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Ordem de Cristo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Não confundir comOrdem Militar de Cristo, ordem restabelecida em 1918.
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Ordem de Cristo

Santa Sé
Status:Extinta como ordem eclesiástica. Ativa como ordem honorífica
Chefe:Leão XIV
Instituição:Portugal,15 de março de1319
Fundador:Papa João XXII
Lema:Ordo Militiae Jesu Christo
Classes:Grã-Cruz (GCC), Grande-Oficial (GOC), Comendador (ComC), Oficial (OC) e Cavaleiro (CvC) / Dama (DmC)

AOrdem de Nosso Senhor Jesus Cristo originalmente era umaordem religiosa emilitar, criada a 14 de março de1319 pelabula pontifíciaAd ea ex quibus cultus augeatur doPapa João XXII, que, deste modo, atendia aos pedidos do reiDom Dinis. Recebeu o nome deOrdem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo[1] ouOrdem da Milícia de Nosso Senhor Jesus Cristo[2] e foi herdeira das propriedades e privilégios daOrdem do Templo.

Em Maio desse mesmo ano, numa cerimónia solene que contou com a participação doArcebispo de Évora, doAlferes-Mor do Reino D. Afonso de Albuquerque e de outros membros da cúria régia, o rei Dom Dinis ratificou, em Santarém, a criação da nova Ordem.

Foi-lhe concedida como sede ocastelo de Castro Marim; mas em 1357 já a sede tinha sido instalada emTomar, anterior sede templária.[3]

O único monarca a herdar o título de Grão-Mestre hereditário e perpétuo foi D. Sebastião, nascido três anos após a concessão a Portugal da Burla Proclara Claerissima em 1551, concedendo-lhe assim poder temporal e espiritual absoluto.[4]

Em 1789 a Ordem de Cristo foi secularizada, tornando-se uma ordem honorífica até sua extinção, em 1910, com aimplantação da República Portuguesa. A ordem foi refundada em 1917 como aOrdem Militar de Cristo e é presidida pelo seu grão-mestre, oPresidente da República Portuguesa.

Antecedentes e criação

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Planta doTemplo de Salomão e algumas de suas linhas de construção que podem ter servido de inspiração para aarquitetura dos Templários
Grafismo da geração da Cruz da Ordem de Cristo

Nos séculosXII eXIII, aOrdem dos Templários ajudou osportugueses nasbatalhas contra osmuçulmanos, recebendo como recompensa extensos domínios e poderpolítico. Oscastelos,igrejas e povoados prosperaram sob a sua protecção. Em1314, o papaClemente V de origem francesa e Felipe IV de França, tentaram destruir completamente esta rica e poderosa ordem, tendoD. Dinis logrado transferir para aOrdem de Cristo as propriedades e privilégios dos Templários.

A Ordem de Cristo foi assim criada em Portugal comoOrdo Militiae Jesu Christo pela bulaAd ae exquibus de15 de março de1319 pelo papa João XXII, sendo rei D. Dinis, pouco depois da extinção da Ordem do Templo. «Tratava-se derefundar a Ordem do Templo que anterior bula papal de Clemente V havia condenado à extinção».[3]

Diz a mesma obra:[3] «Em Portugal, os bens dos Templários ficaram «reservados» por iniciativa do rei, transitando para a coroa entre1309 e1310, enquanto decorria o «processo», não sem que o monarca rejeitasse o administrador nomeado por Clemente V - Estêvão de Lisboa. Esses mesmos bens passaram indemnes para a nova congregação em26 de novembro de1319, sendo que o papa concedera a excepção aos reis de Castela e Leão, Aragão e Portugal, que se coligaram para contrariar a execução da medida que ordenava a sua transferência para aOrdem do Hospital.» «Por Carta Régia feita em Santarém, a 26 de Novembro da era de 1357 (15 de Novembro de 1319), se mandou fazer a entrega a D. Gil Martins, 1º Mestre da Ordem de Cristo, de todos os bens, rendas e direitos que foram da Ordem do Templo, tanto Espirituais, Temporais, e dívidas.»[5]

A nova Ordem surgia, assim como umareforma dos Templários. Tudo mudou, para ficar mais ou menos na mesma. O hábito era o mesmo, a insígnia também, com uma ligeira alteração, e os bens, transmitidos pelo monarca, correspondiam aos bens templários. «Foi-lhe dada a regra cisterciense», continua a mesma Enciclopédia, «e nomeado mestre D. Gil Martins, igualmente mestre daOrdem de Avis, que adoptara a regra cisterciense, com a determinação de que os novos monges elegessem seu próprio mestre, depois da morte daquele. O superior espiritual da Ordem de Cristo era o abade deAlcobaça

A11 de junho de1421, um capítulo reunido em Tomar adoptou como regra da Ordem de Cristo a daOrdem de Calatrava, o que resolvia quaisquer pendências de natureza espiritual e de obediência, mantendo-se na esfera da cavalaria.

