Amagnetita (oumagnetite em português europeu) é omaterial magnético mais antigo conhecido pelos seres humanos. Ele é ummineral magnético formado pelosóxidos de ferro II e III (FeO.Fe2O3), cuja fórmula química é Fe3O4. A magnetita apresenta na sua composição, aproximadamente, 69% deFeO e 31% deFe2O3 ou 72,4% deferro e 26,7% deoxigênio. O mineral apresenta forma cristalina isométrica, geralmente na formaoctaédrica. É um material dedureza 5,5 - 6,5, fortemente magnético, de cor alaranjada, de brilho metálico, compeso específico entre 5,158 e 5,180. É um mineral que se dissolve lentamente emácido clorídrico.
A magnetita é a pedra-ímã mais magnética de todos os minerais daTerra, e a existência desta propriedade foi utilizada para a fabricação debússolas.O nome magnetita vem da região onde a mesma era antigamente encontrada, que era aMagnésia (região da Grécia), e magnésia quer dizer "lugar das pedras mágicas", pois estas pedras "magicamente" atraiam-se.[carece de fontes?]
É encontrada, algumas vezes, em grande quantidade nasareias de praia conhecidas comoareia mineral,areia ferrosa ouareia preta. Este tipo de areia é encontrada em vários lugares, principalmente naCalifórnia ( Estados Unidos ) e na costa oeste daNova Zelândia. A magnetita é resultado deerosão do solo que os rios levam para o mar, concentrando-se nas praias pela ação das ondas e das correntes marítimas. A magnetita também é encontrada emmeteoritos.
Em sítios arqueológicos é possível encontrar magnetitas que possuem sua gênese vinculada aos processos de oxiredução ocorridos em ambientes de fogueiras[1].
Em Portugal ocorre em diversas jazidas de norte a sul, com destaque para as regiões do Marão e do Alentejo.
Cristais de magnetita são encontrados em certos tipos debactérias (por exemplo, naAquaspirillum magnetotacticum), emcérebros de abelhas, cupins, peixes, ursos, alguns pássaros (por exemplo, em pombos) e em seres humanos.[2]
Acredita-se que estes cristais estão envolvidos no processo demagnetorrecepção (capacidade de perceber a polaridade ou a inclinação do campo magnético da Terra) e na navegação animal por orientação magnética.
O estudo de biomagnetismo começou com as descobertas do paleontologista Heinz Lowenstam na década de 1960.
Minerais de magnetita que contêm de 3,8% a 6,3% demanganês são denominadosmanganomagnetita, e quando está associada com ocorindon é conhecida comoesmeril. A magnetita, quando aquecida a uma temperatura superior a 550 °C, adquire a estrutura dahematita (Fe2O3).
A transição de Verwey ocorre quando a temperatura é reduzida abaixo de 125kelvins, a magnetita muda demetal paraisolador, seus átomos mudam para uma novaestrutura cristalina e suas cargas formam um padrão ordenado complicado. Essa transformação de fase extraordinariamente complexa, que foi descoberta na década de 1940 e é conhecida como transição de Verwey, foi a primeira transição metal-isolante já observada. Os pesquisadores, em 2020, descobriram impressões digitais dasquase-partículas que conduzem a transição de Verwey em magnetita.[3]
O mecanismo por trás da transição de Verwey mostra ondas anômalas congelando à temperatura de transição. São ondas feitas deelétrons que deslocam os átomos circundantes e se movem coletivamente como flutuações no espaço e no tempo. Nunca foram encontradas ondas congeladas na magnetita. Essas eram objetos que conspiravam para desencadear essa complexa transição de fase. Esses objetos que formam a ordem de carga de baixa temperatura na magnetita são "trimerons", blocos de construção de três átomos, deslizando para frente e para trás.[4]
↑Baker, R R; J G Mather, J H Kennaugh (6 de janeiro de 1983). «Magnetic bones in human sinuses».Nature.301 (5895): 79–80.PMID6823284A referência emprega parâmetros obsoletos|coautor= (ajuda)