É principalmente falado noIrã (ou Irão) onde é a língua oficial, e peladiáspora iraniana, noAfeganistão, onde é oficialmente denominadodari, e noTajiquistão, onde é denominadotajique. O persa também é falado por minorias doIraque,Uzbequistão,Turquia,Emirados Árabes Unidos eBarém, entre outros países. Possui um longo histórico de desenvolvimento linguístico e desempenha papel importante na cultura, literatura e administração da região doOriente Médio e daÁsia Central. Derivada do antigo persa, falado durante o Império Aquemênida, a língua passou por transformações ao longo dos séculos, influenciada por fatores políticos, culturais e sociais na região do Oriente Médio e da Ásia Central[3].
AProvíncia de Fars é a pátria histórica do povo persa, berço dessa etnia e abrigou as dinastias persas arquemênidas e sassânidas do Irã. A palavra persa moderno Fârs ( فارس ), derivada da forma anterior Pârs ( پارس ), que por sua vez é derivada de Pârsâ ( 𐎱𐎠𐎼𐎿 ), o nome persa antigo para a região de Persis . Os nomes Parsa e Pérsia são originários desta região. Já o termo "persa" tem origem no latim Persa, que por sua vez deriva do grego Πέρσης (Pérsēs). Esse nome foi utilizado pelos gregos para se referir ao povo do Império Aquemênida, cuja região central era Persis.[8] O nome Farsi deriva de Fârs, que por sua vez tem em sua forma anterior Pârs e tem sido frequentemente utilizado no inglês para se referir ao idioma persa[13].
Persa, o nome mais utilizado para se referir ao idioma emportuguês, é uma forma derivada dolatim *Persianus < latimPersia <grego Πέρσις,Pérsis, uma formahelenizada dopersa antigoParsa. De acordo com oDicionário Houaiss, o termo "persa" como nome do idioma foi atestado pela primeira vez no português em 1525;[14] jáparse epársi foram usadas pela primeira vez em 1899.[15] Os falantes nativos do persa iraniano chamam o idioma deFârsi,[16] formaarabizada dePârsi, devido à ausência dofonema 'p' noárabe padrão.[17][18] Eminglês o idioma é conhecido historicamente como"Persian", embora alguns falantes do persa que migraram para oOcidente tenha continuado a usar a forma"Farsi" para identificar sua língua materna no inglês.[19] A forma"Farsi" pode ser encontrada em alguns autores da literatura linguística, tanto iranianos quanto estrangeiros.[20] No entanto, a Academia de Língua e Literatura Persa sustentou que o endônimo Farsi é deve ser evitado em línguas estrangeiras e declarou que considera o termo "persa" e suas traduções equivalentes mais apropriado, pois tem a tradição mais longa nas línguas ocidentais e expressa melhor o papel da língua como uma marca de cultura e continuidade nacional. Muitos acadêmicos iranianos, comoEhsan Yarshater eKamran Talattof, rejeitaram o uso da forma"Farsi" em seus artigos.[21][22]. O historiador e linguista iraniano Ehsan Yarshater, fundador da Encyclopædia Iranica e do Centro de Estudos Iranianos da Universidade de Columbia, expressa em uma revista acadêmica sobre Iranologia sua rejeitção ao uso de Farsi em línguas estrangeiras.
O padrão internacional de codificação de idiomasISO 639-1 utiliza o código "fa", seguindo o sistema tradicional de se basear nos nomes locais. O padrãoISO 639-3, mais detalhado, utiliza o nome"Persian" (código "fas") para ocontínuo dialetal falado em todo o Irã e Afeganistão, formado pelodari (o persa afegão) e do persa iraniano.[23][24][25]
Uma terminologia semelhante, porém com ainda mais subdivisões, também foi adotada pelo siteLINGUIST List, onde"Persian" aparece como um subgrupo do "iraniano ocidental do sudoeste".[26] Atualmente, aVoz da América, oBBC World Service, aDeutsche Welle e aRFE/RL utilizam"Persian Service" para suas transmissões no idioma. ARFE/RL também apresenta um serviço em tajique e um serviço em 'afegão' (dari); o mesmo ocorre com a Associação Americana de Professores do Persa (American Association of Teachers of Persian), o Centro para a Promoção da Língua e Literatura Persa, e diversos dos principais acadêmicos do idioma persa.[27]
Segundo o historiador Fariborz Rahnamoon[28], em um artigo publicado na Iran Chamber Society os dialetos persas em três principais grupos, são eles: o Persa Iraniano ou Farsi (فارسی), falado no Irã, é a língua oficial persa; o Dari (دری) é a variante persa falada no Afeganistão e por isso é conhecida como persa afegão; e o Tajiki persa (Тоҷикӣ / تاجیکی oficialmente conhecido como Tajik, desde 1999) falado no Tadjiquistão e em partes do Uzbequistão, em comunidades tajiques. Essa última variante é escrita em alfabeto cirílico, diferentemente do farsi e do dari, que usam o alfabeto persa (derivado do árabe), mas costuma ser tratada como uma língua independente do persa.
