Em 2002, Jules ingressou noKart com a 3ª colocação no Trophée des Jeunes, ao somar 97 pontos, no mesmo ano ele participou da Grand Prix Karting e da Monaco Kart Cup.
Em 2003, ele competiu pela European Championship - Western Region Qualification onde foi vice-campeão e prosseguiu a temporada competindo pela South Garda Winter Cup ICA Junior e a Andrea Margutti Trophy - ICA Junior onde concluiu o campeonato em 3º e prosseguiu pelo Italian Open Masters, Grand Prix Karting, fechando o ano com a CIK-FIA European Junior Championship.
Para 2004 ele iniciou na 3ª colocação do Andrea Margutti Trophy e na Copa Campeones Throphy onde foi vice-campeão. O vice-campeonato se repetiu na Grand Prix Karting com 281 pontos e novamente um vice na European Championship e fechando o ano com a Italian Open Masters.
Em 2005, o ano começou com a South Garda Winter, mas foi na Copa Campeones Throphy que Bianchi chegou ao seu primeiro título na carreira, após o título ele parte para a Andrea Margutti Throphy Formula A, mas foi na Asia-Pacific Championship Formula A que ele novamente chegou ao título pela equipe Maranello, ele terminou com o ano competindo na Italian Open Masters, European Championship e World Championship Formula A.
Em 2006 ele abriu o ano com o French Championship Elite onde foi 13º com 102 pontos, e na WSK International Series ICC ele conseguiu um novo título com 67 pontos pela Maranello Maxter, o restante do ano incluiu a WSK International Series Formula A, World Cup ICC, então na Italian Open Masters ele conseguiu uma 3º colocação com 124 e 2º na World Cup Formula A, além do European Championship Formula A onde foi 5º com 43 pontos, e novamente 5º no Andrea Margutti Throphy Formula A. Bianchi se despediu dokartismo com o vice-campeonato da South Garda Winter Cup Formula A, e então chegou a vez dos fórmulas na carreira do pronto e já observado pelaFerrari, Jules Bianchi, agora empresariado por Nicolas Toad[5]
A carreira de Bianchi nos fórmulas começa comFórmula Renault 2.0 Eurocup em 2007, foram seis corridas intercaladas entre as etapas do campeonato onde Jules correu a terceira, quarta, quinta (onde ele fez apole), sexta (onde fez a volta mais rápida), décima terceira e décima quarta, foram 4 pontos e a 22ª colocação no campeonato pela SG Drivers Project que utilizava um Tatuus FR2000
Na sequência do ano, com o mesmo carro ele chegou ao título do Campionnat de France Formula Renault 2.0 com seispódios, cincopoles e dezvoltas mais rápidas em treze corridas com cinco vitórias, com destaque para as vitórias com pole e voltas mais rápidas emMagny-Cours eBarcelona, e o terceiro lugar na última etapa na segunda bateria em Barcelona que encerrou o ano com o título e números esmagadores e impressionantes.
Em 2008, Jules ficou em nono pelaART Grand Prix, com seu Dallara F308 Mercedes noGP de Macau de F3, e venceu o GP deZolder com a mesma configuração pela GP Masters Formula 3. O sucesso foi confirmado naFórmula 3 Euro Series, foram vinte etapas, duas poles (Brands Hatch,LeMans eHocknheim), duas voltas mais rápidas (Brands Hatch e Hocknheim), foram cinco pódios (Mugello,Zandvoort,Nuburgring em corrida dupla eBarcelona) e duas vitórias Le Mans e Hockenheim, os resultados somados deram a Bianchi a 3ª colocação no campeonato[5]
Em 2009, Jules já era observado pelaFerrari pelo seu desempenho nas categorias de desenvolvimento o que o levou até uma posição de destaque naFerrari Driver Academy, e com a carreira gerenciada por Nicolas Todt, empresário de pilotos comoFelipe Massa (então titular da Ferrari) eCharles Leclerc, além de ser cofundador daART, e isso fez com que Bianchi finalmente tivesse seu primeiro contato com umF1, na ocasião em testes com aFerrari F60[6]
Em 2010 a temporada ele começa terceiro lugar naGP2 Series, seus 53 pontos pelaART Grand Prix, com destaque para os quatro pódios, a terceira colocação emMônaco e os segundos lugares emValência,Silverstone, além das poles emBarcelona, Silverstone eMonza e a volta mais rápida emHockenheim, o carro da campanha foi oDallara GP2-08 de motor Renault e pneus Bridgestone. NaGP2 Asia Series foram cinco corridas, apenas um pódio na etapa inicial deYas Marina, uma pole noBahrain, e asvoltas mais rápidas na segunda e quarta etapas do Bahrain da qual na última ele abandonou, campeonato em questão foi disputado com umDallara GP2/05.
