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Ixiolirionaceae

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(Redirecionado deIxioliriaceae)
Como ler uma infocaixa de taxonomiaIxiolirionaceae
(ex-Ixioliriaceae)
Ixiolirion
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Ordem:Asparagales
Família:Ixiolirionaceae
Nakai[1]
Género:Ixiolirion
Fisch.exHerb.[2]
Espécies
1 género; 4 espécies
Sinónimos[3]
Ixiolirion tataricum var.tataricum (hábito).
Illustração deIxiolirion tataricum (dePaxton’s Flower Garden, 1880).
Detalha da inflorescência deIxiolirion tataricum.

Ixiolirionaceae (por vezes Ixioliriaceae) é umafamíliamonotípica deplantas com flor cujo únicogénero éIxiolirion, umtáxon que agrupa quatroespéciesnativas numa região que se estende doMédio Oriente aocentro esudoeste da Ásia.[4] Conhecidas como «lírio-azul» ou «lírio-das-estepes», algumas espécies, com destaque paraIxiolirion tataricum, são utilizadas comoplanta ornamental nas regiões temperadas e frias.

Descrição

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As espécies do géneroIxiolirion sãoplantas herbáceas perenes que atingem alturas de até 50 cm, comcormos bem desenvolvidos, em forma de cebola e circundados por uma concha membranosa (a túnica), que funcionam como órgãos de persistência durante o inverno.

Asfolhas são sésseis e simples, de inserção basal, numafilotaxia em forma deroseta, mais ou menos pronunciada, dispostas alternadamente e em espiral. A lâmina da folha é plana, linear ou lanceolada, comnervação paralelinérvea. A margem da folha é lisa.

Asflores agrupam-se eminflorescências terminais compostas, em forma deumbelas oupanículas ouracemosas, geralmente com apenas algumas flores em cada grupo.Brácteas podem estar presentes ou ausentes.

As flores são grandes, curtas, tubulares em forma de funil, comsimetria radial,hermafroditas e trímeras. As seistépalas membranosas são organizados em dois verticilos, livres ou, no máximo, brevemente fundidos na sua base. Aspétalas do verticilo externo são geralmente mais estreitas do que as do verticilo interno. As cores das pétalas varia do quase branco ao roxo e ao azul. Existem dois verticilos com trêsestames férteis em cada um deles. Os estames são livres entre si, mas fundidos com a base das pétalas. Os grãos depólen, constituídos por duas células, apresentam uma abertura e são sulcados. Os trêscarpelos são fundidos a umovário predominantementeínfero, com 15 a 50óvulos por câmara. Oestilete, que é muito mais longo que o ovário, termina numestigma trilobado. As flores apresentamnectário bem desenvolvidos.

Asfrutos sãocápsulas com três câmaras, cada uma das quais com múltiplassementes. As sementes são pequenas e enrugadas, pretas devido à presença defitomelanos. O embrião, bem formado, é quase tão longo quanto oendosperma. Ocotilédone permanece branco mesmo quando exposto à luz.

Em contraste com asAmaryllidaceae, nestas plantas não existemalcalóides, nem mesmo nas flores azuis. Estão presentescélulas mucosas. Onúmero cromossómico básico é x = 12.

Sistemática e distribuição

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As ixioliriáceas são uma pequenafamília de plantasmonocotiledóneas com uma região dedistribuição natural que se estende doEgipto e Turquia àÁsia Central e aoSudoeste Asiático, estando também presente nas áreas temperadas do oeste dosHimalaias. O géneroIxiolirion foi descrito pela primeira vez em 1821,[3] porFriedrich Ernst Ludwig von Fischer numa obra deWilliam Herbert.[5] Umsinónimo taxonómico paraIxiolirionHerb. éKolpakowskiaRegel. A família Ixioliriaceae(Pax)Nakai, presentemente grafada Ixiolirionaceae, foi proposta em 1943 porNakai Takenoshin.[6][7] Na sua presentecircunscrição taxonómica agrupa apenas quatro espécies, com duas subespécies.[7][8]

