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Nicéforo Xífias

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Nicéforo Xífias
Morte
após 1028
Nacionalidade Império Bizantino
ProgenitoresPai:Aleixo Xífias
OcupaçãoGeneral
ReligiãoCatolicismo

Nicéforo Xífias (emgrego:Νικηφόρος Ξιφίας;fl.c. 1000–1028) foi umcomandante militar bizantino doséculo XI, ativo durante o reinado doimperadorBasílio II Bulgaróctono(r. 976–1025). Ele desempenhou um papel distinto naconquista bizantina da Bulgária, capturando vários territórios e fortalezas inimigas, assim como foi instrumental na vitória bizantina decisiva nabatalha de Clídio em 1014. Por seus feitos acabou sendo nomeadoestratego deFilipópolis e ascendeu à posição depatrício por esta época.

Em 1022, devido ao fato de não ter sido convocado para acompanhar o imperador em suacampanha contra oReino da Geórgia deJorge I da Geórgia(r. 1014–1027), liderou, ao lado deNicéforo Focas Baritráquelo, uma rebelião mal-sucedida contra Basílio II, e foi desgraçado,tonsurado e exilado para asIlhas dos Príncipes. Ele é mencionado pela última vez em 1028, quando foi reconvocado do exílio porRomano III Argiro(r. 1028–1034) e retirou-se para oMosteiro de Estúdio.

Biografia

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Conquista da Bulgária

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Mapa dasguerras bizantino-búlgaras à época doimperador bizantinoBasílio II Bulgaróctono(r. 976–1025) e oczarSamuel(r. 997–1014)

Nicéforo Xífias nasceu provavelmente em algum momento em torno ou antes de 980, e foi muito provavelmente o filho deAleixo Xífias, que serviu comocatepano da Itália em 1006-1008. Poucos membros da família Xífias são conhecidos e sua origem é incerta, mas eles muito provavelmente vieram daÁsia Menor, como muitas outras famílias prestigiosas da aristocracia militar do período.[1][2] Nicéforo aparece pela primeira vez nas guerras búlgaras doimperador bizantinoBasílio II Bulgaróctono(r. 976–1025), em 999/1000, 1000/1 ou 1002, dependendo da fonte. Naquela época, era umprotoespatário e junto com opatrícioTeodorocano, comandou uma campanha a fundo emterras búlgaras. Partindo deMosinópolis, os dois generais cruzaram osBálcãs e capturaram as antigas capitais búlgaras dePlisca ePreslav, assim comoPreslavets (lit. "Pequena Preslava"). Eles então saquearamDobruja, deixando para trás guarnições e retornaram para sua base.[3] É incerto se ele já era o governador militar (estratego) deFilipópolis naquele tempo, ou se foi nomeado para após a conclusão bem-sucedida da campanha, comoJoão Escilitzes relata, quando Teodorocano, que é conhecido por ter anteriormente mantido o posto, retirou-se devido a sua idade avançada.[4]

A próxima menção a Xífias ocorre em 1014, nabatalha de Clídio, quando Basílio II estava tentando forçar o passo conhecido como Clídio ou Kiava Longos, que os búlgaros sob seu governanteSamuel(r. 997–1014) tinhamfortemente fortificado. Xífias, ainda estratego de Filipópolis, sugeriu ao imperador que contornasse as posições búlgaras e atacasse-as pela retaguarda. Após Basílio concordar, Xífias liderou um seleto destacamento de infantaria sobre acordilheira de Belasica, e em 29 de julho de 1014, liderou suas tropas em um ataque sobre os confiantes búlgaros, que entraram em pânico e quebraram diante do ataque inesperado.[5] Por este feito, que resultou em uma das mais decisivas vitórias na guerra em curso, ele foi recompensado com a promoção para a posição de patrício. No começo de 1015, Xífias, junto comConstantino Diógenes, capturou a região deMoglena, que tinha se rebelado contra a autoridade imperial. Próximo ao fim do mesmo ano, ele fez campanha de Mosinópolis para a região de Triadzitza (Sófia), arrasando seus arredores e capturando o forte deBoiana.[6] Finalmente, no último ano da guerra búlgara, em 1018, começando porCastória, ele subjugou os últimos redutos búlgaros na região daSérvia.[7]

