Itaparica | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | itaparicano |
| Mapa de Itaparica | |
| Coordenadas | 12° 53′ 16″ S, 38° 40′ 44″ O |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Bahia |
| Região metropolitana | Salvador |
| Municípios limítrofes | Vera Cruz,Salinas da Margarida eSalvador |
| Distância até acapital | 20 (via ferry-boat) km |
| Fundação | 25 de outubro de1831 (194 anos) (emancipação)[1] |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | José Elias das Virgens Oliveira[2] (PTB, 2021–2024) |
| Área | |
| • Total[3] | 115,922 km² |
| População | |
| • Total(2024) [4] | 20 369 hab. |
| Densidade | 175,7 hab./km² |
| Clima | Não disponível |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH(PNUD/2010[5]) | 0,67—médio |
| Gini(PNUD/2010[6]) | 0,63 |
| PIB(IBGE/2021[7]) | R$ 246 956,80 mil |
| • Per capita(IBGE/2021[7]) | R$ 11 005,21 |

Itaparica é ummunicípio brasileiro doestado daBahia. Fica localizado naIlha de Itaparica, naBaía de Todos os Santos. Teve sua fama inicial como balneário de repouso e de saúde devido às suas bonitas praias e à sua água mineral que jorra da Fonte da Bica, localizada dentro da cidade, na costa oeste.
O toponônimo, com origem nalíngua tupi antiga, significa "cerca feita de pedras"[8] ou, segundo otupinólogoEduardo de Almeida Navarro, "pedra faiscante, isto é,pederneira", pela junção deitá (pedra) epirika (faiscante).[9]
Por volta do ano 1000, osíndiostapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povostupis procedentes daAmazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada pelo povotupinambá.[10]
Os primeiros registros sobre a Ilha de Itaparica datam do século XVI, especialmente com a sua doação comosesmaria para o Morgadio da Casa dosCondes da Castanheira e, posteriormente, com a criação daCapitania de Itaparica e Tamarandiva que existiu até o século XVIII.[carece de fontes?]
Em 1561 ocorreu a fundação do aldeamento deSanta Cruz de Itaparica por missionários jesuítas com o objetivo de efetuar acatequese da população indígena tupinambá que habitava a ilha. Nesse mesmo ano, o aldeamento jesuíta recebeu a visita do padreLuís da Grã, dobispo da Bahia, domPedro Leitão, e do ouvidor-geral da Capitania da Bahia, Brás Fragoso.[11]
Em 1563, a ilha de Itaparica foi acometida por umaepidemia devaríola (aPeste das Bexigas), doença transmitida pelos colonizadores portugueses para a população nativa que foi responsável pela dizimação de boa parte do indígenastupinambás de Itaparica. Assim, esta localidade acabou registrando os primeiros casos de varíola no Brasil e esta epidemia somente veio a ser controlada em 1565.[12]
Ainda no século XVI, osjesuítas construíram uma capela que se tornou um importante marco histórico da região.[8] Acana-de-açúcar e a criação de gado bovino foram importantes elementos de desenvolvimento econômico da região, nos séculos seguintes.[8]
Em 1597, a ilha de Itaparica acumulou uma grande quantidade de riquezas nesse curto espaço de tempo que levou a corsários ingleses atacassem nesse mesmo ano. Entre os anos de 1600 e 1647, foi invadida pelos holandeses e na ultima delas, os holandeses chegaram a construir um forte na cidade de Itaparica denominado Forte de São Lourenço.[carece de fontes?]
