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Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado deMaximiliano I da Germânia)
Maximiliano I
Imperador Romano-Germânico
Reinado4 de fevereiro de1508
a12 de janeiro de1519
Antecessor(a)Frederico III
Sucessor(a)Carlos V
Arquiduque da Áustria
Reinado19 de agosto de1493
a12 de janeiro de1519
PredecessoresSigismundo eFrederico V
Sucessor(a)Carlos I
Rei da Germânia
Reinado16 de fevereiro de1486
a12 de janeiro de1519
Coroação9 de abril de1486
Predecessor(a)Frederico III
Sucessor(a)Carlos V
Dados pessoais
Nascimento22 de março de1459
Wiener Neustadt,Áustria,Sacro Império Romano-Germânico
Morte12 de janeiro de1519 (59 anos)
Wels,Áustria,Sacro Império Romano-Germânico
Sepultado emCastelo de Wiener Neustadt,Wiener Neustadt,Áustria
EsposasMaria, Duquesa da Borgonha
Branca Maria Sforza
Descendência
Filipe I de Castela
Margarida da Áustria
Francisco da Áustria
CasaHabsburgo
PaiFrederico III do Sacro Império Romano-Germânico
MãeLeonor de Portugal
ReligiãoCatolicismo

Maximiliano I (Wiener Neustadt,22 de março de1459Wels,12 de janeiro de1519) foi oSacro imperador Romano a partir de 1508,arquiduque da Áustria desde 1493 erei dos Romanos desde 1486. Filho deFrederico III e deLeonor de Portugal, consolidou o poder dosHabsburgo com reformas institucionais, alianças matrimoniais, instrumentos financeiros e um programa pioneiro de comunicação política.[1][2]

Vida e governo

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Educado em Wiener Neustadt, foi eleito Rei dos Romanos em 1486 e partilhou o governo com o pai até 1493. Ao suceder a Frederico III, assumiu os domínios austríacos e a chefia doSacro Império Romano-Germânico. O seu governo combinou negociação com os príncipes do Império e uma política dinástica voltada a assegurar sucessões favoráveis.[1]

Borgonha e França

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Em 1477 casou-se comMaria de Borgonha, herdeira dosPaíses Baixos borgonheses. A morte de Maria em 1482 abriu disputa com aFrança. Maximiliano preservou, para o filhoFilipe, o Belo, um núcleo essencial do legado borgonhês e conseguiu a restituição deFlandres eArtois peloTratado de Senlis de 1493. O ducado da Borgonha permaneceu sob a coroa francesa.[1]

Reforma imperial

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Na Dieta de Worms de 1495 promoveu aReichsreform, que proclamou aPaz Perpétua (Ewiger Landfriede), instituiu a Câmara Imperial de Justiça (Reichskammergericht) e lançou o "imposto comum". A organização do Império emCírculos Imperiais começou em 1500 e foi ampliada em 1512, criando molduras para coordenação militar e justiça supraterritorial.[3][4]

Itália e 1508

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Impedido pelos venezianos de chegar a Roma, fez-se proclamarimperador eleito emTrento em 1508, com o assentimento do papaJúlio II. No mesmo contexto articulou aLiga de Cambrai contraVeneza, inserindo-se nasGuerras Italianas.[5][6][1]

Administração dos domínios hereditários

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Nos territórios austríacos e noTirol houve reordenação administrativa e estímulo à exploração mineira que reforçou receitas. A prata de Schwaz e o cobre de Innsbruck alimentaram finanças e contratos com grandes casas mercantis. A política de concessões e arrendamentos aproximou a corte de Augsburg e Nuremberg, criando uma economia política entre mineração, crédito e guerra.[7][8]

Finanças e exército

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O governo apoiou-se em crédito mercantil e mineiro. A casaFugger tornou-se peça-chave no financiamento de campanhas e da corte. No plano militar, Maximiliano impulsionou formações de infantaria de piqueiros conhecidas comoLandsknecht e modernizou o uso da artilharia, o que aproximou o Império de padrões militares do início do século XVI.[7][8]

Comunicação política, cultura e imagem

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Maximiliano investiu em grandes ciclos gráficos e editoriais que moldaram a imagem do príncipe e da dinastia. Destacam-se oArco do Triunfo, oCortejo do Triunfo e os livros heróicosTheuerdank eWeisskunig, produzidos com artistas e impressores de ponta comoAlbrecht Dürer eHans Burgkmair. A crítica interpreta o conjunto como laboratório de propaganda visual de alcance urbano e cortesão.[9][10]

