| Regiões com população significativa | |
|---|---|
| 259 (2008) | |
| Línguas | |
| timbira | |
| Religiões | |
| Xamanismo | |
| Etnia | |
| Jê | |
OsKyikatejê-gavião, são um povo indígena do grupoGavião do Oeste cuja língua é oTimbira Oriental, da famíliaJê, também são conhecidos como "Koykateyê" e "Gavião Kykatejê". A denominação gavião foi dado a diferentes grupos timbiras e vem das penas da ave usadas em suasflechas[1].
Em2010 perfaziam aproximadamente 320 indivíduos. Vivem naTerra Indígena Mãe Maria, localizada no município deBom Jesus do Tocantins, nosudeste do estado doPará[2].
Os Kyikatêjê fazem parte do tronco linguísticomacro-jê e do grupo dostimbiras.[3]
Os timbiras, por sua vez, se dividem entre os ocidentais na margem esquerda dorio Tocantins(Apinajé, no Tocantins) e orientais na margem direita do rio Tocantins (Gaviões do Oeste no Pará; Gavião Pukobyê, Krikati, Canela, Krenyê, Krepumkateyê, no Maranhão; Krahô, no Tocantins).[3][4]
Os “Gaviões do Oeste” vieram a se fixar a margem direita dorio Tocantins, por rejeição ao contato com a frente de expansão, sobretudo criadores de gado nos campos maranhenses, se reorganizando em três unidades nomeadas de acordo com a localização em relação à bacia do rio Tocantins:Parkatêjê (o povo da jusante); Kykatêjê (povo da montante), e que por motivo de conflitos contra o primeiro povo, refugiou-se na montante do rio Tocantins; eAkrãtikatêjê (povo da montanha), que ocupava as cabeceiras do rio Capim.[5]
Os Kyikatêjê também são conhecidos como “turma do Maranhão” em razão de, no começo doséculo XX, por motivo de conflito com os Parkatêjê e por recusar o contato com o homem branco, refugiaram-se em direção ao Maranhão, na região situada no curso do igarapé dos Frades, um afluente do rio Tocantins, no entorno dos atuais municípios deCidelândia eVila Nova dos Martírios, mas que na época faziam parte do município deImperatriz.[5]
Diante dos conflitos provocados pelas frentes de ocupação em seu território, aFUNAI promoveu a sua remoção para aTerra Indígena Mãe Maria, em 1969.[5]
Vivendo juntamente com os Parkatêjê, os Kyikatêjê decidiram se separar e fundar uma nova aldeia em 2001, na TI Mãe Maria. Os Parkatêjê continuaram vivendo na altura do Km 30 da BR-222, enquanto os Kyikatêjê vivem no Km 25.[6]
O povo Kyikatêjê é falante dalíngua Kyikatêjê, uma variedade linguística muito próxima doParkatêjê, e que juntamente com Krahô, Krinkati, Canela Ramkókamekra, Canela Apanyekrá, Gavião-Pykobjê e Apinayé, faz parte de um grupo de línguas conhecido como “Complexo dialetal Timbira”, pertencente à família Jê, do tronco linguístico Macro-Jê.[6]
Uma das maiores tradições é acorrida de toras: as equipes de revezamento (formada somente por homens), carregam troncos de buriti nos ombros. O mais importante não é quem chega primeiro, o que vale mais é o divertimento. A comemoração é maior quando as equipes chegam juntas ou quase juntas[7].
O povo Kykatejê também tem um time de futebol que disputa ocampeonato paraense de futebol oGavião Kyikatejê Futebol Clube. É o primeiro time de futebol indígena do Brasil, e a maioria dos atletas é da aldeia que dá nome ao clube[8]. O treinador Zeca Gavião é também o primeiro técnico indígena do país[9].