Ainda no século XVII, por volta de 1612 e 1614, surgiram as primeiras armações de pesca debaleia que se tem registro do período colonial, as quais foram erguidas no Recôncavo baiano, especialmente na Ilha de Itaparica: a primeira na Ponta de Itaparica e a segundana Ponta da Cruz. A partir desses estabelecimentos pesqueiros, a pesca da baleia seria uma das principais atividades econômicas de Itaparica até a segunda metade do século XIX, quando a atividade entrou em decadência.[13]
A atual sede do município de Itaparica teria origem na Denodada Vila de Itaparica, criado por decreto imperial de 25 de outubro de 1831[14], com Sede na antiga povoação do Santíssimo Sacramento de Itaparica. A câmera da vila foi instalada no Solar Tenente João das Botas, em 04 de agosto de 1833. Elevado à condição de cidade, durante o Governo deVirgílio Damásio com a denominação de Itaparica, por ato de 31-10-1890. Posteriormente, em julho de 1962 o município foi desmembrado em três: Itaparica,Vera Cruz eSalinas da Margarida.[12]
O delegado, médico e posteriormente, vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Itaparica, Diógenes Ribeiro de Alencar, fundou oGinásio Professora Maria José Osório, primeiro ginásio de Itaparica, conjuntamente com ocoronel Ubaldo Osório Pimentel, líder político local e avó do escritorJoão Ubaldo Ribeiro.[15]
A ilha de Itaparica, onde se encontra o município de mesmo nome e também o município deVera Cruz, possui grande potencial de recursos naturais e valor paisagístico. Na sua face voltada para ooceano Atlântico, apresenta uma cadeia derecifes, numa extensão de 15 km, formando piscinas naturais para banho e prática de esportes. Outra face da Ilha é representada pelosmangues da contra costa. São manguezais ricos e servem como sinônimos de preservação das espécies marinhas. Na conjuntura atual, existe um comércio local, gerador de outros tipos de emprego: escolas, repartições públicas e mercados municipais.[16]
Sua população estimada em 2021 era de 22 440 habitantes.
Juntamente com o município deVera Cruz, compõe aIlha de Itaparica. Fica a sessenta minutos em Ferry boat deSalvador ou 35 minutos emcatamarã.[carece de fontes?]
Por estar inserido no biomazona costeira, agestão desse bioma no município de Itaparica é viabilizada pelo fato deste ente local possuir umplano municipal de gerenciamento costeiro, o qual foi o primeiro a ser criado por um município baiano, tendo sido instituído em 2016 por uma lei municipal aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo chefe do Poder Executivo local (Lei municipal nº 332/2016).[17][18]
OPlano Municipal de Gerenciamento Costeiro (PMGC) de Itaparica tem o objetivo prioritário de regulamentar a utilização no território municipal dos recursos existentes na Zona Costeira. Assim, o PMGC contribui com a garantia e elevação da qualidade da vida da população municipal e a proteção do seu patrimônio natural, histórico, étnico e cultural.[17]
Uma das regras estabelecidas por essa política pública de gerenciamento costeiro de Itaparica é que a previsão legal de proibição de construções na faixa de sessenta metros da linha de preamar para assegurar o livre acesso àpraia de sua orla marítima. A regra jurídica em questão garante o "livre acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, sendo proibido todo tipo de construção na faixa de 60 (sessenta) metros, contados a partir da linha da preamar máxima, inclusive cercas, que dificultem o referido acesso".[17]
Sendo um município do Brasil, Itaparica é administrada por dois poderes, oexecutivo e olegislativo, independentes e harmônicos entre si. O primeiro é representado peloprefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e eleito pelo voto popular para um mandato de quatro anos, sendo permitida uma única reeleição para mais um mandato consecutivo, enquanto que o segundo é representado pelaCâmara Municipal de Itaparica, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto porvereadores também eleitos por sufrágio universal.[19]
As atuais autoridades que ocupam cargos da organização político-administrativa de Itaparica são as seguintes (data: 28 de maio de 2024):
Entre as atrações, estão suaspraias e seu conjunto histórico.[carece de fontes?]
O Conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Itaparica é reconhecido peloIPHAN como umPatrimônio Cultural Brasileiro e é formado pelasIgrejas de São Lourenço(1610),[22]Matriz do Santíssimo Sacramento(1794),[23] eCapela Nossa Senhora de Bom Despacho (1580);[24] aFortaleza de São Lourenço(1631)[25] e os Solares Dey Rey(Monsenhor Flaviano 10) e Tenente João das Bottas, casas na ruasLuís da Grã e no Campo Formoso além da Fonte da Bica.[26]
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