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Meca

21° 25′ N, 39° 49′ L
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para outros significados, vejaMeca (desambiguação).
Meca
Makka
Cidade
Meca está localizado em: Arábia Saudita
Meca
Localização de Meca na Arábia Saudita
Coordenadas21° 25′ N, 39° 49′ L
RegiãoMeca
População
 • Total(2020)2 042 000[1] hab.
Sítiowww.holymakkah.gov.sa

Meca (emárabe:مكة,lit. 'Makka'; por inteiro: emárabe:مكة المكرمة;romaniz.:Makka al-Mukarrama; lit. "Meca, a Honrada") é uma cidade daArábia Saudita considerada amais sagrada no mundo para osmuçulmanos, situada naprovíncia homônima.

A tradição islâmica atribui sua fundação aos descendentes deIsmael. Noséculo VII, oprofeta islâmicoMaomé proclamou o Islã na cidade que era, então, um importante centro comercial. Após 966, Meca passou a ser governada porxarifes locais. Com o fim da autoridade doImpério Otomano sobre a região, em 1916, os governantes locais fundaram o ReinoHachemitado Hejaz.[2] O reino, inclusive Meca, foi absorvido peladinastia saudita em 1925. Durante o período moderno, a cidade vivenciou uma expansão colossal, tanto em termos de tamanho quanto de infraestrutura.

Situada na histórica região doHejaz, tem uma população de 1,7 milhões de habitantes (2008), e localiza-se a 73quilômetros da cidade litorânea deJidá, em um vale estreito a 277metros acima donível do mar.

Meca é considerada a cidade mais sagrada para a religião islâmica,[3] e seus adeptos costumam orar voltados para ela. Anualmente mais de 13 milhões de muçulmanos a visitam, incluindo os milhões que realizam a peregrinação conhecida comoHaje.[4] Como decorrência disto, Meca se tornou uma das cidades mais cosmopolitas e diversificadas do mundo islâmico.[5] A entrada na cidade, no entanto, é proibida a pessoas que não sejam muçulmanas.[6]

Nome

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Meca é atransliteração original em português do nome originalárabe, مكة (Makka), comumente usados em dicionários onomásticos,[7] obras acadêmicas,[8][9] governamentais[10][11] e de referência.[12][13]

O nome formal da cidade, مكة المكرمة (Makka al-Mukarrama), significa "Meca, a Honrada".

História

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História antiga

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Meca vista doJabal al-Nour
Arte turca de 1787 naGrande Mesquita

Meca pode ter sido a "Macoraba" mencionada porPtolomeu, embora esta identificação seja controversa.[14] Aarqueologia não descobriu qualquerinscrição ou menção à cidade anterior ao período deste autor, embora outras cidades e reinos localizados naquela região tenham sido bem-documentados nos registros históricos.

Por volta doséculo V aCaaba era um local de culto para as diversas divindades datribos pagãs árabes. Adivindadepagã mais importante de Meca eraHubal, cujo culto havia sido instalado ali pela tribo dominante da área, oscoraixitas,[15][16] e que ali permaneceu até oséculo VII.

Noséculo V, os coraixitas tomaram controle de Meca, tornando-se hábeis comerciantes e mercadores. No século seguinte passaram a fazer parte do lucrativocomércio de especiarias, já que batalhas ocorridas noutras partes do mundo fizeram que asrotas comerciais fossem desviadas das tradicionais rotas marítimas, que haviam se tornado perigosas, para novas rotas terrestres. OImpério Bizantino havia, até então, controlado oMar Vermelho, porém gradualmente apirataria na região aumentou. Outra rota que anteriormente passava peloGolfo Pérsico e através dos riosEufrates eTigre também passou a ser ameaçada por incursões doImpério Sassânida, bem como doslácmidas, dosgassânidas e das tropas envolvidas nasGuerras Romano-Persas. A importância de Meca como centro comercial ultrapassou, eventualmente, a de outras cidades daArábia do período, comoPalmira ePetra.[17][18] Os sassânidas, no entanto, nem sempre foram uma ameaça para Meca; em 575 chegaram mesmo a proteger a cidade árabe de uma invasão doReino de Axum, comandada por seu lídercristão,Abraha. As tribos daArábia Meridional pediram ajuda ao monarca persaCosroes I, que respondeu enviando tropas deinfantaria e uma frota denavios para Meca. A intervenção persa evitou que o cristianismo se expandisse para dentro da península Arábica, impedindo que Meca e o profeta islâmicoMaomé, que na altura era um garoto de seis anos da tribo coraixita, "crescessem sob acruz".[19]

