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Mente

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A mente observa e interpreta a realidade

Amente é o conjunto de faculdades responsáveis pelosfenômenos mentais e abrangendo a estes em sua estrutura. Muitas vezes, o termo também é identificado com os próprios fenômenos. Essas faculdades incluemsensação,pensamento,imaginação,memória evontade. Eles são responsáveis por vários fenômenos mentais, comopercepção,experiência de dor,crença,desejo,intenção eemoção.[1][2][3]

Em sentido estrito, é um conceito inicialmente desenvolvido para descrever aexperiência subjetiva própria da expressão danatureza humana, emconsciência ousubconsciência.[4][5] Assim, passa a se relacionar com as funções superiores docérebro humano que possibilitam suacognição ecomportamento.[6] Particularmente, a mente humana se refere àquelas funções que tornam os seres humanossencientes, tais como ossentidos, alinguagem, imaginação, bem como a qualidades maisinconscientes que foram conceituadas no desenvolvimento dahistória da psicologia e filosofia, como o intelecto ou capacidade deentendimento, as relações lógicas inerentes darazão, apersonalidade,temperamento, amemória, ainteligência e aintuição.[7]

Mente ou mentalidade é geralmente contrastada com corpo, matéria ou fisicalidade. A questão da natureza desse contraste e especificamente a relação entre mente e cérebro é chamada deproblema mente-corpo.[8] Os pontos de vista tradicionais incluíam odualismo e oidealismo, que consideram a mente como não-física.[8] As visões modernas geralmente se concentram nofisicalismo e nofuncionalismo, que sustentam que a mente é aproximadamente idêntica ao cérebro ouredutível a fenômenos físicos, comoatividade neuronal,[9] embora o dualismo e o idealismo continuem a ter muitos adeptos. Outra questão diz respeito a quais tipos deseres são capazes de ter mentes.[10] Por exemplo, se a mente é exclusiva dos humanos, possuída também por alguns ou todos osanimais, por todas ascoisas vivas, se é uma característica estritamente definível, ou se a mente também pode ser uma propriedade de alguns tipos demáquinas feitas pelo homem.[11]

Diferentes tradições culturais e religiosas muitas vezes usam diferentes conceitos de mente, resultando em diferentes respostas a essas perguntas. Alguns vêem a mente como uma propriedade exclusiva dos humanos, enquanto outros atribuem propriedades da mente a animais, adivindades, a entidades não vivas ou a todos os entes do universo (por exemplo,animismo epampsiquismo , que atribuipropriedades mentais até mesmo a micropartículas[11]). Algumas das primeiras especulações registradas ligaram a mente (às vezes descrita como idêntica àalma ouespírito) a teorias relativas tanto àvida após a morte quanto à ordemcosmológica enatural, por exemplo nas doutrinas deZoroastro,Buda,Platão,Aristóteles e outros antigos filósofosgregos,indianos e, mais tarde,islâmicos e medievais europeus.

Etimologia

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O termo vem da raiz verbalprotoindo-europeia*men-, que tem o significado de "pensar, lembrar", dando origem aosânscritomanas "mente", ao gregoμένος e aolatimmens,mèntem, este último verbo para "pensar, conhecer, entender" e significa tambémmedir, visto que alguém que pensa não faz outra coisa senão medir, ponderar as ideias.[12] Os gregos utilizavam o termonous para indicar a mente, a razão, o pensamento e a intuição.[13]

Conceito

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O conceito de mente é entendido de muitas maneiras diferentes por diversas tradições culturais,filosóficas ereligiosas. Alguns veem a mente como uma propriedade exclusiva dos seres humanos, enquanto outros atribuem propriedades mentais a todo o universo, a entidades inanimadas, a animais e adivindades (veridealismo epampsiquismo).[14] Uma questão em aberto sobre a natureza da mente é oproblema mente-corpo, que investiga a relação da mente com océrebro físico e osistema nervoso.[15] Visões modernas geralmente se concentram nofisicalismo e nofuncionalismo, que sustentam que a mente é, agrosso modo, idêntica ao cérebro ou redutível a fenômenos físicos, como aatividade neuronal, enquanto outros sustentam por exemplo oproblema difícil da consciência, em que asqualias mentais possuem propriedades intrínsecas distintas e não explicáveis pela estrutura química (verlacuna explanatória).[16][17] Outros pensadores defendem pontos de vista mais antigos, como odualismo e oidealismo, que consideravam a mente como um ente metafísico.[15][18]

