Devido aos eventos históricos que se passaram ao longo dos anos, Malta tornou-se um país anglo-latino, pelas principais influências dos Impérios Romano e mais tarde Britânico, apesar de existir influências menores deixadas por outros reinos que passaram por Malta, como a Grécia e osImpérios Islamico eBizantino e, mais tarde, a presença dos espanhóis e franceses. Malta é um dos países mais estratégicos na Europa e para aOTAN, como a Itália, Portugal, Turquia e outros. Malta também pode ser considerada como país anglo-latino por algumas semelhanças do maltês com outras línguas latinas e até com o própriolatim, e também pela utilização do inglês por parte de alguns cidadãos, pela influência deixada pelos britânicos.
A origem do termo "Malta" é incerta, e a variação moderna deriva do própriomaltês. A razão etimológica mais comum deriva da palavra grega μέλι (meli). Osgregos chamavam-lheilha Μελίτη (Melitē), que significa "mel doce", possivelmente devido à produção exclusiva de mel em Malta, por uma espécie endémica deabelha que vive na ilha, dando-lhe o apelido popular de "terra de mel".[12] Os romanos passaram a chamar àilha Melita. Outra etimologia é que a palavra venha dofenícioMaleth, que significa "paraíso",[13] em referência a muitas baías enseadas em Malta.
Malta está habitada desde cerca de5 200 a.C., durante oNeolítico (Ġgantija,Mnajdra). Os primeiros achadosarqueológicos datam aproximadamente de3 800 a.C.. Existiu nas ilhas uma civilizaçãopré-histórica significativa antes da chegada dosfenícios, que batizaram a ilha principal deMalat, o que significa refúgio seguro. Osagricultores neolíticos viveram sobretudo emcavernas e produziram umacerâmica similar à encontrada naSicília. Entre 2 400 e2 000 a.C., desenvolveu-se um elaborado culto aos mortos, possivelmente influenciado pelas culturas das ilhasCíclades e deMicenas (idade do bronze). Essacultura foi destruída por uma invasão, provavelmente vinda do sul daItália.
Por volta do ano1 000 a.C., as ilhas eram uma colôniafenícia. Em736 a.C., foram ocupadas pelosgregos e posteriormente passaram a ser domínio doscartagineses (400 a.C.) e depois dosromanos (218 a.C.), quando receberam o nomeMelita. Segundo o livro dosAtos dos Apóstolos, no ano 60 da era cristã,São Paulonaufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão de seus habitantes. A partir desta data, os malteses aderiram aoCristianismo e permanecem-lhe fiéis até hoje.
Com a divisão doImpério Romano em 395, a zona leste da ilha foi cedida ao domínio doImpério Bizantino, que a controlou até 870, quando foi conquistada pelosárabesmuçulmanos, que influenciaram seuidioma e cultura. Após a conquista árabe, foi convertida aoislamismo. A influência árabe pode ser encontrada na modernalíngua maltesa, uma língua fortemente romanizada que originalmente deriva do árabe vernacular.
Em 1090, ocondeRogério da Sicília conquistou Malta e submeteu-a às suasleis até aoséculo XVI. Foi nesta época que foi criada anobreza maltesa. Esta ainda permanece hoje em dia, e há 32 títulos que ainda são usados, sendo o mais antigo: Barões deDjar il Bniet eBuqana. Após a conquista pelosnormandos da Sicília, Malta voltou a ser cristã. Depois de ser anexada ao reino da Sicília, Malta foi recuperada por forças muçulmanas. Em 1245,Federico II de Hohenstaufen expulsou os árabes e em 1266 as ilhas, junto com a Sicília, passaram ao domínio deCarlos I de Anjou, que as cedeu em 1283 aPedro III de Aragão.
Em 1798,Napoleão Bonaparte invadiu e tomou Malta. AGrã-Bretanha retomou seu controle em 4 de setembro de 1800, a partir da rendição do comandante francês,generalClaude-Henri Belgrand de Vaubois. Dentre os interventores que contribuíram para o domínio britânico destaca-se SirAlexander Ball, que veio a se tornar o primeiro governador inglês de Malta.
