Pierre-Joseph Proudhon (Besançon,15 de janeiro de1809 –Passy,19 de janeiro de1865) foi um filósofo político e econômicofrancês, foi membro doParlamento Francês e primeiro grande ideólogo anarquista da história para o anarquismo do Século XIX.[1] É considerado um dos mais influentes teóricos e escritores doanarquismo, sendo também o primeiro a se autoproclamar anarquista, até então um termo considerado pejorativo entre os revolucionários e foi o líder intelectual dos anarquistas norte-americanos naquele século,[2] além de ser o primeiro assumidamente anarquista da história.[3] Foi ainda em vida chamado desocialista utópico porMarx e seus seguidores, rótulo sobre o qual jamais se reconheceu. Após arevolução de 1848 passou a se denominarfederalista.[4]
Proudhon foi tambémtipógrafo aprendendo por conta própria o idiomalatino para imprimir melhor livros nesta língua. Sua afirmação mais conhecidaPropriedade é roubo!, está presente em seu primeiro e maior trabalho,O que é a Propriedade? Pesquisa sobre o Princípio do Direito e do Governo (Qu'est-ce que la propriété? Recherche sur le principe du droit et du gouvernement), publicado em 1840. A publicação do livro atraiu a atenção das autoridades francesas. Atraiu também o interesse deKarl Marx, que começou a se corresponder com seu autor. Os dois influenciaram-se mutuamente: encontraram-se emParis por ocasião do exílio de Marx. A amizade de ambos finalmente chegou ao fim quando Marx respondeu ao seu texto(Sistemas de contradições econômicas ou Filosofia da miséria) com outro provocadoramente intituladoMiséria da Filosofia.
A disputa tornou-se uma das origens da divisão entre as alas marxistas e anarquistas nos encontros daAssociação Internacional dos Trabalhadores. Alguns, comoEdmund Wilson, argumentam que o ataque de Marx a Proudhon tem sua origem na defesa prévia do segundo deKarl Grün, o qual Marx abertamente detestava e que havia sido o autor de traduções do trabalho de Proudhon para diversos idiomas. Favoreceu asassociações dos trabalhadores oucooperativas, bem como o propriedade coletiva dos trabalhadores da cidade e do campo em relação aos meios de produção, em contraposição à nacionalização da terra e dos espaços de trabalho. Ele considerava que arevolução social poderia ser alcançada através de formas pacíficas.
Proudhon também tentaria criar umbanco operário, semelhante em alguns aspectos, às atuaiscooperativas de crédito que beneficiaria os trabalhadores comempréstimos sem juros. Mal-lograda a tentativa, a ideia seria apropriada por capitalistas e acionistas que incorporariam imposição de juros em seus empréstimos.[5]
Proudhon e suas filhas em uma tarde de primavera, retratados por seu amigo, o pintor e futurocommunard,Gustave Courbet, no ano de1865.
De origem humilde, começou a trabalhar cedo, numatipografia, onde entrou em contato comliberais esocialistas experimentais, que representavam as mais importantes correntes políticas de sua época. Assim conheceuCharles Fourier, idealizador do socialismo experimental dosfalanstérios, que posteriormente o influenciaria em suas ideias. Em1838, já diplomado pela faculdade deBesançon, foi para Paris, onde em1840 publicouQu´est-ce que la proprieté? (Que é propriedade?). Nessa obra se afirma Anarquista, afirmando que a propriedade é um roubo. Sustentava que a exploração da força de trabalho de um semelhante era um roubo e que cada pessoa deveria comandar osmeios de produção de que se utilizasse.
Em1842 lançou algumas teses emAvertissement aux propriétaires (Advertência aos proprietários) e foi processado. No entanto acabou sendo absolvido, pois os juízes se declararam incompetentes para julgá-lo. Depois disso foi paraLyon, onde se empregou no comércio. Nesse período entrou em contato com uma sociedade secreta que defendia uma doutrina segundo a qual uma associação de trabalhadores da nascente indústria deveria administrar os meios de produção. Com isso esperavam transformar as estruturas sociais, não pela atração econômica mas pela revolução violenta.
