Nasceu perto deAugsburgo, no atual estado alemão deBaviera. Era filho de um católico, professor de umaVolksschule (ciclo preparatório) e foi ele próprio professor do ensino primário até 1914, ano em que se incorporou no exército alemão. NaPrimeira Guerra Mundial, Streicher foi condecorado com uma cruz de ferro e quando foi assinado o armistício de 1918 era tenente.
Em 1923, Streicher fundou e editou o jornal racista "Der Stürmer" (1923-45) que ele usou para incrementar o profundo ódio contra os judeus, entre os leitores do jornal. O jornal iria chegar a ter uma tiragem de 800 mil exemplares. Nesse jornal, Streicher argumentava que os judeus eram responsáveis pela depressão, desemprego, manipulação da opinião pública, domínio da imprensa e inflação na Alemanha. Ele afirmava que os judeus eram proxenetas e mais de 90% das prostitutas do país eram judias.
Em 1940 ele foi retirado de todos os cargos do partido após ter publicado histórias não verdadeiras sobreHermann Goering. Ele manteria no entanto boas relações com Adolf Hitler. Numa manifestação, em 1937, por ocasião do encontro de Hitler eMussolini, Streicher montou uma exposição dedicada a denunciar os males doComunismo e a sua conexão com os judeus.[1] Ele combateu também oCatolicismo alemão.[2]
Julius Streicher foi condenado porcrime contra a humanidade nosTribunais de Guerra de Nuremberg. Foi executado porenforcamento. Foi executado no dia 16 de outubro de 1946, junto dos outros réus condenados. Suas últimas palavras, proferidas antes da abertura do alçapão, foram "Heil Hitler", seguido por "Purim-fest 1946", e enfim "OsBolcheviques enforcarão-os um dia", fato este que foi noticiado em grandes jornais da época.
Julius foi citado pela norte-americanaAmazon.com várias vezes em 2020 com livros e a sérieHunters.[3]
Referências
↑GOTTFRIED, Ted.Nazi Germany: the face of tyranny. Kar-Ben Publishing, Minneapolis. p.66.
↑HEILBRONNER, Oded.Catholicism, political culture, and the countryside: a social history of the Nazi Party in South Germany. The University of Michigan Press. 1998. p. 140.