Em 1814, como parte doTratado de Paris, Malta tornou-se oficialmente parte doImpério Britânico como colônia e passou a ser usada como porto de escala e quartel-general da frota até meados da década de 1930. Malta desempenhou um papel importante durante aSegunda Guerra Mundial devido à sua proximidade às linhas de navegação doEixo e a coragem do seu povo, que resistiu ao assédio dealemães e italianos durante ocerco do arquipélago, levou à atribuição daGeorge Cross, que hoje pode ser vista nabandeira do país.
Oarquipélago passou a ser autonomamente governado em 1947. Em 1955,Dom Mintoff (Dominic Mintoff), líder do Partido Trabalhista de Malta (PTM), tornou-se noprimeiro-ministro. Em 1956, o PTM propôs uma nova integração noReino Unido, proposta que viria a ser aceite emreferendo, mas com a oposição do Partido Conservador, liderado porGiorgio Borg Olivier. Em 1959, revogaram a autonomia, mas voltaram a restaurá-la em 1962. Em 21 de setembro de 1964, Malta tornou-se totalmente independente e converteu-se em membro dasNações Unidas. Nessa altura, tornou-se membro daCommonwealth e celebrou uma aliança com o Reino Unido de ajuda económica e militar. Segundo aconstituição de 1964, Malta manteve como soberana a rainhaElizabeth II, e umgovernador-geral exercia a autoridade executiva em seu nome.
De 1964 a 1971, Malta foi governada pelo Partido Nacionalista. Adotou, em 13 de dezembro de 1974, oregime republicano dentro da Commonwealth, com opresidente comochefe de estado.
Embora Malta seja inteiramente independente desde 1964, os serviços britânicos permaneceram no país e mantiveram um controle total sobre osportos,aeroporto,correios,rádio etelevisão. Em 1979, Malta rompeu a aliança com o Reino Unido e os britânicos evacuaram a sua base militar, pondo fim a 179 anos de presença na ilha. Isso aconteceu depois de o governo britânico se ter recusado a pagar uma renda mais elevada, o que era pretendido pelo governo maltês do tempo (trabalhista), para permitir que as forças britânicas permanecessem no país. O primeiro-ministro era, então, Dominic Mintoff. Pela primeira vez na sua história, Malta ficou nesse momento livre de bases militares estrangeiras. Este acontecimento é hoje celebrado como o Dia da Liberdade.
Em 1971, o Partido Trabalhista regressou ao Poder, mas com uma maioria reduzida sendo Dominic Mintoff o primeiro-ministro. Desenvolveu uma política de amizade com aChina e com aLíbia. A década de 1970 caracterizou-se pelo enfraquecimento das relações com oOcidente e pela aproximação com osregimes comunistas. Em 1984, Mintoff retirou-se e foi substituído porMifsud Bonnici, novo líder do seu partido. A política de aproximação com os regimes comunistas sofreu mudança substancial em 1985, com o estabelecimento de um acordo com aComunidade Econômica Europeia.
Em 1987, o Partido Nacionalista, mais voltado para o Ocidente e com uma política de aproximação àUnião Europeia, venceu as eleições para a Câmara de Representantes, pondo fim a 16 anos de domínio do Partido Trabalhista.Edward Fenech Adami foi eleito primeiro-ministro. Em dezembro de 1989, Malta foi o local escolhido para um encontro entre o presidente dosEstados Unidos,George H. W. Bush, e o presidente daUnião Soviética,Mikhail Gorbachev. Em outubro de 1990, o país solicitou formalmente a adesão à União Europeia. Nas eleições de 1992, os nacionalistas derrotaram novamente os seus opositores. A política governamental continuou a ser de liberalização, e foram realizadas diversas reformas de ordem económica, com vistas a tornar o país um membro da União Europeia. Divergências de fundo entre o Partido Nacionalista, no poder desde 1987, e o Partido Trabalhista quanto à adesão de Malta à União Europeia conduzem a eleições antecipadas em 1996, o Partido Trabalhista de Alfred Sant ganhou as eleições. Após entrar em funções o novo governo anuncia que Malta deixava de ser candidata à adesão. Em 1998 ocorrem novas eleições em que o Partido Nacionalista e o seu líder Edward Fenech Adami obtém uma grande vitória e retomam o caminho europeu, que culminaram com a entrada de Malta no dia 1 de maio de 2004 na União Europeia.