Proudhon participou daRevolução de 1848 em Paris. Entre1849 e1852 ficou preso por causa de suas críticas direcionadas aNapoleão III. Em1851 escreveuIdée générale de la révolution au XIX siècle ("Ideia geral de revolução no século XIX"), que colocava a visão de uma sociedade federalista de âmbito mundial, sem um governo central, mas baseada em comunasautogeridas. Os comunistas acabaram por rotulá-lo dereacionário, quando defendeu uma união entreproletários eburgueses.
Depois de publicar, em 1858,De la justice dans la révolution et dans l'église("A justiça na revolução e na igreja"), obra totalmenteanticlerical, passou a viver sob vigilância da polícia, o que o levou a se exilar emBruxelas. Em1864 voltou a Paris e publicouDu Principe fédératif ("Do princípio federativo"), uma síntese de suas concepções da política.
Proudhon morreu emPassy, subúrbio de Paris, em 19 de janeiro de 1865.[6]
Proudhon foi o primeiro a referir-se a si próprio como umanarquista. EmO que é a propriedade, publicado em1840, ele definiu anarquia como sendo "a ausência de um mestre, de um soberano", e emA Ideia Geral de Revolução (1851) ele argumentou em favor de uma "sociedade sem autoridade." Proudhon ampliou sua análise para além das instituições políticas, argumentando emO Que É a Propriedade? que "proprietário" é "sinônimo" de "soberano". Para Proudhon:
"Capital"... no campo político é análogo a "governo"... A ideia econômica de capitalismo, as políticas de governo ou de autoridade, e a ideia teológica de igreja são três ideais idênticos, de várias formas, vinculados. Atacar uma delas é o equivalente a atacar todas elas... o que o capital faz ao trabalho, e o Estado à Liberdade, a Igreja faz com o espírito. Esta trindade do absolutismo é tão perniciosa na prática quanto o é na filosofia. O meio mais efetivo de oprimir os povos seria simultaneamente escravizar seu corpo, sua vontade e sua razão[7]
Proudhon em seus primeiros trabalhos analisou a natureza e os problemas da economia estatista. Enquanto fora profundamente crítico do estado , ele também criticou os socialistas de seu tempo que idolatravam a ideia de associação. Em uma sequência de argumentos, doO Que É a Propriedade? (1840) atéTeorias da Propriedade (Théorie de la propriété - publicado postumamente entre 1963-64), ele declarou contraditoriamente que "propriedade é roubo", "propriedade é impossível", "propriedade édespotismo" e "propriedade é liberdade". Quando afirmava que "propriedade é roubo" e que "propriedade é despotismo" ele se referia ao proprietário capitalista e ao estatista que em sua perspectiva "roubava" o salario dos trabalhadores. Para Proudhon, otrabalho assalariado era uma posição de subordinação e exploração, uma condição permanente de obediência.[8]
Ao afirmar que "propriedade é liberdade", ele se referia àquilo produzido em coletividades - a propriedade coletiva de camponeses e artesãos, capaz de possibilitar pertences pessoais, habitação, ferramentas de trabalho, e o valor justo pela venda de seus produtos. Para Proudhon, a única fonte legítima de propriedade é o trabalho. Este pensador defendia a auto-organização dos trabalhadores[9]) e locais de trabalho ("todo o capital acumulado tornar-se propriedade , nenhum estado poderá ser seu proprietário exclusivo".[10]) Proudhon portanto, não aprovava a ideia de um "estado" possuindo os meios de produção ou a terra, mas ao invés disso que o "usuário" tivesse possuísse (sob a supervisão da sociedade), com a organização e regulamentação social" de forma a "regular o mercado".[11] Proudhon chamou a si mesmo de Anarquista, e se opôs a propriedade estatal dos bens capitais em favor da propriedade dos trabalhadores por si próprios em associações. Isso faz com ele seja considerado uma dos primeiros teóricos doanarquismo libertário. Proudhon foi uma das principais influências sobre a teorização, ao fim doséculo XIX e noséculo XX, deauto-administração dos trabalhadores, também chamadaautogestão.