Algumas das primeiras especulações registradas ligavam a mente àalma ouespírito e à ordemcosmológica e natural. São exemplos: as doutrinas doZoroastrismo (verVohu Mana),Buda (cinco agregados,senciência eNatureza de Buda),Platão eAristóteles (Nous),indianos e, mais tarde,islâmicos e europeus medievais. Nobudismo e nafilosofia do processo, a mente também é retratada em seu aspecto comofluxo da consciência, no qual as impressões sensoriais e os fenômenos mentais estão mudando constantemente (verFilosofia do si).[19][20] Filósofos importantes da mente incluemPlatão,Patanjali,[21]Descartes,Leibniz,Locke,Berkeley,Hume,Kant,Hegel,Schopenhauer,Searle,Dennett,Fodor,Nagel eChalmers.[22]

História do conceito

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Em seus primórdios, a descrição da mente estava estritamente relacionada àalma. NaGrécia Antiga, esse conceito foi chamado depsique.Heráclito formou uma das correntes de sábios que buscava uma compreensão cosmológicacriacionista, por exemplo no princípio que ele chamou deLogos.[4]Anaxágoras definiaNous (Mente) como uma substância criadora universal. Nessa mesma vertente,Platão considerou a mente como fundamental na divisão do mundointeligível eperceptível, na formulação de suasteoria da alma,Teoria das Ideias e dos conhecimentos (e.g.Alegoria da Caverna), e a investigação dosfenômenos mentais foi seguida de forma mais empírica porAristóteles, particularmente em suas obrasMetafísica eSobre a Alma.[23]

NaIdade Moderna, diversas interpretações materialistas surgiram noIluminismo, por exemplo comJulien Offray de La Mettrie. NaIdade Contemporânea, foi inspirada por conceitos do século XIX deKarl Marx,Charles Darwin eSigmund Freud, entre outros, além docientificismo pelos avanços da biologia moderna. Esta visão focou em concepções que limitaram o significante "natureza" a um sujeito material, determinado por um contexto estrutural de seu meio social, histórico e biológico, alegando facilidade e coerência com os instrumentos científicos.[24]

Na psicologia

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Ver artigo principal:História da psicologia

O termopsicologia significa literalmente "estudo da mente".William James,Alexander Bain,Maine de Biran, dentre outros foram os pioneiros teóricos da psicologia.Sigmund Freud é considerado um dos principais formuladores da teoria e ciência psicológica aplicada, tendo influenciado as noções deinconsciente, da divisão da mente emid,ego esuperego e descrição das funções mentais associadas a esquemas restritos depulsões elibido.[25] Suas hipóteses retomam alguns conceitos já utilizados por Platão, apsicanálise foi amplamente contestada e seguida de inúmeros avanços (verHistória da psicologia).[26]

Filosofia da mente

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Ver artigo principal:Filosofia da mente

Dualismo emonismo são as duas principais escolas de pensamento que tentam resolver o problema mente-corpo. O dualismo é a posição em que a mente e o corpo estão de alguma forma separados um do outro. Ela pode ser rastreada até Platão,[27] Aristóteles[28][29][30] e as escolasNyaya,Samkhya eYoga dafilosofia hindu,[31] mas foi mais precisamente formulada porRené Descartes no século XVII.[32] Os dualistas de substância argumentam que a mente é uma substância existente independentemente, enquanto osdualistas de propriedade sustentam que a mente é um grupo de propriedades independentes que emergem e não podem ser reduzidas ao cérebro, mas que não é uma substância distinta.[33]

Martin Heidegger, filósofo do século XX, sugeriu que a experiência e a atividade subjetiva (isto é, a "mente") não podem ser entendidas em termos de "substâncias" cartesianas que possuem "propriedades" de todo (se a própria mente é considerada um tipo distinto, separado de substância ou não). Isso ocorre porque a natureza da experiência subjetiva e qualitativa é incoerente em termos de - ou semanticamenteincomensurável com o conceito de - substâncias que possuem propriedades. Esse é um argumento fundamentalmenteontológico.[34]

O filósofo daciência cognitivaDaniel Dennett, por exemplo, argumenta que não existe um centro narrativo chamado "mente", mas que, em vez disso, existe simplesmente uma coleção de entradas e saídas sensoriais: diferentes tipos de "software" rodando em paralelo.[35] O psicólogoB. F. Skinner argumentou que a mente é uma ficção explicativa que desvia a atenção das causas ambientais de comportamento;[36] ele considerou a mente uma "caixa preta" e pensou que os processos mentais podem ser melhor concebidos como formas de comportamento verbal secreto.[37][38]

A mente também foi descrita como umfluxo de consciência, manifestando momento a momento, um momento de pensamento de cada vez como uma corrente que flui rapidamente, onde as impressões sensoriais e os fenômenos mentais estão mudando constantemente.[39][40]

A natureza da mente

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Ver artigos principais:Problema mente-corpo eDualismo mente-corpo

Grosso modo, há três posições sobre a natureza da mente. Osdualistas defendem a tese dadistinção entre mente e corpo. Osmonistas defendem a tese daidentidade entre mente e corpo. Osepifenomenalistas defendem a tese dasuperveniência da mente sobre o corpo.

