| Joseph Breen | |
|---|---|
| Nome completo | Joseph Ignatius Breen |
| Nascimento | |
| Morte | 5 de dezembro de1965 (77 anos) |
| Cônjuge | Mary Dervin (1914-até sua morte) |
| Filho(a)(s) | 6 |
| Alma mater | Saint Joseph's University |
| Ocupação | jornalista,roteirista |
| Religião | Catolicismo romano |
Joseph Ignatius Breen (Filadélfia,14 de outubro de1888 -Los Angeles,5 de dezembro de1965) foi um jornalistaestadunidense. De 1934 a 1954 ele atuou como chefe da Administração doCódigo de Produção de Hollywood (Production Code Administration, PCA).[1]
Breen era o mais novo dos três filhos de Mary e Hugh A. Breen, nascidos naFiladélfia. Seu pai havia emigrado daIrlanda e conheceu sua mãe, Mary, emNova Jersey.[2] Breen foi criado em um larcatólico romano rigoroso e frequentou a Gesu Parish School até a oitava série e após, também estudou na Boys Catholic High School.[3] Ele frequentou o Saint Joseph's College, mas desistiu depois de dois anos, após o que trabalhou como repórter de um jornal por quatorze anos na Filadélfia,Washington, D.C. eChicago.[3] Após isto, Breen foi para oUnited States Foreign Service por quatro anos, servindo emKingston capital daJamaica e emToronto noCanadá.[2]
Em 1926, atuou como diretor de publicidade do 28º Congresso Eucarístico Internacional na cidade de Chicago.[4]
Breen era jornalista e um "leigo influente" nacomunidade católica.[5] Sendo constantemente chamado porWill H. Hays para "solucionar problemas" em 1931.[6]
Por volta de 1933, aLegião Nacional Católica da Decência foi fundada e começou a classificar filmes de forma independente, pressionando aindústria cinematográfica do país. De 1933 até 1934, a Legião, juntamente com vários grupos protestantes, lançou planos para boicotar longa-metragem que consideravam "imorais".[7] AMotion Picture Producers and Distributors of America (MPPDA) havia, até então, imposto os próprios padrões de autocensura da comuns, embora não muito seriamente.[8] Hays, que estava encarregado de aplicar este código voluntário desde 1927, temia que os esforços da NLD pudessem enfraquecer seu próprio poder e o de seu escritório e prejudicar os lucros da indústria.[8] Ele então colocou Breen para chefiar a MPPDA pelo departamento recém-criado chamadoCódigo Hays.[9] Ao contrário das tentativas anteriores de autocensura, as decisões agora tornaram-se vinculativas — nenhum filme poderia ser exibido em um cinema americano sem um selo de aprovação da censura.[10] E qualquer empresa que tentasse fazer isso enfrentaria uma multa de US$ 25.000.[11]
Após dez anos de censura voluntária malsucedida e de expansão dos conselhos de censura locais, o código foi então aprovado sendo aplicado nacionalmente a partir de 1º de julho de 1934.[10] A revistaLiberty em 1936 reage de forma desfavorável a nomeação de Breen deu "mais influência na padronização do pensamento mundial do queMussolini,Hitler ouStalin".[12]
Breen escreveu cartasantissemitas no início da década de 1930, incluindo frases como "Noventa e cinco por cento dessas pessoas são judeus de uma linhagem doLeste Europeu. Eles são, provavelmente, a escória da escória da terra".[13] Ao final de 1934, ele foi "publicamente e abertamente anti-antissemita".[14] E colaborava ocasionalmente comGeorg Gyssling representante daAlemanha Nazista emHollywood.[15]
William Dudley Pelley, o fundador da organização antissemita Silver Legion of America, acreditava que os judeus controlavam a indústria cinematográfica, que ele considerava o "meio de propaganda mais eficaz na América", durante a década de 1930.[16] Por isso, ele aplaudiu o fato de Breen ter assumido o poder da censura sobre Hollywood. Breen estava profundamente preocupado que cineastas judeus tentassem usar os maus-tratos dos nazistas ao seu povo durante a década de 1930 como um "veículo de propaganda".