Movatterモバイル変換


[0]ホーム

URL:


Ir para o conteúdo
Wikipédia
Busca

Ministério do Exército (Brasil)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado deMinistério da Guerra (Brasil))
Ministério do Exército
Bandeira do Ministro do Exército
Organização
Natureza jurídicaMinistério
DependênciaGoverno Federal do Brasil
Documentos institucionaisDecreto de 2 de maio de 1822[1]
Lei 23, de 30 de outubro de 1891[2]
Decreto-lei 200, de 25 de fevereiro de 1967[3]
Localização
Jurisdição territorialBrasil
SedeRio de Janeiro /Brasília
Histórico
Criação2 de maio de1822
Extinção9 de junho de1999
Emblema do Ministério da Guerra em 1956
Sede do então Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, c. 1914.

OMinistério do Exército foi a pasta dogoverno federal do Brasil que administrava as questões militares terrestres, especialmente oExército Brasileiro. Ele tem origem naSecretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, criada emPortugal em 1736 e implantada noRio de Janeiro em 1808, com atransferência da corte portuguesa para o Brasil. Essa pasta foi dividida em duas em 1822, com a parte militar denominada Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra noGabinete do Império do Brasil. Noperíodo republicano ela teve sua denominação alterada para Ministério da Guerra, em 1891, e Ministério do Exército, em 1967, até chegar ao fim quando foi criado oMinistério da Defesa em 1999. O Ministério do Exército tornou-se o atual Comando do Exército, integrante da estrutura do Ministério da Defesa.[4][5]

Mais do que uma reorganização administrativa, a criação da pasta em 1822 significava a unificação do comando das forças terrestres, antes dispersas entre os vice-reis e capitães-generais dascapitanias.[6] Na República,Pandiá Calógeras foi o único civil a ocupar o cargo, de 1919 a 1922.[7] Desde a criação doEstado-Maior do Exército (EME) em 1899, não era claro quem, seu chefe ou o ministro da Guerra, comandaria o Exército. Teoricamente o ministro da Guerra nomeava o chefe do EME, mas na prática opresidente da República nomeava ambos. A chefia do EME era um cargo mais técnico, e o Ministério da Guerra, político. Os ministros da Guerra consideravam-se comandantes do Exército e buscavam centralizar as decisões.[8] OEstado Novo confirmou em 1938 o comando prático do Ministério da Guerra, tornando seu Gabinete o órgão principal do Exército. O EME foi relegado a órgão auxiliar.[9] Nessa época o presidenteGetúlio Vargas também submeteu ao Exército asForças Públicas, os antigos “pequenos exércitos estaduais”, colocando-os sob controle do Ministério da Guerra.[10]

Oquartel-general do Exército, e assim, o Ministério da Guerra, ficaram naPraça da República, Rio de Janeiro, desde 1861. O Palácio original, no Campo de Santana, palco daProclamação da República, foi reformado em 1906–1910. A sede do Ministério foi transferida ao novoPalácio Duque de Caxias, no mesmo local, em 1941, e à nova capitalBrasília em 1971.[11]

O Ministério do Exército foi organizado em 1967, ao início dasreorganizações militares da ditadura, com órgãos de assessoramento (destacando-se oCentro de Inteligência do Exército, o CIEx), direção geral (destacando-se oAlto Comando do Exército e o EME) e direção setorial e a Força Terrestre, na qual estavam os comandos de tropa. As diretorias e departamentos eram apenas burocráticas. A criação do CIEx esvaziou o poder político que ainda restava com o EME.[12]

Ver também

[editar |editar código]

Referências

  1. Brasil,Decreto de 2 de maio de 1822. Divide em duas a Secretaria de Estado dos Negocios Estrangeiros e da Guerra, ficando a Repartição dos Negocios Estrangeiros debaixo da direcção do Ministro e Secretario dos Negocios do Reino.
  2. Brasil,Lei de 30 de outubro de 1891. Reorganiza os serviços da Administração Federal.
  3. Brasil,Decreto-lei de 25 de fevereiro de 1967. Dispõe sôbre a organização da Administração Federal, estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências.
  4. Rodrigues, Fernando da Silva; Bett, Ianko (2022). «Arquivo Histórico do Exército». In: Silva, Francisco Carlos Teixeira da, et al. (org.).Dicionário de história militar do Brasil (1822-2022): volume I. Rio de Janeiro: Autografia . p. 112-113.
  5. «Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999». planalto.gov.br. 9 de junho de 1999. Consultado em 24 de setembro de 2021 
  6. Wehling, Arno; Wehling, Maria José (junho de 2008).«Exército, milícias e ordenanças na Corte Joanina: permanências e modificações»(PDF). Funceb.Da Cultura. Arquivado dooriginal(PDF) em 10 de outubro de 2010 . p. 29-30.
  7. Pechman, Robert (2015).«CALÓGERAS, Pandiá»(PDF). In: CPDOC FGV.Dicionário da Elite Política Republicana (1889-1930). Rio de Janeiro: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil 
  8. McCann, Frank (2009).Soldados da Pátria: história do Exército Brasileiro, 1889–1937. Traduzido por Motta, Laura Pereira. Rio de Janeiro e São Paulo: Biblioteca do Exército e Companhia das Letras . p. 304.
  9. Magalhães, João Batista (1998).A evolução militar do Brasil 2ª ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército . p. 359-360.
  10. Carvalho, José Murilo de (2006).Forças Armadas e Política no Brasil 2ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. . p. 88.
  11. «Histórico do Palácio Duque de Caxias».Comando Militar do Leste. Consultado em 9 de fevereiro de 2023 
  12. Frederici, Sandra Maria (2003).Instituição militar e política, uma abordagem antropológica (1964 – 1974)(PDF) (Dissertação de Mestrado). São Carlos: UFSCar. Consultado em 2 de julho de 2022 . p. 46-53.
Ícone de esboçoEste artigo sobre oBrasil é umesboço. Você pode ajudar a Wikipédiaexpandindo-o.
História
Organização
Formação
Capacidades
Cultura e patrimônio
Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ministério_do_Exército_(Brasil)&oldid=69127985"
Categorias:
Categorias ocultas:

[8]ページ先頭

©2009-2026 Movatter.jp