula inaugural encontra-se com a ministrada porBarthes (A aula) eFoucault (A Ordem do Discurso), privilegiando a discussão acerca do saber acadêmico. É consagrado doutorhonoris causa das universidadesLivre de Berlim (1989),Johann-Wolfgang-Goethe deFrankfurt(1996) eAtenas (1996). Morreu em Paris, depois de finalizar um curso sobre sua própria produção acadêmica, que servirá de fundamento a seu último livro,Esboço para uma autoanálise.

Pensamento

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Grande parte da obra de Bourdieu observa o papel dos recursos educacionais e culturais na expressão da agência. Bourdieu foi, na prática, influenciado e simpático à identificação marxista do comando econômico como um componente principal do poder e da agência dentro da sociedade capitalista.[i]

O trabalho antropológico de Bourdieu foi dominado pela análise da reprodução da hierarquia social. Bourdieu criticou a importância dada aos fatores econômicos na análise da ordem e da mudança social. Ele ressaltou, ao contrário, que a capacidade dos atores de impor suas reproduções culturais e sistemas simbólicos desempenha um papel essencial na reprodução das estruturas sociais dominantes. A violência simbólica é a capacidade interesseira de garantir que a arbitrariedade da ordem social seja ignorada ou argumentada como natural, justificando assim a legitimidade das estruturas sociais existentes. Esse conceito desempenha um papel essencial em sua análise sociológica, que enfatiza a importância das práticas no mundo social. Bourdieu opunha-se à tradição intelectualista e enfatizava que a dominação social e a reprodução cultural estavam centradas principalmente no saber corporal e nas práticas competentes da sociedade. Bourdieu opôs-se ferozmente à Teoria da Escolha Racional porque acreditava que era um mal-entendido de como os agentes sociais operam.

Influências

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O trabalho de Bourdieu é influenciado por grande parte da antropologia e sociologia tradicionais que ele se comprometeu a sintetizar em sua própria teoria. A partir de Max Weber, ele manteve uma ênfase na dominância dos sistemas simbólicos na vida social, bem como na ideia de ordens sociais que acabaria por ser transformada por Bourdieu de uma sociologia da religião em uma teoria dos campos.[3]

A partir de Marx, ele adquiriu sua compreensão da "sociedade" como o conjunto das relações sociais: "o que existe no mundo social são relações – não interações entre agentes ou laços intersubjetivos entre indivíduos, mas relações objetivas que existem 'independentemente da consciência e da vontade individuais'". "[4]:97 (fundamentado no modo e nas condições de produção econômica), e da necessidade de desenvolver dialeticamente a teoria social a partir da prática social.[5] (Arnold Hauser publicou anteriormente a aplicação ortodoxa da teoria marxista de classes às artes plásticas em The Social History of Art (1951).)

De Émile Durkheim, passando por Marcel Mauss e Claude Lévi-Strauss, Bourdieu herdou uma certa interpretação estruturalista da tendência das estruturas sociais a se reproduzirem, a partir da análise das estruturas simbólicas e das formas de classificação. No entanto, Bourdieu divergiu criticamente de Durkheim ao enfatizar o papel do agente social na decretação, por meio da corporificação das estruturas sociais, de ordens simbólicas. Além disso, enfatizou que a reprodução das estruturas sociais não opera segundo uma lógica funcionalista.

Maurice Merleau-Ponty e, através dele, a fenomenologia de Edmund Husserl desempenharam um papel essencial na formulação do foco de Bourdieu no corpo, na ação e nas disposições práticas (que encontraram sua manifestação primária na teoria do habitus de Bourdieu).[6]

Bourdieu também foi influenciado por Wittgenstein (especialmente no que diz respeito ao seu trabalho sobre o cumprimento de regras) afirmando que "Wittgenstein é provavelmente o filósofo que mais me ajudou em momentos de dificuldade. Ele é uma espécie de salvador para momentos de grande aflição intelectual".[7] A obra de Bourdieu é construída sobre uma tentativa de transcender uma série de oposições que ele pensava caracterizar as ciências sociais (subjetivismo/objetivismo, micro/macro, liberdade/determinismo) de seu tempo. Seus conceitos de habitus, capital e campo foram concebidos com a intenção de superar tais oposições.[8]