Em seguida o ano terminou com mais serviços prestados aos testes daFerrari para 2010. Para 2011, aART se tornouLotus ART e a nova pintura histórica foi levada por Jules ao terceiro lugar do campeonato, com uma vitória (Silverstone), cincopódios (3º emIstanbul eMonza) e uma pole (Silverstone). AGP2 Asia Series foi marcada por um vice-campeonato, dessa vez o carro usado foi umDallara GP2/11 Renault, com vitória emYas Marina evolta mais rápida marcada, além do pódio emImola com a terceira posição
Em 2012 veio a despedida definitiva das categorias, com a Formula Renault 3.5 Series e um novo vice-campeonato, 185 pontos com três vitórias, cinco pódios (2º emMonte Carlo,Spa-Francorchamps eAutodrom Moscow) (3º emSilverstone eHungaroring), cinco poles (Nurburgring, Moscou, Silverstone,Paul Ricard eBarcelona) e sete voltas mais rápidas (Monte Carlo, Spa primeira e segunda etapa, e Nurburgring em seguida, e após Moscou, Silverstone e Hungaroring) com o Dallara FR35-12 de motores Zytek e pneus Michelin daTech 1 Racing.[7][8]
Jules testando pela Force India em 2013
Na F1 ele dividiu os trabalhos de terceiro piloto entreFerrari e o empréstimo para a hoje extintaSahara Force índia, Jules estava pronto para o circo da Fórmula 1 de forma oficial e definitiva[6][9]
Jules Bianchi competiu pela equipe Britânica-Russa,Marussia F1 Team, durante a temporada completa de 2013, foram dezenove corridas onde ele não teve oportunidade de pontuar com aMarussia MR02 de número 22 de motorCosworth e pneus Pirelli, ele foi o 19º no campeonato de 23 pilotos, seu melhor resultado foi a 13ª posição emSepang, mesmo sendo presença constante no fundo do grid, ele superou facilmente o duelo interno com seu companheiro de equipeMax Chilton, que encerrou a temporada na 23ª e última colocação dentre o campeonato de pilotos[10][11]
Cotado como substituto deKimi Raikkonen naFerrari, Jules iniciou a temporada 2014 com aMarussia sem apresentar grandes evoluções entre as equipes da segunda metade do grid em comparação ao ano anterior, uma temporada de início mais desafiadora que a anterior inclusive, abandonando as duas primeiras corridas emAlbert Park eSepang e chegando em 16º, 17º, 18º noBahrain,Shanghai eBarcelona respectivamente, eis que chegou o final de semana doGP de Mônaco daquela temporada[12]
Bianchi se aprontando para mais uma corrida pelaMarussia com seu capacete
Bianchi fez uma condução espetacular extraindo o máximo no limite do extremo da sua maquina com destaque para a ultrapassagem na La Rascasse sobreKamui Kobayashi e suaCaterham, durante a corrida Jules sofreu uma punição de +5 segundos ao seu tempo final de corrida por ter parado seu carro no grid de largada de forma incorreta o que forçou o francês a acelerar o ritmo para abrir vantagem superior a punição sobre o carro de seu compatriotaRomain Grosjean, durante essa tentativa,Raikkonen eMagnussen quase bateram no Hairpen do Grand Hotel e ficaram travados devido a falta de espaço, o que fez Bianchi ultrapassa-los e posteriormente concluir a corrida em P8, porém sem conseguir abrir os 5 segundos para Grosjean sua posição final foi a 9ª colocação, dando a Marussia seus primeiros e únicos 2 pontos em sua história e primeiros pontos de uma das consideradas 'novas equipes nanicas' da era moderna da F1, feito extremamente comemorado no rádio junto ao seu chefe de equipeJohn Booth e com a equipe no pós-corrida, na ocasião seu companheiro de equipeMax Chilton foi o 14º e último colocado, tomando 3 voltas do vencedorNico Rosberg[13][14]
O restante da temporada foi de baixo desempenho como de normalmente era a vida das Marussias, tendo como novo melhor resultado pós-Mônaco apenas uma 14ª colocação emSilverstone três corridas mais tarde[15]