Em meados doséculo VI, havia três principais centros populacionais no norte da Arábia, ao longo do litoral sudoeste do Mar Vermelho, numa região habitável entre o mar e o grande deserto situado a leste. Esta região, conhecida tradicionalmente comoHejaz, continha três povoados que se desenvolveram em torno deoásis onde a água era disponível. No centro do Hejaz estavaIatrebe (que posteriormente veio a se chamarMedina, deMadinatun Nabi, "Cidade do Profeta"). A 400quilômetros ao sul de Iatrebe estava a cidade montanhosa deTa’if, e a noroeste desta estava Meca. Embora a área em torno de Meca fosse completamente estéril, ela era a mais rica das três, com água em abundância proveniente do célebrePoço de Zamzam, e ocupando uma posição estratégica na encruzilhada das principais rotas dascaravanas.[20]

As condições duras e os terrenos áridos e íngremes da península forçavam um estado quase constante de conflito entre astribos locais, porém uma vez por ano uma trégua era declarada, e todas se encontravam em Meca para realizar uma peregrinação anual. Até oséculo VII esta viagem era feita por motivos religiosos, pelos pagãos árabes que desejavam prestar reverência a seu santuário, e beber da água do Poço de Zamzam. Este também era o período do ano em que os conflitos eram arbitrados, as dívidas eram resolvidas, e o comércio ocorria nas feiras da cidade. Estes eventos anuais davam às tribos uma sensação de identidade comum, transformando Meca num ponto focal importante da península.[21]

As caravanas decamelos, que segundo a tradição teriam sido usadas pela primeira vez pelo bisavô de Maomé, eram parte integrante da fervilhante economia de Meca. Diversas alianças eram estabelecidas pelos comerciantes e mercadores da cidade e as tribos nômades locais, que traziam mercadorias comocouro, animais domésticos e metais extraídos das montanhas locais para serem vendidas e levadas a cidades daSíria e daMesopotâmia.[22] Relatos históricos também fornecem indícios de que mercadorias de outros continentes também passavam por Meca; produtos vindos daÁfrica e doExtremo Oriente, comoespeciarias,couro,medicamentos,tecidos eescravos eram vendidos ali para também serem levados para a Síria e outros locais, e em troca a cidade recebiadinheiro,armas,cereais evinho - que a partir de Meca eram distribuídos para todo o resto da península. Os habitantes da cidade assinaram tratados com osbizantinos e osbeduínos, negociando passagem para as caravanas e fornecendo-lhes água e pasto. Meca aos poucos tornou-se o centro de uma confederação pouco definida de tribos clientes, que incluía osBanu Tamim. Outras potências regionais, como osabissínios, osgassânidas e oslácmidas estavam em declínio, o que só veio a transformar o comércio de Meca na força unificadora primordial da Arábia no fim doséculo VI.[21]

Tradição

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De acordo com a tradição islâmica, a história de Meca remontaria aos tempos deAbraão (Ibraim), que teria construído a Caaba com a ajuda de seu filho mais velho,Ismael por volta de2 000 a.C., quando os habitantes do povoado conhecido então comoBakka havia se afastado domonoteísmo original por influência dosamalequitas.[23] Além desta tradição, no entanto, pouco se sabe da existência da Caaba antes doséculo V d.C.

Maomé e a conquista de Meca

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Jabal al-Nour é o local onde Maomé teria recebido a primeira revelação deDeus, através doarcanjoGabriel