A este uso-propriedade ele chamou de "posse", e este sistema econômico foi chamado por ele deMutualismo. Proudhon foi autor de inúmeros argumentos contra a titulação da terra e do capital do estado, incluindo razões baseadas na moralidade, economia, política, e liberdade individual. Um destes argumentos afirma que este tipo de titulação, por um lado, permitiu o lucro. Por outro, levou a instabilidade social e guerra criando círculos de débito e eventualmente a superação da capacidade de ser pago. Outro é que esta titulação produziu "despotismo" e tornou os trabalhadores em assalariados submetendo-os à autoridade de um estado.
EmO Que É a Propriedade? Proudhon escreveu:
Propriedade, atuando pela exclusão e transgressão, frente a uma população em crescimento, tem sido o princípio vital e a causa definitiva de todas as revoluções. Guerras religiosas, e guerras de conquista, se comparados aos extermínios raciais, estes têm sido apenas distúrbios acidentais, logo reparados pela progressão matemática da progressão da vida das nações. A queda e a morte de sociedades se dão devido ao poder de acumulação implicado na propriedade.
Joseph Déjacque atacou o apoio de Proudhon à noções dePatriarcado, que os anarquistas doséculo XX classificaram como uma forma desexismo, uma pré-noção reconhecida por estes, como estando em oposição aos princípios anarquistas.
Próximo ao fim de sua vida, Proudhon repensou alguns elementos de sua perspectiva política. EmDo Princípio Federativo (1863) ele reviu sua perspectiva antiestatal anterior, ponderando "o equilíbrio entre autoridade e liberdade", levando adiante uma "teoria de governo federal" descentralizado. Ele também definiu anarquia de uma forma distinta como "o governo de cada um por si próprio", o que significava "que funções políticas deveriam ser reduzidas a funções industriais, e que a ordem social deveria surgir de nada além de transações e trocas". Neste trabalho Proudhon definiu seu sistema econômico como uma "federação agro-industrial", considerando que esta ordem poderia prover "arranjos federais específicos para proteger aos cidadãos dos estados federados dofeudalismo estatista financeiro, tanto no interior como fora deste sistema" e dessa forma acabar com a reintrodução do "trabalho assalariado". Isto se dava porque o "direito político deve estar apoiado no direito econômico".
Na publicação póstumaTeoria da Propriedade, este autor argumentou que a "propriedade é a única força capaz de agir como um contrapeso ao Estado". Portanto, "Proudhon poderia manter a ideia de propriedade estatal enquanto roubo, e ao mesmo tempo oferecer uma definição de propriedade privada como liberdade. Existe a possibilidade constante de abuso, exploração, que significa o roubo. Ao mesmo tempo a propriedade é a criação espontânea de sociedade um baluarte contra o poder eternamente violador do Estado".[12]
"Como, de que forma você responde tal pergunta? Você é um republicano?" "Um republicano! Sim; mas essa palavra não é nada específica.Res publica; isto é, a coisa pública. Agora, quem quer que seja interessado em assuntos públicos — não importando sob qual forma de governo — pode chamar a si próprio de republicano. Até mesmo reis são republicanos." "Bom! Você é um democrata?" "Não." "O quê? "Você gostaria de viver numa monarquia?" "Não." " Um constitucionalista?" "Deus me livre." "Então você é um aristocrata?" "Não mesmo!" "Você quer uma forma mista de governo?" "Ainda menos." "Então o que você é?" "Eu sou um anarquista." "Ah! Estou te entendendo; você diz satiricamente. Isto é um ataque ao governo." "De forma alguma. Eu apenas lhe apresentei minha mais séria e bem ponderada declaração de fé. Ainda assim sou um firme amigo da ordem, sou (no sentido forte do termo) um anarquista. Entenda-me."