Como intelectual público

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Durante a década de 1990, Bourdieu envolveu-se cada vez mais no debate político, tornando-se um dos rostos públicos mais importantes da vida intelectual na França. Embora um crítico feroz do neoliberalismo, Bourdieu também criticou o papel "intelectual total" desempenhado por Jean-Paul Sartre, e ele classificou as tentativas de Sartre de intervir na política francesa como "irresponsáveis" e "oportunistas".[9] Bourdieu via a sociologia não como uma forma de "entretenimento intelectual", mas como uma disciplina séria de natureza científica. [carece de fontes?] Há uma aparente contradição entre os escritos anteriores de Bourdieu contra o uso da sociologia para o ativismo político e seu posterior lançamento no papel deintelectual público, com algumas declarações políticas altamente "visíveis".[9] Embora grande parte de seu trabalho inicial enfatizasse a importância de tratar a sociologia como uma disciplina científica estrita,[dúbio – discutir] – "La sociologie est un sport de combat" (trad. "A sociologia é uma arte marcial" sua carreira posterior o viu entrar no mundo menos acadêmico do debate político na França, levantando a questão de se o sociólogo tem responsabilidades políticas que se estendem ao domínio público.

Embora Bourdieu tenha criticado anteriormente intelectuais públicos como Sartre, ele tinha fortes visões políticas que influenciaram sua sociologia desde o início. Na época de seu trabalho posterior, sua principal preocupação havia se tornado o efeito da globalização e aqueles que menos se beneficiavam dela. Sua política tornou-se então mais ostensiva e seu papel como intelectual público nasceu, de uma "urgência em se manifestar contra o discurso neoliberal que se tornou tão dominante no debate político".[9]

Bourdieu desenvolveu um projeto para investigar os efeitos – particularmente os danos – das reformas neoliberais na França. O fruto mais significativo desse projeto foi o estudo de 1993 "O Peso do Mundo", embora suas opiniões sejam talvez mais sinceramente expressas em seus artigos.[10] "O Peso do Mundo" representou um desafio científico pesado às tendências dominantes na política francesa. Por ter sido obra de uma equipe de sociólogos, mostra também o caráter colaborativo de Bourdieu, indicando que ele ainda relutava, em 1993, em aceitar ser destacado com a categoria de intelectual público.[ii]

No entanto, a atuação de Bourdieu como sociólogo crítico o preparou para a cena pública, cumprindo sua "visão construcionista da vida social" ao se apoiar na ideia de atores sociais fazendo mudanças por meio de lutas coletivas. Sua relação com a mídia foi melhorada através de sua ação pública de organizar greves e comícios que despertaram enorme interesse da mídia nele e seus muitos livros se tornaram mais populares através dessa nova notoriedade. Uma das principais diferenças entre o sociólogo crítico e o intelectual público é a capacidade de se relacionar com os recursos da mídia popular fora do âmbito acadêmico.[11] É notável que, em seus escritos posteriores, Bourdieu soou notas de advertência sobre tais indivíduos, descrevendo-os como "como o Cavalo de Tróia"[12] pelos elementos indesejados que eles podem trazer para o mundo acadêmico. Mais uma vez, Bourdieu parece cauteloso em aceitar a descrição de "intelectual público", temendo que possa ser difícil conciliar com a ciência e a erudição. São necessárias pesquisas sobre as condições em que determinados intelectuais se transformam em intelectuais públicos.[9]

Construtivismo estruturalista ou estruturalismo construtivista

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Bourdieu, permitindo ter seu pensamento rotulado, adota como nomenclatura oconstrutivismo estruturalista ouestruturalismo construtivista.

Essa postura consiste em admitir que existe, no mundo social, estruturas objetivas que podem dirigir, ou melhor, coagir a ação e a representação dosindivíduos, dos chamados agentes. No entanto, tais estruturas são construídas socialmente, assim como os esquemas de ação e pensamento, chamados por Bourdieu dehabitus.

Bourdieu tenta fugir da dicotomia subjetivismo/objetivismo dentro das ciências humanas. Rejeita tanto trabalhar no âmbito do fisicalismo, considerando o social enquanto fatos objetivos, como no do psicologismo, o que seria a "explicação das explicações".

O momento objetivo e subjetivo das relações sociais estão numa relaçãodialética. Existem realmente as estruturas objetivas que coagem as representações e ações dos agentes, mas estes, por sua vez, na sua cotidianidade, podem transformar ou conservar tais estruturas, ou almejar a tanto.

A verdade da interação nunca está totalmente expressa na maneira como ela se nos apresenta imediatamente. Uma das mais importantes questões na obra de Bourdieu se centraliza na análise de como os agentes incorporam aestrutura social, ao mesmo tempo que a produzem, legitimam e reproduzem. Nessa perspectiva, é pertinente afirmar que ele dialoga com o Estruturalismo, ao mesmo tempo que pensa em que espécie de autonomia os agentes detêm. Bourdieu, então, se propõe a superar tanto o objetivismo estruturalista quanto o subjetivismo interacionista (fenomenológico, semiótico).

