Dependendo da célula de origem, podem ser classificados em:[2][3][4]
Melanomauveal: O câncer intraocular primário mais frequente, similar a outros melanomas (umcâncer de pele perigoso). Crescem lentamente, durante anos sem causar problemas nem dor, até que cresçam a ponto de obstruir a visão, descolar a retina, causar hemorragia ou dor dentro do olho e só então costumam ser diagnosticados. Pode começar nosmelanócitos dacoroide, nosmúsculos ciliares ou nairis.
Carcinoma de células escamosas daconjuntiva: Um tipo de câncer que começa no revestimento do olho (conjuntiva) causando irritação e formando uma massa sólida em um dos olhos. Raramente fazemmetástase, mas devem ser retirados comcrioterapia.
Retinoblastoma: Originado das células imaturas (blastoma) que dão origem às células daretina. Cerca de 40% são causados por defeito no gene RB1 e afetam ambos olhos, surgem em menores de três anos. Os outros 60% afetam apenas um olho e surgem em crianças menores de cinco anos. Causaestrabismo, "pupila branca capaz de refletir a luz como o olho de um gato" (leucocoria) e inflamação na retina. Pode ser tratado com terapia local (com frio, calor ou laser) caso o tumor seja pequeno e localizado ou comcirurgia,radioterapia equimioterapia com tumor difuso. A sobrevivência é de 90% em 5 anos.[5]
Meduloepitelioma ocular: Muito raro, é um câncer embrionário que afeta bebês. Pode começar nos músculos ciliares, íris, retina ou nervo ocular.[6]
Sarcoma melanocítico: Entre 15 e 30% das crianças comleucemia mieloide aguda tem complicações oculares, e esse é um dos tipos possíveis de leucemia extramedular (ou seja, de câncer de células da medula óssea espalhando para fora da medula). Podem ser verdes e são mais frequentes em meninos e em africanos, asiáticos ou latino-americanos, sendo muito raros em adultos. Podem "empurrar os olhos" (exoftalmia), causar dor e sangramento interno (equimose).[7]
Melanomas e carcinomas de células escamosas são mais comuns em pessoas com olhos mais claros e que passam muitas horas expostas ao sol semóculos escuros. Podem ser genéticos e são significativamente mais comuns em homens.[8]
↑Danny Soria-Céspedes, Fernando Martínez-Madrigal, Pedro Méndez-Sashida, Carlos Ortiz-Hidalgo. Meduloepitelioma pigmentado maligno intraocular: Presentación de dos casos. Revista Española de Patología, Volume 42, Issue 3, Pages 225-229[1]