Como consequência de sua oposição aolucro,ao estado, àpropriedade da terra pelo estadoe do capital do estado, bem como àpropriedade estatal, Proudhon rejeitou ocomunismo. Ele adotou o termomutualismo para seu tipo de anarquismo, que implicava no controle dos meios de produção pelos trabalhadores. Em sua perspectiva, artesãos auto-empregados,camponeses, ecooperativas poderia disponibilizar seus produtos no mercado. Para Proudhon, fábricas e outros locais de trabalho grandes poderiam ser administrados por "associações de trabalhadores" operando diretamente com base nos princípios democráticos. O estado seria abolido; ao invés dele, a sociedade se organizaria por meio de uma federação de "comunas livres". Em1863 Proudhon disse: "Todas as minhas ideias econômicas, como foram desenvolvidas há mais de vinte cinco anos, podem ser resumidas no termo: federação agrícola-industrial. Todos os meus ideais políticos desaguam em uma formula similar: federação política ou descentralização".
Ele continuou, portanto, fazendo oposição a propriedade estatal. EmTeoria da Propriedade ele reforça: "Agora em1840, eu categoricamente rejeitei a noção de propriedade […] de ambas a grupal e a individual", mas até então ainda não havia formulado sua nova teoria da propriedade: "propriedade é a maior força revolucionária que existe, com uma capacidade inigualável de lançar ela própria contra a autoridade […]" então a principal função dapropriedade privada dentro de um sistema político deve ser atuar como um contrapeso ao poder do Estado, para desta forma assegurar aliberdade do indivíduo". No entanto, ele continuou se opondo a concentrações de riqueza e propriedade, em favor da propriedade de pequena escala associada acamponeses eartesãos. Seguiu fazendo oposição a ideia de propriedade privada da terra: "O que não posso aceitar, em relação à terra, é que o trabalho permita a posse daquilo sobre o qual se trabalha". Somando-se a isso, Proudhon ainda acreditava que a "propriedade" deveria ser mais igualitariamente distribuída e limitada em tamanho para aquilo que poderia ser utilizado e trabalhado individualmente, ou em associações familiares e operárias.[13] Ele apoiou o direito de herança, e defendeu "como uma das fundações da família e sociedade."[14] No entanto, ele refutou a estender este direito para além das posses pessoais argumentando que "sob a lei da associação, transmissão da riqueza não se aplica aos instrumentos do trabalho".[15]
Proudhon considerava ilegítimo os ganhos de juros e de aluguéis, mas não buscou aboli-los através da lei: "Protestei contra isso quando fui criticado […] o complexo de instituições no qual a propriedade é a pedra fundamental, nunca quis proibir ou suprimir, por um decreto soberano, o aluguel do solo ou os juros do capital. Penso que todas estas manifestações de atividade humana deveriam permanecer livres e voluntárias para todos. Não peço para elas modificações, restrições ou supressões, de outra forma elas desapareceriam naturalmente e por necessidade através da universalização do princípio de reciprocidade que proponho".[16]
Proudhon foi um revolucionário, mas a sua revolução não implicava revoltas violentas nem guerras civis, mas sim a transformação da sociedade. Essa transformação era essencialmente de natureza moral e exigia a mais alta ética daqueles que buscavam a mudança.
Em suas cartas, Proudhon expressou seu desacordo com os pontos de vista de Marx sobre a revolução: "Creio que não temos necessidade dela para ter sucesso e que, consequentemente, não devemos apresentar a ação revolucionária como um meio de reforma social, porque isso induzirá um apelo à força, à arbitrariedade, em suma, uma contradição".[17]
Ele fez poucas críticas públicas a Marx ou Marxismo, porque em sua vida Marx era um pensador relativamente desconhecido. Foi só depois da morte de Proudhon que o marxismo se tornou um grande movimento. Ele, no entanto, criticou socialistas autoritários da sua época. Isso incluiu o socialista autoritárioLouis Blanc, do qual Proudhon disse: "Deixe-me dizer a M. Blanc: você não deseja nem catolicismo nem monarquia nem nobreza, mas você quer ter um Deus, uma religião, uma ditadura, uma censura, e uma hierarquia […] Mas eu nego o teu Deus, a tua autoridade soberana, o teu Estado judiciário ditatorial e todas as tuas mistificações".