A disseminação da língua persa é influenciada por limites geográficos e barreiras políticas:
Limites naturais: O Mar Cáspio ao norte do Irã e as montanhas de Alborz e Zagros impõem barreiras físicas que limitam a interação linguística com outras regiões.
Limites políticos: As fronteiras nacionais restringem a disseminação do persa, especialmente no Tajiquistão, onde o alfabeto cirílico foi imposto durante o período soviético, diferenciando-o dos dialetos falados no Irã e Afeganistão.
Há uma expressiva diáspora persa em países como EUA, Canadá, Alemanha e Emirados Árabes Unidos, composta principalmente por imigrantes iranianos e afegãos. A taxa de alfabetização entre os falantes varia: no Irã, ultrapassa 85%, enquanto no Afeganistão é inferior a 40% devido a fatores políticos e econômicos.
O persa teve um impacto significativo em línguas como o urdu, turco otomano e hindi, emprestando vocabulário. Por sua vez, recebeu influências do árabe, especialmente em termos religiosos e acadêmicos.
O persa é uma língua iraniana que pertence ao ramo indo-iraniano da família linguística indo-europeia. No geral, as línguas iranianas são divididas em três períodos, designados de períodos antigo, médio e novo (moderno). Estes períodos correspondem a três eras da história iraniana; o período antigo representa o período antes dosAquemênidas, o próprio período aquemênida e o tempo imediatamente posterior (até 400-300 a.C.); o médio é período seguinte, principalmente o períodosassânida e a era pós-sassânida, enquanto o período novo é o que vai até os dias de hoje.[34]
Yasna 28.1,Ahunavaiti Gatha (Bodleian MS J2)
Existem documentos escritos nas antigas línguas iranianas que sobreviveram por quase três milênios e o registro mais antigo nopersa antigo data doImpério Aquemênida, doséculo VI a.C.[35] . s textos mais antigos são osGatas, uns sânscrito de 17 hinos pertencentes à tradição oral zoroastriana doAvestá, escritos emavéstico. Acredita-se que esses hinos foram compostos pelo poetaZaratustra(Zoroastrismo). O fragmento de texto mais antigo que sobreviveu data de1 323 a.C., mas os estudiosos acreditam que eles foram compostos antes de1 000 a.C. e transmitidos oralmente por séculos. Seus hinos mostram traços de versificação, cuja prosódia precisa ainda é imperfeitamente conhecida. Também importantes para a literatura iraniana primitiva são os remanescentes de mitos antigos preservados no Avestá, especialmente nosIastes, que são textos endereçados a divindades iranianas. Os nomes de vários reis e heróis que mais tarde aparecem como figuras semi-históricas na poesia épica persa, os mitos aos quais esses textos se referem eram bem conhecidos pelo público original, mas agora estão perdidos.[36]
De acordo com os documentos disponíveis, a língua persa é "a única língua iraniana",[37][38] para a qual fortes relações genéticas entre todos os três estágios de seu desenvolvimento forma estabelecidas, de modo que o persa antigo, médio e moderno representam[37][39] a mesma e única língua, isto é, o novo persa, descendente direto do persa médio e antigo.[39]
A história conhecida do idioma persa pode ser dividida em três períodos distintos:
Opersa antigo evoluiu a partir doproto-iraniano, tal como se desenvolveu no sudoeste noPlanalto Iraniano e foi a língua oficial do Império Aquemênida. O exemplo mais antigo do idioma a ter sido datado é aInscrição de Beistum, doxá aquemênidaDario I(r. 522–486 a.C.). Essas inscrições eram frequentemente trilíngues, em persa antigo, elamita e acadiano. Embora textos alegadamente mais antigos também existam (como a inscrição da tumba deCiro II, emPasárgada), elas representam exemplos mais modernos do idioma. O persa antigo era escrito nocuneiforme persa antigo, uma escrita exclusiva daquele idioma, que se presume tenha sido inventada durante o reinado de Dario.
Após oaramaico, ou, mais especificamente, a forma aquemênida deste idioma, conhecida comoaramaico imperial, o persa antigo é a língua mais frequentemente encontrada do período aquemênida. De acordo com registros assírios doséculo IX a.C., a tribo Parsuwash, embora exemplos do persa antigo tenham sido encontrados em todos os lugares onde os aquemênidas conquistaram territórios, a língua é atestada primordialmente pelas inscrições do Irã ocidental, em especial na província deParsa (Fars, "Pérsia"), no sudoeste, a pátria original das tribos de onde os aquemênidas (e, posteriormente, os sassânidas) se originaram. A língua dessa tribo se tornou o persa antigo, que apresenta influências do mediano, outra língua iraniana extinta.
