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Pedro Crisólogo | |
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| Pedro Crisólogo | |
| Bispo deRavenna;Confessor;Doutor da Igreja | |
| Nascimento | c. 380 Ímola,Império Romano |
| Morte | 31 de julho de450 (70 anos) Ímola,Império Romano |
| Festa litúrgica | 30 de julho |
Pedro Crisólogo (emgrego:Ἅγιος Πέτρος ὁ Χρυσολόγος;romaniz.:Petros Chrysologos; "Pedro das palavras de ouro"; emlatim:Petrus Chrysologus)[1] foibispo deRavena de 433 até sua morte.[2]Venerado comosanto porcatólicos eortodoxos, é autor de belashomilias e daí ser "Crisólogo", isto é, "Palavra de Ouro".[3] Foi também proclamadoDoutor da Igreja pelopapa Bento XIII em 1729.
Pedro nasceu emÍmola, onde Cornélio,bispo da cidade, o batizou, educou eordenoudiácono. Por influência doimperador romano do ocidenteValentiniano III, tornou-searcediago até que, finalmente,Sisto III nomeou-o bispo deRavena (é possível que tenha sidoarcebispo) por volta de 433, desprezando o candidato proposto pela população da cidade. O relato tradicional, que aparece no "Breviário Romano", é que Sisto teria tido umavisão deSão Pedro (o primeiropapa) eSanto Apolinário de Ravena (o primeiro bispo da cidade) que lhe mostraram um jovem rapaz que seria o próximo bispo de Ravena. Quando o grupo de Ravena chegou, incluindo Cornélio e seu arcediago (Pedro), Sisto reconheceu-o como sendo o jovem de sua visão e consagrou-o bispo.[4]
A população já conhecia Pedro, o "doutor das homilias", por seus breves e inspirados discursos. Conta o relato que ele os compunha curtos pois temia entediar sua audiência. Sua piedade e zelo lhe valeram admiração universal. Depois de ouvir sua primeira homilia como bispo, aimperatriz romanaGala Placídia teria supostamente chamado-o deChrysologus, que significa "das palavras de ouro" e passou, a partir daí, a patrocinar diversos projetos de Pedro.
Em suas homilias sobreviventes, Pedro explica os textos bíblicos de forma breve e concisa. Nelas, ele condena oarianismo e omonofisismo comoheresias e explica de forma muito bela o "Credo dos Apóstolos", o mistério daEncarnação e outros tópicos difíceis utilizando uma linguagem simples e clara. Pedro dedicou uma série de homilias aSão João Batista e àVirgem Maria. Ele defendia que os fieis tomassem aEucaristia diariamente e urgia seus ouvintes a confiar noperdão oferecido através deCristo.[5][6][7] Ele era ainda um amigo pessoal dopapa Leão Magno (r. 440-461), outro Doutor da Igreja.
Umsínodo realizado emConstantinopla em 448 condenouEutiques por sua doutrinamonofisista. Inconformado, ele apelou a Pedro Crisólogo, mas não conseguiu convencê-lo. Os atos doConcílio de Calcedônia (451) preservam o texto da carta que Pedro enviou com a resposta para Eutiques na qual ele admoesta-o por não aceitar as determinações do concílio e urge que ele obedeça aobispo de Roma como sucessor deSão Pedro.
O arcebispoFélix de Ravena, no início do século VIII, colecionou e preservou 176 de suas homilias. Depois disso, elas foram editadas e traduzidas por muitos autores e para diversas línguas.
Pedro Crisólogo morreu por volta de 450 durante uma visita a Ímola, sua cidade natal. A mais antiga referência literária afirma que a data era 2 de dezembro, mas uma interpretação mais moderna da"Liber Pontificalis Ecclesiae Ravennatis" (século IX) indica que ele morreu em 31 de julho.[8]
Em 1729, quando ele foi declaradoDoutor da Igreja, sua festa, que ainda não constava noCalendário tridentino, foi inserido noCalendário de santos da Igreja Católica em 4 de dezembro. Em 1969, depois doConcílio Vaticano II, sua festa foi movida para 30 de julho, a mais próxima possível do dia de sua morte, 31 de julho, que já era a festa deSanto Inácio de Loyola.
Um retrato de São Pedro Crisólogo de sua época pode ser visto nosmosaicos daIgreja de São João Evangelista em Ravena, no qual ele aparece entre os membros das famílias imperiais do oriente e do ocidente, uma prova de sua extraordinária influência.