Na décima quinta corrida da temporada emSuzuka o clima era tenso acima de qualquer outra corrida sob chuva, pois otufão Phafone estava se aproximando do Japão e gerando estragos e problemas ao longo da costa Asiática, os ventos de 130 km/h e forte chuva abriram o domingo de GP que teve sua largada mantida para o horário original das 15h locais. A largada foi dada comSafety car na pista a frente do pelotão antes de uma nenhum pouco demoradabandeira vermelha ser agitada já na volta 3 das 53 previstas, onde a imagem exibe pela última vez uma imagem de Jules como o conhecemos, ele estava limpando a viseira do seu capacete dentro da garagem da Marussia, enquanto os relatos eram de baixa visibilidade por parte dos pilotos dentro de seus carros que começaram a correr sob bandeira verde apenas na 10ª volta[16]. Na volta 42,Adrian Sutil rodou com suaSauber C33 e tocou de leve a barreira de pneus na curva Dunlop, imediatamente a curva passou a ser sinalizada com as bandeiras amarelas duplas, alertando os cuidados para o setor que haviaaquaplanagem
Em seguida as câmeras mostraram uma agitação ao redor do trator grua, porém o próprio encobria o que estava acontecendo a sua direita, enquanto a transmissão da FIA mostrava o Safety Car eMedical Car saindo de dentro dopit lane, o Medical Car com mais pressa tomando a frente enquanto nenhum replay era exibido, não era possível saber se algo havia acontecido com Sutil mesmo batendo lentamente, ou com um fiscal de pista como se cogitou, até que as telemetrias deixaram claro que Bianchi não completou a sua volta e não respondia pelo rádio, alertados o socorro foi iniciado três minutos depois do choque de Bianchi com o trator grua que retirava o carro de Sutil, apenas algumas filmagens de fãs na arquibancada mostraram ao mundo horas depois a Marussia de Bianchi acertando o trator de uma forma que o mesmo chegou sair do chão, fotos posteriormente mostravam Sutil e os fiscais com expressões faciais de pânico com as mãos na cabeça pelo que presenciaram, a corrida foi colocada sobre bandeira vermelha nove minutos depois do choque, e em seguida a direção de prova informou que a corrida não iria ser reiniciada, ele foi levado ao Hospital de Mie de ambulância já que o helicóptero não poderia levantar voo sobre as condições climáticas do momento, foram 17 km por solo[17][18]
As conclusões daFIA sobre o acidente foram que Jules não diminuiu a velocidade o suficiente no setor de bandeiras amarelas, prova disso é que ele perdeu o controle a 213 km/h, 2.6 segundos antes do impacto, também se percebeu na telemetria que ele acelerou e freou ao mesmo tempo esperando que isso desligasse o motor do carro, porém o sistema da Marussia era incompatível com essa medida de segurança existente na época, o que por consequência não diminuiu a velocidade de forma considerável, o impacto com o trator aconteceu aos 126 km/h acertando o lado esquerdo do capacete de Bianchi, a desaceleração foi de 58g, estimativas extraoficiais dizem que no capacete o impacto tenha sido de 254g considerado altíssimo para chances de sobrevivência, ainda mais tendo esse nível de desaceleração concentrada só cabeça, o diagnóstico era de uma Lesão Axonal Difusa[19][20][21]
Após várias cirurgias no Japão e depois transportado para a França em novembro de 2014, Bianchi seguia em coma de estado gravíssimo quase sem possibilidade de reversão e sem melhoras significativas, nove meses depois do acidente, sua família seguia acompanhando de perto o seu estado e esperando pelo pior. O quadro mais desesperançoso indicava um permanente estado vegetativo. Jules Bianchi é declarado morto no dia 17 de Julho de 2015 em sua terra natal, Nice, aos 25 anos de idade[22][23]. Essa foi a primeira morte em decorrência de um final de semana de GP de Fórmula 1, desdeGrande Prêmio de San Marino de 1994, o mundo da F1 ficou chocado, alguns pilotos compareceram ao seu enterro e carregaram seu caixão e se reuniram na corrida seguinte naHungria para fazer orações juntos e um minuto de silêncio ao redor de seu capacete junto aos capacetes dos demais pilotos do grid vigente, seu pai esteve presente levando o capacete de Jules aos pilotos do grid de 2015[24][25].
