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Matriz congruente

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Emmatemática,matriz congruente é umarelação de equivalência noconjuntos das matrizes reaisquadradas. Duas matrizA{\displaystyle A} eB{\displaystyle B} são congruentes, se existe umamatriz invertívelP{\displaystyle P}, do mesmo tipo, tal queA=PTBP{\displaystyle A=P^{T}BP}.[1][2]

Definição

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Uma matriz real quadradan×n{\displaystyle n\times n}A{\displaystyle A} é congruente à matriz real quadradan×n{\displaystyle n\times n}B{\displaystyle B} quando existe uma matrizP{\displaystyle P} invertível tal queA=PTBP{\displaystyle A=P^{T}BP}.[1][2]

Observamos que esta definição exige queP{\displaystyle P} seja uma matriz quadrada de mesma ordem deA{\displaystyle A} eB{\displaystyle B}.

Relação de equivalência

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A relação de congruência define uma relação de equivalência no conjunto das matrizes reais quadradasMn{\displaystyle \mathbb {M} _{n}}, i.e.:[1]

  1. (reflexividade) toda matrizAMn{\displaystyle A\in \mathbb {M} _{n}} é congruente a si mesma;
  2. (simetria) seAMn{\displaystyle A\in \mathbb {M} _{n}} é congruente aBMn{\displaystyle B\in \mathbb {M} _{n}}, entãoB{\displaystyle B} é congruente aA{\displaystyle A};
  3. (transitividade) seAMn{\displaystyle A\in \mathbb {M} _{n}} é congruente aBMn{\displaystyle B\in \mathbb {M} _{n}} eB{\displaystyle B} é congruente aCMn{\displaystyle C\in \mathbb {M} _{n}}, entãoA{\displaystyle A} é congruente aC{\displaystyle C}.

Da relação de simetria, vemos que está bem definido dizer que duas matrizes são congruentes (como exposto na introdução).

Demonstração
  1. Basta observar queA=InTAIn{\displaystyle A=I_{n}^{T}AI_{n}}, ondeIn{\displaystyle I_{n}} é amatriz identidade emMn{\displaystyle \mathbb {M} _{n}}.
  2. SeAMn{\displaystyle A\in \mathbb {M} _{n}} é congruente aBMn{\displaystyle B\in \mathbb {M} _{n}}, então, por definição, existePMn{\displaystyle P\in \mathbb {M} _{n}} invertível tal queA=PTBP{\displaystyle A=P^{T}BP}. EscolhendoQ=P1{\displaystyle Q=P^{-1}}, vemos queB=QTAQ{\displaystyle B=Q^{T}AQ}, i.e.B{\displaystyle B} é congruente aA{\displaystyle A}.
  3. SeAMn{\displaystyle A\in \mathbb {M} _{n}} é congruente aBMn{\displaystyle B\in \mathbb {M} _{n}} eB{\displaystyle B} é congruente aCMn{\displaystyle C\in \mathbb {M} _{n}}, então existemP,QMn{\displaystyle P,Q\in \mathbb {M} _{n}} tais queA=PTBP{\displaystyle A=P^{T}BP} eB=QTCQ{\displaystyle B=Q^{T}CQ}. Mas, então, temosA=PT(QTCQ)P=(QP)TC(QP){\displaystyle A=P^{T}(Q^{T}CQ)P=(QP)^{T}C(QP)}, i.e.A{\displaystyle A} é congruente aC{\displaystyle C}.

Aplicações

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Matrizes de uma forma bilinear

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Sejaf:V×VR{\displaystyle f:V\times V\to \mathbb {R} } umaforma bilinear, ondeV{\displaystyle V} é umespaço euclidiano de dimensão finitan{\displaystyle n}. Seja, ainda,Bu={u1,u2,,un}{\displaystyle B_{u}=\{\mathbf {u} _{1},\mathbf {u} _{2},\ldots ,\mathbf {u} _{n}\}} eBv={v1,v2,,vn}{\displaystyle B_{v}=\{\mathbf {v} _{1},\mathbf {v} _{2},\ldots ,\mathbf {v} _{n}\}} duas bases paraV{\displaystyle V}. Então, são congruentes as matrizesA=[f(ui,uj)]i,j=1n,n{\displaystyle A=[f(\mathbf {u} _{i},\mathbf {u} _{j})]_{i,j=1}^{n,n}} eB=[f(vi,vj)]i,j=1n,n{\displaystyle B=[f(\mathbf {v} _{i},\mathbf {v} _{j})]_{i,j=1}^{n,n}} da forma bilinear nas basesBu{\displaystyle B_{u}} eBv{\displaystyle B_{v}}, respectivamente.[1]