Bourdieu e a educação

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Bourdieu dedicou parte significativa de seus mais de 40 anos de vida acadêmica aos estudos no campo da educação, tendo exercido influência em gerações de intelectuais de diversas áreas, mas principalmente aos que se dedicaram a estudos sobre educação.[13] Inicialmente, tais estudos estiveram principalmente concentrados em demonstrar os mecanismos escolares de reprodução cultural e social e as “estratégias” do sistema escolar para diferentes agentes e grupos sociais. O sociólogo sempre manteve uma concepção pessimista em relação à escola e ao sistema educacional, uma vez que ele entendia como uma grande ilusão afirmar que o sistema escolar é um facilitador damobilidade social, quando ,na verdade, na escola se demonstra como o ambiente onde todas diferenças de classes não são atenuadas e assim coopera com a conservação social. São essas noções que posteriormente fundamentam afirmações sobre a legitimidade das desigualdades sociais emeritocracia.[14][15]

Obras

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Entre as obras de Bourdieu traduzidas para oportuguês, contam-se:

  • A Dominação Masculina, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1999.
  • Sobre a Televisão, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
  • O Senso Prático, Petrópolis, Vozes, 2009
  • A Reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino, Lisboa: Editorial Vega, 1978
  • Questões de Sociologia, Lisboa: Fim de Século, 2003
  • O Que Falar Quer Dizer: a economia das trocas simbólicas, Algés:Difel, 1998.
  • A Economia das Trocas Simbólicas, São Paulo, Editora Perspectiva S.A., 2003
  • O Poder Simbólico, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1992.
  • As Regras da Arte: génese e estrutura do campo literário, Lisboa: Presença, 1996
  • Razões Práticas: Sobre a teoria da ação, Campinas, Papirus Editora, 1996
  • Razões Práticas: sobre a teoria da acção, Oeiras: Celta Editora, 1997
  • Contrafogos: táticas para resistir à invasão neoliberal. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
  • Meditações Pascalianas, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2001.
  • Contrafogos 2: por um movimento social europeu. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
  • A Produção da Crença: contribuição para uma economia dos bens simbólicos, Porto Alegre, Editora Zouk, 2001
  • As Estruturas Sociais da Economia, Lisboa: Instituto Piaget, 2001
  • Lições da Aula: aula inaugural proferida no Collége de France em 23 de abril de 1982. São Paulo: Ática, 2001.
  • Esboço de Uma Teoria da Prática, Precedido de Três Estudos de Etnologia Cabila, Oeiras: Celta Editora, 2002
  • O Amor Pela Arte: museus de arte na europa e seu público, Porto Alegre, Editora Zouk, 2003
  • A Miséria do Mundo. Petrópolis: Vozes, 2003.
  • Esboço para uma Autoanálise, Lisboa : Edições 70, 2004
  • Para uma Sociologia da Ciência, Lisboa: Edições 70, 2004 (Trad. de: Science de la science et reflexivité)
  • Os Usos Sociais da Ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Editora UNESP, 2004.
  • Ofício de Sociólogo: metodologia da pesquisa na sociologia. Petrópolis: Vozes, 2004. (em colaboração com Jean-Claude Chamboredon e Jean-Claude Passeron.)
  • A Distinção: crítica social do julgamento, Porto Alegre, Editora Zouk, 2007.

A Dominação Masculina

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A Dominação Masculina (La domination masculine, emfrancês) é um livro escrito pelosociólogo Pierre Bourdieu e publicado em1998 pela Éditions du Seuil. No Brasil, a obra foi publicado pela editoraBertrand Brasil.[16]

No livro, Bourdieu desenvolve uma análise sociológica das relações sociais entre os sexos, e procura explicar as causas da persistência da dominação dos homens sobre as mulheres em todas as sociedades humanas. livro foi criticado por sua ênfase unilateral na introjeção da dominação masculina pelas próprias mulheres, negligência aos aspectos de resistência e desconsideração da extensa bibliografia dos estudos de gênero e da teoria feminista.[17]

O Senso Prático

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O Senso Prático (Le sens pratique) é um livro escrito pelosociólogo Pierre Bourdieu, publicado em 1980. Foi publicado no Brasil pelaEditora Vozes.[18], sendo uma das obras teóricas fundamentais de Pierre Bourdieu, desenvolvida a partir de suas pesquisas etnográficas. O livro se propõe a ser uma "teoria da prática", buscando superar a oposição clássica entre objetivismo e subjetivismo. A teoria sociológica de Bourdieu apresentada na obra se apoia na articulação de três conceitos essenciais: Habitus, Campo e Capital.

