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Israel

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para outros significados, vejaIsrael (desambiguação).
Estado de Israel
מְדִינַת יִשְׂרָאֵל (hebraico)
Medīnat Yisrā'el
دَوْلَةُ إِسْرَائِيلَ (árabe)
Dawlat Isrā'īl
Hino: התקווה(HaTikvá)
"A esperança"
noicon
Localização de Israel (em verde) e dos territórios ocupados por Israel (em verde claro) no globo.
Localização de Israel (em verde) e dosterritórios ocupados por Israel (em verde claro) no globo.
Capital
e maior cidade
Jerusalém (reconhecimento limitado)[nota 1]
31°47′N 35°13′E
Língua oficialHebraico
Línguas reconhecidasÁrabe[nota 2]
Gentílicoisraelense(português brasileiro) ouisraelita(português europeu)[11][12]
GovernoRepúblicaparlamentaristaunitária[1]
Isaac Herzog
Benjamin Netanyahu
Amir Ohana
Esther Hayut
LegislaturaKnesset
Independência 
14 de maio de1948
5iyar 5708
• Entrada nas Nações Unidas
11 de maio de1949[13]
Área
 • Total20 770 / 22 072 km²[nota 3]km² (151.º)
 • Água (%)~2
População
 • Estimativa para 202510 147 200[14][nota 4] hab. (93.º)
 • Censo 20229 601 720[15] hab.
 • Densidade461 hab./km2[nota 5]
391,6 hab./km² (30.º)
PIB (PPC)Estimativa para 2025
 • TotalUS$ 567,55bilhões*[16] (48.º)
 • Per capitaUS$ 55 770[16] (35.º)
PIB (nominal)Estimativa para 2025
 • TotalUS$ 610,75bilhões*[16] (26.º)
 • Per capitaUS$ 60 010[16] (14.º)
IDH (2023)0,919 (22.º) – muito alto[17]
Gini (2021)37,9[18]
MoedaNovo shekel (NIS)
Fuso horário(UTC+2)
 • Verão (DST)(UTC+3)
Cód. Internet.il
Cód. telef.+972
Website governamentalwww.gov.il

Israel (emhebraico:יִשְׂרָאֵל,Yisra'el; emárabe:إِسْرَائِيلُ,Isrā'īl), oficialmenteEstado de Israel (emhebraico:מדינת ישראל,transl.Medīnát Isra'él,pronunciado: [mediˈnat isʁaˈʔel]; emárabe:دولة إسرائيل,Dawlát Isrā'īl,pronunciado: [dawlat ʔisraːˈʔiːl]), é umpaís localizado noOriente Médio, ao longo dacosta oriental domar Mediterrâneo. Faz fronteira com oLíbano ao norte, com aSíria a nordeste, com aJordânia e aCisjordânia a leste, com oEgito e aFaixa de Gaza ao sudoeste, e com ogolfo de Acaba, nomar Vermelho, ao sul.[nota 6] Geograficamente, contém diversas características dentro de seu território relativamente pequeno.[1][20] Israel é definido como um "Estado Judeu e Democrático" em suasLeis Básicas e é o único Estado de maioriajudaica do mundo.[21]

Após a adoção de uma resolução pelaAssembleia Geral das Nações Unidas em 29 de novembro de 1947, recomendando a adesão e implementação doPlano de Partilha da Palestina para substituir oMandato Britânico, em 14 de maio de 1948,David Ben-Gurion, o chefe-executivo daOrganização Sionista Mundial[nota 7] e presidente daAgência Judaica para a Palestina,declarouo estabelecimento de um Estado Judeu emEretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico.[22][23][24] Asnações árabes vizinhasinvadiram o recém-criado país no dia seguinte, em apoio aosárabes palestinos. Israel, desde então, travouvárias guerras com os Estados árabes circundantes,[25] no decurso das quais ocupou os territórios daCisjordânia,península do Sinai,Faixa de Gaza ecolinas de Golã. Partes dessas áreas ocupadas, incluindoJerusalém Oriental, foram anexadas por Israel, mas a fronteira com a vizinha Cisjordânia ainda não foi definida de forma permanente.[26][27][28][29] Israel assinou tratados de paz comEgito eJordânia, porém os esforços para solucionar oconflito israelo-palestino até agora não resultaram em paz. As ações de Israel nosterritórios palestinianos ocupados têm sido denunciadas por organizações internacionais, entidades de direitos humanos e estados, a exemplo daÁfrica do Sul e, de forma mais restrita, do Brasil,[30] que as classificam como genocídio contra o povo palestino.[31] Israel nega as acusações.[32]

O centro financeiro de Israel éTelavive,[33] enquantoJerusalém é a cidademais populosa do país e suacapital[nota 8] (emboranão seja reconhecida como tal pela comunidade internacional). A população israelense, conforme definido peloEscritório Central de Estatísticas de Israel, foi estimada em 2024 em 9,8 milhões de pessoas, das quais 7,1 milhões eram judias. Osárabes formam a segunda maior etnia do país, com 2 milhões de pessoas e outras etnias somam 558 600 pessoas.[34] A grande maioria dosárabes israelenses sãomuçulmanos, além de uma população menor, mas significativa debeduínos doNegueve e oscristãos árabes. Outras minorias incluem várias denominações étnicas e etno-religiosas, como osdrusos,circassianos,samaritanos,israelitas hebreus negros,maronitas, além de outros.