As viagens marítimas

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Mapa onde mostraMacau e a sua posição nas rotas comerciais portuguesas e espanholas, no seu período mais próspero (finais do século XVI e princípios do século XVII)
A Cruz da Ordem de Cristo marcava as velas dascaravelas que exploravam osmares desconhecidos

O cargo de mestre passara após 1417 a ser exercido por membros daCasa Real, que se passaram a nomear administradores e governadores por nomeação papal.

O primeiro foi o infante D. Henrique, que a encaminhou para o que parecia ser sua missão inicial, a de conquista da Ásia através das viagens marítimas, que a própria ordem financiou.[6]

Os ideais da expansãocristã reacenderam-se noséculo XV quando seu Grão-Mestre,Infante D. Henrique, investiu os rendimentos da Ordem na exploração marítima.

O emblema da ordem, aCruz da Ordem de Cristo, adornava as velas dasCaravelas eNaus que exploravam osmares desconhecidos.

O resultado disso é que em1454 e1456, através de bulas doPapa Nicolau V e doPapa Calisto III respectivamente, é concedido ou dada obrigação à Ordem de Cristo de estabelecer o direito espiritual sobre todas asterras descobertas, como territórios nullius diocesis, sendo sua sede diocesana aIgreja de Santa Maria do Olival, em Tomar.

Reforma sob D. João III

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A organização interna consagrada desde os tempos de D.Dinis (a de freires cavaleiros oumilites Christi) foi reformada sob D.João III em1529, passando a Ordem à estrita clausura.

Em 1531, pela Bula «Exposcit debitum», dada em Roma, a 30 de Junho, oPapa Clemente VII, confirmou a reforma realizada no Convento de Tomar porFrei António de Lisboa, concedendo-lhe poder para elaborar regras e estatutos (de parceria com outrospadres jerónimos a quem o rei desse o seu consentimento) a serem aprovados pelaSé Apostólica.[2]

Mantiveram-se porém associadas à Ordem de Cristo «uma relação privilegiada com o mundo dos símbolos e ligações à produção poética dos chamadosbucolistas, que reencenariam «uma relação que já se intuira existir entre os Templários e apoesia trovadoresca».

Finalmente, em1551, pela bula "Praeclara clarissimi" dopapa Júlio III, no reinado de D. João III, os Mestrados das Ordens Militares foram unidosCoroa, anexando-os "in perpertuum", passando a ser administrados pelaMesa da Consciência e Ordens que tinha sido criada em 1533.[2]

Reforma sob D. Maria I

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Em 1789, a rainhaD. Maria I reformou de novo a ordem, mas esta continuou como ordem monástico-militar.

"Competição" com a Ordem de Cristo papal

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Ver artigo principal:Ordem Suprema de Cristo

O papado afirma que o direito à entrega da Ordem por parte dos reisportugueses tinha sido garantido através de umabula papal, datada de Março de1319, porJoão XXII. No entanto, como esta não explicita concretamente a entrega do direitofons honorum da Ordem a Portugal[7], oVaticano toma para si esse direito durante odomínio dos Filipes, originando alguns protestos daMesa da Consciência e Ordens portuguesa, que recomendaria ao rei daUnião que cedesse o peso da sua voz aos protestos portugueses.[8]

Posteriores monarcas portugueses, particularmente D.João V, reclamaram várias vezes junto do Papa contra o que consideravam uma prática abusiva. Chegando mesmo a prender quem usasse a Ordem Papal, como foi, por exemplo, o caso deGiovanni Niccolò Servandoni. Os protestos portugueses continuariam até tão tarde quanto 1825,[9] findando a contenda em 1905, quando a ordem papal é renomeada OrdemSuprema de Cristo.[8]

Extinção

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Com aextinção das ordens religiosas em 1834, também a Ordem de Cristo foi extinta. A maior parte dos seus bens foram expropriados e vendidos em praça pública.