Malta é um arquipélago (Ilhas Maltesas) no mar Mediterrâneo central (na sua bacia oriental), 93 km a sul da ilha italiana da Sicília, da qual se separa peloCanal de Malta. Apenas as três maiores ilhas (Malta,Gozo eComino) são habitadas. As ilhas menores são desabitadas. As ilhas do arquipélago foram formadas de pontos altos de uma ponte terrestre entre a Sicília e que se tornou isolada quando o nível do mar subiu após a últimaera glacial.[15] O arquipélago situa-se na borda daPlaca da África, onde se reúne aPlaca Euroasiática.[16]
Paisagem maltesa
Inúmeras baías ao longo da costa maltesa oferecem bons portos. A paisagem é constituída por baixas colinas com campos. O ponto mais alto em Malta é oTa'Dmejrek, com 253 m dealtitude (830 pés), perto deDingli. Embora existam alguns rios pequenos de elevada pluviosidade, não há rios permanentes ou lagos no país. No entanto, alguns cursos de água têmágua doce durante o ano inteiro, comoBaħrija, l-Imtaħleb e San Martin e no vale do Lunzjata em Gozo.
Fitogeograficamente, Malta pertence à província Liguro-Tirreno, região do Mediterrâneo no Unido Boreal. De acordo com oWWF, o território de Malta pertencente às ecorregiões de florestas do Mediterrâneo, como Spring e Drymodes".[17]
O sul maltês não é o ponto mais meridional dos arquipélagos daEuropa: essa distinção pertence aGavdos, uma ilha grega a sul de Creta.
A população de Malta está estimada em 419 285 habitantes (estimativa de 2008) onde 94% de seus habitantesresidem nas áreas urbanas. Etnicamente, 95% são naturais de Malta e os restantes são ingleses ou descendentes deitalianos, além de alguns espanhóis. Malta é um dos países com maior densidade populacional do mundo, e o maior dentre os países daUnião Europeia, com cerca de 1 265 hab./km2
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Os malteses são, em sua maioria, católicos. A influência da Igreja Católica é forte. É um dos vários países no mundo que não permitem oaborto.
São Jorge Preca, presbítero maltês, foi o fundador da Sociedade da Doutrina Cristã, para o apostolado catequético, beatificado em 9 de maio de 2001, porJoão Paulo II (papa daquela época) e canonizado porBento XVI naPraça de São Pedro.
Alíngua maltesa (maltês:malti) é uma dos doisidiomas constitucionais de Malta, tendo-se tornado oficial, no entanto, apenas em 1934, e sendo considerada a língua nacional. Anteriormente, o siciliano era a língua oficial e cultural de Malta no século XII e o dialeto toscano doitaliano no século XVI. Juntamente com o maltês, oinglês também é uma língua oficial do país e, portanto, as leis do país são promulgadas em maltês e em inglês. No entanto, o artigo 74 da Constituição afirma que "... se houver qualquer conflito entre os textos maltês e inglês de qualquer lei, o texto maltês prevalecerá."
O maltês é umalíngua semítica descendente do dialeto árabe-siciliano (árabe-siculo do sul da Itália), hoje extinto, que se desenvolveu durante oemirado da Sicília.[18] O alfabeto maltês consiste em 30 letras baseadas no alfabeto latino, incluindo asletras diacriticamente alteradasż,ċ eġ, bem como as letrasgħ,ħ eie.