Israel é umademocracia representativa com umsistema parlamentar,representação proporcional esufrágio universal.[35][36] Oprimeiro-ministro serve comochefe de governo e oKnesset como o corpo legislativounicameral do país. Israel tem uma dasmais altas expectativas de vida do mundo[37] e é considerado umpaís desenvolvido, sendo membro daOCDE e daONU.[38] O seu produto interno bruto (PIB) nominal foi o29.º maior do mundo em 2023 e ocupa o 13º lugar em termos de PIB per capita ,[39] enquanto o país tem o mais altopadrão de vida doOriente Médio.[40] No entanto, organizações como aAnistia Internacional e oHuman Rights Watch têm sido críticos das políticas de Israel em relação aospalestinos, enquanto o governo dosEstados Unidos[41] e alguns países daEuropa, como oReino Unido e aAlemanha, geralmente apoiam Israel bélica e financeiramente.[42]

Etimologia

O primeiro registro histórico conhecido do termoIsrael surge naEstela de Merneptá, monumento que celebra as vitórias militares do faraóMerneptá, datado do final doséculo XIII a.C.[43] O nome Israel é o único precedido pelo determinativo para povo, assinalando a sua distinção em relação às populações decidades-Estado presentes na mesma inscrição, o que sugere uma identidade contrastante com a dos seus vizinhos.[44]

É consensual entre os acadêmicos a derivação deIsrael a partir de uma forma verbalsemita ocidental comośārâ (lutar, prevalecer, reinar [com]), e do elemento teofóricoEl ("Deus"), o que indicia que a designação poderá ter partido do próprio povo que a usou, podendo-se supor que partilharia uma identidade cultural e uma noção comum de religiosidade (culto aEl), assim como, talvez, uma propensão para a guerra.[45]

A tradição judaica dá-o como acrograma hebraico das iniciais dos patriarcas e matriarcas, dos quais se originou o povo de Israel:Isaac eJacó (י),Sara (ש),Rebeca eRaquel (ר),Abraão (א),Lia (ל). A suaetimologia é sugerida na passagem doGênesis 32:28, na qual Jacó luta contra umanjo de Deus e o vence, após o que recebe de Deus o nome de Israel. O nome conteria, assim, o significado para a realização de um pacto entre Deus e Israel, mantendo a memória e identidade do povo através dos tempos, e definindo as regras de sua relação com o divino.[46]

O atual país foi designado porMedinat Yisrael, ou Estado de Israel, após serem rejeitadas outras propostas comoEretz Israel ("Terra de Israel"),Sião eJudeia.[47] O uso do termo hebraicoisraeli para se referir a um cidadão de Israel foi decidido pelo governo do país após a independência e anunciado pelo entãoMinistro das Relações Exteriores de Israel,Moshe Sharett.[48] Emportuguês, os cidadãos de Israel são denominados "israelenses" (no Brasil) ou "israelitas" (em Portugal e nosPALOP).

História

Ver artigo principal:História de Israel

Raízes históricas

Ver artigos principais:História da Antiga Israel,Terra de Israel,Reino de Israel, eTribos de Israel
Extensão dos reinos deIsrael (azul) eJudá (amarelo) noséculo IX a.C.
Massada, local dabatalha final daPrimeira Guerra Judaico-Romana

Ahistória da Antiga Israel abrange o período desde oséculo XX a.C. até à expulsão eDiáspora do povo judaico noséculo I, na área compreendida entre o mar Mediterrâneo, odeserto do Sinai, as montanhas do Líbano e o deserto da Judeia. Concentra-se especialmente no estudo do povo judeu neste período, e de forma secundária dos outros povos que com ele conviveram, como osfilisteus,fenícios,moabitas,idumeus,hititas,madianitas,amoritas eamonitas. As fontes sobre este período são principalmente a escrita clássica como aBíblia hebraica ouTanakh (conhecida pelos cristãos comoAntigo Testamento), oTalmude, o livro etíopeKebra Nagast e escritos de Nicolau de Damasco, Artapano de Alexandria,Fílon eJosefo. Outra fonte principal de informação são os achadosarqueológicos noEgito,Moabe,Assíria ouBabilónia, e os vestígios e inscrições no próprio território.