O persa antigo permaneceu em uso por vários séculos. Xenofonte, um general grego, registrou em401 a.C. que o persa era amplamente falado, e relatou semelhanças fonéticas entre o persa e a língua armênia. Paralelamente ao persa antigo, o avéstico, a língua dos textos litúrgicos zoroastrianos, fazia parte do mesmo ramo das línguas iranianas.[40] Contrastando com o persa posterior, o persa antigo escrito tinha umagramáticaflexionada, com oitocasos, cada uma das declinações sujeitas tanto a variações nogênero (masculino, feminino e neutro) quanto nonúmero (singular,dual e plural).
Contrastando com opersa antigo, cujas formas faladas e escritas eram dramaticamente diferentes entre si, opersa médio escrito refletia o uso oral da língua. Aconjugação e declinação complexa do persa antigo deu lugar à estrutura do persa médio, na qual o número dual desapareceu, deixando apenas o singular e o plural; o persa médio utilizavaposposições para indicar os diferentes papéis das palavras, como por exemplo umsufixo-i que indicava um "de" possessivo, e não as formasgenitivas múltiplas (sujeitas a mudanças em gênero e número) de uma palavra.
Soldados medos (esquerda) e persas (direita)
Embora o "período médio" daslínguas iranianas se inicie formalmente com a queda doImpério Aquemênida, a transição do persa antigo para o médio já havia começado, provavelmente antes doséculo IV. O persa médio, no entanto, só é atestado com segurança 600 anos mais tarde, quando ele aparece em inscrições doperíodo sassânida (224-651). O persa médio também foi um veículo para a literatura religiosa zoroastriana e maniqueísta. O Pahlavi era a variante oficial utilizada na corte e nos registros administrativos do império [8].
O persa médio sofreu influência do aramaico, a língua franca da administração sassânida, e do grego, devido à presença helenística. A nova forma de escrita, conhecida como pahlavi, derivava do aramaico e apresentava uma gramática mais simplificada em relação ao persa antigo. Como idioma literário, no entanto, só surgem exemplos do persa médio durante os séculos VI e VII, e a partir do VIII. O idioma gradualmente se transformou no persa moderno, embora tenha persistido em textos da tradiçãozoroastriana.
O nome nativo do persa médio eraParsik ouParsig, derivado do nome do grupo étnico que habitava o sudoeste daPérsia, ou seja, "dePars",Parsa no persa antigo,Fars no persa moderno. Esta é a origem do termofársi, usado atualmente para se referir ao idioma moderno. Após o colapso do Estadosassânida,Parsik passou a ser usado exclusivamente ao persa (médio ou moderno) escrito noalfabeto árabe. A partir doséculo IX, à medida que o persa médio estava prestes a se tornar o persa moderno, a forma mais antiga do idioma passou a ser chamado, erroneamente, depálavi, que na realidade era um dos sistemas de escrita usados para tanto o persa médio quanto outras muitas línguas iranianas médias. Este sistema de escrita havia sido adotado pelos sassânidas (persas, isto é, do sudoeste do território) de seus antecessores, osarsácidas (que erampartas, ou seja, do nordeste do território persa). Emboraibne Almocafa, noséculo VIII, ainda distinguisse entre o pálavi (ou seja, oparta) e ofarsi (o persa moderno; emportuguês, "parse" ou "pársi"), esta distinção não é evidente nos comentário.
Gernot Windfuhr, daUniversidade do Michigan, considera que o persa moderno seria uma evolução do persa antigo e do persa médio[41] porém também afirma que nenhum dos dialetos conhecidos do persa médio é um antecessor direto do persa [moderno].[42][43] Para Ludwig Paul, daUniversidade de Hamburgo, "a língua doÉpica dos Reis deve ser vista como um exemplo de desenvolvimento histórico contínuo, do persa médio até o moderno."[44]
Escrita em persa moderno, por Kazasker Mustafa Izzet
A história do próprio persa moderno abrange mais de 1000-1200 anos. O desenvolvimento da língua em seu período final frequentemente é dividido em três estágios, conhecidos como antigo, clássico e contemporâneo. Diversos falantes nativos do idioma com um nível avançado de cultura podem compreender textos antigos em persa com um ajuste mínimo, pelo fato damorfologia e, em menor escala, oléxico do idioma ter permanecido relativamente estável por quase um milênio.[45]
A transição para o persa moderno ocorreu após a queda do Império Sassânida e a ascensão do califado islâmico noséculo VII. O alfabeto árabe foi adotado, com modificações para acomodar sons do persa inexistentes no árabe. O vocabulário persa se expandiu com numerosos empréstimos árabes, especialmente em religião, ciência e administração.[carece de fontes?]
A formação do Novo Persa se deu principalmente na região deCoração, no nordeste do Irã, e no Afeganistão atual. O persa dari, falado nessa região, substituiu a língua parta e se tornou a base do persa moderno. Os primeiros textos em novo persa escritos com o alfabeto árabe surgiram noséculo IX, e poetas como Rudaqui (século X) foram pioneiros na literatura em persa moderno.[carece de fontes?]