Demonstração

Sejamu,vV{\displaystyle \mathbf {u} ,\mathbf {v} \in V} e suas representações nas basesBu{\displaystyle B_{u}} eBv{\displaystyle B_{v}}:

u=i=1nciui=i=1ncivi{\displaystyle \mathbf {u} =\sum _{i=1}^{n}c_{i}\mathbf {u} _{i}=\sum _{i=1}^{n}c'_{i}\mathbf {v} _{i}}
ev=i=1ndiui=i=1ndivi{\displaystyle {\text{e}}\quad \mathbf {v} =\sum _{i=1}^{n}d_{i}\mathbf {u} _{i}=\sum _{i=1}^{n}d'_{i}\mathbf {v} _{i}}.

Seja, agora,P{\displaystyle P} amatriz de mudança da baseBv{\displaystyle B_{v}} para a baseBu{\displaystyle B_{u}}, i.e.:

c=Pced=Pd{\displaystyle \mathbf {c} =P\mathbf {c} '\quad {\text{e}}\quad \mathbf {d} =P\mathbf {d} '\quad }

onde,c=(c1,c2,,cn){\displaystyle \mathbf {c} =(c_{1},c_{2},\ldots ,c_{n})} e notação análoga parac{\displaystyle \mathbf {c} '},d{\displaystyle \mathbf {d} } ed{\displaystyle \mathbf {d} '}.

Além disso, temos:

f(u,v)=f(i=1nciui,j=1ndjuj)=i=1nj=1ncif(ui,uj)di{\displaystyle f(\mathbf {u} ,\mathbf {v} )=f\left(\sum _{i=1}^{n}c_{i}\mathbf {u} _{i},\sum _{j=1}^{n}d_{j}\mathbf {u} _{j}\right)=\sum _{i=1}^{n}\sum _{j=1}^{n}c_{i}f(\mathbf {u} _{i},\mathbf {u} _{j})d_{i}}

e

f(u,v)=f(i=1ncivi,j=1ndjvj)=i=1nj=1ncif(vi,vj)di{\displaystyle f(\mathbf {u} ,\mathbf {v} )=f\left(\sum _{i=1}^{n}c'_{i}\mathbf {v} _{i},\sum _{j=1}^{n}d'_{j}\mathbf {v} _{j}\right)=\sum _{i=1}^{n}\sum _{j=1}^{n}c'_{i}f(\mathbf {v} _{i},\mathbf {v} _{j})d'i}

donde,cTAd=cTBd{\displaystyle \mathbf {c} ^{T}A\mathbf {d} ={\mathbf {c} '}^{T}B\mathbf {d} '}. O que, por sua vez, implica:

cT(PTAP)d=cTBd{\displaystyle {\mathbf {c} '}^{T}(P^{T}AP)\mathbf {d} '={\mathbf {c} '}^{T}B\mathbf {d} '}.

Como os vetoresu{\displaystyle \mathbf {u} } ev{\displaystyle \mathbf {v} } são arbitrários, temosB=PTAP{\displaystyle B=P^{T}AP}, i.e.,A{\displaystyle A} eB{\displaystyle B} são matrizes congruentes. Isso completa a prova.

Matrizes ortogonalmente diagonalizáveis

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Se a matrizA{\displaystyle A} éortogonalmente diagonalizável, então exite umamatriz diagonalD{\displaystyle D} congruente aA{\displaystyle A}.[3]

Demonstração

Com efeito, uma matrizA{\displaystyle A} é ortogonalmente diagonalizávelse, e somente se, existe uma matriz diagonalD{\displaystyle D} tal que:

D=P1AP{\displaystyle D=P^{-1}AP}

onde,P{\displaystyle P} é umamatriz ortogonal, i.e.P1=PT{\displaystyle P^{-1}=P^{T}}. Isto é dizer,D=PTAP{\displaystyle D=P^{T}AP}, o que conclui a demonstração.

Ver também

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Referências

  1. abcdCALLIOLI, C.A.;Álgebra linear e aplicações, ed. 6, 1990.
  2. abLIPSCHUTZ, S.; Lipson, M.;Álgebra linear, Coleção Schaum, Bookman, 2011.
  3. Kolman, B. (2013).Álgebra linear com aplicações 9 ed. [S.l.]: LTC.ISBN 9788521622086 


Classes dematriz
Elementos explicitamente restritos
Constante
Condições sobre
autovalores e autovetores
Satisfazendo condições
sobreprodutos ouinversas
Com aplicações específicas
Usada emestatística
Usada emteoria dos grafos
Usada em ciência e engenharia
Termos relacionados
Tópicos relacionados comálgebra linear
Conceitos básicos
Matrizes
Álgebra linear numérica
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