Dualismo

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Ver artigo principal:Dualismo

De acordo com o dualismo, a mente é umasubstância distinta do corpo. Há dois tipos de dualismos: odualismo de propriedades e odualismo das substâncias. Entre os defensores do dualismo de substâncias encontramos osfilósofosRené Descartes eJohn Locke. No dualismo, o conceito de mente pode ser aproximado ao conceitos deintelecto, depensamento, deespírito e dealma doser humano.

Monismo

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Ver artigo principal:Monismo

De acordo com o monismo, não há distinção entre mente e corpo. Portanto, ambos os termos não possuem sentido tratados como entidades distintas. Dentro do campo filosófico do monismo,B. F. Skinner possui importante destaque. Fundador doBehaviorismo Radical, Skinner fez importantes contribuições sobre os processos dito "psíquicos" sob uma perspectiva científica.[41]

Epifenomenalismo

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Ver artigo principal:Epifenomenalismo

De acordo com oepifenomenalismo, há uma única coisa, o corpo, e a mente é algo que sobrevém ao corpo. Omonismo anômalo do filósofoDonald Davidson também é considerado um tipo de epifenomenalismo.

Neurociência

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Ver artigo principal:Neurociência

Aneurociência é um termo que reúne as disciplinas biológicas que estudam osistema nervoso. Muitas descobertas da neurociência trazem intrigantes fatos a respeito da mente.

Calosotomia completa e duplo cérebro

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Ocorre que nos pacientes que tiveram seucorpo caloso completamente dividido (calosotomia), oshemisférios perdem a comunicação entre si, embora com o tempo o cérebro tenda a encontrar outras maneiras de estabelecer a comunicação entre os dois hemisférios através de outrasconexões nervosas que existem no cérebro. Com isso, o hemisfério esquerdo, que controla o lado direito do corpo e é especializado nalinguagem, passa a funcionar de modo separado do hemisfério direito, que controla o lado esquerdo do corpo e é especializado nas emoções.[42]

Embora o hemisfério direito não tenha acesso aos centros de linguagem e, portanto, não possa falar, ele pode rearranjar cartas com letras dispostas numa mesa com a mão esquerda. Por exemplo, em um estudo, um sujeito que havia sofrido calosotomia foi verbalmente perguntado (ou seja, usando o hemisfério esquerdo) sobre qual seria a sua profissão ideal, o paciente respondeu que ele gostaria de serdesenhista. No entanto, com a mão esquerda (isto é, usando o hemisfério direito), ele rearranjou as letras formando as palavras "corrida automobilística" ("car race", em inglês) sem que seu hemisfério esquerdo (o que fala) tivesse consciência disso.[43]

Roger Sperry, numa pesquisa sobre pacientes com o cérebro dividido, relata que, quando foi mostrado ao hemisfério direito do paciente por meio de óculos especiais que bloqueiam o campo visual direito de cada olho, uma foto de uma pessoa familiar, a mão esquerda apontou a primeira letra do nome dessa pessoa, embora o paciente dissesse (o hemisfério esquerdo) que não via foto alguma e que tampouco movia o braço esquerdo. Quando uma foto do próprio paciente foi mostrada ao hemisfério direito, o paciente respondeu com reações emocionais tais como gargalhadas e sorriso autoconsciente, além de frases emocionais simples como "Oh, não! Oh, Deus!". O hemisfério direito também respondeu com polegar para cima ou para baixo de modosocialmente correto para fotos de personalidades famosas tais comoWinston Churchill eHitler. Tudo isso com o paciente dizendo (seu hemisfério esquerdo) que não via foto nenhuma.[44]

O hemisfério direito do cérebro, funcionando independentemente e isolado do esquerdo, demonstrainteligência. Ele pode perceber, analisar, lembrar, realizar raciocínio complexo, compreender emoções e expressá-las, demonstrar conhecimento cultural e responder criativamente a novas situações.[45]