O idioma é a única língua semítica com status oficial naUnião Europeia. O maltês tem uma base semítica com empréstimos substanciais do siciliano, italiano, um pouco dofrancês e, mais recentemente e cada vez mais, do inglês.[19]
OEurobarómetro afirma que 97% por cento da população maltesa considera o maltês como língua materna. Além disso, 88% da população fala inglês, 66% fala italiano e 17% fala francês.[20]
Este conhecimento de segundas línguas faz de Malta um dos países mais multilíngues daUnião Europeia. Um estudo que coletou a opinião pública sobre qual idioma era "preferido" descobriu que 86% da população expressa preferência pelo maltês, 12% pelo inglês e 2% pelo italiano.[21]
Malta tem um longo legado cristão. De acordo com osAtos dos Apóstolos,São Paulonaufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão de seus habitantes.[23] Ocatolicismo continua a ser a religião oficial, como também a dominante no país.[24][25] Malta é conhecida por seu patrimônio mundial, mais proeminente dos templos megalíticos muito antigos.[26][27][28]
Malta é o país mais religioso da Europa. De acordo com pesquisa de 2010, doEurobarometer, 94% da população de Malta acredita na existência de algum deus. 4% dos malteses acreditam na existência de algum tipo de espírito ou força vital, ao passo que 2% não acreditam que exista qualquer tipo de espírito, deus, ou força vital.[29]
O sistema unicameral está representado em umaCâmara de Representantes, conhecido comoKamra tar-Rappreżentanti em maltês, eleita por um sufrágio universal mediante voto direto a cada cinco anos, a menos que a câmara seja dissolvida pelo presidente em consulta com o primeiro-ministro. A câmara possui 65 representantes. A câmara de representantes elege o presidente do país a cada cinco anos.
Os principais partidos políticos são oPartido Nacionalista de Malta e oPartido Trabalhista de Malta, este último social-democrata. Há um "partido verde" (Alternattiva Demokratika) e um de extrema direita (Imperium Europa), que praticamente não existe. Quando um partido obtém a maioria absoluta de cadeiras, mas não de membros, pode-se obter o que lhe falta a uma maioria parlamentar.
Malta está subdividida desde 1993 em 68 concelhos locais ou localidades. Esta é a forma mais básica de divisão administrativa, não existindo níveis intermédios entre o nível nacional e os concelhos locais. A seguinte lista está dividida porilha:
Malta produz apenas 20% das reservas alimentares que consome, tem recursos deágua potável limitados e nenhuma fonte de energia doméstica. É uma economia de dependência externa e de importações, sendo que a manufatura eletrônica e têxtil, além doturismo são as suas principais fontes de rendimento.
A economia maltesa é baseada na indústria, no comércio e nos serviços financeiros que melhoram significativamente a economia do país. Malta tem grandes recursos tecnológicos. Assim, por estar localizada entreÁfrica eEuropa, possui comércio de alto nível, com joalherias, bancos e restaurantes. As principais indústrias de Malta são a alimentícia, a eletrônica, a naval, a calçadista, a têxtil e a pesqueira, além de haver serviços financeiros na capital e nas principais cidades.
A moeda oficial era aLira maltesa, até dezembro de 2007. Oeuro foi adotado como moeda oficial do país em 1 de janeiro de 2008. Estima-se que o Euro fará com que a economia maltesa cresça 12% ao ano, superando as taxas de crescimento da China, Coreia do Sul e Índia, além disso, o governo tenta liberar a exploração e o refino do petróleo. Devido ao seu limitado tamanho (316 km²) o país não tem espaço suficiente para aagricultura, sendo obrigado a importar vários produtos agrícolas.