ATerra de Israel, conhecida emhebraico comoEretz Israel, é sagrada para o povo judeu desde os temposbíblicos. De acordo com aTorá, a Terra de Israel foi prometida aostrês patriarcas do povo judeu, porDeus, como a sua pátria;[49][50] estudiosos têm colocado este período no início do2º milênio a.C..[51] A terra de Israel guarda um lugar especial nas obrigações religiosas judaicas, englobando os mais importantes locais do judaísmo (como os restos doPrimeiro eSegundo Templos do povo judeu). A partir doséculo X a.C.[52] uma série de reinos e estados judaicos estabeleceram um controle intermitente sobre a região que durou cerca de 150 anos, para oReino de Israel, até à sua conquista pelosassírios em721 a.C., e quatro séculos para oReino de Judá, até à sua conquista porNabucodonosor II em586 a.C. e destruição doTemplo de Salomão pelosbabilónios.[53] Em140 a.C. arevolta dos Macabeus levou ao estabelecimento doReino Hasmoneu de Israel, cuja existência enquanto reino independente durou 77 anos, até à conquista de Jerusalém porPompeu em 63 a.C., altura em que se tornou um reino tributário doImpério Romano.[54]

Sob o domínio assírio, babilônico,persa,grego, romano,bizantino e (brevemente)sassânida, a presença judaica na região diminuiu por causa de expulsões em massa. Em particular, o fracasso narevolta de Barcoquebas contra oImpério Romano em 132 resultou em uma expulsão dos judeus em larga escala. Durante este tempo os romanos deram o nome deSíria Palestina à região geográfica, numa tentativa de apagar laços judaicos com a terra. No entanto, a presença judaica na Palestina manteve-se, com o deslocamento de judeus daJudeia para a cidade deTiberíades, naGalileia.[55] No início doséculo XII ainda permaneciam cerca de 50 famílias judaicas na cidade.«Tiberias».Jewish Encyclopedia. 2010. Consultado em 3 de março de 2010 </ref>

AMishná e oTalmud de Jerusalém, dois dos textos judaicos mais importantes, foram compostos na região durante esse período. A terra foi conquistada doImpério Bizantino em 638 durante o período inicial das conquistasmuçulmanas. Oniqqudhebraico foi inventado em Tiberíades nessa época. A área foi dominada pelosomíadas, depois pelosabássidas,cruzados, oscorésmios emongóis, antes de se tornar parte do império dosmamelucos (1260–1516) e oImpério Otomano em 1517.[56]

Embora a presença judaica na Palestina tenha sido constante, os judeus que "sempre lá estiveram" reduziam-se à pequena comunidade rural dePeki'in, árabes em tudo exceto na religião.[57] Durante os séculos XII e XIII, houve um pequeno, mas constante movimento de imigrantes judeus para a região, especialmente vindos do Norte de África.[58]

Réplica doSegundo Templo, emJerusalém, destruído no ano 70 peloImpério Romano

Após oDecreto de Alhambra em 1492, muitos judeus expulsos de Espanha partiram para aTerra Santa,[59] embora se tenham fixado nas cidades onde viviam da caridade e dohalukka enviado pelos seus pares naDiáspora.[57] Após 1517, sob o domínioOtomano, a região tornou-se uma província esquecida do Império, declinando em população devido à extrema pobreza, impostos exorbitantes, doença e falta de segurança. A população era maioritariamentemuçulmana, da qual dez por cento eramcatólicos. Em 1777, judeus europeus começaram a voltar à região, juntando-se à pequena comunidadesefardita local.[60]

Por volta de 1800, a população judaica rondaria os três milhares,[57] vivendo sobretudo nas "Quatro Cidades Sagradas",Jerusalém,Hebrom,Safed eTiberíades. Despreparados para a rudeza da região, sem conseguir arranjar emprego e impedidos de possuir terras, os judeus europeus viviam na miséria, sobrevivendo, mais uma vez, dohalukka.[60] Já na década de 1850, os judeus chegariam mesmo a constituir pelo menos a metade da população de Safed, Tiberíades e Jerusalém.[61][62]

Sionismo e o Mandato Britânico

Ver artigos principais:Sionismo eMandato Britânico da Palestina
Theodor Herzl, visionário doEstado judeu, em 1901

Algumas fontes afirmam que primeira grande onda deimigração moderna, conhecida como aprimeira Aliá (hebraico: עלייה), começou em 1881, quando os judeus fugiram dospogroms naEuropa Oriental.[63] Outras, no entanto, apresentam dados que demonstram que os fluxos de imigração judaica provenientes daEuropa entre os anos de 1880 a 1929 tinham como destino em sua maior parte, os países americanos e não a Palestina para onde se dirigiu um número minoritário de judeus até o início daSegunda Guerra Mundial.[64]

