Os primeiros habitantes, os ameríndiosaruaques, fugiram no século IX antes da chegada dos novos habitantes, os ameríndioscaraíbas.Cristóvão Colombo foi o primeiro europeu a pisar lá em 1502, sob a regência espanhola. A colonização francesa começou em 1635, liderada porPierre Belain d'Esnambuc.
O nome ameríndio para Martinica éIoüanacéra ouWanakaéra ouJoanacaera (formado a partir do prefixoioüana, “iguana”, e do sufixocaéra, “ilha”), ou seja,a ilha das iguanas nalíngua caribenha.[8][9][10][11]
No entanto, oscaribes deHispaniola também chamavam esta ilhade Mantinino, ou por deformaçãoMadinina,Madiana; Mantinino é o nome de uma ilha mítica dos índiostaínos onde se encontram mulheres, que Colombo traduziu comoIsla de las mujeres,a ilha das mulheres (porque lhe disseram que era povoada apenas por mulheres). Este nome evoluiu de acordo com as pronúncias e tornou-se “Martinica” e, emcrioulo martinicano,Matinik ouMatnik.[12][13][14]
A Martinica deve o seu apelido de “ilha das flores” às plantas exóticas de todas as cores que aí estão presentes: uma mistura de amarelo, laranja, vermelho e rosa.[15]
Foi ocupada pela França a partir de 1635. Em 1660, os índios nativos da ilha foram deportados pelos franceses, no episódio que ficou conhecido comoexpulsão caribenha. Desde então, a ilha tem sido uma possessão francesa, exceto por três breves períodos de ocupação estrangeira.
Desde 1635 (chegada de Pierre Belain d'Esnambuc, um aristocrata francês que tomou posse da ilha para a França) até 1946, a Martinica sobreviveu como colônia francesa produzindo mercadorias tropicais, comocana-de-açúcar,café,rum ecacau. Prisioneiros africanos foram trazidos da África Ocidental para formar a população escrava que é a origem da maior parte da população atual.
A economia é baseada no comércio. A agricultura é responsável por aproximadamente seis por cento do PIB e o pequeno setor industrial por onze por cento. A produção de açúcar declinou, ficando a maior parte da cana-de-açúcar destinada à produção derum. A exportação debanana tem crescido, principalmente para a França. O volume necessário para o consumo local decarne,verduras e grãos precisa ser importado, contribuindo para odeficit crônico da balança comercial, que requer grandes transferências anuais de auxílio financeiro da metrópole.
Forte da França é o quinto porto da França em movimentação de contêineres (contentores). O turismo tem se tornado mais importante que as exportações agrícolas como fonte de intercâmbio internacional. Forte da França é considerada a mais francesa cidade fora da França. A maior parte da força de trabalho está empregada no setor de serviços e no setor administrativo.
Tem uma área total de 1 100 km2, sendo a terceira maior ilha dasPequenas Antilhas (é menor somente que as ilhas deTrinidad e deGuadalupe). Tem 65 km de comprimento por 27 km de largura. Para comparação, a superfície é semelhante à deHong Kong.
Tal como o resto das Pequenas Antilhas, Martinica está sujeita a risco sísmico. Em 29 de novembro de 2007, um sismo de magnitude 7,3 naescala Richter ocorreu nas proximidades da ilha.
Martinica é separada em duas zonas em relação ao eixo central constituído porForte da França eLe Robert. Ao norte, fica uma região de relevo acidentado e com grandes florestas. Nela, se localiza omonte Pelée, um estratovulcão ativo que teve em 1902 uma erupção catastrófica que matou entre 30 000 a 40 000 residentes na ilha e deixou apenas dois sobreviventes. Ao sul, fica a região mais seca, de relevo menos acidentado e com maior ocupação humana.
O terreno é acidentado nesta ilha vulcânica. As áreas mais planas se localizam no sul da ilha. A ilha tem se desenvolvido ao longo dos últimos 20 000 000 de anos por uma sequência de movimentos e erupções vulcânicas ao norte. O monte Pelado, que ocupa o norte da ilha, atinge 1 397 metros de altitude. A última erupção data de 8 de maio de 1902, matando 29 000 pessoas em dois minutos. O monte Vauclin é o ponto mais elevado ao sul da ilha, com 504 metros.
A hidrografia da ilha da Martinica tem pequenos rios próprios de sua pequena extensão territorial. Os principais são o Lézarde, com 30 km de comprimento e que é o mais longo da ilha, o Galion, o Lorrain, o Hood, o Branco, o Baixo Pointe, o Hackaert, o Macouba, o La Grande, o Prêcheur, o Roxelane, o Père, o Carbet, o Monsieur, o Madame, o Longvilliers, o Salado, o Vauclin, o Paquemar, o Simon e La Nau.
↑à 07h00, Par C. L. Le 30 juillet 2016 (30 de julho de 2016).«D'où vient le nom de ce département ?».leparisien.fr (em francês). Consultado em 26 de abril de 2025