O géneroIxiolirion foi anteriormente classificado na família dasAmaryllidaceaeJ.St.-Hil.. A família Ixioliriaceae(Pax) Nakai éfilogenética emorfologicamente próxima da antiga famíliaAlliaceaeBatsch ex Borkh. (hoje subfamíliaAllioideae), mas está especialmente relacionada com a famíliaTecophilaeaceaeLeybold, com a qual constitui umclado no contexto dasAsparagales. Com base nestas constatações, e com o aparecimento dos modernos sistemas de classificação de base filogenética, o género foi inicialmente incluído na famíliaAmaryllidaceae, mas reconhecido como parte de uma família autónoma, inicialmente designada por Ixioliraceae, a partir dosistema de classificação APG II, de 2003,[9] e doAPWeb (a partir de 2001[10])

Presentemente o género está incluído numafamília monogenérica, designada por Ixioliriceae, daordemAsparagales dasmonocotiledóneas.[1][11] Esta alteração foi consequência dos resultados deanálises moleculares de ADN, os quais indicaram que ogéneroIxiolirionFisch. exHerbert devia ser segregado da famíliaAmaryllidaceae, onde tradicionalmente era colocado, para conformar a sua própria família. Osistema APG IV, de 2016, corrigiu a grafia do nome da família, a qual passou a ser designada por Ixiolirionaceae.

onome genérico é composto deIxio- elirion (‘lírio’) – o que signifca ‘Ixia- semelhante a lírio’.[12][13] Na sua presentecircunscrição taxonómica esta família monotípica, e em consequência o único género que a integra, agrega as seguintes espécies:[4][14]:

A posição das Ixioliriaceae eTecophilaeaceae na árvores filogenético deAsparagales continua pouco clara. Alguns resultados deanálise molecular de ADN unem estas duas famílias numclado, solução que, por exemplo, recebe apoio moderado em Chaseet al. (2000[15]), Pireset al. (2006[16]) e Givnishet al. (2006[17]). Em Grahamet al. (2006[18]) recebe um apoio mais forte, embora a amostragem seja mais pobre.

Numa análise de 3 genes, conduzida por Fayet al. (2000[19]), oclado apresenta uma amplitude muito grande. Estas duas famílias partilham características como oscormos, ainflorescência folhosa, e muitas vezes, uma inflorescência quase capitada, asfolhas com umafilotaxia9 que lhes confere uma disposição espiralada, com bainha na base, asflores grandes, o verticilo externo detépalas mucronado a aristado, operianto formando um tubo curto, oandroceu inserido na boca, e umnúmero cromossómico x=12 (Soltiset al. 2005 eAPWeb). Também se encontram outras topologias: em Janssen e Bremer (2004[20]) Ixioliriaceae diverge consideravelmente antes (se bem que seja adjacente a) Tecophilaeaceae; e em Daviset al. (2004[21]), com uma amostragem pobre, se encontre algum apoio para irmanar as Ixiolirionaceae com asIridaceae. Também em Chaseet al. (2006[22]) se encontra apoio (esta vez forte) para este parentesco, onde o clado égrupo irmão dasDoryanthaceae (embora com baixo apoio).

Na presente circunscrição dasAsparagales, é possível estabelecer umaárvore filogenética, incluindo os grupos que embora reduzidos à categoria de subfamília foram até recentemente amplamente tratados como famílias, conforme o seguintecladograma assinalado a posição filogenética das Ixiolirionaceae:[23][24]

Asparagales

Orchidaceae

Boryaceae

Hypoxidaceae s.l.

Blandfordiaceae

Lanariaceae

Asteliaceae

Hypoxidaceae

Ixiolirionaceae

Tecophilaeaceae

Doryanthaceae

Iridaceae

Xeronemataceae

Asphodelaceae

Hemerocallidoideae (=Hemerocallidaceae)

Xanthorrhoeoideae (=Xanthorrhoeaceaes.s.)

Asphodeloideae (=Asphodelaceae)

Asparagales 'nucleares' 
Amaryllidaceae s.l.

Agapanthoideae (=Agapanthaceae)

Allioideae (=Alliaceaes.s.)

Amaryllidoideae (=Amaryllidaceaes.s.)

Asparagaceae s.l.