Enquanto o movimento sionista já existia, em teoria,Theodor Herzl foi creditado como o fundador dosionismo político,[65] um movimento que inspirado no nacionalismo alemão pretendia estabelecer umEstado judaico na terra de Israel, buscando uma solução estadista para aquestão judaica.[66] Em 1896, Herzl publicouDer Judenstaat ("O Estado Judeu"), que oferece a sua visão de um futuro Estado judeu. No ano seguinte, ele presidiu o primeiroCongresso Mundial Sionista.[67]

Asegunda Aliá (1904–1914), começou após opogrom de Kishinev. Cerca de 40 000 judeus se estabeleceram naPalestina.[63] Tanto a primeira quanto a segunda onda de imigrantes foi principalmente dejudeus ortodoxos,[68] porém na segunda Aliá também vieram algunssocialistas pioneiros que criaram o movimentokibbutz.[69] A 2 de novembro de 1917, durante aPrimeira Guerra Mundial, o Ministro Britânico de Relações Exteriores,Arthur Balfour emitiu o que ficou conhecido como aDeclaração Balfour, que diz"O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…". A pedido deEdwin Samuel Montagu e deLord Curzon, uma linha foi inserida na declaração afirmando "que seja claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas na Palestina, ou os direitos e estatuto político usufruídos pelos judeus em qualquer outro país".[70]

ADeclaração Balfour (1917), em apoio ao estabelecimento de uma nação judaica na Palestina

ALegião Judaica, um grupo de batalhões compostos sobretudo de voluntários sionistas, havia assistido os britânicos na conquista da Palestina. A utilização do termo ambíguo "lar nacional" alarmou os árabes e, de forma a aplacá-los, em 7 de novembro de 1918 o Reino Unido assinou com a França aDeclaração Anglo-Francesa,[71] declarando como objetivo comum a ambos os países "a libertação final e completa dos povos que há muito vêm sendo oprimidos pelos turcos, e o estabelecimento de governos nacionais e administrações [naSíria,Iraque ePalestina] cuja autoridade deriva do livre exercício da iniciativa e escolha por parte das populações indígenas".[72] No entanto, em 1919, num memorando governamental interno, Balfour declarou que não tinha intenção de consultar os habitantes da Palestina sobre as suas aspirações, contrariando assim a Declaração de 1918 e aDeclaração Balfour (1917) na sua promessa de não prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas da Palestina.[71] A oposição árabe a este plano levou aosdistúrbios de 1920 na Palestina e à formação da organização judaica conhecida comoHaganah ("a Defesa", em hebraico), da qual mais tarde se separaram os gruposIrgun eLehi.[73]

Em 1922, aLiga das Nações concedeu aoReino Unido ummandato na Palestina em condições semelhantes à Declaração Balfour.[74] A população da área neste momento era predominantementemuçulmana, enquanto na maior área urbana da região, Jerusalém, era maioritariamente judaica.[75] Aterceira (1919–1923) e aquarta Aliá (1924–1929) trouxeram 100 000 judeus para a Palestina.[63] A partir de 1921 os britânicos sujeitaram a imigração judaica a quotas e a maioria do território designado para o estado judaico foi alocado àTransjordânia.[76]

A ascensão donazismo na década de 1930 levou àquinta Aliá, com um fluxo de 250 mil judeus. Este fluxo provocou aRevolta árabe de 1936–1939, e levou os britânicos a conter a imigração através doLivro Branco de 1939. Com países de todo o mundo recebendo refugiados judeus fugidos doHolocausto, um movimento clandestino conhecido comoAliá Bet foi organizado para transportar judeus para a Palestina.[63] Pelo final daSegunda Guerra Mundial, os judeus representavam 33% da população da Palestina, quando eram 11% em 1922.[77]

Pós-Segunda Guerra Mundial

Em 1945, oatentado terrorista ao Hotel King David, perpetrado peloIrgun, marcou o início da luta pela independência judaica naPalestina
Ver artigos principais:Guerra árabe-israelense de 1948 eDeclaração de Independência do Estado de Israel

Após 1942, com a rejeição doLivro Branco de 1939 por parte dos líderes sionistas, o Reino Unido tornou-se cada vez mais envolvido num conflito violento com os judeus.[78] Vários ataques armados foram levados a cabo pelos sionistas contra alvos britânicos, dos quais se destacam o assassinato do ministro de estado britânicoLord Moyne noCairo em novembro de 1944 peloStern Gang, liderado porYitzhak Shamir, e aexplosão do Hotel King David peloIrgun, liderado porMenachem Begin, em 1946. No início de 1947, o governo britânico, percebendo o encargo político e económico que estava a ser o conflito na Palestina, decidiu acabar com o Mandato, declarando que era incapaz de chegar a uma solução aceitável para ambos os lados, árabes e judeus.[79]