Durante os cinco séculos anteriores àcolonização britânica, o persa era usado amplamente como um segundo idioma naÁsia Meridional. Ganhou proeminência como língua da cultura e da educação em diversas cortes muçulmanas da região, e se tornou a única "língua oficial" durante o reinado dosimperadores mogois. Durante o domíniosafávida sobre o Irã, quando o patrocínio real dos poetas persas foi cortado, o centro da cultura e da literatura persa se deslocou para o Império Mogal, que tinha enormes recursos financeiros para poder empregar um verdadeiro exército de poetas palacianos, lexicógrafos e outrosliterati persas. A partir de 1843, no entanto, oinglês gradualmente substituiu o persa em termos de importância no subcontinente.[47] Evidências da importância histórica do persa ainda podem ser vistas na extensão da sua influência sobre as línguas do subcontinente indiano, bem como a popularidade que a literatura persa ainda goza na região. O persa exerceu uma influência especial sobre ourdu, o idioma nacional doPaquistão.
Desde oséculo XIX, orusso, ofrancês e oinglês, bem como diversas outras línguas, contribuíram para o vocabulário técnico do persa. AAcademia da Língua e Literatura Persa Nacional doIrã é responsável por avaliar estas novas palavras, visando introduzi-las (ou não) no idioma e aconselhar a respeito de suas equivalentes persas. O idioma em si se desenvolveu muito durante os últimos séculos.
Evolução Literária
A literatura persa medieval floresceu com poetas comoFerdusi (Xanamé,século XI),Omar Caiam,Rumi eHafez. Nos séculos XIII-XV, a prosa se desenvolveu sob os mongóis e timúridas. O teatro ritual xiitataʿziyyah, que atingiu seu auge nesse período, representava o martírio dos imãs e permaneceu a única forma dramática tradicional do Irã. Em paralelo, a fundação da Dār al-Fonūn (1850), a primeira instituição acadêmica moderna do país, e a reintrodução da imprensa foram marcos fundamentais na modernização cultural. Essas mudanças estimularam o surgimento de novos gêneros literários, como o romance e a dramaturgia crítica, com autores como Mirza Jaʿfar Qarachaʿdaghi e Mirza Aqa Tabrizi. A modernização literária iniciou-se noséculo XIX, impulsionada pelo contato com a Europa e reformas da dinastia Qājār.[48]
A Revolução Constitucional de 1906 trouxe uma literatura mais engajada, com escritores como Muḥammad Taqī Bahār e Sadeq Hedayat. Durante o governo de Reza Xá Pahlavi que impôs restrições à liberdade de imprensa e moldou as regras da novo poesia persa (1925-1941), Nima Yushij revolucionou a poesia persa com o movimento shiʿr-i now ("nova poesia"), influenciando autores como Ahmad Shamlu e Forough Farrokhzad.[49]
A partir de 1941, a literatura persa se tornou um espaço de crítica social, e a participação feminina cresceu com escritoras como Simin Daneshvar e Shahrnoush Parsipour. A Revolução Islâmica de 1979 levou à censura, mas também à expansão da literatura persa na diáspora[50].
A língua persa passou por profundas transformações, mantendo sua essência ao longo dos séculos. Do persa antigo ao moderno, houve um processo contínuo de simplificação gramatical e adaptação cultural. Hoje, é falada no Irã, Afeganistão e Tajiquistão, com variações regionais como o dari e o tajique. Seu papel como veículo literário e cultural continua fundamental na identidade da região.[51]
O primeiro registro histórico das instituições de ensino persa datam dos séculos VI aIV a.C.. Desde os tempos do Império Aquemênida(550–330 a.C.), o império resolveu instituir a educação formal, especialmente para a elite administrativa e militar. Os jovens persas eram instruídos em habilidades como equitação, arco e flecha, e ética, além de aprenderem a língua e a cultura persa.
Durante oImpério Sassânida(224–651), o sistema educacional persa floresceu, com a criação de instituições como a Academia deBendosabora, um centro de aprendizado que atraía estudiosos de diversas partes do mundo. Lá, eram ensinadas disciplinas como medicina, astronomia, filosofia e teologia, além de se promover a tradução de textos gregos, indianos e sírios para o persa.
Com a chegada do Islã noséculo VII, o sistema educacional persa foi influenciado pela cultura islâmica, mas manteve suas raízes. Durante o período medieval, as madraças (escolas religiosas) tornaram-se centros de ensino, onde se estudava o Alcorão, axaria (lei islâmica) e as ciências. A Pérsia também foi berço de grandes pensadores, comoAvicena (ibne Sina) eAlbiruni, que contribuíram para a filosofia, medicina e ciências.
No período moderno, especialmente durante oImpério Cajar(1796–1925), houve esforços para modernizar o sistema educacional, com a introdução de escolas ocidentais e a formação de instituições de ensino superior. Após a Revolução Islâmica de 1979, o sistema educacional iraniano passou por reformas para alinhar-se aos valores islâmicos, mas manteve um forte foco em ciências e tecnologia.