OHabitus é o conceito central desenvolvido para mediar a relação entre as estruturas sociais e a ação individual. É caracterizado como um conjunto de tendências, consistentes e transferíveis, que estruturam as maneiras pelas quais os indivíduos enxergam o mundo social e respondem a ele. O habitus é moldado pelas condições sociais de vida do agente (trajetória e posição social) e, por sua vez, organiza e cria as práticas e representações (percepções, ideias) do agente no presente. O habitus é infraconsciente. Ele opera de forma automática e costumeira, permitindo aos agentes agir sem cálculo ou controle consciente, por meio do que Bourdieu chama de senso prático. O senso prático é a lógica ou racionalidade prática, irredutível à razão teórica. As práticas distintas e distintivas, como o que se come, bebe ou veste, são princípios classificatórios derivados do habitus, estabelecendo o que é, por exemplo, elegante ou vulgar.

O conceito de campo representa um espaço social estruturado de posições no qual os agentes e as instituições se encontram. O campo é um "campo de forças" (estrutura que constrange os agentes) e um "campo de lutas" (onde os agentes competem para conservar ou transformar a estrutura). O campo e oHabitus são mutuamente constitutivos: o campo estrutura o habitus, e o habitus constitui o campo. Nele, os agentes competem para manter ou alterar as relações de força e a distribuição do capital específico. O sentido das ações de agentes e instituições se adquire relacionalmente, por meio do jogo de oposições e distinções.

Segundo o autor, ocapital é um sinônimo de poder e consiste em ativos econômicos, culturais ou sociais que se acumulam e se reproduzem, promovendo a mobilidade social em uma sociedade estratificada. A distribuição desigual dessas formas de capital gera a desigualdade social. O autor discorre sobre três esferas deste capital, sendo o capital econômico o correspondente ao comando de recursos econômicos, como dinheiro e posses — constitui o tipo dominante e está na raiz das outras formas de capital. Em contrapartida, o capital cultural consiste em ativos sociais ligados a uma pessoa, como conhecimento, intelecto, educação, estilo de fala e vestimentas. Este tipo de capital pode se dividir entre o incorporado (disposições adquiridas), objetivado (bens materiais, como obras de arte ou livros) e institucionalizado (qualificações acadêmicas/títulos). Por fim, o autor também formula sobre outro tipo de capital, o capital social, que constitui um agregado de recursos ligados à posse de uma rede de contatos durável de relacionamentos, que é convertível em capital econômico.

A Terra e as Estratégias Matrimoniais

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A Terra e as Estratégias Matrimoniais” é o primeiro capítulo da obra “O Senso Prático” (1980). Neste capítulo, o sociólogo examina o sistema de parentesco e herança entre camponeses do Béarn, uma antiga província francesa localizada no sopé dos Pirenéus, no sudoeste da França, destacando como a organização familiar, as regras sucessórias e a distribuição desigual de recursos estruturam as estratégias de casamento e a reprodução social. Neste capítulo, o autor discorre sobre o casamento, demonstrando que, longe de ser apenas uma escolha afetiva, ele funciona como uma prática orientada pela necessidade de preservação da integridade do patrimônio, que se expressa através da terra — principal base de sustento e elemento simbólico da continuidade da linhagem.

Neste sentido, a terra é o elemento central, e o sistema é dominado pelo primado do patrimônio sobre os indivíduos. Tão forte é essa lógica que se afirma que o herdeiro (geralmente o filho primogênito, embora nem sempre) pertence à terra, e a terra o herda. Portanto, a terra em especial determina o estatuto dos filhos (entre o herdeiro primogênito e filhos mais novos) e a distribuição do adot — doação (adoutà, fazer uma doação, dotar), é a compensação (contrapartida) atribuída aos filhos mais novos em troca de sua renúncia à terra.  O valor do adot é determinado pelo valor da propriedade e, pela mediação dele, a economia rege as trocas matrimoniais, tendendo os casamentos a ocorrer entre famílias de mesma posição econômica. O princípio do primado masculino e do mais velho prevalece. O estatuto de herdeira só é atribuído à mulher como último recurso na ausência de descendente masculino, a fim de garantir a transmissão do patrimônio dentro da linhagem.