Plano da ONU de partilha da Palestina

A recém-criadaOrganização das Nações Unidas recomendou a aplicação doplano de partição da Palestina, aprovado pelaAssembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, propondo a divisão do país em dois Estados, um árabe e um judeu. Segundo esta proposta, a cidade de Jerusalém teria um estatuto de cidade internacional — umcorpus separatum — administrada pelas Nações Unidas para evitar um possível conflito sobre o seu estatuto.[80]

Plano da ONU de 1947

A partição proposta pelo Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina (UNSCOP, pela sigla em inglês) concedia ao terço populacional judeu 56% do território, deixando aos dois terços árabes 44% da terra. A divisão demográfica dos dois putativos países significava que no estado árabe deveriam viver 818 mil palestinos, hospedando 10 mil judeus. No estado judeu, viveriam 438 mil palestinos entre 499 mil judeus. O novo Estado judaico detinha a grande maioria das terra férteis e, das 1 200 aldeias palestinas, aproximadamente 400 estavam incluídas em seu interior.[81][82]

AAgência Judaica aceitou o plano,[83] embora nunca tivesse afirmado que limitaria o futuro Estado judaico à área proposta pela Resolução 181. A 30 de novembro de 1947 aAlta Comissão Árabe rejeitou o plano, na esperança de que o assunto fosse revisto e uma proposta alternativa apresentada. Nesta altura, aLiga Árabe não considerava ainda uma intervenção armada na Palestina, à qual se opunha a Alta Comissão Árabe.[84]

No dia seguinte à rejeição do plano, o conflito armado estendeu-se a toda a Palestina. As organizaçõesparamilitares sionistas, em especial o Haganah e os voluntários internacionais que se lhes juntaram, iniciaram o queDavid Ben Gurion chamou de "defesa agressiva", na qual qualquer ataque árabe seria respondido de forma decisiva, com destruição do lugar, expulsão dos seus moradores e captura da posição. Em março de 1948 foi colocado em prática oPlano Dalet, com o objectivo de capturar aldeias, bairros e cidades árabes.[85]

No mês seguinte, dois importantes acontecimentos geraram ondas de choque através da Palestina e de todo o mundo árabe: A morte deAbd al-Qader al-Husseini defendendo a aldeia árabe deAl-Qastal, e omassacre da aldeia de Deir Yassin, perpetrado pelo Irgun e pelo Stern Gang. Estes acontecimentos levaram os países árabes, reunidos na Liga Árabe, a considerar uma intervenção na Palestina com os seus exércitos regulares.[85] A economia árabe-palestina desmoronou e 250 000 árabes-palestinos fugiram ou foram expulsos.[86]

Independência

Ver artigos principais:Declaração de Independência do Estado de Israel eGuerra árabe-israelense de 1948
David Ben-Gurion faz aDeclaração de Independência do Estado de Israel em 14 de maio de 1948
Bandeira de Israel erguida por soldados dasFDI após a vitória naguerra árabe-israelense de 1948

Em 14 de maio de 1948, um dia antes do fim do Mandato Britânico, a Agência Judaica proclamou a independência, nomeando o país de Israel. No dia seguinte, cinco países da Liga Árabe, Egito, Síria, Jordânia, Líbano eIraque, apoiados pelaArábia Saudita e peloIêmen, invadiram[87] o território do antigo Mandato Britânico da Palestina, iniciando aGuerra árabe-israelense de 1948.[88]Marrocos,Sudão,Iêmen eArábia Saudita também enviaram tropas para ajudar os invasores. Após um ano de combates, um cessar-fogo foi declarado e uma fronteira temporária, conhecida comoLinha Verde, foi estabelecida. Os territórios anexados daJordânia tornaram-se conhecidos como Cisjordânia eJerusalém Oriental, oEgito assumiu o controle da Faixa de Gaza.