Proudhon expressou opiniões fortementepatriarcais sobre a natureza das mulheres e o seu papel na família e na sociedade em geral. Nos seusCarnets (Cadernos), que permaneceram inéditos até àdécada de 1960, Proudhon afirmou que a escolha de uma mulher se resumia a ser "cortesã ou dona de casa". Para ele, o homem é para a mulher "um pai, um chefe, um mestre: acima de tudo, um mestre". A sua justificação para o patriarcado baseava-se na presumida superioridade da força física masculina, recomendando que os homens utilizassem essa força para subordinar as mulheres, chegando a afirmar que "A mulher não odeia ser um pouco violentada, ou até violada."[18] No seu estudo sobreGustave Courbet, que pintou o retratoProudhon e Seus Filhos (1865), a historiadora de arteLinda Nochlin destaca que, a par das suas primeiras formulações do anarquismo, Proudhon também escreveuLa Pornocratie ou les femmes dans les temps modernes, descrito como "o tratadoantifeminista mais coerente da sua época, ou talvez de qualquer outra", e que "aborda todas as questões fundamentais sobre a posição da mulher na sociedade e a sua sexualidade com uma intensidade paranoica inigualável em qualquer outro texto".[19]
A defesa do patriarcado por Proudhon não passou sem contestação durante a sua vida; o comunista libertárioJoseph Déjacque criticou o antifeminismo de Proudhon como uma contradição dos princípios anarquistas. Déjacque desafiou Proudhon a "falar contra a exploração da mulher pelo homem" ou, caso contrário, "não se descrever como anarquista".[20]
EmConfissões de um Revolucionário Proudhon afirmou queAnarquia é Ordem, uma frase que muito mais tarde, durante aGuerra Civil Espanhola inspiraria, o símbolo anarquista conhecido comoA no círculo, hoje, muito comum em pichações e grafites presentes na paisagem urbana. Neste símbolo o círculo simboliza a letra "O" da palavra "Ordem", levando em seu interior a letra "A" da palavra "Anarquia".[22]
↑Nathan Jun, “Anarchist Philosophy and Working Class Struggle: A Brief History and Commentary,” WorkingUSA: The Journal of Labor and Society (Vol. 12, September 2009), page 505-509
↑William O. Reichert, “Toward a New Understanding of Anarchism,” The Western Political Quarterly (Vol. 20, No. 4, Dezembro de 1967), pag 858.
↑Nathan Jun, “Anarchist Philosophy and Working Class Struggle: A Brief History and Commentary,” Working USA: The Journal of Labor and Society (Vol. 12, Setembro de 2009), página 509
↑Binkley, Robert C. Realism and Nationalism 1852-1871. Read Books. p. 118
↑Martin, Henri, & Alger, Abby Langdon. A Popular History of France from the First Revolution to the Present Time. D. Estes and C.E. Lauria. p. 189
↑Porter Bliss, William Dwight (1897). «Proudhon, Pierre-Joseph.».The Encyclopedia of Social Reform.11. Funk & Wagnells Company. 1143 páginas
↑P.-J. Proudhon,Confissões de um revolucionário, (Paris: Garnier, 1851), p. 271., citado porMax Nettlau,A Short History of Anarchism, pp. 43-44.
↑PROUDHON, Pierre-Joseph (1875).A Pornocracia ou as Mulheres nos Tempos Modernos. [S.l.: s.n.]
↑NOCHILIN, Linda (2007).Courbet. [S.l.]: Thames & Hudson. p. 220, n. 34
↑Cohn, Jesse (2009).«Anarchism and gender».The International Encyclopedia of Revolution and Protest. Immanuel Ness. Consultado em 15 de março de 2025. Arquivado dooriginal em 8 de dezembro de 2015