A taxa de alfabetização em Malta é de 99,5%.[31] O ensino primário é obrigatório desde 1946 e o ensino secundário até a idade de dezesseis anos foi tornado obrigatório em 1971. O Estado e a Igreja fornecem gratuitamente educação. Entre as escolas públicas principais em Malta encontram-se oCollege De La Salle, emCospicua;St. Colégio Aloysius emBirkirkara; Colégio Missionário de São Paulo emRabat, Escola São José, emBlata l-Bajda e Escola Santa Mônica emMosta. A partir de 2006, as escolas públicas são organizadas em redes conhecidas como Faculdades e incorporam pré-escolas, escolas primárias e secundárias. Há escolas privadas em funcionamento em Malta, destacando-se OSan Andrea College eSan Anton College no vale de L-Imselliet. A partir de 2008, existem duas escolas internacionais, Verdala Escola Internacional e IQS Malta. O Estado paga uma parte do salário dos professores em escolas da Igreja.[32]
A educação em Malta é baseada no modelo britânico. O ensino primário dura seis anos. Na idade de 11 anos, alunos passam por um exame para entrar em uma escola secundária, ou uma escola da igreja (o Vestibular Comum). Os alunos prestam o exame SEC-level com a idade de 16 anos, com passagens obrigatórias em certas matérias como matemática, inglês e maltês. Os alunos podem optar por continuar estudando em um colégio ou adentrar numa instituição pós-secundária, como MCAST. O sexto curso tem a duração de dois anos, no final do qual os alunos prestam outro exame. Dependendo do seu desempenho, os alunos podem, em seguida, pleitear uma graduação ou cursos de nível técnico ou tecnológico.
AUniversidade de Malta (UoM) oferece educação terciária, de graduação e pós-graduação. O maltês e inglês são ambos usados na educação a nível do ensino primário e secundário, e ambos os idiomas também são disciplinas obrigatórias. As escolas públicas tendem a usar os dois idiomas, maltês e inglês, de forma equilibrada. As escolas particulares preferem usar o inglês para o ensino, como também é o caso com a maioria dos departamentos da Universidade de Malta. Isso tem um efeito restritivo sobre a capacidade e desenvolvimento da língua maltesa. A maioria dos cursos universitários são em inglês.[33] Do número total de alunos que estudam uma primeira língua estrangeira no ensino secundário, 51% têm contato com o italiano, enquanto 38% com o francês. Outras opções incluem o alemão, russo, espanhol, latim, chinês e árabe. Malta é também um destino popular para estudar o idioma inglês, atraindo mais de 80 000 estudantes em 2012.[34][35]
Malta tem uma longa história de prestação de cuidados de saúde com financiamento público. O primeiro hospital registado no país já estava a funcionar em 1372.[36] Hoje, Malta tem tanto um sistema de saúde público, conhecido como o serviço governamental de saúde, e um sistema de saúde privado.[37][38] Malta tem uma forte base de cuidados médicos primários, e os hospitais públicos prestam cuidados secundários e terciários. O Ministério de Saúde maltês aconselha os residentes estrangeiros a fazer um seguro médico privado.[39]
Malta também possui organizações voluntárias, como oAlpha Medical,Fire & Rescue,St. John Ambulance e a Cruz Vermelha de Malta, que prestam serviços de primeiros socorros e enfermagem durante eventos que envolvem multidões. A Universidade de Malta tem uma escola de medicina e uma Faculdade de Ciências da Saúde.
A Associação Médica de Malta representa os praticantes da profissão médica. A Associação de Estudantes de Medicina de Malta (MMSA, em inglês) é um órgão separado que representa os estudantes de medicina de Malta, e é um membro da EMSA e IFMSA. O Instituto de Malta para a Educação Médica é um instituto criado recentemente para fornecer orientações aos médicos em Malta bem como estudantes de medicina.
O Conselho de Ciência e Tecnologia de Malta (MCST) é o órgão civil responsável pelo desenvolvimento da ciência e tecnologia a nível educacional e social. A maioria dos estudantes de ciências em Malta se formam na Universidade de Malta ou são assistidos pelaScience Student's Society,University Engineering Students Association eUniversity of Malta ICT Students. Malta ficou em 27º lugar noÍndice de Inovação Global em 2019, 2020 e 2021.[40][41]
A cultura maltesa reflete as influências variadas das diversas culturas que a dominaram até 1964, particularmente deItália e doReino Unido. Os costumes, lendas e folclores malteses são estudadas e categorizadas lentamente, como qualquer outra tradição europeia.