Maomé nasceu em Meca em 570, e assim oislamismo tem estado desde então associado de maneira inextricável com a cidade. Nascido entre oshaxemitas, uma facção menor da tribo dominante, oscoraixitas, foi em Meca, naCaverna de Hira, na montanha conhecida comoJabal al-Nour que, de acordo com a tradição islâmica, Maomé teria recebido pela primeira vez arevelação divina advinda do próprioDeus por intermédio doarcanjoGabriel, no ano de 610, e foi na cidade que Maomé começou a pregar sua forma demonoteísmo abraâmico contra opaganismo de Meca. Após sofrer perseguições das tribos pagãs por 13 anos, Maomé migrou (verHégira), em 622, juntamente com seus companheiros - osMuhajirun - paraIatrebe (conhecida posteriormente como 'Medina'). O conflito entre os coraixitas e os muçulmanos, no entanto, continuou; os dois grupos se enfrentaram naBatalha de Badre, na qual os adeptos do islã derrotaram o exército coraixita nos arredores de Medina, e naBatalha de Uude, que terminou de maneira inconclusiva. No geral, no entanto, os esforços dos habitantes de Meca para aniquilar o islã fracassaram, e acabaram por se revelar custosos demais e, eventualmente, malsucedidos. Durante aBatalha da Trincheira, em 627, os exércitos reunidos da Arábia não lograram derrotar as forças comandadas por Maomé.[24]Em 628 Maomé e seus seguidores marcharam para Meca, tentando entrar na cidade para umaperegrinação. Sua entrada, no entanto, foi impedida pelos coraixitas. Após o ocorrido muçulmanos e habitantes da cidade assinaram oTratado de Hudaibia, através do qual os coraixitas se comprometiam a parar de combater os muçulmanos, que passariam a poder entra a cidade para realizar suas peregrinações a partir do ano seguinte. Dois anos mais tarde, no entanto, os coraixitas violaram a trégua, assassinando um grupo de muçulmanos e seus aliados. Maomé e seus companheiros, que agora totalizavam 10 000 pessoas, decidiram marchar novamente à cidade. Em vez de dar sequência ao combate, entretanto, os habitantes de Meca se renderam às tropas de Maomé, que declararam paz e anistia geral. Todas as imagens pagãs da cidade foram destruídas por Maomé e seus seguidores, e o local foiislamizado e rededicado ao culto de Deus. Maomé declarou então Meca como'local mais sagrado do islã', transformando-a no epicentro da peregrinação islâmica, um doscinco pilares daquela fé. Também declarou que nenhumcafir (não-muçulmano) poderia entrar na cidade, como forma de protegê-la da influência dopoliteísmo e de práticas semelhantes. Maomé então retornou a Medina, deixandoAkib ibn Usaid como governador da cidade. Suas outras atividades ao redor da Arábia acabaram unificar, eventualmente, a península.[17][24]

Maomé entra naCaaba e destrói os ídolos árabes (Hamla-i Haydari, 1808)

Maomé morreu em 632, porém com o legado de unidade que ele havia passado à suaUmma (nação islâmica), o islã começou um período de rápida expansão, e ao longo dos próximos cem anos se propagaria para oNorte da África,Ásia e partes daEuropa. À medida que oCalifado Ortodoxo crescia, Meca continuou a atrair peregrinos, não só da Arábia, mas de todo omundo islâmico, e mais e mais muçulmanos executavam ali a peregrinação anual do Haje.

Meca também atraía uma população de acadêmicos e estudiosos, muçulmanos devotos que desejavam viver perto daCaaba, bem como uma grande quantidade de pessoas que servia às necessidades destes peregrinos. A peregrinação do Haje envolvia grandes custos e dificuldades; peregrinos chegavam através de barcos, peloPorto de Gidá, ou por terra, com as caravanas vindas da Síria e do Iraque.

Período medieval e pré-moderno

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OPrimeiro Estado Saudita

Meca nunca foi capital de qualquerEstado islâmico, porém governantes muçulmanos contribuíram para a sua manutenção. Durante os reinados deOmar(r. 634–644) eOtomão(r. 644–656) as preocupações comenchentes ocorridas no local fizeram com que os califas trouxessemengenheiroscristãos para construirbarragens nos quarteirões mais afetados, e erguerdiques eaterros para proteger a área em volta daCaaba.[17]

A migração de Maomé para Medina retirou o foco da cidade, o que se agravou quandoAli, o quarto califa, assumiu o poder e escolheuCufa como sua capital. Ocalifado Abássida moveu sua capital paraBagdá, no atualIraque, que continuou a ser o centro do Império Islâmico por quase 500 anos. Meca voltou a entrar na história política islâmica brevemente, quando foi dominada porAbedalá ibne Zobair, um antigo líder muçulmano que se opôs aoscalifas omíadas e, posteriormente, quando o califaIázide I sitiou a cidade, em 683.[25] Por algum tempo a partir daí a cidade teve pouca relevância política, e continuou a ser uma cidade dedicada ao culto e ao estudo acadêmico, governada pelosxarifeshachemitas.

Em 930 Meca foi atacada e saqueada peloscármatas, umaseita islâmicaismaelitamilenarista liderada porAbu Tair Aljanabi e centrada no leste da Arábia.[26] Apandemia daPeste Negra atingiu a cidade em 1349.[27]

Em 1517 o xarife, Barakat bin Muhammed, reconheceu a supremacia docalifa otomano, mantendo, no entanto, um elevado grau de autonomia local.[28]

Em 1803 a cidade foi capturada peloPrimeiro Estado Saudita,[29] que dominou Meca até 1813. A conquista representou um golpe maciço no prestígio do Império Otomano turco, que vinha exercendo soberania sobre a cidade sagrada desde 1517. Os otomanos designaram a tarefa de recuperar Meca para o seu domínio ao poderosoquediva do Egito,Maomé Ali Paxá. Maomé Ali conseguiu recapturar a cidade para o controle otomano com sucessoem 1813.