De imediato, voltaram os debates sobre a necessidade imediata de se criar uma cobertura sobre o capacete dos pilotos, ainda em 2015 se cogitou um escudo protetor semelhante ao que seria aplicado naFórmula Indy posteriormente, então em 2018 a F1 coloca como parte obrigatória ao seus carros oHalo, porém se estima que a projeção da peça seria incapaz de suportar impacto semelhante ao que feriu fatalmente Bianchi, porém a peça de segurança auxiliou na proteção de possíveis acidentes que poderiam causar ferimentos graves ou até mesmo letais desde a sua implantação[26][27]
Memorial dos fans da Ferrari em homenagem a Bianchi 'Jules em nosso coração' diz ao centro escrito em Italiano
Discordando das analises e perícias daFIA sobre a causa do acidente, a família de Bianchi entrou na justiça contraF1, FIA eMarussia motivados pelo parecer final indicar uma série de erros de Bianchi e não das demais falhas de procedimentos ocorridas no Grande Prêmio, como: o horário que a corrida foi iniciada sabendo das condições climáticas alteradas pelo tufão, por quê não houve a entrada imediata doSafety Car após Sutil sair da pista e precisar ter o seu carro removido após abandonar a prova, por quê na curva seguinte havia uma bandeira verde (exibida ao vivo durante a transmissão) e o principal, se foi correto posicionar um trator na área de escape da pista de frente para uma curva rápida. Após uma comissão analisar todos os fatos e a coerência dos procedimentos em todos os 384 acidentes nos 8 anos antes do GP do Japão de 2014 as conclusões foram as seguintes: a organização não desejou alterar o horário da largada e seu horário não foi determinante para o acontecimento do acidente, o uso da bandeira verde na curva seguinte a do acidente foi correto, já que a corrida retorna as condições normais após passar pela bandeira e não após vê-la, o caso segue aberto na justiça[27][28]
Número 17, eternamente aposentado da F1 pós-Jules Bianchi
Já noGP dos Estados Unidos, duas corridas depois do Japão, a F1 testou um sistema usado de forma definitiva até hoje chamado de Virtual Safety Car, onde os carros reduzem a velocidade sem diminuir ou aumentar a distância para os demais competidores a frente ou atrás, ela é usada em situações de meio termo, onde não seria preciso uma entrada do Safety Car comum, mas haveria necessidade de uma diminuição de velocidade por precaução para uma quilometragem pré-determinada, o VSC é usado desde 2015 na F1[29][30]
A Fórmula 1 em sua homenagem aposentou o número 17, que era usado por Bianchi[31], rumores apontavam que aFerrari colocaria Bianchi para correr naSauber em 2015 com um carro de 'meio de grid', e logo após segundoLuca de Montezemolo, ele seria o substituto deKimi Raikkonen na Ferrari, porém, por destino da F1 quem entrou no lugar de Raikkonen foi o seu afilhado,Charles Leclerc que já declarou que Bianchi: 'merecia a Ferrari muito mais que ele próprio'.[32][33]
Jules sendo presenteado por uma garotinhaMalaia no Paddock
Os procedimentos da era pós-Bianchi ficaram mais cuidados, porém com algumas amostras de imprudência e falta de organização, como noGrande Prêmio do Japão de 2022 na mesma pista deSuzuka durante a remoção do carro acidentado deCarlos Sainz, o francês e amigo de Bianchi,Pierre Gasly sob baixa visibilidade passou perto de um trator grua que circulava dentro da pista com fiscais auxiliando o reboque ao seu redor, o que provocou aira de Gasly, após uma bandeira vermelha que interrompeu a prova no seu início assim como em 2014, Gasly comunicou a sua equipe, aAlphaTauri, e apareceu na transmissão dentro da garagem totalmente transtornado durante a sequência do período em bandeira vermelha, pós-corrida todos os pilotos que foram questionados classificaram um acontecimento inaceitável e um atentado contra a vida dos competidores[34][35][36]. O pai de Bianchi, Philippe Bianchi, imediatamente durante a corrida foi a sua rede social dizendo que: 'a F1 não tinha respeito pela memória de Jules'[37]. A imagem de Gasly passando perto do trator grua e fiscais só foi possível de ser vista pela câmera on board selecionada por alguns pagantes do aplicativo de transmissão da F1 e colocada na internet ainda durante a corrida, as imagens rodaram o mundo com grande velocidade por compartilhamentos.
Jules Bianchi só entrou na F1 pilotando pelaMarussia porquê os patrocinadores do brasileiro,Luiz Razia, não efeituaram partes dos pagamentos que seriam repassados a Marussia, sendo assim o Brasileiro não conseguiu ingressar na categoria máxima do automobilismo, o Brasileiro chegou a assinar e ser anunciado como piloto titular da qual testou e participou de seus compromissos profissionais por 24 dias, ele foi demitido em 1 de Março de 2013, antes do campeonato começar. Bianchi por sua vez, tinha planos de ser promovido de piloto de testes para piloto titular daForce India em 2013, porém a equipe preferiu optar porAdrian Sutil, que vinte meses depois seria testemunha ocular de seu futuro acidente fatal.[7]
Já com renome nas categorias de formação do automobilismo mundial e com mesmo empresário deFelipe Massa, organizador do evento, Jules Bianchi foi convidado e venceu oDesafio Internacional das Estrelas de Kart de 2013, ele fez pole position e venceu a primeira corrida, e após chegar em quarto na segunda corrida se consagrou o grande campeão daquela edição com 40 pontos, a primeira realizada dentro doBeto Carreiro World, Jules foi o único francês presente naquela edição do evento.