As estratégias matrimoniais buscam sempre um "bom casamento" (maximizando benefícios econômicos e simbólicos) e evitam a "má aliança" (que desonra ou ameaça o capital da linhagem). O casamento do filho mais velho deve garantir um adot elevado o suficiente para custear as indenizações dos irmãos mais novos. Para proteger essa integridade, a partilha da propriedade é unanimemente vista como uma calamidade. Para evitá-la, as famílias recorrem a estratégias complexas e sutis, utilizando todas as possibilidades da tradição sucessória e matrimonial. O discurso jurídico (canônico) e as regras formais, frequentemente registradas por notários, são frequentemente apenas a canonização dessas estratégias, que na prática são manipuladas pelos chefes de família para favorecer um herdeiro e manter a "casa".

O autor também evidencia como essas estratégias são incorporadas pelos indivíduos através do habitus, de modo que decisões aparentemente pessoais (quem casar, quando casar, se emigrar, se permanecer celibatário) expressam, na verdade, disposições profundamente moldadas pelas condições materiais e simbólicas da vida camponesa. Assim, práticas como o celibato dos filhos mais novos, a escolha de unir famílias de estatuto semelhante, ou o reforço da autoridade do primogênito não são meras tradições, mas respostas práticas às tensões entre necessidade econômica e honra familiar.

A análise desenvolvida por Bourdieu em “A Terra e as Estratégias Matrimoniais” dialoga diretamente com o filme Alcarràs (2022), de Carla Simón, que retrata uma família de agricultores catalães confrontada com a perda iminente de suas terras. Assim como no Béarn estudado por Bourdieu, o filme evidencia a centralidade da terra como fundamento material e simbólico da continuidade familiar, bem como a tensão entre gerações diante da necessidade de preservar o patrimônio. A ameaça de ruptura da propriedade e das formas tradicionais de trabalho agrícola torna visíveis as estratégias, explícitas ou tácitas, pelas quais os membros da família buscam garantir a reprodução social, aproximando a ficção contemporânea das dinâmicas descritas por Bourdieu em seu estudo sociológico.

O Baile dos Celibatários

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O Baile dos Celibatários: Crise da sociedade camponesa no Béarn (Le Bal des Célibataires: Crise de la société paysanne en Béarn) é uma obra fundamental dosociólogo francês Pierre Bourdieu (1930–2002). O livro, que integra a temática da Sociologia rural e a análise de pessoas sozinhas na região do Béarn, França, detalha a crise da sociedade camponesa no sudoeste francês, enfocando as transformações profundas nas relações sociais e, em particular, nos padrões de reprodução familiar e nos "sofrimentos e os dramas ligados às relações entre os sexos".

Originalmente publicado em artigos seguintes (1962, 1972 e 1989), o livro foi editado e publicado em formato completo apenas em 2002, dois meses após o falecimento do autor. A edição brasileira, traduzida, apresentada e anotada por Carolina Pulici, foi publicada pela Editora Unifesp.

O trabalho sobre o Béarn, terra natal de Bourdieu, constituiu sua primeira investigação de campo no início dos anos 1960. Este estudo é frequentemente descrito pelo próprio autor como uma "espécie de Bildungsroman intelectual" e uma "ascese de caráter iniciático" que funcionou como a "detonadora da conversão'" que o levou da filosofia para a etnologia e, por fim, à sociologia.

Em um contexto onde a maioria dos etnólogos europeus se concentrava em "povos exóticos", Bourdieu inverteu o foco, voltando-se para o colapso de sua própria tradição cultural, confrontada com a urbanização e a construção da identidade nacional francesa. Ele o chamou de seu "Tristes Trópicos às avessas", analisando um mundo agonizante e afastando-se do sincronismo a-histórico dos antropólogos funcionalistas e estruturalistas que tendiam a pesquisar fatores de estabilidade, e não a desmoralização de sistemas sociais. O foco na transformação social onipresente é visto como uma refutação convincente da figura caricatural do "teórico da reprodução".

Metodologicamente, a obra estabeleceu um partido metodológico estabelecido por Bourdieu: o levantamento exaustivo de dados qualitativos e quantitativos. A pesquisa baseou-se em documentos notariais (certidões de nascimento, casamento, escrituras), censos demográficos e entrevistas etnográficas, muitas delas realizadas em idioma bearnês. A análise em termos de probabilidade estatística, usando o vocabulário das "taxas" de nupcialidade e celibato, demonstra uma  inspiração na análise durkheimiana do suicídio.

Por outro lado, o contexto emocional da pesquisa era complexo. Bourdieu evocava o clima emocional em que se desenvolveu a investigação, as entrevistas com frequência muito tristes e o sentimento de cometer algo como uma traição ao analisar seu próprio mundo de origem. Foi esse desejo de proteger os estudos de seu mundo de origem de "leituras malevolentes" que o levou a recusar a publicação do livro em vida.