Em 1818 os seguidores da escola jurídicasalafista foram derrotados novamente, porém alguns membros do clãAl Saud sobreviveram e fundaram oSegundo Estado Saudita, que durou até 1891 e deu origem à atualArábia Saudita.

Mecca em 1850
Mecca em 1910

Meca sofreu constantemente comepidemias decólera.[30] De 1831 a 1930 27 epidemias foram registradas durante as peregrinações ocorridas nestes anos. Mais de 20 000 peregrinos morreram de cólera durante o Haje de 1907-1908.[31]

Revolta do Xarife de Meca

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Durante aPrimeira Guerra Mundial, o Império Otomano esteve em guerra com aGrã-Bretanha e seus aliados, e aliado àAlemanha. O país havia conseguido repelir com sucesso um ataque aIstambul durante aCampanha de Galípoli, e contra Bagdá, durante oSítio de Kut. O agente britânicoT. E. Lawrence conspirou com o governador otomano da região,Hussein bin Ali, oXarife de Meca, o que deu início a uma revolta contra o Império Otomano a partir da cidade, que se tornou a primeira a ser capturada por suas tropas, durante aBatalha de Meca, em 1916. A revolta do xarife representou um dos pontos cruciais da guerra na sua frente oriental, e ele eventualmente declarou um novo Estado, oReino do Hejaz, declarando Meca a capital do novo reino.

Arábia Saudita

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Após a segundaBatalha de Meca, ocorrida em 1924, o Xarife de Meca foi deposto pelafamília Saud, e Meca foi incorporada à Arábia Saudita.[2]

Sob o domínio saudita, boa parte da cidade histórica foi demolida como resultado de programas de construção -ver abaixo.

Em 20 de novembro de 1979 duzentos dissidentesfundamentalistas islâmicos, liderados pelo pregador sauditaJuhayman al-Otaibitomaram a Grande Mesquita, alegando que a família real saudita não mais representava o islã 'puro' e que aGrande Mesquita ("A Mesquita Sagrada") e a Caaba deveriam estar nas mãos daqueles que tinham a fé verdadeira. Os rebeldes capturaram dezenas de milhares de peregrinos como reféns, e construíram barricadas dentro damesquita. O cerco ao local durou duas semanas, e resultou em centenas de mortes e danos significativos ao santuário, especialmente a galeriaSafa-Marwa.Tropas do Paquistão, com o auxílio de armas e logística de uma equipe decomandos de elitefranceses doGIGN realizaram o ataque final ao complexo.[32]

Destruição dos locais históricos e religiosos

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Peregrino orando na Grande Mesquita, em Meca

A força doislã aprovada oficialmente na Arábia Saudita, ouaabismo, é hostil a qualquer referência a locais de importância religiosa ou histórica, por medo de que eles possam dar origem a alguma forma deidolatria. Como consequência, durante o domínio saudita, a cidade sofreu uma destruição considerável de seu patrimônio histórico físico, e estima-se de que desde 1985 cerca de 95% dos edifícios históricos de Meca, a maioria com mais de mil anos de idade, teriam sido demolidos.[33]

Entre os sítios históricos de importância religiosa que foram destruídos pelos sauditas estão cinco das célebres "Sete Mesquitas", construídas inicialmente pela filha de Maomé e por quatro de seus "maiores Companheiros":Masjide Abacar, Masjide Salmã Alfarci, Masjide Omar ibne Alcatabe, Masjide Saída Fátima binte Raçulila e Masjide Ali ibne Abu Talibe.[34]

Relatos informam que atualmente existem menos de 20 estruturas em Meca que datam da época de Maomé. Entre outros edifícios que forma destruídos estão a casa deCadija, uma das esposas do profeta Maomé, demolida para a construção debanheiros públicos; a casa deAbacar, companheiro do profeta, onde se ergue atualmente ohotel Hilton local; a casa de Ali-Oraid, neto de Maomé, e a Mesquita de Abu Cubais, onde se encontra atualmente o palácio real da cidade.[35]

Embora boa parte destes edifícios tenham sido destruídos para a construção de hotéis, prédios de apartamentos, estacionamentos e outras estruturas necessárias para a infraestrutura necessária aos peregrinos do Haje, muitos foram destruídos sem qualquer razão aparente. A casa de Ali-Oraid, por exemplo, foi demolida pouco depois de sua descoberta e escavação, por ordens do própriorei Fahd, que temia que ela se tornasse um local de peregrinações.[33]

Tragédia em setembro de 2015

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Ver artigo principal:Pisoteamento em Meca em 2015