O sistema fonológico do persa apresenta um conjunto de vogais e consoantes característico, que, embora compartilhe elementos comuns com outras línguas indo-europeias, exibe particularidades adquiridas por meio do contato com outras línguas e processos históricos regionais.[52][53]
O principal sistema de escrita persa é oAlfabeto persa, uma adaptação do alfabeto árabe, com exceção das letras ي (yâ) e ك (kâf) e contendo mais seis letras, em comum com o alfabeto kurdo, são elas ﻯ (ye), گ (gaf), ک (kâf), ژ (že), چ (ce) e پ (pe). Esse sistema de escrita é fonográfico e segue a direção horizontal da direita para a esquerda. As letras possuem formas diferentes dependendo de sua posição na palavra (início, meio, fim ou isolada). Os diacríticos são utilizados principalmente em textos didáticos e religiosos para indicar vogais curtas, já que a escrita persa geralmente registra apenas as vogais longas explicitamente. Outro ponto importante é que em persa não há diferença nos dígrafos para início de frases ou nomes próprios, o que no alfabeto latino se dá pela diferença entre as letras maiúsculas (A, B, C, ... , Z) e minúsculas (a, b, c, ... , z).[54]
Persa
Nome
Transliteração
Transcrição
Aproximação
Isolado
Início
Meio
Final
ﺍ
—
ﺎ
alef
â, a, e, o, ’
/ɒː, a, e, o, ʔ/
ala,arte
ﺏ
ﺑ
ﺒ
ﺐ
be
b
/b/
bola
پ
ﺑ
ﺒ
پ
pe
p
/p/ [ph]
pato
ﺕ
ﺗ
ﺘ
ﺖ
te
t
/t/ [th]
teto
ﺙ
ﺛ
ﺜ
ﺚ
se
s
/s/
próximo de s emseda
ﺝ
ﺟ
ﺠ
ﺞ
jim
j
/ʤ/
dia
Em algumas palavras de origem árabe, pode soar mais como /ʒ/ (o "j" de "jorro"
چ
ﺣ
ﺤ
ﺢ
ce
c
/ʧ/ [ʧh]
tchau
ﺡ
ﺣ
ﺤ
ﺢ
he jimi
h
/h/ [h, ɦ]
Não tem equivalente exato no português, mas pode lembrar um "h" mais áspero, como no espanhol da palavra "Jalisco" ou no árabe "Halal"
ﺥ
ﺧ
ﺨﺦ
xe
x
/x/ [χ]
rúa (como no sotaque carioca)
Em alguns dialetos pode ser mais forte, próximo de /χ/, que soa como o "ch" alemão de "Bach"
ﺩ
—
ﺪ
dâl
d
/d/
dedo
ﺫ
—
ﺬ
zâl
z
/z/
Similar ao som de "z" em"zebra", mas com a língua um pouco mais para frente, quase como o "th" sonoro do inglês em "this"
ﺭ
—
ﺮ
re
r
/r/ [ɾ]
rato ou caro
ﺯ
—
ﺰ
ze
z
/z/
zelo
ژ
—
ژ
že
ž
/ʒ/
jorro (mais próximo ao frâncesjour)
ﺱ
ﺳ
ﺴ
ﺲ
sin
s
/s/
sapo
ﺵ
ﺷ
ﺸ
ﺶ
šin
š
/ʃ/
chave
ﺹ
ﺻ
ﺼ
ﺺ
sâd
s
/s/
só
ﺽ
ﺿ
ﻀ
ﺾ
zâd
z
/z/
zebra
ﻁ
ﻃ
ﻄ
ﻂ
tâ
t
/t/ [th]
teto
ﻅ
ﻇ
ﻈ
ﻆ
zâ
z
/z/
zero
ﻉ
ﻋ
ﻌ
ﻊ
eyn
‘
/ʔ/ [ʔ, Vˁ]
Não há som equivalente exato, mas pode ser um pequeno golpe de glote como em "uh-oh" em inglês
ﻍ
ﻏ
ﻐ
ﻎ
qeyn
q
/q/ [ɢ, q]
Não há equivalente exato, mas pode lembrar o "r" gutural em alguns sotaques portugueses
ﻑ
ﻓ
ﻔ
ﻒ
fe
f
/f/
faca
ﻕ
ﻗ
ﻘ
ﻖ
qâf
q
/q/ [ɢ, q]
Não tem exato equivalente, mas pode soar parecido com um "k" mais profundo, como em "quadro"
ک
ﻛ
ﻜ
ﮏ
kâf
k
/k/ [kh, ch]
casa
گ
ﮔ
ﮕ
ﮓ
gâf
g
/g/ [g, ɟ]
gato
ﻝ
ﻟ
ﻠ
ﻞ
lâm
l
/l/
lata
ﻡ
ﻣ
ﻤ
ﻢ
mim
m
/m/
mato
ﻥ
ﻧ
ﻨ
ﻦ
nun
n
/n/
navio
و
—
و
vâv
v, u, w
/v, u, w/
vaca
ﻩ
ﻫ
ﻬ
ﻪ
he
h
/h/ [h, ɦ]
raposa
ﻯ
ﻳ
ﻴ
ﻲ
ye
i, y
/iː, j/
iate
Os números em persa também possuem dígrafos próprios, embora sua estrutura seja semelhante a dos dígitos indo-arábicos, i.e., de base decimal e a representação de um número de mais de um dígito é a sequência de seus dígitos.[55]
Ao contrário do português, em persa não chamamos esses pronome de pronome pessoal ou possessivo, porque todos esses pronomes podem funcionar como sujeito ou objeto de uma frase. Também os usamos em construções possessivas.[56]
Compare e contraste os pronomes persas e ingleses nas seguintes frases:
Português
Transliteração
Persa
Eu fui.
