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Il barbiere di Siviglia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado deO Barbeiro de Sevilha)
 Nota: Para o episódio da sériePica-Pau, vejaThe Barber of Seville.
As referências deste artigonecessitam de formatação. Por favor, utilizefontes apropriadas contendo título, autor e data para que o verbete permaneçaverificável.(abril de 2022)
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Il barbiere di Siviglia
O barbeiro de Sevilha
Procurar imagens disponíveis
Idioma originalitaliano
CompositorGioacchino Rossini
LibretistaCesare Sterbini
Tipo do enredoCômico
Número de atos2
Número de cenas3
Ano de estreia1816
Local de estreiaTeatro Argentina,Roma

Il barbiere di Siviglia, Alma Viva o sia l'inutile precauzione[1] (O barbeiro de Sevilha, Alma Viva ou a inútil precaução) é umaópera-bufa em dois atos docompositoritalianoGioachino Rossini, com umlibreto deCesare Sterbini, baseado nacomédiaLe Barbier de Séville, dodramaturgofrancêsPierre Beaumarchais.

A estreia da ópera, com o título deAlma Viva, ou a inútil precaução, ocorreu noTeatro Argentina, emRoma, em20 de fevereiro de1816. Suaabertura foi composta originalmente para outra obra do compositor,Aureliano in Palmira, e usada posteriormente emElisabetta, regina d'Inghilterra.

História

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Uma ópera,Il barbiere di Siviglia, baseada na mesma peça, já havia sido composta porGiovanni Paisiello, e outra ainda foi composta em1796, porNicolas Isouard. Embora a obra de Paisiello tenha feito sucesso por algum tempo, a versão de Rossini é a única a perdurar no repertório operático.

A ópera de Rossini segue a primeira das peças da "trilogia de Figaro" dodramaturgofrancêsPierre-Augustin Caron de Beaumarchais, enquantoMozart, em sua óperaLe nozze di Figaro (As bodas de Fígaro), composta 30 anos mais cedo, em1786, baseou-se na segunda parte da trilogia. A versão original de Beaumarchais foi encenada pela primeira vez emParis no ano de1775, naComédie-Française, noPalácio das Tulherias.

Rossini era célebre por seu ritmo rápido de composição, e toda a música doBarbiere di Siviglia foi completada em menos de três semanas. A estreia da obra deu-se em20 de fevereiro de1816, e foi um fracasso retumbante: a plateia vaiou e gracejou durante todo o espetáculo, e diversos incidentes prejudiciais ocorreram no palco. Partidários de rivais de Rossini, infiltrados na plateia, incitaram muitas destas manifestações. A segunda performance teve um destino muito diferente, e fez com que a obra se tornasse um grande sucesso. A peça original teve um destino semelhante; odiada a princípio, tornou-se um sucesso depois de uma semana em cartaz.

Personagens

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PersonagemVozEstreia, 20 fevereiro 1816
(Maestro: Gioachino Rossini)
Rosina (Está presa na casa de Bartolo, seu tutor que quer casar-se com ela)sopranoGeltrude Righetti
Bartolo (tutor de Rosina, é um médico charlatão, velho, ciumento e avarento)baixoBartolomeo Botticelli
Conde de Almaviva (um jovem rico e elegante que está enamorado de Rosina)tenorManuel García
Fígaro (o barbeiro da cidade que sempre dá um jeito de participar de todos os planos e intrigas)barítonoLuigi Zamboni
Fiorello (o músico pago pelo Conde para fazer uma serenata à Rosina)baixoPaolo Biagelli
Basílio (o professor de canto de Rosina e cúmplice de Bartolo)baixoZenobio Vitarelli
Berta (Marcellina), (empregada de Bartolo)sopranoElisabetta Loiselet
Ambrogio (empregado de Bartolo)não canta
Um sargentobaixoVictorio Matarazzo

Sinopse

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Óperas deGioacchino Rossini

La cambiale di matrimonio (1810)
L'equivoco stravagante (1811)
L'inganno felice (1812)
Ciro in Babilonia (1812)
La scala di seta (1812)
Demetrio e Polibio (1812)
La pietra del paragone (1812)
L'occasione fa il ladro (1812)
Il signor Bruschino (1813)
Tancredi (1813)
L'italiana in Algeri (1813)
Aureliano in Palmira (1813)
Il turco in Italia (1814)
Sigismondo (1814)
Elisabetta, regina d'Inghilterra (1815)
Torvaldo e Dorliska (1815)
Il barbiere di Siviglia (1816)
La Gazzetta (1816)
Otello (1816)
La Cenerentola (1817)
La gazza ladra (1817)
Armida (1817)
Adelaide di Borgogna (1817)
Mosè in Egitto (1818)
Adina (1818)
Ricciardo e Zoraide (1818)
Ermione (1819)
Eduardo e Cristina (1819)
La donna del lago (1819)
Bianca e Falliero (1819)
Maometto secondo (1820)
Matilde di Shabran (1821)
Zelmira (1822)
Semiramide (1823)
Il Viaggio a Reims (1825)
Le siège de Corinthe (1826)
Moïse et Pharaon (1827)
Le comte Ory (1828)
Guillaume Tell (1829)