Israel foi admitido como membro dasNações Unidas em 11 de maio de 1949.[89] Durante o conflito de 1948, 711 000 árabes, de acordo com estimativas das Nações Unidas, ou cerca de 80% da população árabe anterior, fugiram do país.[90] O destino dos refugiados palestinos de hoje é um grande ponto de discórdia noconflito israelo-palestino.[91][92] Em retaliação, os governos de diversos países árabes e muçulmanos iniciaram uma política de perseguição e expulsão de suas populações judaicas, que resultou noêxodo de cerca de 700 mil pessoas, a maioria absorvida por Israel, entre o final dadécada de 1940 e o início dadécada de 1970.[93]

Nos primeiros anos do Estado, oSionismo trabalhista, movimento sionista liderado pelo então Primeiro-ministroDavid Ben-Gurion dominava a política israelense.[94][95] Esses anos foram marcados pelaimigração maciça dos sobreviventes doHolocausto e um influxo de judeus perseguidos em terras árabes. Apopulação de Israel aumentou de 800 000 para dois milhões entre 1948 e 1958.[96] A maioria dos refugiados que chegaram sem posses e foram alojados em campos temporários conhecidos comoma'abarot. Em 1952, mais de 200 000 imigrantes viviam nestas "cidades tenda". A necessidade de resolver a crise levou Ben-Gurion a assinar um acordo com aAlemanha Ocidental que desencadeou protestos em massa de judeus que eram contrários à ideia de Israel "fazer negócios" com a Alemanha.[97] Durante a década de 1950, Israel foi atacado constantemente por militantes, principalmente a partir da Faixa de Gaza, que estava sob controle egípcio.[98] Em 1956, Israel criou uma aliança secreta com o Reino Unido e aFrança destinada a recapturar ocanal do Suez, que os egípcios tinham nacionalizado (verGuerra do Suez). Apesar da captura dapenínsula do Sinai, Israel foi forçado a recuar devido à pressão dosEstados Unidos e daUnião Soviética, em troca de garantias de direitos marítimos de Israel nomar Vermelho e no Canal.[99]

No início da década seguinte, Israel capturouAdolf Eichmann, um dos criadores daSolução Final escondido naArgentina, e o trouxe para julgamento.[100] O julgamento teve um impacto importante sobre a conscientização do público sobre oHolocausto,[101] Eichmann foi única pessoa executada por Israel,[102] emboraJohn Demjanjuk tivesse sido condenado a morrer antes de sua condenação ser anulada pelaSuprema Corte de Israel.[103]

Conflitos e tratados de paz

Ver artigos principais:Conflito árabe-israelense,Conflito israelo-palestino, eGenocídio na Faixa de Gaza
Militares israelenses ao lado de uma aeronave árabe destruída durante aGuerra dos Seis Dias, em 1967

Ao longo dos anos ospaíses árabes recusaram-se a manter relações diplomáticas com Israel não reconhecendo a existência do Estado judeu e, além disso, árabes nacionalistas liderados porNasser lutaram pela destruição do Estado judeu.[25][105] Em 1967, oEgito, aSíria e aJordânia mandaram suas tropas até as fronteiras israelenses, expulsando asforças de paz daONU e bloqueando o acesso de Israel aomar Vermelho. Israel viu essas ações como umcasus belli para um conflito, iniciando aGuerra dos Seis Dias. Israel conseguiu uma vitória decisiva nesta guerra e capturou os territórios árabes da Cisjordânia, faixa de Gaza,península do Sinai e ascolinas de Golã.[106] Desde 1949 a chamadaLinha Verde passou a ser afronteira administrativa entre Israel e os territórios ocupados. As fronteiras de Jerusalém foram ampliadas por Israel que incorporouJerusalém Oriental. ALei de Jerusalém, promulgada em 1980, reafirmou esta medida ereacendeu polêmica internacional sobre oestatuto de Jerusalém.[107]

O fracasso dos Estados Árabes na guerra de 1967 levou ao surgimento de organizações não estatais árabes no conflito, sendo a mais importante aOrganização de Libertação da Palestina (OLP), que foi concebida sob o lema"a luta armada como única forma de libertar a pátria".[108][109] No final da década de 1960 e início da década de 1970, grupos palestinos[110][111] lançaram uma onda de ataques contra alvos israelenses ao redor do mundo,[112] incluindo ummassacre de atletas israelenses nosJogos Olímpicos de Verão de 1972, emMunique naAlemanha. Israel reagiu com aOperação Cólera de Deus, no decurso da qual os responsáveis pelo massacre de Munique foram encontrados e executados.[113] Em 6 de outubro de 1973, noYom Kippur, dia mais santo docalendário judaico, osexércitos doEgito e daSíria lançaram um ataque surpresa contra Israel. A guerra terminou em 26 de outubro com o êxito israelense, que conseguiu repelir as forças egípcias e sírias, porém sofrendo grandes perdas.[114] Um inquérito interno exonerou o governo israelense da responsabilidade pelo conflito, porém a insatisfação popular forçou a então Primeira-MinistraGolda Meir a renunciar.[115]

Begin,Carter eSadat emCamp David, no momento da assinatura dotratado de paz israelo-egípcio