man raftam
.من رفتم
Ele me viu.
uman ra did
.او من را دید
Esse livro é meu.
in ketab-eman ast
.این کتاب من است
Esse livro me pertence.
in ketab māl-eman ast
.این کتاب مال من است
Em persa منman permanece constante, enquanto em português o pronome ('eu', 'mim', 'meu') muda de acordo com o caso.
O persa emprega a segunda pessoa do plural شماšomā em vez do singular توto como um sinal de respeito. Considere, por exemplo, o francêsvous em vez detu e o espanholusted em vez detu.
No persa coloquial, o pronome de terceira pessoa do plural ایشانišān é usado exclusivamente como uma variante educada/formal da terceira pessoa do singular. Em materiais escritos, no entanto, ele pode ser usado em vez de آنهاānhā . Portanto, na língua escrita, tanto ایشانišān quanto آنهاānhā podem representar 'eles'.
A primeira pessoa do plural ماmā também é usada no lugar da primeira pessoa do singular منman como uma expressão de humildade, especialmente quando uma pessoa mais jovem ou de status inferior fala com alguém mais velho ou de status superior.
Em persa, a estrutura da frase é geralmente muito regular. Em circunstâncias normais, o verbo é sempre colocado no final da frase. Escrevendo da direita para a esquerda, a estrutura básica da frase em persa é a seguinte:[58]
Português
Transliteração
verbo
assunto
eu vou
man miravam
میروم
من
ele/ela/isso sentou-se
u nešast
نشست
او
As frases declarativas normais são estruturadas como(S) (PP) (O) V: as frases têm sujeitos opcionais, locuções preposicionais e objetos seguidos de um verbo obrigatório. Se o objeto for específico, o objeto é seguido pela palavrarā e precede frases preposicionais:(S) (O + rā) (PP) V. Frases mais complexas podem ser construídas de acordo com a seguinte estrutura:
verbo
objeto
preposição
modificador
sujeito
رفتم
سینما
به
دیروز
من
.من دیروز به سینما رفتم
man diruz be sinamā raftam
“Fui ao cinema ontem.”
.این مرد معلّم ماست
in mard mo'allem-e māst
“Este homem é nosso professor.”
.خانهٔ ما خیلی بزرگ است
xāne-ye mā xeyli bozorg ast
“Nossa casa é muito grande.”
.من یک خواهر بزرگتر دارم
man yek xāhar-e bozorgtar dāram
“Eu tenho uma irmã mais velha.”
Em persa, as desinências pessoais são usadas para marcar a pessoa, o número e o tempo. Portanto, do ponto de vista técnico, um verbo e a desinência pessoal apropriada podem ser considerados uma frase completa, ou pelo menos uma cláusula. Por exemplo, na cláusula میرومmi ravam 'Eu vou, eu vou, eu devo ir' (na qual o pronome sujeito منman 'eu' foi omitido, e a desinência pessoal م representa a pessoa/sujeito), os dois elementos de sujeito e verbo estão presentes[59].
Na gramática persa , há duas formas verbais primárias:verbos transitivos everbos intransitivos . Os verbos transitivos exigem um objeto direto,
So what the reader sees in this book is not the result of a lifetime, but is an outcome of lots of lifetimes
enquanto os verbos intransitivos não. A conjugação dos verbos persas no presente segue um padrão claro com base nessas duas formas. Para conjugar verbos, você precisa considerar os seguintes elementos: o radical do verbo, o marcador do presente e as desinências pessoais.[60]
O radical do verbo: Na raiz de qualquer verbo persa está seu radical verbal. Esta é a forma básica da qual toda conjugação ocorre. Para encontrar o radical verbal, você deve aprender os verbos radicais comuns e suas conjugações.
O Marcador do Tempo Presente: Ao conjugar verbos persas no tempo presente, o marcador do tempo presente, 'mi-', é adicionado antes do radical do verbo. Por exemplo, o radical do verbo 'khāndan' (ler) se torna 'mikhāndan' no tempo presente.