[17] Ele estava preocupado que os alemães se ofendesse com a representação maligna dos nazistas, então alertou especificamente os produtores para evitarem o assunto completamente, dizendo que "[h]á um forte sentimento pró-alemão e antissemita neste país [...] e embora aqueles que provavelmente aprovariam um filme anti-Hitler possam pensar bem de tal empreendimento, eles devem ter em mente que milhões de americanos podem pensar o contrário".[18] O censurador afirmou que obras anti-nazistas estavam sendo coordenadas pela Liga Anti-Nazista que ele alegou ser "conduzida e financiada quase inteiramente por judeus".[17] Breen pressionou aMetro-Goldwyn-Mayer a abandonar os planos de filmar o romance antifascista mais vendido deSinclair Lewis,It Can't Happen Here, depois de insistir por 60 vezes. Ele também pediu à MGM em 1938 para mudar o vilão nazista na adaptação deThree Comrades para "fugir da sugestão de que estamos lidando com violência nazista ou terrorismo".[15]
Breen não emitiu uma declaração contra o antissemitismo até julho de 1939, que dizia, em parte: "Em meu julgamento, não há nada mais importante para nós, católicos, fazermos no momento presente do que usar nossas energias para conter a maré de intolerância e hostilidade racial".[19] Isso ocorreu após declarações no final de 1938 doPapa Pio XI denunciando o antissemitismo, afirmando que "não é possível para os cristãos participarem do antissemitismo", bem como do recém-formado Comitê de Católicos para Combater o Antissemitismo. Os dois autores do Código Hays,Martin J. Quigley e o Rev. Daniel Lord promoveram a causa. Quigley pediu a Breen que ajudasse a reunir declarações de apoio de católicos na indústria cinematográfica de Hollywood.
Breen demitiu-se em abril de 1941, atribuindo sua saída ao "excesso de trabalho e à necessidade de um longo descanso".[20] Ficando brevemente como gerente geral daRKO Pictures porém retornou a sua função anteriormente em 1942.[6]
Em meados da década de 1950, o poder de Breen sobre Hollywood estava diminuindo. Por exemplo,Samuel Goldwyn insistiu publicamente que o código hays fosse revisado. Na mesma época,Howard Hughes o dono da RKO, lançouThe French Line (1953) que continha cenas reveladoras da atrizJane Russell em um maiô, apesar de Breen ter se recusado a aprovar o lançamento do longa-metragem.[21] Durante 1951, o escritório de Breen se recusou a aprovar o filme deOtto Preminger,The Moon Is Blue (1953), devido a certas objeções no diálogo.[22] Mas, aUnited Artists apoiou o diretor em sua decisão de lançar o longa-metragem mesmo sem a aprovação da censura.[23]
Em 1954, no mesmo ano em que se aposentou, em resposta a esses eventos em uma entrevista com Aline Mosby, Breen afirmou que "após os eventos dos últimos 10 meses -The French Line eThe Moon Is Blue - o código está mais arraigado do que nunca".[21]Geoffrey Shurlock o substituiu no cargo.[24] Após aposentar-se ele foi premiado com umOscar honorário por "sua gestão consciente, de mente aberta e digna do nosso Código de Produção Cinematográfica".[25]
Em fevereiro de 1914, Breen casou-se com Mary Dervin, com quem teve seis filhos: três meninos e três meninas. Seu filho Joseph Breen, Jr. tornou-se escritor e diretor.[26] Um de seus outros filhos, Thomas, cuja perna direita foi amputada devido a um ferimento de combate emGuam durante aSegunda Guerra Mundial, foi escalado para um papel importante no filme deJean Renoir,Le Fleuve (1951), interpretando umveterano de guerra ferido. Renoir não sabia na época que Thomas era filho de Joseph Breen.[27]
Após sua aposentadoria, Breen mudou-se paraPhoenix noArizona, com sua esposa Mary. Ele sofreu com problemas de saúde em seus últimos anos e acabou perdendo o uso das pernas. Ele morreu aos 77 anos em 5 de dezembro de 1965, no Brentwood Convalescent Home emLos Angeles e foi enterrado noCemitério Holy Cross no municípioCulver City.[28]
No filmeThe Aviator de 2004 dirigido porMartin Scorcese, Joseph Breen é interpretado porEdward Herrmann.
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