Em 24 de setembro de 2015 centenas de pessoas morreram após uma confusão durante uma peregrinação anual. Pelo menos 805 pessoas ficaram feridas e 717 foram mortas. O tumulto ocorreu na Rua 204 da cidade de Mina, localidade onde os peregrinos permanecem hospedados por vários dias durante o clímax do Haje e que está situada a poucos quilômetros de Meca. A tragédia teria sido causada pelo grande número de pessoas aglomeradas no local.[36]

Geografia

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Meca situa-se a uma altitude de 277 metros acima do nível do mar, e a aproximadamente 80 quilômetros de distância do litoral doMar Vermelho.[20] A Meca central se encontra num corredor entre montanhas, conhecido como o "vazio de Meca". A área contém os vales de Al Taneem, Bakka e Abqar.[17][37]

Esta região montanhosa definiu a expansão atual da cidade; seu centro se encontra na região daGrande Mesquita (a Mesquita Sagrada), que tem uma altitude mais baixa que a do resto da cidade. A área em torno da mesquita abrange a cidade antiga. Suas principaisavenidas são Al-Mudda'ah e Sūq al-Layl, a norte da mesquita, e As-Sūg Assaghīr, ao sul. À medida que os sauditas expandiram a Grande Mesquita, no centro da cidade, centenas de casas foram demolidas para a construção de amplas avenidas e praças. As casas mais tradicionais da cidade foram construídas com pedra local, e geralmente têm de dois a três andares. A cidade possui um sistema demetrô, que cobre atualmente 1200quilômetros quadrados.[38]

Na Meca antiga existiam poucas fontes de água; entre elas estavam ospoços locais, como o Poço de Zamzam, que geralmente geravaágua salobra. A segunda fonte importante era a nascente de Ayn Zubayda. As fontes desta nascente estão nas montanhas de Jabal Sa'd e Jabal Kabkāb, a poucos quilômetros a leste de Djabal ʿArafa, cerca de 20 quilômetros a sudeste de Meca. A água era transportada através de canais subterrâneos. Havia ainda uma terceira fonte, demasiado esporádica, que consistia na água dechuvas armazenadas pela população em pequenos reservatórios, oucisternas. A água da chuva também trazia consigo a ameaça de enchentes, um perigo destes tempos antigos. De acordo com o historiador árabe Al-Kurdī, até 1965 haviam ocorrido 89 enchentes históricas, diversas delas durante o período saudita. A mais grave ocorreu em 1942; desde então, diversas represas foram construídas para tentar solucionar o problema.[37]

Panorama da cidade

Bairros

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Clima

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Ao contrário de outras cidades da Arábia Saudita, Meca mantém uma temperatura alta durante oinverno, que vai de 17graus Celsius à meia-noite até 25 graus durante as tardes. As temperaturas noverão são muito elevadas, e ultrapassam a marca de 40 graus durante as tardes, chegando aos 30 durante as noites. As chuvas costumam ocorrer, em pequenas quantidades, durante os meses de novembro de janeiro.

Dados climatológicos para Meca
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezAno
Temperatura máxima recorde (°C)37,038,342,044,749,449,449,849,649,446,840,837,849,8
Temperatura máxima média (°C)30,231,434,638,541,943,742,842,742,739,935,031,843,7
Temperatura mínima média (°C)18,618,921,024,327,528,329,029,328,825,822,920,218,9
Temperatura mínima recorde (°C)11,010,013,015,620,322,023,423,422,018,016,412,410,0
Precipitação (mm)20,61,46,211,60,60,01,55,65,314,221,721,4110,1
Dias com chuva4,10,92,01,90,70,00,21,62,31,93,93,61,9
Fonte:[43] (agosto de 2010)

Demografia

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Religião

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Panorama daGrande Mesquita

Meca é a sede daGrande Mesquita, a maiormesquita do mundo. Foi construída em volta daCaaba, para o qual todos os muçulmanos se voltam ao fazerem suasorações diárias.[44]

Como mencionado em tópicos anteriores, a hostilidade dosuaabitas com a reverência prestada a edifícios de importância histórica e religiosa, Meca perdeu boa parte de seu patrimônio nos últimos anos, e poucos edifícios construídos nos últimos 1 500 anos sobreviveram ao domínio saudita.[33]

OPoço de Zamzam, célebre fonte de água local, até hoje é visitado.Hira é umacaverna próxima a Meca, sobre a montanha conhecida comoJabal Al-Nūr, na região doHejaz. É célebre por ter sido o local onde os muçulmanos acreditam queMaomé teria recebidosuas primeiras revelações de Deus, por intermédio doanjoJibrīl, também conhecido comoGabriel para oscristãos.[45]

A peregrinação a Meca atrai milhões de muçulmanos de todos os lugares do mundo. Existem duas peregrinações: oHaje e aUmrah. O Haje, a peregrinação 'maior', é executada anualmente. Uma vez por ano milhões de pessoas de diversas nacionalidades visitam a cidade e oram em uníssono. Todo adulto saudável que tenha capacidade financeira e física para viajar a Meca, e que tem condições de providenciar cuidados para seus parentes e dependentes durante a viagem, deve executar o Haje pelo menos uma vez durante sua vida.