  • Medalha oferecida a Maximiliano após a coroação.
  • O imperador a cavalo.
    O imperador a cavalo.[11]
  • O reverso da medalha.
    O reverso da medalha.[11]

Relações com o mundo ibérico

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A ascendência materna portuguesa e as alianças castelhano-austríacas deram ao seu governo um horizonte ibérico. A literatura destaca conexões entre a corte imperial, a alta finança alemã e o império ultramarino português, num quadro de circulação de capitais, técnicos e informações.[2][12]

Casamentos e descendência

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Em 1477, casou-se comMaria, Duquesa da Borgonha (1457–1482).[13] Após a morte de Maria, comprometeu-se em 1490 comAna, Duquesa da Bretanha (1477–1514). O casamento por procuração foi anulado em 1492 e Ana casou comCarlos VIII de França. Em 1494, Maximiliano casou comBranca Maria Sforza (1472–1510), deMilão.[14][15]

Filhos legítimos:

Filhos ilegítimos:

  • Jorge de Áustria (m. 1557);
  • Cornélio de Áustria (n. 1507);
  • Leopoldo de Áustria (1515–1557).

Morte e sucessão

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Morreu em Wels em janeiro de 1519. Foi sucedido pelo netoCarlos V, que reuniu as heranças habsburga, borgonhesa e ibérica e projetou a dinastia num espaço político continental sem precedentes.[1]

Legado e historiografia

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A historiografia vê Maximiliano como um mediador entre a política cavaleiresca tardomedieval e as práticas estatais da primeira modernidade. Reformas institucionais, financiamento baseado em mineração e crédito, uso de mercenários e propaganda impressa compõem um repertório que moldou o Império e criou condições para a monarquia deCarlos V.[7][9]

Referências

  1. abcdeWhaley, Joachim. Oxford University Press, ed.«Germany and the Holy Roman Empire, vol. I: Maximilian I to the Peace of Westphalia, 1493–1648» (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
  2. abMartins Costa, António.«O casamento de D. Leonor de Avis com Frederico III do Sacro Império Romano-Germânico».Medievalista (IEM/NOVA FCSH).doi:10.4000/medievalista.1703. Consultado em 6 de outubro de 2025 
  3. German Historical Institute, Washington (ed.).«Imperial Reform (1495)».German History in Documents and Images (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
  4. German Historical Institute, Washington (ed.).«Imperial Circles (c. 1512)».German History in Documents and Images (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
  5. Mallett, Michael; Christine Shaw (2012).The Italian Wars, 1494–1559 (em inglês). London: Routledge. pp. cap. 6 
  6. Florence Alazard. Presses universitaires de Rennes, ed.«Chapitre I. Vers Cambrai : Venise et les autres».La bataille oubliée (em francês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
  7. abcWilson, Peter H. (2016).Heart of Europe: A History of the Holy Roman Empire (em inglês). Cambridge, MA: Harvard University Press. parte II 
  8. abHäberlein, Mark. University of Virginia Press, ed.«The Fuggers of Augsburg: Pursuing Wealth and Honor in Renaissance Germany» (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
  9. abSilver, Larry. Princeton University Press, ed.«Marketing Maximilian: The Visual Ideology of a Holy Roman Emperor» (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
  10. «The Triumphal Arch».British Museum Collection Online (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
  11. abMetropolitan Museum of Art (ed.).«Descrição do site Metropolitan Museum of Art». Consultado em 6 de outubro de 2025 
  12. Azevedo, Pedro de (2005).O sacro imperador Maximiliano I, a alta finança alemã e os descobrimentos portugueses. Frankfurt am Main: Peter Lang 
  13. Armstrong, Charles A. J. (1975).The New Cambridge Modern History: The Burgundian Netherlands, 1477-1521. Vol. 1 (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press. p. 228 
  14. Jones, Michael (1988).The Creation of Brittany: A Late Medieval State (em inglês). London: A&C Black 
  15. L'Hoër, Claire. Fayard, ed.«Anne de Bretagne» (em francês). Consultado em 6 de outubro de 2025 
Império Carolíngio
(800–924)
Sacro Império
Romano-Germânico

(962–1806)
Frância Oriental(843–911)


Reino da Germânia(911–962)
Reino da Germânia dentro do
Sacro Império Romano-Germânico(962–1806)
Confederação do Reno(1806–1813)
Confederação Germânica(1815–1866)
Confederação da Alemanha do Norte(1867–1871)
Império Alemão(1871–1918)
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