Aphyllanthoideae (=Aphyllanthaceae)

Brodiaeoideae (=Themidaceae)

Scilloideae (=Hyacinthaceae)

Agavoideae (=Agavaceae)

Lomandroideae (=Laxmanniaceae)

Asparagoideae (=Asparagaceaes.s.)

Nolinoideae (=Ruscaceae)

Referências

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  1. abAngiosperm Phylogeny Group (2016). «An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV».Botanical Journal of the Linnean Society.181 (1): 1–20.ISSN 0024-4074.doi:10.1111/boj.12385  !CS1 manut: Usa parâmetro autores (link)
  2. Abreviatura oficial elista de nomes de plantas e fungos atribuídos a Ixiolirionaceae noThe International Plant Names Index (IPNI) (eminglês).
  3. abKew World Checklist of Selected Plant Families
  4. ab«Royal Botanic Gardens, Kew: World Checklist Series». Consultado em 15 de janeiro de 2009 
  5. Bot. Reg., An Appendix Bot. Reg., 37.
  6. Chosakuronbun Mokuroku, 234.
  7. ab«Ixioliriaceae».Tropicos.Missouri Botanical Garden. 100352490. Consultado em 23 de julho de 2018 .
  8. Govaerts & al., Ixiolirionaceae em World Checklist of Selected Plant Families. The Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.
  9. APG II (2003).synergy.com/doi/pdf/10.1046/j.1095-8339.2003.t01-1-00158.x «An Update of the Angiosperm Phylogeny Group Classification for the orders and families of flowering plants: APG II.» Verifique valor|url= (ajuda).Botanical Journal of the Linnean Society (141): 399-436. Consultado em 12 de janeiro de 2009 Texto "http://www.blackwell synergy.com/doi/pdf/10.1046/j.1095-8339.2003.t01-1-00158.x" ignorado (ajuda);Parâmetro desconhecido|bot= ignorado (ajuda)[ligação inativa]
  10. Stevens, P. F. (2001).«Angiosperm Phylogeny Website (Versão 9, junho de 2008, actualizado desde então)» (em inglês). Consultado em 12 de janeiro de 2009 
  11. Angiosperm Phylogeny Group III (2009), «An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III»,Botanical Journal of the Linnean Society,161 (2): 105–121,doi:10.1111/j.1095-8339.2009.00996.x 
  12. Plowden, C. Chicheley (1972).A manual of plant namesRegisto grátis requerido. [S.l.]: Allen and Unwin. p. 55.ISBN 978-0-04-580008-7 
  13. Smith, A. W. (2013).A Gardener's Handbook of Plant Names: Their Meanings and Origins. [S.l.]: Dover Publications. p. 200.ISBN 978-0-486-32005-2 
  14. Christenhusz, M. J. M.; Byng, J. W. (2016).«The number of known plants species in the world and its annual increase».Phytotaxa.261 (3): 201–217.doi:10.11646/phytotaxa.261.3.1Acessível livremente 
  15. Chase, M. W.; Soltis, D. E., Soltis, P. S., Rudall, P. J., Fay, M. F., Hahn, W. H., Sullivan, S., Joseph, J., Molvray, M., Kores, P. J., Givnish, T. J., Sytsma, K. J., y Pires, J. C. (2000). [Título ainda não informado (favor adicionar) «Higher-level systematics of the monocotyledons: An assessment of current knowledge and a new classification.»] Verifique valor|urlcapítulo= (ajuda). In: Wilson, K. L. y Morrison, D. A.Monocots: Systematics and evolution. CSIRO Publ. ed. Collingwood, Australia: [s.n.] pp. 3–16 A referência emprega parâmetros obsoletos|coautores= (ajuda) !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de editores (link)
  16. Pires, J. C.; Maureira, I. J., Givnish, T. J., Sytsma, K. J., Seberg, O., Petersen, G., Davis, J. I., Stevenson, D. W., Rudall, P. J., Fay, M. F., y Chase, M. W. (2006).«Phylogeny, genome size, and chromosome evolution of Asparagales.».Aliso (22): 278-304. Consultado em 25 de fevereiro de 2008.Cópia arquivada em 16 de maio de 2009 A referência emprega parâmetros obsoletos|coautores= (ajuda)