AUmrah, a peregrinação 'menor', não é obrigatória, porém também é recomendada noCorão.[46] Frequentemente ela é realizada quando os peregrinos visitam a Grande Mesquita.

Economia

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Arranha-céuAbraj Al Bait

Aeconomia de Meca é fortemente dependente da peregrinação anual. Nas palavras de um acadêmico, "[os habitantes de Meca] não têm como ganhar a vida, a não ser servindo os hajis (peregrinos)". A renda gerada pelo Haje, na verdade, não apenas financia a economia de Meca mas também, historicamente, tem tido efeitos em toda a economia das regiões do Hejaz e deNágede. Esta renda é gerada de diferentes maneiras; um dos métodos, por exemplo, era a cobrança de taxas e impostos sobre os peregrinos. Estas taxas foram especialmente altas durante aGrande Depressão, e muitas delas estavam em vigor até 1972. Outra maneira pela qual o Haje gera renda é através dos serviços prestados aos peregrinos; acompanhia aérea nacional saudita, por exemplo, aSaudi Arabian Airlines, obtém 12% de seu faturamento da peregrinação. Os gastos de peregrinos com viagens por terra, bem como os hotéis que os hospedam, também são responsáveis pela movimentação da economia.[37]

A cidade arrecada mais de 100 milhões dedólares, enquanto o governo saudita gasta cerca de 50 milhões em serviços para o Haje. Existem algumasindústrias efábricas na cidade, porém Meca não tem mais um papel central na economia da Arábia Saudita, que é baseada principalmente na exportação depetróleo.[47] As poucas indústrias que operam na cidade são responsáveis por produtos têxteis, mobílias e utensílios diversos. A maior parte da economia é voltada para os serviços, porém também existem empresas, em atividade desde o início da década de 1970, produzindo objetos deferro ecobre, além decarpintarias, usinas de extração deóleo vegetal, fabricantes dedoces e de alimentos em geral,granjas, importadoras decomida congelada, produtores degelo, revendedoras derefrigerantes,barbearias,livrarias,agências de viagem ebancos.[37]

A cidade cresceu substancialmente nos séculos XX e XXI, à medida que as viagens aéreas se tornaram mais convenientes e acessíveis, o que aumentou o número de peregrinos. Milhares de sauditas têm empregos envolvidos diretamente com o Haje, e estes trabalhadores por sua vez aumentaram a demanda por residências e serviços. Meca é cercada porrodovias, e tem diversosshopping centers earranha-céus.[48]

A expansão da cidade tem continuado, e inclui a construção dasTorres Abraj Al Bait, com 577 metros de altura, situadas diretamente em frente à Grande Mesquita.[49] Durante sua construção aFortaleza de Ajyad, construída pelos otomanos, foi demolida, o que provocou um conflito entre aTurquia e a Arábia Saudita.[50] AQishla de Meca era umcastelo otomano que também se situava nas proximidades da Grande Mesquita, e servia para defender a cidade de ataques externos. O governo saudita, no entanto, demoliu a estrutura para a construção de hotéis e edifícios de negócios.[51]

Saúde

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Cuidados com a saúde são fornecidos pelogoverno saudita para todos os peregrinos, sem qualquer custo. Além de diversasclínicas, existem cinco grandeshospitais na cidade:

  • Hospital Ajyad (em árabe: مستشفى أجياد)
  • Hospital Rei Abdul Aziz (مستشفى الملك عبدالعزيز)
  • Hospital Al Nur (مستشفى النور)
  • Hospital Sheesha (مستشفى الششة)
  • Hospital Hira (مستشفى حراء)

Cultura

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Edifícios modernos se elevam por trás daGrande Mesquita

Meca foi inevitavelmente afetada pelo grande número de peregrinos que chegam anualmente, e apresenta uma rica herança cultural. Os habitantes locais falam oárabe do Hejaz, porém idiomas de todos os lugares do mundo islâmico podem ser ouvidos entre os peregrinos.