A obra começa com a pergunta sobre como resolver o enigma social do celibato dos primogênitos em uma sociedade que aderiu ao direito de primogenitura. A resposta  sociológica de Bourdieu aponta para a unificação do mercado de bens simbólicos em escala nacional, que condenou à brusca e brutal desvalorização os camponeses ligados ao antigo mercado protegido das trocas matrimoniais controladas pelas famílias.

Nesse contexto, o baile do vilarejo é visto como o local de manifestação e a realização concreta e sensível desse mercado de bens simbólicos. No baile, o contato direto e a competição individual substituem o antigo regime de dirigismo matrimonial. Os filhos mais velhos de famílias importantes, antes "bons partidos", foram  bruscamente vistos como repulsivos e, consequentemente, excluídos do direito à reprodução. A nova hierarquia social se fundava na oposição entre aquele que ganhou as cidades e aquele que ficou relegado ao campo.

A obra também oferece uma análise profunda das assimetrias de gênero e do papel do corpo na dominação. Bourdieu nota a diferença dos modelos culturais urbanos segundo os sexos. No que tange às mulheres, tendem a adotar mais facilmente a "civilidade citadina", avaliando seus parceiros camponeses segundo critérios externos e citadinos. Sua formação cultural favorece a preocupação com detalhes exteriores, como costumes, roupas e valores. Esse desejo à vida citadina não é "irracional", dada a lógica das trocas matrimoniais, na qual as mulheres tendem historicamente a circular "de baixo para cima". Já no caso dos homens: O homem rural toma conhecimento da desvalorização de sua condição na tomada de consciência de seu corpo (hexis corporal). Ele se sente desastrado ao colocar o corpo em exibição nos bailes, onde as novas "técnicas do corpo" (como as danças urbanas) substituíram os usos corporais desenvolvidos com a civilização rural. A desvalorização das "maneiras masculinas" camponesas, antes valorizadas, lança-os ao celibato compulsório.

Desse modo, a distância social se impõe como uma limitação mais rigorosa do que a distância espacial, pois os circuitos das trocas matrimoniais se desprendem da base geográfica, definindo-se em função de partilhar um certo estilo de vida. A adequação de novos produtos, técnicas e ideais de cortesia urbanos deve-se ao fato de que neles se reconhece a marca da civilização urbana. Assim, a  dominação simbólica se manifesta, pela ação da escola "integradora", que demonstra a legitimidade da cultura urbana e acelera o desprezo pelos valores camponeses, figurando como elemento-chave das mudanças fatais para a reprodução social do camponês.

A análise de Bourdieu sobre a sociedade bearnesa funcionou como o principal trabalho de formação que lançou as bases de muitos dos desdobramentos posteriores de sua obra, especialmente as noções de habitus, estratégia e dominação simbólica.

Além disso, Bourdieu realiza uma crítica ao juridismo e às estratégias de prática, destacando que os etnólogos, ao adotarem uma abordagem “juridista”, reificavam as práticas em regras formais, como as regras sucessórias. Desse modo, ele demonstra que as práticas matrimoniais e sucessórias não são resultado de uma submissão, mas sim de uma gama de estratégias utilizadas pelos agentes para garantir a manutenção do patrimônio econômico e simbólico da família. O casamento é visto como o equivalente a uma “cartada em um jogo de cartas”, cujo valor depende do patrimônio material e simbólico que pode ser engajado e do modo de transmissão (sexo e ordem de nascimento). Assim, as estratégias visam maximizar os benefícios econômicos e simbólicos associados à transação.

De acordo com  Bourdieu, as soluções para as antinomias (contradições ou conflitos entre ideias, princípios, leis ou normas práticas) não são guiadas pela "razão calculadora", mas pelo Habitus. O habitus é uma "estrutura geradora de práticas", uma "espécie de instinto socialmente constituído", que leva os agentes a viverem as exigências da economia (como a proteção do patrimônio) como uma "necessidade inelutável do dever" ou um "chamado irresistível do sentimento". As ações que visam evitar a destruição do patrimônio não são "estratégias sabiamente calculadas".

Bourdieu sugere que a sociologia da família pode ser um "caso particular da sociologia política". A prioridade do homem e do primogênito é uma nova tradução da preponderância concedida à manutenção da integridade do patrimônio. O "senhor da casa" (capmay-souc), depositário do nome e do renome, detém o direito propriamente político de exercer a autoridade no interior do grupo e de representá-lo. Nesse sentido, a homogamia estrita impedia, inclusive, os homens (especialmente os mais velhos) de se casarem “para cima”, pois isso ameaçaria sua autoridade política na estrutura das relações de poder doméstico.