D. Maria II constituiu-a emordem honorífica.

Em 1910, com a implantação da República, foi extinta, sendo reformulada em 1918.

Esta ordem tem apenas cinco graus: cavaleiro ou dama, oficial, comendador, grande-oficial e grã-cruz.

Actualidade

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Ver artigo principal:Ordem Militar de Cristo

Apesar de extinta pelo Decreto de 15 de Outubro de 1910, juntamente com as “antigas ordens nobiliárquicas”, a mesma foi restabelecida pelo Decreto de 1 de Dezembro de 1918, ficando então “destinada a premiar os serviços relevantes de nacionais ou estrangeiros prestados ao país ou à humanidade, tanto militares como civis”.

De acordo com a legislação portuguesa de 1962 e na de 1986, a Ordem Militar de Cristo continuou associada ao exercício de funções de soberania e, em especial, à diplomacia, à magistratura e à Administração Pública.

Na legislação de 2011, voltou-se à referência mais genérica ao “exercício das funções desoberania”.

Ao longo do século XX foram agraciados com a Ordem Militar de Cristo os titulares dos mais altos cargos da nação portuguesa.

Em Visitas de Estado é frequentemente concedida aos cônjuges dos Chefes de Estado e, ocasionalmente, aos próprios Chefes de Estado, como a Presidente Michelle Bachelet, agraciada pelo Presidente Cavaco Silva em 2009.[10]

Mestres da Ordem de Cristo

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Mestres da Ordem de Cristo
(Nascimento–Morte)
RetratoEleitoTempo em funçõesNotas
Mestres com sede da ordem emCastro Marim (1319–1356)
1 Gil Martins
(–1321)
(1319)(13 de novembro de1321)Primeiro mestre da ordem
2João Lourenço
(–)
(1321)(1327)Segundo mestre da ordem
3 Martim Gonçalves Leitão
(–)
(1327)(1335)
4Estêvão Gonçalves Leitão
(–)
(1335)(1344)4º mestre da ordem
5Rodrigo Anes
(–)
(1344)(1356)5º mestre da ordem
Mestres com sede da ordem emTomar (1356–????)
6 Nuno Rodrigues Freire de Andrade
(c. 1315-1372)
(1356)(1372)6º mestre da ordem
7 Lopo Dias de Sousa
(1359–1417)
(1373)(1417)7º e último Mestre religioso, canónico, da Ordem de Cristo.
  1. D.Gil Martins (1319–?)
  2. D.João Lourenço (?–?)
  3. D.Martim Gonçalves Leitão (?–?)
  4. D.Estevão Gonçalves Leitão (?–?)
  5. D.Rodrigo Anes (?–?)
  6. D.Nuno Rodrigues Freire de Andrade (1357–1372)
  7. D.Lopo Dias de Sousa (13731417) (último Mestre religioso e canónico))
  8. Infante D. Henrique (25 de Maio de142013 de Novembro de1460)
  9. Infante D. Fernando, Duque de Viseu (11 de Novembro de 1461 – 18 de Setembro de 1470)
  10. D.João, 3.º Duque de Viseu, 3.º Senhor da Covilhã, 2.º Duque de Beja e 2.º Senhor de Moura (14601472)
  11. D.Afonso V (147228 de Agosto de1481)
  12. D.Diogo, 4.º Duque de Viseu, 3.º Duque de Beja (1481–1484)
  13. D.Manuel I (1484 – 13 de Dezembro de 1521, 5.º Duque de Viseu, 4.º Duque de Beja e Rei de Portugal a partir de 1495)

Desde 1420, com a nomeação do Infante D. Henrique como Governador da Ordem de Cristo, a administração desta não mais sairá das mãos de infantes da família real ou do próprio Rei. A partir de 1495, o mestrado da Ordem será sempre desempenhado pelo Rei e depois pelos Presidente da República.

Património sob tutela da Ordem

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Bandeira daRegião Autónoma da Madeira, que ostenta a Cruz da Ordem de Cristo, em lembrança dos seus descobridores, membros da dita Ordem
Bandeira do Leal Senado de Macau

Características da cruz da Ordem de Cristo

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Desenho esquemático dooctógono originando a cruz Ordem de Cristo. É possível observar que aserifa da haste dacruz forma um ângulo de 45° com a base. As linhas que compõem o formato do desenho do logotipo da Ordem de Cristo podem ser obtidas a partir da ligação com retas dosvértices no interior do polígono octógono, associado a linhas paralelas aos lados

Na utilização moderna, asserifas das extremidades das hastes da cruz da Ordem de Cristo formavam ângulo de 45 graus com a sua base, não importando o comprimento das hastes.