Conspiração e exílio

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Histameno deNicéforo II Focas(r. 963–969) eBasílio II Bulgaróctono(r. 976–1025)
Histameno deConstantino VIII(r. 1025–1028)

Em 1021/1022, contudo, Xífias, agora sediado emCesareia Mázaca como estratego doTema da Anatólia, desentendeu-se com Basílio II, pois não pode acompanhá-lo em suacampanha contra oReino da Geórgia. Xífias aliou-se contra o imperador com o magnataNicéforo Focas Baritráquelo,cujo pai tinha se erguido em revolta nos primeiros anos do reinado de Basílio II. Os dois homens planejaram matar Basílio e então um deles o substituiria; quem seria o sucessor permanece inconclusivo, mas foi principalmente o nome de Focas e seus apoiantes que deram peso à conspiração. A conspiração foi aparentemente também conhecida e apoiada peloreiJorge I da Geórgia(r. 1014–1027), que assim esperava forçar Basílio a abandonar sua invasão.[8][9]

Quando o imperador soube da conspiração, contudo, ele não retornou, e em vez disso enviou cartas aos dois generais rebeldes separadamente, almejando semear a discórdia entre eles. O plano de Basílio logo trouxe frutos, e por 15 de agosto de 1022, Xífias assassinou Focas. Os apoiantes do último desertaram, e a rebelião nascente colapsou. Xífias foi então forçado a render-se para o enviado imperial,Teofilacto Dalasseno, que tornou-se o novo estratego dos anatólios.[8][10] Trazido paraConstantinopla, Xífias foitonsurado e banido paraAntígona, uma dasIlhas dos Príncipes. Após seu retorno para a capital depois de sua expedição georgiana, Basílio II prendeu muito de seus co-conspiradores e confiscou suas propriedades. O patrício Ferses, o Ibério foi executado, enquanto dois camareiros imperiais também foram mortos: um pelas próprias mãos de Basílio, e o outro, que tinha tentado envenenar o imperador, foilançado às feras.[11]

Segundo o historiador contemporâneoIáia de Antioquia, os conspiradores de 1022 foram libertados porConstantino VIII(r. 1025–1028) após a morte de Basílio II em 1025, mas Xífias permaneceu no exílio até 1028, quando o novo imperador,Romano III Argiro(r. 1028–1034), libertou-o. Xífias, contudo, estava à época muito velho e cansado, e logo retirou-se para oMosteiro de Estúdio. Nada mais se sabe sobre ele.[12]

Referências

  1. Savvides 1994, p. 23.
  2. Cheynet 1990, p. 229.
  3. Savvides 1994, p. 23–25.
  4. Savvides 1994, p. 24.
  5. Savvides 1994, p. 25–26.
  6. Savvides 1994, p. 26.
  7. Savvides 1994, p. 27.
  8. abCheynet 1990, p. 36–37, 333.
  9. Savvides 1994, p. 27–29.
  10. Savvides 1994, p. 29.
  11. Savvides 1994, p. 29–30.
  12. Savvides 1994, p. 30.

Bibliografia

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  • Cheynet, Jean-Claude (1990).Pouvoir et Contestations à Byzance (963–1210) (em francês). Paris: Publicações da Sorbona.ISBN 978-2-85944-168-5 
  • Savvides, Alexis G. K. (1994). «Προσωπογραφικό σημείωμα για τον Βυζαντινό στρατηλάτη Νικηφόρο Ξιφία».Βυζαντινή προσωπογραφία, τοπική ιστορία και βυζαντινοτουρκικές σχέσεις (em grego). Atenas: Κριτική Ιστορική Βιβλιοθήκη.ISBN 960-218-089-7 

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