A obra analisa em detalhe o papel do adot (ou adoutà), que é uma compensação dada aos filhos mais novos quando eles renunciam ao direito de herdar a terra da família. Muitas vezes o adot é confundido com um dote, mas isso é incorreto. O valor dessa compensação depende diretamente do valor da propriedade familiar, e, ao mesmo tempo, influencia as possibilidades e ambições matrimoniais dos filhos. Assim, o montante do adot se torna um dos fatores centrais na distribuição da autoridade dentro da família, afetando inclusive as relações de poder entre sogra e nora.

A partir dessa análise realizada, é possível afirmar que a obra “Baile dos Celibatários" desenvolvida por Pierre Bourdieu, é essencial por demonstrar que a verdade objetiva da exploração e das relações de interesse só se realiza plenamente na medida em que é desconhecida. A exploração, vivida na linguagem do dever e do sentimento, está predisposta a servir de modelo a todas as formas brandas (paternalistas) de exploração. Com isso a obra conclui que o conhecimento do objeto social está intrinsecamente ligado ao conhecimento do sujeito que o pesquisa.

Sobre a Televisão

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Sobre a Televisão (Sur la télévision, no original emfrancês) é um livro de 1996, escrito pelosociólogo Pierre Bourdieu, e publicado noBrasil porJorge Zahar Editor.[19]

La reproduction

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A reprodução[nota 1] (emfrancês:La reproduction) é título de uma obra desociologia publicada em1970.

Nesta obra co-escrita por Pierre Bourdieu eJean-Claude Passeron, é desenvolvida umateoria geral daviolência simbólica legítima.

Outros textos

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  • BONNEWITZ, Patrice.Primeiras lições sobre a sociologia de P. Bourdieu. Rio de Janeiro: Petrópolis, 2003.
  • BOURDIEU, Pierre.Pierre Bourdieu entrevistado por Maria Andréa Loyola. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2002.
  • BOURDIEU, Pierre e MICELI, Sergio (orgs.)Liber 1. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1997.
  • ORTIZ, Renato.Pierre Bourdieu: Sociologia. São Paulo: Ática, 1983.

Ver também

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Notas

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  1. See:Bourdieu, Pierre. 2003. "Acts of Resistance: Against the Tyranny of the Market."— 2003. "Firing Back: Against the Tyranny of the Market 2."— 2005. "The Social Structures of the Economy."Bourdieu, Pierre, et al. 2000. "The Weight of the World".
  2. Bourdieu deplored the term 'role'. See: Bourdieu, Pierre. 1992. "Thinking About Limits.'Theory, Culture & Society 9(1):41-3.SAGE.
  1. O título original completo é:La Reproduction. Éléments pour une théorie du système d'enseignement. Ed. Minuit, 1970. Na tradução portuguesa:A Reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino.