Ato I

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Amanhece. OConde Almaviva faz umaserenata diante da janela da jovem Rosina, mesmo desconhecendo o nome da donzela a quem canta. Rosina não lhe responde. O Conde ouve ao longe a voz de um homem a cantar: é o barbeiro Fígaro, seu amigo, que estranha vê-lo longe de casa àquela hora. Almaviva explica ao Fígaro o seu intento de cortejar a "filha do médico" que ali mora (embora Rosina seja tutelada e não filha do médico). Prestativo, Fígaro coloca-se à disposição do conde, para ajudá-lo. Ambos ouvem quando Don Bartolo, o tutor de Rosina, diz que vai sair e que no caso de Don Basílio - o professor de música de Rosina e casamenteiro - chegar, devem fazê-lo esperar até a sua volta. Dom Bartolo sonhacasar-se com Rosina. Fígaro propõe ao conde que use um disfarce, para entrar na casa de Rosina.

Enquanto isso, o Dr. Bartolo e Basílio discutem uma forma de ficarem livres do conde e chegam à conclusão que o melhor é elaborar um contrato de casamento, já naquele mesmo dia. Fígaro, que ouviu tudo, avisa a Rosina das intenções de Dom Bartolo e informa que o seu primo Lindoro, um estudante está apaixonado por ela - "Lindoro" é, na verdade, opseudônimo que o conde Almaviva vai usar para aproximar-se de Rosina. Ansiosa, Rosina escreve um bilhete ao conde. Dom Bartolo entra e surpreende o encontro entre o Fígaro e Rosina. Muito desconfiado, Dom Bartolo decide-se por manter Rosina presa em casa.

Entra um soldado (que, na verdade, é o conde Almaviva, disfarçado), e desafia Bartolo para uma luta de espadas. Notando que um pedaço de papel está sendo passado a Rosina, Dom Bartolo exige vê-lo. Rosina troca os papéis e o que ela passa a Dom Bartolo é uma lista de roupas para a lavanderia. Dom Bartolo e o "soldado" discutem acaloradamente, enquanto Fígaro tenta apaziguar os ânimos, dizendo que tamanhos berros podem ser ouvidos pela cidade inteira. Entra um verdadeiro policial que, não conseguindo apurar o que está havendo, retira-se.

Ato II

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Dom Bartolo suspeita de que o policial seja um espião mandado pelo conde. Entra um jovem cognominado "Don Alonso" (novamente, o conde disfarçado), avisando que Basílio estava doente e não podia dar aulas a Rosina, por isso, mandava-o em seu lugar. Avisa a Dom Bartolo que alguém, chamado "Conde Almaviva", o está enganando, mostra-lhe a carta de Rosina como prova, e solicita falar a sós com ela. Dom Bartolo consente. Rosina reconhece Lindoro apesar do disfarce e inicia-se a aula de música, enquanto Dom Bartolo descansa.

O Fígaro chega logo após a aula, e Dom Bartolo exige explicações. O Fígaro diz que ali estava para fazer a barba a Dom Bartolo. Dom Bartolo entrega as chaves para que o Fígaro vá buscar a navalha e o restante material para a feitura da barba. Às escondidas, o Fígaro subtrai uma das chaves do molho que Dom Bartolo lhe entregou. O professor de música Dom Basilio aparece, para espanto de todos. O Fígaro e o conde (disfarçado) passam a afirmar que Basílio está comescarlatina e deve permanecer em repouso. O conde suborna Basílio que acaba por sair.

O Fígaro faz a barba a Dom Bartolo, enquanto o conde e Rosina simulam uma aula de música. O conde combina uma fuga com Rosina. Avisa que o Fígaro já tem a chave da janela e que ambos lá estarão, à meia-noite, para buscá-la. Dom Bartolo ouve a conversa, expulsa o Fígaro e o conde, e procura Don Basílio para avisá-lo de que o tal Dom Alonso que ele mandou para substituí-lo é um farsante. Terminam por deduzir que tanto Dom Alonso quanto Lindoro são disfarces do conde e vão apressar a feitura do contrato de casamento.