As eleições de 1977 doKnesset marcaram uma virada importante na história política israelense, quando o PartidoLikud, deMenachem Begin, assumiu o controle do governo, que até então era dominado peloPartido Trabalhista.[116] Mais tarde, no mesmo ano, o então Presidente EgípcioAnwar El Sadat fez uma visita a Israel e falou perante oKnesset, esta foi a primeira vez que um chefe de Estado árabe reconheceu o Estado de Israel.[117] Nos dois anos que se seguiram, Sadat eMenachem Begin assinaram oAcordo de Camp David e o Tratado de Paz Israel-Egito.[118] Israel retirou-se dapenínsula do Sinai e concordou em iniciar negociações sobre uma possívelautonomia para palestinos em toda aLinha Verde, um plano que nunca foi executado. O governo israelense começou a encorajar assentamentos judeus no território da Cisjordânia, criando atritos com os palestinos que viviam nessas áreas.[119]

Em 7 de junho de 1981, Israel bombardeou pesadamente oreator nuclearOsirak noIraque durante a chamaOperação Ópera, com fim de desabilitá-lo. Ainteligência israelense tinha uma suspeita de que o Iraque pretendia utilizar este reator para o desenvolvimento dearmas nucleares. Em 1982, Israel interveio naGuerra Civil Libanesa, destruindo as bases daOrganização de Libertação da Palestina, que, em resposta, lançou ataques e mísseis ao norte de Israel. Esse movimento se desenvolveu para aGuerra do Líbano de 1982.[120] Israel retirou a maior parte se suas tropas do Líbano, em 1986, mas manteve uma "zona de segurança" até 2000. APrimeira Intifada, um levante palestino contra Israel, eclodiu em 1987,[121] com ondas de violência nos territórios ocupados. Ao longo dos seis anos seguintes, mais de mil pessoas foram mortas, muitas das quais por atos internos de violência dos palestinos.[122] Durante aGuerra do Golfo em 1991, aOLP e os palestinos apoiaram os ataques de mísseis lançados contra Israel pelo líder iraquianoSaddam Hussein, na tentativa de provocar a entrada de Israel para a guerra.[123][124]

Yitzhak Rabin eYasser Arafat dão as mãos, acompanhados porBill Clinton, quando ocorreu a assinatura dosAcordos de Oslo, em 13 de setembro de 1993

Em 1992,Yitzhak Rabin tornou-se Primeiro-Ministro, ele e seu partido estabeleceram compromissos com os vizinhos de Israel.[125][126] No ano seguinte,Shimon Peres eMahmoud Abbas, em nome de Israel e da OLP, assinaram osAcordos de paz de Oslo, que deram àAutoridade Nacional Palestina o direito de autogovernar partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.[127] A intenção era o reconhecimento do direito do estado de Israel existir e uma forma de dar fim aoterrorismo. Em 26 de outubro de 1994 foi assinado oTratado de paz Israel-Jordânia, sendo aJordânia o segundo país árabe que normalizou suas relações com Israel.[128] O apoio público dos árabes aos Acordos foi danificado peloMassacre do Túmulo dos Patriarcas,[129] pela continuação dos assentamentos judeus, e pela deterioração das condições econômicas. O apoio da opinião pública israelense aos Acordos diminuiu quando Israel foi atingido por ataques suicidas palestinos.[130] Em novembro de 1995 o assassinato deYitzhak Rabin por um militante de extrema-direita judeu, chocou o país.[131]

No final da década de 1990, Israel, sob a liderança deBenjamin Netanyahu, desistiu deHebrom,[132] assinando oMemorando de Wye River, dando maior controle da região para aAutoridade Nacional Palestina.[133]Ehud Barak, eleito primeiro-ministro em 1999, começou por retirar forças israelenses do sul doLíbano, realizando negociações com a Autoridade PalestinaYasser Arafat e o entãoPresidente dos Estados Unidos,Bill Clinton, durante aCúpula de Camp David de 2000. Durante esta cimeira, Barak ofereceu um plano para o estabelecimento de um Estado palestino na Faixa de Gaza e 91% da Cisjordânia, retendo porém o controlo sobre todas as fronteiras e principais cursos de água, e anexando definitivamente 12% doVale do Jordão, a região mais fértil da Cisjordânia, a favor de Israel, reservando-se ainda o direito de permanecer entre 12 a 30 anos em outros 10% dessa região.[134] Yasser Arafat rejeitou o acordo, exigindo como pré-condição para as negociações a retirada de Israel para as fronteiras de junho de 1967.[135] Após o colapso das negociações, começou aSegunda Intifada.[136][137]Ariel Sharon foi escolhido como novo primeiro-ministro em 2001 durante uma eleição especial. Durante seu mandato, Sharon realizou seuplano de retirada unilateral da Faixa de Gaza e também liderou a construção dabarreira israelense da Cisjordânia.[138] Em janeiro de 2006, depois de sofrer um graveacidente vascular cerebral que o deixou em coma, Ariel Sharon deixou o cargo e suas competências foram transferidas para o gabinete deEhud Olmert.[139]

Muro da Cisjordânia em 2004

Em julho de 2006, um ataque da artilharia doHezbollah a comunidades da fronteira norte de Israel e um rapto de doissoldados israelenses desencadeou aSegunda Guerra do Líbano.[140][141][142] Os confrontos duram por um mês até umcessar-fogo (Resolução 1701 da Organização das Nações Unidas) mediado peloConselho de Segurança das Nações Unidas.