Essas pesquisas mostram que, em alguns casos de cérebro dividido, o cérebro gera o que parece ser duasconsciências separadas. A pesquisa sobre pacientes com o cérebro dividido levou o neurocientista e ganhador doprêmio NobelRoger Sperry a concluir: "Tudo o que vimos indica que a cirurgia deixou essas pessoas com duas mentes distintas, isto é, duas esferas separadas de consciência. O que é experimentado no hemisfério direito parece estar totalmente fora do âmbito do que é experimentado pelo hemisfério esquerdo."[46]

Uma das consequências mais dramáticas e evitadas da calosotomia é asíndrome da mão alheia. Uma das mãos "ganha vontade própria" (em geral a esquerda) após a cirurgia e se opõe ao que o paciente deseja, desfazendo o que a mão direita faz. Por exemplo, tarefas como abrir uma porta com a mão direita é desfeita pela esquerda. Ao se vestir, a mão esquerda pode se opor, e luta para tirar a roupa que a mão direita por sua vez luta para colocar. Em outro caso, a mão esquerda (hemisfério direito) de um paciente preferia alimentos diferentes e até mesmo programas de televisão diferentes, intervindo contra a vontade expressa pelas ações da mão direita que é verbalizada pelo paciente. Há ainda o caso de um paciente cuja mão esquerda se opunha sempre que o paciente tentava acender um cigarro e fumar, a mão esquerda frequentemente arrancava o cigarro ou o isqueiro e os atirava longe. Outro caso relatado é a de um paciente cuja mão estranha apalpava o seio de todas as mulheres que se aproximavam dele, provocando um grande constrangimento para ele.[47]

Esses estudos científicos colocam sérias questões aodualismo, pois seus resultados parecem inconciliáveis com a ideia da existência de umaalma individual (isto é, indivisível) independente do cérebro, já que fornecem fortes evidências de que uma divisão física do cérebro produz como que duas almas diferentes que possuem propósitos, gostos, opiniões, personalidade e pensamentos diversos, embora compartilhem lembranças de fatos anteriores à separação dos hemisférios. Se a mente se torna duas mentes ao nível físico do cérebro dividido em dois, como não concluir que, durante o momento da morte física do cérebro e a ruptura cada vez maior das conexões neuronais, o que chamamos de mente se multiplica em numeráveis "mentes" cada vez mais dispersas até que todas as conexões se desfazem?[48]

Regras mentais

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Grosso modo, há duas posições sobre o tipo de regra que rege osfenômenos mentais. De acordo com osnaturalistas, a mente segue estritamente asleis da natureza. De acordo com osnormativistas, a mente segue regrasracionais distintas das leis naturais.

Naturalismo

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Ver artigo principal:Naturalismo

Segundo o naturalismo, as leis naturais são tudo o que precisamos para explicar os fenômenos mentais. Tal posição reduz os fenômenos mentais aos fenômenos biológicos, os quais, por sua vez, são reduzidos aos fenômenos físicos.

O naturalismo é bastante popular entre psicólogos ecientistas.Marcel Mauss e (provavelmente)Sigmund Freud são naturalistas.

Normativismo

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Segundo os defensores da normatividade, os fenômenos mentais do tipo racionais não podem ser explicados pelas leis naturais.

Atualmente, o normativismo tem ganhado popularidade entre os filósofos.John McDowell defende, seguindoWilfrid Sellars, a distinção entre oespaço lógico das razões, típico da racionalidade, e oespaço lógico das leis, típico danatureza.

Outras abordagens

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Nafísica moderna, ainterpretação de muitos mundos (IMM) e ainterpretação de Copenhagen damecânica quântica são associadas a possíveis interações mentais na determinação de eventos a nível das partículas, devido ao chamado fenômeno do "observador", levantado naexperiência da dupla fenda.[49] Devido à interação provocada pelo "observador", há, segundo essas interpretações, umcolapso da função de onda que leva a um determinado seguimento das probabilidades e do resultado. Alguns já associaram o "observador" à própria mente em si daqueles que observam o experimento, o que é amplamente criticado como uma má interpretação da definição de observador na física quântica. Diante deste fato, outra possibilidade afirma que os estados quânticos são diferentes "mentes" do observador, armazenados no sistema físico (corpo do observador ou memória).[49] A abordagem destas hipóteses também ultrapassa os limites da física quântica e já foram comentadas de maneira interdisciplinar pela neurociência e pela filosofia, sendo abordado por exemplo por J.A. Barret[50] e M. Lockwood,[51] além de ser infame sua apresentação indiscriminada nomisticismo quântico.

Ver também

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Referências

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