As Finais Pessoais: Uma vez que o marcador de tempo presente é adicionado, as finais pessoais devem ser anexadas com base no sujeito. As finais pessoais para o tempo presente são as seguintes:
O persa se compõe de basicamente três tempos verbais: tempos básicos, tempos comuns e todos os tempos. Além disso, é possível conjugar verbos na voz passiva, no subjuntivo e na forma negativa.[61]
O pretérito em persa é formado pela adição de um conjunto específico de desinências pessoais diretamente à raiz do verbo. As desinências pessoais são diferentes das desinências do presente e são as seguintes:
1. Primeira pessoa do singular: -am
2. Segunda pessoa do singular: -i
3. Terceira pessoa do singular: nada é adicionado
4. Primeira pessoa do plural: -im
5. Segunda pessoa do plural: -id
6. Terceira pessoa do plural: -and
Por exemplo, para conjugar “khāndan” no passado, o radical do verbo é combinado com as terminações pessoais apropriadas do passado:
Como discutido anteriormente, a conjugação do presente em persa é formada pela adição do marcador de presente 'mi-' e das terminações pessoais do presente ao radical do verbo.
O tempo futuro em persa é formado pela adição de خواه, khāh, antes da forma do tempo presente do verbo. A palavra خواه é conjugada com base no sujeito, criando uma conjugação diferente para cada pessoa, assim:
O modo subjuntivo é usado para expressar desejos, vontades ou condições que não são necessariamente reais ou factuais. Em persa, o subjuntivo é formado pela adição das seguintes desinências pessoais ao radical do verbo:
1. Primeira pessoa do singular: -am
2. Segunda pessoa do singular: -i
3. Terceira pessoa do singular: -ad
4. Primeira pessoa do plural: -im
5. Segunda pessoa do plural: -id
6. Terceira pessoa do plural: -and
Por exemplo, se você deseja descrever o desejo de ler, use o radical verbal “khāndan” com as desinências pessoais do subjuntivo:
Todas as partes de um verbo composto devem ser digitadas separadamente. Isso também inclui os chamados prefixos verbais: bar, bâz, farâ, foru, dar, etc.[62] Exemplos:
Correto
Incorreto
بر داشتن
bar dâštan
برداشتن
bardâštan
باز گشتن
bâz gaštan
بازگشتن
bâzgaštan
فرا گرفتن
farâ gereftan
فراگرفتن
farâgereftan
دست بر داشتن
dast bar dâštan
دست برداشتن
dast bardâštan
Kalilah va Dimna, uma obra influente na literatura persa
Quando qualquer um dos demonstrativos اینem 'this' e آنān 'that, it' acompanham um substantivo, funcionando como um adjetivo faria, então é chamado de adjetivo demonstrativo.[63] Em persa, eles são invariavelmente singulares, mesmo quando modificam um substantivo plural. Compare e contraste as seguintes frases em persa e inglês:
Quando o demonstrativo substitui um substantivo (como um pronome normalmente faz), ele é chamado de pronome demonstrativo.[64] Nesse caso, eles são pluralizados quando necessário, como qualquer pronome faria:
Português
Transliteração
Persa
Este é um homem.
in mard ast
.این مرد است
Aquela é uma mulher.
ān zan ast
.آن زن است
Esses são homens.
in mard hastand
.این ها مرد هستند
Essas são mulheres.
ān hā zan hastand
.آن ها زن هستند
Um substantivo genérico é invariavelmente singular, mesmo quando modificado por um pronome demonstrativo plural:
Caligrafia pessoal de Ali-Akbar Dehkhoda, uma escrita cursiva típica persa
A lista a seguir descreve o conjunto básico de pronomes possessivos em persa, que são adicionados ao final dos substantivos para indicar possessão[65]:
Português
Transliteração
Persa
Meu
-am
- ام
Seu
-at
- ات
Dele/Dela
-ash
- اش
Nosso
-mān
- مان
Seus
-tān
- تان
Deles/Delas
-shān
- شان
Na gramática persa, a posição dos pronomes possessivos geralmente é depois do substantivo que está sendo modificado. Isso é diferente do inglês, no qual os pronomes possessivos geralmente vêm antes do substantivo. Aqui estão alguns exemplos que mostram o posicionamento dos pronomes possessivos em frases persas:
Minha casa:خانهام (khāne-am)
Seu amigo (singular):دوستت (doust-at)
Seu pai:پدرش (pedar-ash)
Nosso professor:معلممان (moallem-mān)
Seu carro (plural):ماشینتان (māshin-tān)
Sua cidade:شهرشان (shahr-shān)
Os pronomes possessivos podem ser usados em vários contextos dentro da língua persa, desde literatura e cartas formais até discursos casuais e conversas cotidianas. Eles permitem que os falantes expressem um senso de pertencimento ou associação de forma clara e concisa, quer estejam se referindo a pessoas, lugares ou coisas. Aqui estão três exemplos para demonstrar a aplicabilidade dos pronomes possessivos:
Em uma carta formal:رایانامهات را دریافت کردم. (rāiyānāme-at rā daryāft kardam – recebi seu e-mail.)
Na literatura:کاریکاتوریستها در خانهشان نشستهاند. (kārikātorist-hā dar khāne-shān neshaste-and – Cartunistas estão sentados em suas casas.)
