Apalavraperestroika, que literalmente significa reconstrução, recebeu a conotação de reestruturação (abertura) econômica.[2] Gorbachev percebeu que aeconomia da União Soviética estava se deteriorando e sentiu que o sistema socialista, com a economia centralmente planificada, necessitava de uma reforma, e isto seria realizado pelaperestroika. Uma chave principal daperestroika era reduzir a parcela do orçamento da União Soviética destinada àdefesa e, para fazer isso, Gorbachev sentiu que a União Soviética deveria: desocupar oAfeganistão, negociar com osEstados Unidos a redução de armamentos nucleares (Corrida armamentista) e o abandono da possibilidade de interferência nos países comunistas daCortina de Ferro (aDoutrina Brejnev).[1][3][4]
Entre as medidas aprovadas com a Perestroika estavam a Lei sobre atividade individual, de 1986, a Lei sobre empresa estatal, de 1987, a Lei sobre as Cooperativas, de 1988, e o Decreto sobre Atividade de Comércio Exterior do Estado, da Cooperativa e outras Empresas, de dezembro de 1988.[1][5] A aprovação da Lei das Cooperativas em 1988 e o Decreto que liberalizou o comércio exterior em fins de 1988 levou a autorização de importação de produtos estrangeiros , o que levou a uma variação extrema de diversos fatores econômicos, que se fizeram sentir por todo o país.[1][5][6][7][8]
Selo soviético relaciona comemorações doGrande Outubro com a Perestoika e oGlasnostNeste outro, são mostradas as modernidades que a Rússia ganharia com este projeto
Em contraste às reformas econômicas daRepública Popular da China, aperestroika é largamente avaliada como tendo falhado em seu objetivo principal de reestruturar a economia soviética.[9] As razões para o seu fracasso foram examinadas por muitoseconomistas ehistoriadores. Uma das razões citadas para esse fracasso foi o insucesso na promoção e criação de entidades económicasprivadas e semi-privadas e a indisposição de Gorbachev em relação a uma reforma naagricultura soviética.
Outra possível razão seria a má-vontade dos altos oficiais doPartido Comunista da União Soviética (alinha dura) e da facção liberal apoiada pelos EUA e que tinha como principal líderBoris Yeltsin em aceitar as medidas daperestroika. Enquanto os primeiros não queriam mudanças, os últimos queriam que elas acontecessem mais rapidamente.[10] Isso gerou forte oposição ao projeto daperestroika.
Contrariamente às reformas noAfeganistão, a perestroika não só falhou no propósito de trazer benefícios econômicos imediatos para a maioria das pessoas, mas o desmantelar da economia planejada criou o caos econômico, o que constituiu um fator importante para o colapso da União Soviética.[11]
Com a sua implementação, a pobreza foi espalhada e os benefícios sociais removidos, como os subsídios e descontos fiscais. O programa fez com que os preços subissem, as taxas dejuro aumentassem, os níveis recorde de novos impostos foram implementados, os benefícios fiscais à indústria foram cortados, e o sistema de saúde soviético desapareceu.[carece de fontes?]
As alterações registadas napolítica externa contribuíram para extinguir a possibilidade de uma guerra, que temia-se, poder ter início na Europa e se alastrar por todo o mundo, e permitiu a dissolução doBloco do Leste, reaproximando as duas Alemanhas numa única república.[carece de fontes?]
↑Castells, Manuel (1999).Fim de milênio. Col: A era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Editora Paz e Terra. p. 23-94. 497 páginas.ISBN8521903391
↑Pomeranz, Lenina (setembro de 1989).«O investimento estrangeiro na URSS». Escola de Administração de Empresas de São Paulo - Fundação Getúlio Vargas.Revista de Administração de Empresas.29 (3). Consultado em 13 de janeiro de 2024