Como resultado do grande número de visitantes que chegam à cidade a cada ano (muitos dos quais permanecem indefinidamente), Meca se tornou a cidade mais diversificada do mundo árabe. Contrastando com o resto da Arábia Saudita e, especialmente, a região deNégede, Meca se tornou, nas palavras do jornal americanoThe New York Times, "um oásis impactante" de discussão e pensamento livre" e, também, de um "improvávelliberalismo", e que "os habitantes [de Meca] se veem como um bastião contra o extremismo rasteiro que tomou conta de boa parte do debate islâmico".[5]

A primeiraprensa tipográfica foi levada a Meca em 1885 porOsmã Nuri Paxá, umualeotomano. Durante o período hachemita, foi utilizada para imprimir agazeta oficial, Alquibla (al-Qibla). O regime saudita expandiu o uso desta prensa para uma operação maior, e introduziu uma nova gazeta oficial,Umm al-Qurā; a partir daí técnicas de impressão foram introduzidas na cidade, vindas de toda parte doOriente Médio, quase sempre por meio deGidá (segunda maior cidade do país, sede doPorto de Gidá e doAeroporto Internacional Rei Abdulaziz e, por essas razões, chamada de "Porta para Meca").[37]

Em Gidá circula o principal jornal emlíngua árabe do país,Shams. No entanto, outros jornais sauditas e internacionais também circulam em Meca, como aSaudi Gazette,Medina,Okaz eAl-Bilad. Os primeiros três têm versões impressas localmente, que falam de assuntos que afetam a cidade, e contam com mais de um milhão de leitores.

Diverasasestações de televisão são transmitidas na cidade, entre elas aSaudi TV1,Saudi TV2,Saudi TV Sports,Al-Ekhbariya,Arab Radio and Television Network e diversas de retransmissoras de televisão a cabo e satélite.

Na Meca pré-moderna osesportes mais comuns eramlutas ecorridas improvisadas.[37]Atualmente, ofutebol é o esporte mais popular na cidade, que é sede de alguns dos clubes mais antigos da Arábia Saudita, como oAl-Wahda FC, fundado em 1945. OEstádio Rei Abdul Aziz é o maiorestádio de Meca, com capacidade para 38 000 espectadores.[52]

Culinária

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Como em outras cidades sauditas, okabsa, um prato dearroz ecarne fortementetemperado, é o almoço mais tradicional; omandi, no entanto, um prato tradicionaliemenita, também é popular. Pratos de carnegrelhada, como oshawarma (sanduíches de carne nopão pita),kofta (espécies dealmôndegas de carne) e okebab também são comumente encontrados na cidade. Durante oRamadãfavas no azeite esamosas são os pratos mais populares, consumidos durante opôr-do-sol. Tradicionalmente, durante o Ramadã, homens conhecidos comoSaggas fornecemágua mineral esucos defrutas para os muçulmanos que quebram o jejum ao final do dia. Atualmente, estesSaggas também ganham dinheiro vendendo doces comobaklava ebasbosa, juntamente com suas bebidas.

A mistura de etnias e nacionalidades entre os residentes de Meca tem afetado de maneira impactante a culinária tradicional de Meca. A cidade foi descrita como uma das cidades islâmicas mais cosmopolitas, onde se encontra uma "culinária internacional".[53]

Noséculo XX diversas cadeias defast-food abriram franquias em Meca, servindo tanto habitantes locais quanto os peregrinos.[54] Comidas exóticas, como frutas daÍndia e doJapão, costumam ser trazidas pelos peregrinos.[55]

Demografia

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UmSagga

Adensidade populacional de Meca é muito alta. A maior parte dos seus residentes permanentes vive na Cidade Antiga, e muitos trabalham na indústria conhecida localmente comoIndústria do Haje. Iyad Madani, ministro para o Haje da Arábia Saudita, teria declarado: "Nunca paramos de nos preparar para o Haje".[56] Ao longo de todo o ano, peregrinos chegam à cidade para executar os rituais daUmra, e, durante as últimas semanas deDhu al-Qi'dah, cerca de quatro milhões de muçulmanos chegam à cidade para executar os rituais conhecidos como Haje.[57]

Os peregrinos têm diversas etnias e origens culturais, especialmente daÁsia Central,Meridional,Europa,Oriente Médio eÁfrica. Diversos acabaram por ficar permanentemente na cidade. Além da diversidade trazida pelos peregrinos, oboom do petróleo ocorrido nos últimos 50 anos trouxe centenas de milhares de trabalhadores migrantes.

