De cima para baixo: Panorama de Manágua; Edifício Invercasa; Nova Catedral de Manágua; Teatro Nacional Rubén Darío; Porto Salvador Allende noLago Manágua; Panorama noturno de Manágua e oAeroporto Internacional Augusto C. Sandino.De cima para baixo: Panorama de Manágua; Edifício Invercasa; Nova Catedral de Manágua; Teatro Nacional Rubén Darío; Porto Salvador Allende noLago Manágua; Panorama noturno de Manágua e oAeroporto Internacional Augusto C. Sandino.
Manágua (emcastelhano:Managua,pronunciado: [maˈnaɣwa]) é a capital e a maior cidade daNicarágua. Situa-se na região doOceano Pacífico nicaraguense, na margem sul do lago Manágua. Tem cerca de 2.132.087 de habitantes. Tem origem num povoadonahuatl, tendo se tornado capital da república em1852. Manágua foi escolhida capital do país por estar entre as cidades deLeón eGranada, que disputavam este estatuto.
Fundada em1819 como "Leal Villa de Santiago de Managua", a cidade foi gerada como vilarejo rural de pescadores indígenas antes da chegada dosespanhóis. Esforços para torná-la capital iniciaram em 1824, após a independência das nações centro-americanas daEspanha.
O nome Manágua deriva de Mana-ahuac, o que significa "cerca da água" ou "cercado de água", nome também do lago ao norte da capital. Centro industrial, comercial, cultural, político e econômico, a capital sofreu dois gravesterremotos, em 1931 e em 1972, que destruíram várias partes do centro da cidade, jamais reconstruídas.
Manágua está localizada à margem sul do lago de Manágua, nas coordenadas 12°9' N de latitude norte e 86°16' O de longitude oeste. É a capital nicaraguense desde 5 de fevereiro de 1852.
Manágua já existia desde a época pré-colombiana ao lago do dito lago desde apenínsula de Chiltepe até a de Tipitapa. Em 1819, por meio de um decreto do reiFernando VII daEspanha, foi elevada a vila com o título de "Leal Vila de Santiago de Manágua", por se ter mantido leal ao governo espanhol durante os movimentos de independência de 1811 emNicarágua. Em 24 de julho de 1846 foi elevada a cidade com o nome deSantiago de Manágua, por meio de um decreto legislativo.
Em 5 de fevereiro de 1852, 5 anos, 6 meses e 12 dias após a elevação da cidade, Manágua foi elevada a capital deNicarágua, por meio de um outro decreto.
Em 1856, Manágua foi ocupada por tropas do general estadunidenseWilliam Walker, usando como um quartel uma grande casa de alto, residência de curas párocos e vigários (onde hoje é o Palácio da Cultura), ao receber notícias da vitória de um coronel legalista, José Dolores Estrada, na Batalha de São Jacinto, em 14 de setembro do mesmo ano. Depois de uma guerra civil no ano seguinte (1857), foi instalado um governo binário, de Tomás Martínez Guerrero (conservador) y Máximo Jerez Tellería (liberal), em um período de 36 anos. Em 1875 foi criado oDepartamento de Manágua, separando-se do de Granada. O dia 11 de julho de 1893 instalou uma revolução liberal na cidade deLeón uma Revolução Liberal, encabeçada pelo generalJosé Santos Zelaya López, que entrou vitoriosa na capital 15 dias depois, em 25 de julho de 1893, na Rua do Triunfo, no dia da festa do então padroeiro da cidade, o apóstolo Santiago, hoje o padroeiro deSão Domingos de Guzmán, cuja imagem apareceu no tronco de uma árvore na serras de Manágua em 1885. A festa de Santiago recebeu apoio liberal até 1910, após a renúncia de Zelaya López em 1909. Já a festa de São Domingos recebeu o apoio conservador desde este ano até o ponto de que hoje ser considerado como o padroeiro de Manágua, mas não é oficialmente.
Manágua foi destruída duas vezes, em 1931 e em 1972, por dois terremotos. Ditos sucessos foram particularmente nocivos para o conjunto de edifícios localizados no centro da cidade, feitas de tijolocru, pelo que os novos urbanistas optaram por construir novas ruas e bairros na periferia da cidade depois do últimoterremoto. Em 22 de janeiro de 1967, na Avenida Roosevelt, efetuou-se oMassacre da 22 de janeiro, onde soldados da Guarda Nacional (GN) dispararam seus fuzisM1 Garand, de calibre 7,62 x 63 mm, contra uma manifestação daUnião Nacional Opositora (UNO) na esquina doBanco Nacional de Nicarágua (onde hoje é aAssembleia Nacional da Nicarágua), protestando contra o presidente nicaraguenseLorenzo Guerrero Gutiérrez.