Dom Bartolo diz a Rosina que Lindoro brinca com seus sentimentos, e para provar o que lhe diz, mostra-lhe a carta em que Lindoro expõe os planos para asequestrar e a entregar ao conde Almaviva. Para vingar-se Rosina aceita casar com Dom Bartolo. Cai umachuva torrencial quando o conde e o Fígaro entram no quarto de Rosina. Rosina quer expulsá-los mas o conde logo se identifica e explica-lhe que Lindoro jamais existiu.

Chega ojuiz de paz para celebrar o casamento de Rosina com o conde. Basilio é forçado a ser testemunha do casamento. Dom Bartolo chega com um policial, para prender o Fígaro e o conde, mas Almaviva identifica-se e Dom Bartolo dá-se finalmente por vencido. O Fígaro, o conde e Rosina comemoram.

Orquestração

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Árias famosas

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Ato I

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  • Abertura
  • Cavatina - "Largo al factotum (Abram caminho para o factotum da cidade.)" - Fígaro
  • Cavatina - "Una voce poco fa (A voz que eu ouvi há pouco)" - Rosina
  • Ária - "La calunnia è un venticello (A calúnia é uma brisa)" - Basilio
  • Aria -''A un Dottor della mia sorte (A um doutor do meu tipo)''- Bartolo
  • Dueto - "Dunque io son (Então eu ... Você não está zombando de mim?)" - Fígaro e Rosina
  • Finale - "Ehi di casa… buona gente… (Maldição, ninguém está em casa! Ei...)" - Rosina, Berta, Conde, Figaro, Basilio e Coro

Ato II

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  • Dueto - "Pace e gioia sia con voi (Paz e felicidade estar com você.)" - Conde e Bartolo
  • Ária - "Contro un cor che accende amore (Contra um coração inflamado de amor,)" - Rosina
  • Quinteto - "Don Basilio! (Don Basílio!)" - Rosina, Conde, Figaro, Bartolo, Basilio
  • Terceto - "Ah! qual colpo inaspettato (Oh, que choque!)" - Fígaro, Conde e Rosina
  • Finale - "Di sì felice innesto (Tão feliz uma reunião)" - Rosina, Berta, Conde, Figaro, Bartolo, Basilio e Coro

Talvez aária mais famosa destaópera seja "Largo al factotum (Abram caminho para o factotum da cidade.)", cantada por Fígaro, logo no 1º ato - onde, a um certo ponto, ele começa a repetir seu próprio nome de forma rápida e exaustivamente ("Figaro, Figaro, Figaro…")

Tornou-se bastante conhecida através de umepisódio do desenho Pica Pau, além de um episódio especial do personagem Pernalonga, onde uma sátira de tal ato é realizada.

Gravações recomendadas

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AnoPapel
(Rosina, Almaviva, Figaro)
Maestro
Opera House e Orquestra
Etiqueta
1958Maria Callas,
en:Luigi Alva,
Tito Gobbi
en:Alceo Galliera,
en:Philharmonia Orchestra e Coro
Audio CD: EMI Classics
1958Roberta Peters,
en:Cesare Valletti,
en:Robert Merrill
en:Erich Leinsdorf,
Metropolitan Opera Orquestra e Coro
Audio CD:RCA
B000003G4F
1972Teresa Berganza,
Luigi Alva,
en:Hermann Prey
Claudio Abbado,
London Symphony Orchestra e Coro
Audio CD:Deutsche Grammophon
Cat: 457 7332
1975Beverly Sills,
en:Nicolai Gedda,
Sherrill Milnes
James Levine,
London Symphony Orchestra,
en:John Alldis Choir
Audio CD: EMI Classics
724358552324
1987en:Luciana Serra,
en:Rockwell Blake,
Bruno Pola
en:Bruno Campanella,
en:Teatro Regio di Torino Orquestra e Coro
Audio CD: Nuova Era
1991Bibi FerreiraHenrique Morelembaum

en:Teatro João Caetano -RJ

en:Orquestra Sinfônica Brasileira

Audio DVD: Bibi In Concert
1993en:Kathleen Battle,
Frank Lopardo,
Plácido Domingo
Claudio Abbado,
en:Chamber Orchestra of Europe e Coro
Audio CD:Deutsche Grammophon
B000001GGH
1997en:Edita Gruberová,
en:Juan Diego Flórez,
en:Vladimir Chernov
en:Ralf Weikert,
de:Münchner Rundfunkorchester e Coro
Audio CD(live): Nightingale Classics

Referências

  1. http://www.librettidopera.it/barb_siv/immagine_05.jpg

Ligações externas

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