Pessoas que não são muçulmanas não recebem permissão para entrar em Meca de acordo com alei saudita,[6] e a utilização de documentos ilegais ou fraudulentos para fazê-lo pode resultar em prisões e processos legais.[58] Ainda assim, a título de curiosidade, diversos não-muçulmanos já se passaram por fiéis como forma de visitar a cidade e até mesmo passar pela experiência do Haje. O primeiro exemplo registrado foi o deLudovico di Verthema, deBolonha, em 1503,[59] e o mais célebre foi o do exploradorbritânicoRichard Francis Burton,[60] que trabalhou como umsuficadirita doAfeganistão em 1853. O governo saudita sustenta sua proibição com base naSura 9:28, doCorão.[61]

Educação

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A educação formal em Meca começou a ser desenvolvida no fim do período otomano, e teve sequência vagarosa até o período hachemita. A primeira grande tentativa de melhorar a situação educacional na cidade foi feita pelo mercador deGidá Muhammad ʿAlī Zaynal Riḍā, que fundodu asmadrasat al-Falāḥ, em 1911–12, sob o custo de 400 000libras.[37]

O sistema educacional de Meca tem escolas públicas e privadas, tanto para homens quanto para mulheres. Em 2005, o total era de 532 instituições para homens e 681 para mulheres.[62] Tanto escolas públicas quanto privadas lecionam emárabe, com ênfase eminglês comosegunda língua, porém algumas escolas privadas fundadas por entidades estrangeiras, como escolas internacionais, utilizam o inglês como principal meio de instrução. Estas escolas também podem permitir a existência de classes mistas, com homens e mulheres, enquanto a maioria das escolas da cidade não o faz.

Em termos deeducação superior, a cidade tem apenas umauniversidade, aUniversidade Umm al-Qura, fundada como um colégio dexariá (direito islâmico) em 1949, e transformada em universidade pública em 1979.

Paleontologia

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Em 2010, a região em torno de Meca se tornou um importante sítiopaleontológico relacionado à evolução dosprimatas após a descoberta de umfóssil deSaadanius. Ogênero é considerado de um parente próximo do ancestral comum aos chamados 'macacos do Velho Mundo' (cercopitecídeos) e osgrandes primatas. O habitat do fóssil, próximo ao mar Vermelho, no oeste da Arábia Saudita, era uma região de florestas (h)úmidas há entre 28 e 29 milhões de anos.[63] Os paleontólogos envolvidos nas escavações esperam encontrar mais fósseis na área.[64]

Comunicações

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O desenvolvimento dastelecomunicações na cidade foi enfatizado sob o reinado saudita. O reiAbdul Aziz Al-Saud (Ibn Saud) estimulou as telecomunicações por vê-las como um meio de governar melhor e com maior conveniência. No período dorei Hussein existiam cerca de 20telefones em toda a cidade; em 1936 o número tinha subido para 450, cerca de metade dos telefones do país. Durante o período as linhas telefônicas foram levadas a Gidá e Ta’if, embora ainda não chegassem à capital,Riade. Em 1985, Meca, como outras cidades sauditas, dispunha de todos os sistemas de comunicações modernos (telex, telefone,rádio etelevisão).[37]

Uma comunicação limitada viarádio foi estabelecida dentro da região do Hejaz ainda sob os hachemitas. Em 1929 estações de transmissão a distância foram montadas em diversas cidades da região, criando uma rede que estaria totalmente implementada em 1932. logo após aSegunda Guerra Mundial a rede foi ampliada e melhorada e, desde então, passou a ser usada de maneira extensiva para coordenar a peregrinação e se dirigir aos peregrinos. A prática teve início em 1950, com o início das transmissões doDia de Arafa, e aumentou exponencialmente até 1957, quando a Rádio Meca, transmitida em 50kW, se tornou a estação mais potente do Oriente Médio. Esta potência foi aumentada posteriormente para 450 kW. Embora a música não fizesse parte da programação inicialmente, foi sendo introduzida gradualmente.[37]

Transporte

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Os principais serviços de transporte de Meca estão relacionados ao Haje e àUmra. Meca conta apenas com o pequenoAeroporto do Leste de Meca, que não tem qualquer serviço decompanhias aéreas, e os peregrinos têm de acessar a cidade através do Terminal Haje doAeroporto de Gidá (Aeroporto Internacional Rei Abdulaziz) ou doPorto Marítimo de Gidá, ambos localizados em Gidá (em inglês,Djedda; em francês,Djedda), segunda maior cidade da Arábia Saudita.

Meca não conta com qualquer serviço de transporte público para seus residentes e visitantes, tanto durante quanto fora das estações de peregrinação. As únicas opções são veículos privados outáxis.

OMetrô Al Mashaaer Al Mugaddassah, com dezoitoquilômetros de extensão, foi aberto em novembro de 2010.[65] Um total de 5 novas linhas foram planejadas, para ajudar a transportar peregrinos até os sítios religiosos.[66]

Referências

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  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia eminglês cujo título é «Mecca», especificamentedesta versão.

Bibliografia

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Ligações externas

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