Referências

  1. Patrick Baert and Filipe Carreira da Silva,Social Theory in the Twentieth Century and Beyond, Polity, 2010, p. 34.
  2. Piet Strydom,Contemporary Critical Theory Methodology, Routledge, 2011, p. 179.
  3. McKinnon, A., Trzebiatowska, M. & Brittain, C. (2011). 'Bourdieu, Capital and Conflict in a Religious Field: The Case of the Anglican Communion'. Journal of Contemporary Religion, vol 26, no. 3, pp. 355-370.«Archived copy»(PDF). Consultado em 11 de fevereiro de 2015. Arquivado dooriginal(PDF) em 4 de março de 2016 
  4. Bourdieu, Pierre, andLoïc Wacquant. 1992.An Invitation to Reflexive Sociology. Chicago:University of Chicago Press.
  5. Bourdieu, Pierre. 1977.Outline of a Theory of Practice. Cambridge:Cambridge University Press.
  6. Moran, Dermot,"Edmund Husserl's Phenomenology of Habituality and Habitus",Journal of the British Society for Phenomenology, 42 (1) 2011-01, pp. 53–77.
  7. Marjorie Perloff.«Wittgenstein's Ladder Poetic Language and the Strangeness of the Ordinary».Electronic Poetry Center. Consultado em 3 de junho de 2018 
  8. Jenkins, Richard (2002).Pierre Bourdieu. London New York: Routledge.ISBN 9780415285278 
  9. abcdSwartz, D. 2003. "Special Issue on the Sociology of Symbolic power: A Special Issue in Memory of Pierre Bourdieu."Theory & Society 32 (5/6).
  10. collected for example in Bourdieu 'Political Interventions,' Verso 2008 or Bourdieu 'Sociology as a Martial Art,' The New Press 2010.
  11. Fuller, S.,The Intellectual, Ikon Books, Cambridge, 2005.
  12. Bourdieu, Pierre. 1998.On Television and Journalism. London:Pluto. p. 59.
  13. Ana Paula Hey e Afrânio Mendes Catani,Bourdieu e a educaçãoArquivado em 10 de dezembro de 2013, noWayback Machine., Site da Revista Cult, 31/04/2014
  14. NOGUEIRA, Maria Alice & NOGUEIRA, Claúdio M. Martins.Bourdieu & a Educação, p.49 a 60, Autêntica Editora, 2014
  15. BOURDIEU, P. A Escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: Escritos de educação. Organizadores Maria Alice Nogueira e Afrânio Catani. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007, p. 41-64.
  16. «O CORPO COMO CAPITAL: PARA COMPREENDER A CULTURA BRASILEIRA»(PDF).Arquivos em Movimento. Boletimef.org. 2006. 9 páginas. Consultado em 7 de julho de 2012. Arquivado dooriginal(PDF) em 4 de outubro de 2015.BOURDIEU, P. A Dominação Masculina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. 
  17. Mariza Corrêa, "O sexo da dominação".Novos Estudos Cebrap", n. 54, 1999.
  18. «A Escola e a Reprodução das Desigualdades Sociais»(PDF). sigeventos.com.br. 3 páginas. Consultado em 7 de julho de 2012.BOURDIEU, P. O senso prático. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2009. [ligação inativa]
  19. «Educação online». Google Books. 200 páginas. Consultado em 9 de julho de 2012 

Ligações externas

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OCommons possui imagens e outros ficheiros sobrePierre Bourdieu
OWikiquote tem citações relacionadas aPierre Bourdieu.

Precedido por
Jean-Pierre Changeux
Medalha de Ouro CNRS
1993
Sucedido por
Claude Allègre
Medalha de Ouro CNRS (1954 — 2021)
1954:Émile Borel ·1955:Louis de Broglie ·1956:Jacques Hadamard ·1957:Gaston Dupouy ·1958:Gaston Ramon ·1959:André-Louis Danjon ·1960:Raoul Blanchard ·1961:Pol Bouin ·1962:Marcel Delépine ·1963:Robert Courrier ·1964:Alfred Kastler ·1965:Louis Eugène Félix Néel ·1966:Paul Pascal ·1967:Claude Lévi-Strauss ·1968:Boris Ephrussi ·1969:Georges Chaudron ·1970:Jacques Friedel ·1971:Bernard Halpern ·1972:Jacques Oudin ·1973:André Leroi-Gourhan ·1974:Edgar Lederer ·1975:Raimond Castaing eChristiane Desroches Noblecourt ·1976:Henri Cartan ·1977:Charles Fehrenbach ·1978:Maurice Allais ePierre Jacquinot ·1979:Pierre Chambon ·1980:Pierre-Gilles de Gennes ·1981:Jean-Marie Lehn eRoland Martin ·1982:Pierre Joliot ·1983:Evry Schatzman ·1984:Jean Brossel eJean-Pierre Vernant ·1985:Piotr Słonimski ·1986:Nicole Marthe Le Douarin ·1987:Georges Canguilhem eJean-Pierre Serre ·1988:Philippe Nozières ·1989:Michel Jouvet ·1990:Marc Julia ·1991:Jacques Le Goff ·1992:Jean-Pierre Changeux ·1993:Pierre Bourdieu ·1994:Claude Allègre ·1995:Claude Hagège ·1996:Claude Cohen-Tannoudji ·1997:Jean Rouxel ·1998:Pierre Potier ·1999:Jean-Claude Risset ·2000:Michel Lazdunski ·2001:Maurice Godelier ·2002:Claude Lorius eJean Jouzel ·2003:Albert Fert ·2004:Alain Connes ·2005:Alain Aspect ·2006:Jacques Stern ·2007:Jean Tirole ·2008:Jean Weissenbach ·2009:Serge Haroche ·2010:Gérard Férey ·2011:Jules Hoffmann ·2012:Philippe Descola ·2013:Margaret Buckingham ·2014:Gérard Berry ·2015:Eric Karsenti ·2016:Claire Voisin ·2017:Alain Brillet eThibault Damour ·2018:Barbara Cassin ·2019:Thomas Ebbesen ·2020:Françoise Combes ·2021:Jean Dalibard
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