Este símbolo encontra-se presente em inúmeras bandeiras de municípiosbrasileiros e concelhos e freguesiasportuguesas.

Utilização

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Província Cisplatina

Existem inúmeros municípios brasileiros que possuem a imagem da Cruz da Ordem de Cristo na sua Bandeira ou em seu Brasão. Algumas vezes a imagem é estilizada e modificada, não correspondendo ao formato original da Cruz da Ordem de Cristo. Exemplos:Alcântara (Maranhão),Angra dos Reis,Arujá,Barra Mansa,Barueri,Batatais,Barra (Bahia),Bragança_(Pará),Brotas (São Paulo),Cajamar,Cametá,Campo Grande,Cananeia,Canas,Caraguatatuba,Carpina - Pernambuco,Contagem-Minas Gerais,Cordeirópolis,Florianópolis,Guarapuava,Iguape,Itu,Jesuânia (Minas Gerais),Joinville,Jundiaí,Juína (Mato Grosso),Junqueirópolis (São Paulo),Lins,Lageado (Rio Grande do Sul),Louveira - São Paulo,Maruim (Sergipe),Mogi das Cruzes (SP),Nova Granada (São Paulo),Nova Londrina - Paraná,Olinda - Pernambuco,Paranaguá,Pelotas,Piracicaba,Porto Alegre,Porto Seguro,Praia Grande,Restinga (São Paulo),Santa Bárbara d'Oeste,Santa Cruz das Palmeiras (São Paulo),Santa Mariana,São Paulo,Santa Rita do Passa Quatro (São Paulo),São Sebastião,São Vicente (SP),Timbó (Santa Catarina),Vitória de Santo Antão - Pernambuco,Toledo - Paraná,Várzea Paulista,Vera Cruz (Bahia),Vera Cruz (Rio Grande do Sul),Vera Cruz (São Paulo),Vila Velha (ES);

Ver também

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Referências

  1. Ordem de Cristo, in Infopédia (em linha), Porto: Porto Editora, 2003-2014. (Consult. 2014-07-18).
  2. abcInstituição da Ordem de Cristo, Arquivo Nacional Torre do Tombo, Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, 18.03.2019
  3. abcEnciclopédia dos Lugares Mágicos de Portugal, volume 11, página 79
  4. joanabraga (14 de março de 2019).«Instituição da Ordem de Cristo | Arquivo Nacional Torre do Tombo».Arquivo Nacional Torre do Tombo | Mais um site Sites DGLAB. Consultado em 29 de novembro de 2025 
  5. Pinho Leal, Augusto Soares d’Azevedo Barbosa de (1875).Portugal Antigo e Moderno - Diccionario - "Mogadouro". [S.l.]: Livraria Editora de Mattos Moreira & Companhia. p. 355 
  6. Enciclopédia dos Lugares Mágicos de Portugal, volume 11, página 81
  7. Ordem de Cristo em Portugal
  8. abManual Diplomático, de José Calvet de Magalhães, Biblioteca Diplomática, pág.s 184 e 185
  9. de Bragança, José Vicente Pinheiro de Melo.«The Military Order of Christ and the Papal Croce di Cristo».jvarnoso.com. Arquivado dooriginal em 5 de junho de 2008 
  10. «Ordens Honoríficas Portuguesas». Página da Presidência da República (Portugal) 
  11. daniel@loverde.com.br, Daniel Arantes Loverde -.«Bandeira Imperial do Brasil - significado, história, cores».www.historiadobrasil.net. Consultado em 12 de junho de 2018 

Notas

  1. A respeito do escudo neoclássico ou samítico, (Ribeiro, 1933. p. 88 a 91) diz que: "vê-se um escudo samnitico, de cantos superiores em angulo agudo. Em todas as moedas do primeiro Império e em todas as do segundo, cunhadas até 1833, figura, porém, o escudo samnitico correctamente desenhado, com os cantos superiores em angulo recto".

Bibliografia

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  • Olival, Fernanda "As Ordens Militares e o Estado Moderno - Honra, Mercê e Venalidade em Portugal (1641-1789)". Dissertação de doutoramento em História. Estar Editora: Lisboa, 2001.

Ligações externas

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