Na catedral de São João, construída em 1577, pode-se apreciar a telaA Decapitação de São João, deCaravaggio, que viveu alguns meses na ilha, mas foi expulso sob acusação de homicídio.
Na sede do Governo, localizado no antigo Palácio do Grão-Mestre do Armoria, podem-se apreciar mais de 5 000 quadros daOrdem Soberana e Militar de Malta. EmValeta, a capital do país, localiza-se o Museu de Belas Artes, o Museu de Arqueologia, oForte de Santo Elmo e Museu da Inquisição.
O Museu Marítimo e o Museu do Grande Sítio de 1565 revelam o passado turbulento das pequenas ilhas. O Museu Nacional da Guerra e do Refúgio, daSegunda Guerra Mundial apresenta as informações presentes em conflitos mais recentes.
Calcula-se que a literatura maltesa tenha quase dois séculos de idade. Por um longo período, a literatura maltesa referiu-se à tradição literária, atingindo o seu apogeu com os trabalhos do sacerdoteDun Karm Psaila, um artista com um grande domínio de sua arte, que mais tarde foi declarado um poeta nacional.
Escritores comoRuzar Briffa eKarmenu Vassallo trataram, durante oséculo XX, a buscar novas alternativas para a rigidez temática e formal da versificação, mas apenas até os anos 60 a literatura maltesa sofreu sua transformação mais radical em todos os gêneros.
Os escritores da nova geração consolidaram-se na busca de seus antecessores.Guze'Stagno,Karl Schembri eClare Azzopardi rapidamente impuseram seu nome no campo literário.
No campo acadêmico sobressaem os professores Peter Serracino Inglott, e Charles Briffa, daUniversidade de Malta. o mesmo com o poetaOliver Friggieri, que introduziu a perspectiva histórica e psicossocial e implicações filosóficas de um poder opressivo.
As atividades culturais maltesas vão desde a aprendizagem mais pura do aramaico antigo até as classes defísica mundialmente reconhecidas pelo professor Sr. Suarez.
A cozinha maltesa apresenta fortes influências dacozinha italiana, especialmente asiciliana, bem como influências das cozinhasinglesa,espanhola,magrebina e provençal. Uma série de variações regionais, especialmente no que diz respeito a Gozo, podem ser notadas, bem como variações sazonais associadas à disponibilidade sazonal de produtos e festas cristãs (como a Quaresma, a Páscoa e o Natal). A comida tem sido historicamente importante no desenvolvimento de uma identidade nacional, em particular a fenkata (ou seja, comer coelho cozido ou frito). Batatas também são um alimento básico da dieta maltesa. A fusão de sabores deu à cozinha de Malta um sabor distinto dentro da cozinha mediterrânea. Embora tenha muitos pratos originais, alguns pratos tipicamente malteses são obiz-fiir zejt,gbejniet,pastizzi eRoss il-Forn.[43]
Várias uvas são endêmicas em Malta, incluindo a Girgentina e Ġellewża. Há uma forte indústria vinícola em Malta, com uma produção significativa de vinhos usando essas uvas nativas, bem como uvas cultivadas localmente de outras variedades mais comuns, como Chardonnay e Syrah. Um número de vinhos alcançou denominação de origem, com os vinhos produzidos a partir de uvas cultivadas em Malta e Gozo.[44]
Na década de 1990, o desporto em Malta renasceu graças à construção de várias instalações atléticas, incluindo um estádio nacional e uma arena multiuso emTa' Qali, assim como uma pista adequada para a prática de tiro com arco,rugby ebeisebol. Em competições internacionais, quando Malta não participa, os locais costumam torcer para equipasbritânicas eitalianas.