  17. Givnish, T. J.; Pires, J. C., Graham, S. W., McPherson, M. A., Prince, L. M., Paterson, T. B., Rai, H. S., Roalson, E. H., Evans, T. M., Hahn, W. J., Millam, K. C., Meerow, A. W., Molvray, M., Kores, P. J., O'Brien, H. E., Hall, J. C., Kress, W. J., y Sytsma, K. J. (2006). [Título ainda não informado (favor adicionar) «Phylogeny of the monocots based on the highly informative plastid genendhF : Evidence for widespread concerted convergence.»] Verifique valor|urlcapítulo= (ajuda). In: Columbus, J. T., Friar, E. A., Porter, J. M., Prince, L. M., y Simpson, M. G.Monocots: Comparative Biology and Evolution. Excluding Poales. Claremont, Ca.: Rancho Santa Ana Botanical Garden. pp. 28–51 A referência emprega parâmetros obsoletos|coautores= (ajuda) !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de editores (link) [Aliso 22: 28-51.]
  18. Graham, S. W.; Zgurski, J. M., McPherson, M. A., Cherniawsky, D. M., Saarela, J. M., Horne, E. S. C., Smith, S. Y., Wong, W. A., O'Brien, H. E., Biron, V. L., Pires, J. C., Olmstead, R. G., Chase, M. W., y Rai, H. S. (2006).«Robust inference of monocot deep phylogeny using an expanded multigene plastid data set.»(PDF).Aliso (22): 3-21. Consultado em 25 de fevereiro de 2008 A referência emprega parâmetros obsoletos|coautores= (ajuda)
  19. Fay, M. F. (2000). «Phylogenetic studies of Asparagales based on four plastid DNA regions.». In: K. L. Wilson y D. A. Morrison.Monocots: Systematics and evolution. Royal Botanic Gardens ed. Kollingwood, Australia: CSIRO. pp. 360–371 
  20. Janssen, T.; Bremer, K. (2004). «The age of major monocot groups inferred from 800+rbcL sequences.».Bot. J. Linnean Soc.146: 385-398 |acessodata= requer|url= (ajuda)
  21. Davis, J. I.; Stevenson, D. W.; Petersen, G.; Seberg, O.; Campbell, L. M.; Freudenstein, J. V.; Goldman, D. H.; Hardy, C. R.; Michelangeli, F. A.; Simmons, M. P.; Specht, C. D.; Vergara-Silva, F.; Gandolfo, M. (2004).«A phylogeny of the monocots, as inferred fromrbcL andatpA sequence variation, and a comparison of methods for calculating jacknife and bootstrap values.».Syst. Bot. (29): 467-510. Consultado em 25 de fevereiro de 2008 
  22. {{1=Chase, M. W.; Fay, M. F.; Devey, D. S.; Maurin, O; Rønsted, N; Davies, T. J; Pillon, Y; Petersen, G; Seberg, O; Tamura, M. N.; Lange, Conny Bruun Asmussen (Faggruppe Botanik); Hilu, K; Borsch, T; Davis, J. I; Stevenson, D. W.; Pires, J. C.; Givnish, T. J.; Sytsma, K. J.; McPherson, M. A.; Graham, S. W.; Rai, H. S. (2006).«Multigene analyses of monocot relationships : a summary»(PDF).Aliso (22): 63-75. ISSN: 00656275. Consultado em 25 de fevereiro de 2008  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)[ligação inativa] |2=http://www.ninaronsted.dk/page1/files/page1_3.pdf |bot=InternetArchiveBot }}
  23. Chase et al 2009
  24. Stevens 2016,Asparagales

Bibliografia

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  • Soltis, D. E.; Soltis, P. F., Endress, P. K., y Chase, M. W. (2005). [Título ainda não informado (favor adicionar) «Asparagales»] Verifique valor|urlcapítulo= (ajuda).Phylogeny and evolution of angiosperms. Sunderland, MA: Sinauer Associates. pp. 104-109 A referência emprega parâmetros obsoletos|coautores= (ajuda)

Ligações externas

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