Nascido na entãoBrest-Litovsk, noImpério Russo, ingressou nos movimentos políticos quando tinha 16 anos, filiando-se ao movimento jovemsionista revisionistaBetar.[1] Estudou direito naUniversidade de Varsóvia, onde aprendeu as habilidades de oratória e retórica que se tornaram sua marca registrada como político e vistas como demagogia por seus críticos.[1] Durante seus estudos, ele organizou um grupo de autodefesa de estudantes judeus para combater o assédio dos antissemitas no campus. Se tornou discípulo deZeev Jabotinsky, então o grande ideologo do movimento sionista revisionista Betar.[1] Em 1937 se tornou o líder do Betar naChecoslováquia e naPolônia.[1]
Após aAlemanha Nazi ter invadido a Polônia, Begin, rumou para os territórios ocupados pelaUnião Soviética, onde foi preso acusado de ser um espião e "agente do imperialismo britânico".[1] Foi enviado para os campos de trabalhos forçados soviéticos.[1] Em julho de 1941, foi libertado pela União Soviética após oAcordo Sikorski-Mayski, e alistado noExército Polonês Livre de Anders como cadete-oficial.[1] Mais tarde, foi enviado com o exército para aPalestina através doCorredor Persa, onde chegou em maio de 1942.[1]
Estabelecendo contatos com o grupo terrorista sionistaIrgun, consegue do general polonês Michał Karaszewicz-Tokarzewskia concessão de uma "licença sem vencimento", que deu-lhe a permissão oficial para permanecer na Palestina. Em dezembro de 1942 deixou o Exército de Anders e se juntou ao Irgun.[1] Tornou-se líder do Irgun em 1943.[1] Proclamou uma revolta, em 1º de fevereiro de 1944, contra oMandato Britânico da Palestina, fato que lhe opôs aos objetivos daAgência Judaica naquele momento. Como chefe do Irgun, ordenou os ataques aos britânicos na Palestina, e, posteriormente, contra a população civil árabe-palestina durante aGuerra civil no Mandato da Palestina em 1947-48, sendo descrito como o "líder de uma notória organização terrorista",[1] principalmente após liderar o infameatentado do Hotel King David[2] — na altura a central administrativa e militar dos britânicos na Palestina —, que resultou na morte de 91 pessoas (28 britânicos, 41 árabes, 17 judeus e 5 outros mortos) e ferimentos graves em outras 45 pessoas.[3] No mesmo ano deste atentado, foram denunciados os métodos terroristas, de inspiração nazi e fascista, levados a cabo pelo Irgun, que liderava, numacarta aberta publicada pelo jornalThe New York Times no dia 4 de dezembro e assinada por diversos intelectuais judeus, entre os quaisAlbert Einstein eHannah Arendt.[4]
Begin foi eleito para a primeira legislatura doKnesset, em 1949, como líder do partido sionista revisionistaLiberdade (Herut), a organização que fundou, e esteve inicialmente na margem política e na oposição ao governo liderado peloPartido dos Trabalhadores da Terra de Israel (Mapai) e aoestablishment israelita.[1] Permaneceu na oposição nas oito eleições consecutivas — excepto num governo de unidade nacional em torno daGuerra dos Seis Dias,[1] quando tornou-se mais aceitável para o centro político. Sua vitória eleitoral e seu mandato como primeiro-ministro em 1977 encerraram três décadas de domínio político doPartido Trabalhista (sucessor do Mapai).[1]
A conquista mais significativa de Begin como primeiro-ministro foi a negociação e assinatura dosAcordos de Camp David com o presidente doEgitoAnwar Al Sadat, pelo qual ambos receberam oPrémio Nobel da Paz em 1978.[1] Na sequência dos Acordos de Camp David, asForças de Defesa de Israel (IDF) retiraram-se daPenínsula do Sinai, que tinha sido capturada ao Egito na Guerra dos Seis Dias. A devolução daPenínsula do Sinai significava também a demolição de todos os colonatos israelitas na área (incluindo a cidade deYamit). Begin defrontou uma forte oposição a esta medida, o que levou à divisão dentro do seu próprio partido,Likud.[1] Mais tarde, o governo de Begin promoveu a construção dos colonatos ilegais israelitas naCisjordânia e naFaixa de Gaza.[1]
Em 1982, o governo de Begin decidiu a invasão israelense do sul doLíbano, argumentando a necessidade de acabar com o bombardeamento do norte de Israel por parte daOrganização para a Libertação da Palestina. Isto iniciou a presença israelita naGuerra Civil Libanesa, que continuou por mais três anos (com uma presença menor que continuou até o ano de 2000).[7][1] À medida que o envolvimento militar israelita no Líbano se aprofundava e omassacre de Sabra e Chatila, levado a cabo pelas milícias falangistas cristãs aliadas dos israelitas, chocava a opinião pública mundial, Begin ficou cada vez mais isolado.[1] Enquanto as forças das IDF permaneciam atoladas no Líbano e a economia sofria dehiperinflação, a pressão pública sobre Begin aumentava.[1]
Deprimido com a morte de sua esposa Aliza em novembro de 1982, ele se retirou gradualmente da vida pública, até sua renúncia em outubro de 1983.[1] Após a aposentadoria oficial da política, Begin manteve alguma influência nos bastidores do partido Likud até o início de 1992.
Foi enquanto lider do Betar que Begin conheceu sua futura esposa, Aliza Arnold, que era filha de um dos filiados da organização. O casal se casou em 29 de maio de 1939. Eles tiveram três filhos: Binyamin, Leah e Hassia.