Na conversa diária:کلیدهایمان کجاست؟ (kelid-hāy-mān kojāst? – Onde estão nossas chaves?)
Na língua persa, o artigo definido é usado quando tanto o ouvinte quanto o falante tem ciência sobre qual objeto se referem. Em casos definidos, o objeto é seguido por um را (na forma escrita) ou sufixo -o (na forma falada). Também “isso/aquilo” (این/آن) são usados como marcadores de caso definido[66]. Veja os exemplos a seguir:
Explicação do artigo definido
Português
Persa
Tanto o falante quanto o ouvinte sabem de qual flor e de quem estão falando.
Dêa flor para ela.
گلرا به او بده
Tanto o falante quanto o ouvinte sabem qual livro.
Este livro é meu.
این کتاب من است
Tanto o falante quanto o ouvinte sabem qual carro.
O artigo indefinido é usado quando estamos falando de algo que não está especificado para o falante ou o ouvinte, o objeto da frase é genérico. Usamos o sufixo ی ou یک com o objeto nesses casos.[67] Veja os exemplos a seguir:
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento marco na história dos direitos humanos. Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de dezembro de 1948, por meio da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos.
Desde sua adoção, em 1948, a DUDH foi traduzida em mais de 500 idiomas – o documento mais traduzido do mundo – e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recente.[68]
Persa
Transliteração
Português
ماده ١
تمام افراد بشر آزاد زاده میشوند و از لحاظ حيثيت و کرامت و حقوق با هم برابراند. همگی دارای عقل و وجدان هستند و بايد با يکديگر با روحيه ای برادرانه رفتار کنند.
ماده ٢
هر کس میتواند بی هيچ گونه تمايزی، به ويژه از حيث نژاد، رنگ، جنس، زبان، دين، عقيده سياسی يا هر عقيده ديگر، و همچنين منشا ملی يا اجتماعی، ثروت، ولادت يا هر وضعيت ديگر، از تمام حقوق و همه آزادیهای ذکرشده در اين اعلاميه بهره مند گردد.
به علاوه نبايد هيچ تبعيضی به عمل آيد که مبتنی بر وضع سياسی، قضايی يا بين المللی کشور يا سرزمينی باشد که شخص به آن تعلق دارد، خواه اين کشور يا سرزمين مستقل، تحت قيمومت يا غير خودمختار باشد، يا حاکميت آن به شکلی محدود شده باشد.
madeh 1
cpehmeh ensan cpeha azad bah dania mi ayand ve az nazar heysiyat ve hoquq barabar npastand. cpehmeh aghal ve vajdan darand ve bayad ba npam baradaraneh raftar konand.
madeh 2
npar kes bedon cpehich goneh tamayazi az ghabil nejad, rang, jensit, zaban, mazzehab, aghayad siasi ya npar aghideh digar, monasha moli ya ejtemaei, darayi, told ya moqeiat cpehei digar, mostahgh tamam hoquq ve azadi cpehei mandarj dar in elamiyeh est.
balaveh, cpehich tabizi nabayad bar asas vaziyat siasi, hoquqi ya bin olmollli keshor ya sarzamini keh shkhs bah an talgh dard, am az mosteghal, amin ya ghir khodgardan, ya tahat npar goneh mahdudit digar hakamiti, emal shod.
Artigo 1
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Todos têm razão e consciência e devem tratar uns aos outros com espírito fraternal.
Artigo 2
Toda pessoa tem direito a todos os direitos e liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, propriedade, nascimento ou qualquer outra condição.
Além disso, não será feita nenhuma discriminação com base no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou território ao qual uma pessoa pertence, seja ele independente, sob tutela ou não autônomo, ou sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
OHino Nacional da República Islâmica do Irã foi adotado em 1990, substituindo o hino anterior usado durante o governo de Ruhollah Khomeini. Foi composto por Hassan Riyahi, e a letra foi escrita por Sayed Bagheri. É o quarto hino nacional iraniano em geral.
Bandeira da República Islâmica do Irã, cuja língua oficial é o persa
O problema 3 da prova individual da IOL 2019, que aconteceu na Coreia do Sul dos dias 29 de Julho a 2 de Agosto, cita a língua persa (persa médio, indo-europeu) e usou como base o Livro Script Pahlavi.[69] A segunda fase da Categoria Regular da OBL 2017 também teve um problema envolvendo o persa. O problema 2 envolvia a escrita cuneiforme persa (persa antigo), edição "Mărgele", do plural "mărgea" que significa miçanga em romeno, fazendo alusão ao elo que liga os diferentes povos, histórias e culturas através da convergência de suas línguas. Assim como as contas, cada língua compõe "uma experiência única, corpórea e de aproximação entre o coletivo e o individual -- afinal, as miçangas compõem, com sua individualidade, um todo maior, reluzente e belo.".[70]
↑abGilbert Lazard. "The Rise of the New Persian Language" in Frye, R. N.,The Cambridge History of Iran, vol. 4, pp. 595–632, Cambridge: Cambridge University Press.
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