Kerry substituiuHillary Clinton na secretaria de estado em fevereiro de 2013. Ele foi escolhido pelo presidenteBarack Obama em dezembro de 2012.[1][2] Neste cargo, mostra boa qualificação falando fluentemente oalemão e ofrancês.[3]
Nas primárias do Partido Democrata de 2004, John Kerry derrotou vários membros proeminentes do partido, entre os quaisJohn Edwards,Howard Dean eWesley Clark. Sua vitória na convenção emIowa é tida como o fio condutor de sua campanha revigorada nos estados doArizona,Carolina do Sul eNovo México. Kerry, então, venceu também emNevada eWisconsin. O Partido Democrata o nomeou candidato para aeleição presidencial de 2004 para concorrer contra a reeleição deGeorge W. Bush. Em6 de julho de2004, Kerry anunciouJohn Edwards como seu companheiro de chapa.[4] No entanto, segundoBob Shrum, após as eleições de 2004 Kerry teria se arrependido de escolher Edwards como seu companheiro de chapa.[5] Em participação no programaThis Week, daABC, Kerry recusou a responder as perguntas sobre os comentários de Shrum, referindo-se a elas como "ridícula perda de tempo".[6]
Durante sua campanha de 2004, Kerry criticou severas vezes George W. Bush, o então Presidente e seu adversário, por conta daGuerra do Iraque.[7] Apesar de ter votado a favor de resposta ofensiva contraSaddam Hussein, votou contra o investimento de 87 bilhões dedólares para financiar a guerra. Em discurso, Kerry afirmou erroneamente que "votou no financiamento de 87 bilhões para a guerra", sendo esta uma das declarações que contribuíram para sua desestabilização perante o candidato opositor.[8]
Em 3 de novembro de 2004, Kerry reconheceu sua derrota por telefone. O candidato democrata recebeu 59,3 milhões de votos, o equivalente a 48,3% do voto popular. Bush, em contrapartida, recebeu 62 milhões de votos, o equivalente a 50,7% dos votos válidos. Kerry recebeu 252votos eleitorais, contra 286 de Bush.
Em 15 de dezembro de 2012, vários meios de informação publicaram que o Presidente Barack Obama iria nomear Kerry para suceder Hillary Clinton como Secretário de Estado,[9][10] apósSusan Rice ter solicitado a retirada de seu nome dentre as preferências do presidente.[11] Em 21 de dezembro, Obama propôs a nomeação de Kerry, que foi recebida positivamente, e confirmado pelo Senado em 24 de janeiro de 2013.[12] O Comitê de Relações Exteriores do Senado aprovou sua nomeação por 94 contra 3 votos.[13] Em carta aoGovernador de Massachusetts,Deval Patrick, Kerry anunciou seu afastamento do Senado para a assumir o cargo naCasa Branca.[14]
Após seis meses de diplomacia rigorosa com o Oriente Médio, John Kerry pôde dar início àsConversações de Paz entre Israelenses e Palestinos em 2013. Oficiais seniors dos Estados Unidos afirmaram que ambos os lados estavam aptos a reunirem-se em 30 de julho de 2013 na sede do Departamento de Estado, sem a mediação de autoridades americanas.[15][16]
Em 27 de setembro de 2013, Kerry reuniu-se com o Ministro do Exterior iraniano,Mohammad Javad Zarif, durante a cimeiraP5+1. Outras conversações ocorrera posteriormente, sendo que este foi o mais alto contato diplomático entre os Estados Unidos e o Irã em seis anos. Por conta de sua iniciativa, Kerry tornou-se o primeiro Secretário de Estado norte-americano a reunir-se com um ministro iraniano desde aRevolução Iraniana.[17][18]
No Departamento de Estado, Kerry ficou conhecido como "indiferente, introvertido e desinteressado em ler memorandos".[19] Funcionários de carreira do Departamento, no entanto, o têm criticado por centralizar o poder na agência, tornando as operações mais lentas. Outros o descrevem como possuidor de "um tipo de transtorno de déficit de atenção diplomática", uma vez que não costuma concentrar-se em estratégias de longo prazo. Quando questionado se viajava muito ao exterior, Kerry respondeu prontamente que não. Apesar dos seus esforços e conquistas no Departamento de Estado, sua popularidade entre os funcionários é menor do que sua antecessora.[20][21]
Após oAtaque químico de Ghouta ser atribuído ao governo sírio, Kerry passou a defender publicamente o uso de força militar contra o governo deBashar Al-Assad, ao que ele se refere como "uso brutal e flagrante de armas químicas por umdéspota".[22][23]
Em setembro de 2013, ao ser questionado se a Síria poderia evitar a resposta militar norte-americana, Kerry respondeu que Bashar Al-Assad "poderia entregar cada uma de suas armas nucleares para a comunidade internacional em uma semana (...) mas que não iria fazê-lo e isto não seria possível". Esta observação espontânea, apesar de considerada uma gafe, influenciou o governo sírio a abandonar e destruir suas armas químicas.[24][25] Em resposta, o Ministro das Relações Exteriores daRússia,Sergey Lavrov, afirmou que seu país trabalharia "imediatamente" para convencer a Síria a abandonar o uso de armas químicas.
O governo sírio aceitou formalmente a proposta e em 14 de setembro, as Nações Unidas aceitou o país na convenção de destruição de armas químicas. No entanto, oConselho de Segurança ordenou a destruição das armas no país e entrou com uma resolução para condenar oficialmente os ataques de Ghouta.