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Marcos Freire | |
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Nascimento | 5 de setembro de 1931 Recife |
Morte | 8 de setembro de 1987 Pará |
Cidadania | Brasil |
Alma mater | |
Ocupação | advogado,político,professor universitário |
Empregador(a) | Universidade Federal de Pernambuco |
Causa da morte | acidente aéreo |
Marcos de Barros Freire (Recife,5 de setembro de1931 — sul doPará,8 de setembro de1987) foi umadvogado,professor epolíticobrasileiro que exerceu os mandatos de deputado federal e senador por seu estado. Foi também presidente daCaixa Econômica Federal.[1]
EraMinistro da Reforma Agrária, quando morreu emacidente aéreo. As causas do acidente jamais foram esclarecidas. O avião em que ele estava viajando a serviço do governo federal explodiu no ar.
Marcos Freire era filho deLuís de Barros Freire,físico eprofessor catedrático da Escola de Engenharia de Pernambuco (Atual Centro de Tecnologia e Geociências daUniversidade Federal de Pernambuco), e de Branca Palmira Freire.
Ingressou naFaculdade de Direito do Recife em1950, obtendo o bacharelado em1955. Nesse período participou ativamente dapolítica estudantil.
Iniciou-se no magistério universitário em1957, como professor na Faculdade de Ciências Econômicas, função que exerceria até 1968. Em1963, tornou-se Secretário de Assuntos Jurídicos e, mais tarde, de Abastecimento e Concessões da prefeitura do Recife, permanecendo nesse cargo até ogolpe militar de31 de março de1964, quando era filiado aoPartido Socialista Brasileiro (PSB).
Em 1967, tornou-se professor titular da cátedra deDireito Constitucional daFaculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco.
Em1968 é eleito prefeito deOlinda, na legenda doMovimento Democrático Brasileiro (MDB) - obtendo mais do que a soma dos votos dados aos dois outros candidatos, que concorriam porsublegendas do partido do governo. Entretanto, renuncia ao cargo, pouco antes de assumi-lo - em protesto contra a cassação do mandato do vice-prefeito eleito, Renê Barbosa, peloAto Institucional nº 5 de13 de dezembro de 1968. Afastado da política, passa a lecionar na Escola Superior de Relações Públicas de Recife, onde permaneceu até1970, quando se candidatou e foi eleitodeputado federal por Pernambuco, na legenda do MDB, com a maior votação do estado.
Com alguns outros deputados, comoFernando Lyra (Pernambuco),Alencar Furtado (Paraná),Francisco Pinto (Bahia) eLysâneas Maciel, formou o grupo dos "autênticos" do MDB,[2] a ala mais àesquerda do partido de oposição. Em maio de1971, tornou-se vice-líder do MDB naCâmara dos Deputados. Defendeu a convocação daAssembleia Nacional Constituinte, aanistia para os cassados e banidos pelo regime militar, aeleição direta em todos os níveis, areforma agrária e o fim dacensura aos órgãos de imprensa. Escolhido várias vezes pelo comitê de imprensa da Câmara como um dos melhores deputados do Congresso Nacional, tornou-se o candidato natural do MDB ao Senado, em 1974, quando estaria em jogo a cadeira ocupada pelo então senadorJoão Cleofas de Oliveira, do partido do governo. No pleito de 1974, elegeu-sesenador por Pernambuco pelo MDB. No entanto, na eleição paragovernador de Pernambuco, em1982, seria derrotado porRoberto Magalhães.
Foi presidente daCaixa Econômica Federal, de 1985 a 1987, eministro da Reforma Agrária, noGoverno José Sarney, de 4 de junho até 8 de setembro de 1987 - quando morreu em um acidente aéreo, no sul do Pará, durante viagem a serviço. Na época, era um dos principais líderes do PMDB pernambucano, ao lado deMiguel Arraes (então governador do Estado) eJarbas Vasconcelos (então prefeito doRecife).[3]
Era casado com Maria Carolina Vasconcelos Freire, com quem teve quatro filhos.
Em 2004, sua trajetória foi mostrada no documentárioMarcos Freire - sem ódio e sem medo, produzido pelaTV Câmara.[4]