Em 27 de novembro de 2007, o Primeiro-Ministro israelense Ehud Olmert e o Presidente palestinoMahmoud Abbas concordaram em negociar sobre todas as questões e lutar por um acordo até ao final de 2008. Em abril de 2008, o presidente sírioBashar al-Assad disse a um jornal doCatar que a Síria e Israel tinham vindo a discutir um tratado de paz por um ano, com aTurquia como mediador. Isto foi confirmado por Israel, em maio de 2008.[143]

No final de dezembro de 2008, o cessar-fogo entre oHamas e Israel acabou após foguetes serem disparados a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Israel respondeu com umasérie de intensos ataques aéreos.[144] Em resposta,protestos eclodiram em todo o mundo.[145] Em 3 de janeiro de 2009, tropas israelenses entraram em Gaza marcando o início de uma ofensiva terrestre.[146]

Em julho de 2014 eclodiuoutro conflito entre as forças militares de Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza.[147] A guerra, que durou quase dois meses, matou mais de duas mil pessoas, incluindo setenta israelenses.[148] No dia 7 de outubro de 2023, o Hamasiniciou uma ofensiva ao sul de Israel na fronteira com a faixa deGaza. Eles reivindicaram o ataque como sendo uma grande operação para a retomada do território. Em resposta, o primeiro-ministro de IsraelBenjamin Netanyahu declarou guerra contra o Hamas.[149]

As ações de Israel emGaza em resposta à ofensiva do Hamas em outubro de 2023 são amplamente classificadas comogenocídio, enquanto a ocupação dos territórios palestinos recebe críticas da comunidade internacional, sendo descrita por especialistas, organizações de direitos humanos e autoridades das Nações Unidas comocrime de guerra.[150] Israel nega as acusações, alegando legítima defesa contra o Hamas e criticando a metodologia utilizada no relatório, que está ancorada naConvenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio de 1948.[151]

Geografia

Ver artigo principal:Geografia de Israel
Imagem de satélite do território israelense durante o dia e à noite

O Estado de Israel, em sua área total de 27 800 km², é descrito dentro das linhas decessar-fogo e doautogoverno da Palestina. De forma alongada e estreita, tem em seu comprimento 470 km, e em sua largura máxima, 135 km. Suas fronteiras estão entre oLíbano, aSíria, aJordânia, oEgito e omar Mediterrâneo.[152][153][154]

Dividido em quatro regiões geográficas — três faixas paralelas e uma grande área árida — tem em sua planície costeira do Mediterrâneo, os sítios mais férteis, que avançam em um total de quarenta quilômetros para o interior do país. A nordeste, nascem suas cadeias de montanhas, onde localiza-se ainda oplanalto de Golan, formado por rochas debasalto, resultantes deerupções vulcânicas, que beiram oVale do Hula. Seguindo a cadeia rochosa, localizam-se as montanhas daGalileia, compostas derocha calcária branda edolomita, que atingem até 1 200 m de altura.[153]

Acompanhando as cadeias montanhosas seguem córregos que mantém a região verde por todo o ano. Entre as montanhas da Galileia e daSamaria, encontra-se oVale de Jizreel, dita a região mais agrícola de Israel. Seguindo a cadeia rochosa para o sul, vê-se oNegueve, que compõe quase a metade do território.[155] Adiante, esta área torna-se mais árida, composta por planícies de arenito em cumes de pedras, crateras, platôs, montanhas ainda mais altas e três crateras erosivas, cuja maior mede 35 km de comprimento, de clima seco. Próximo aEilat e aomar Vermelho, a paisagem apresenta agudas elevações compostas por granito cinza e vermelho e arenito.[153]

Mar da Galileia, o maior lago deágua doce do país.
Paisagem típica nodeserto de Negev.

Ao oriente, percebe-se afenda Sírio-Africana, divisora da crosta terrestre. Ao contrário do sul semiárido, o oriente é sua área setentrional e fértil, além de ser atravessada de norte a sul pelorio Jordão, que possui um total de trezentos quilômetros. Este rio, nascido de neves domonte Hermon derretidas no verão, atravessa o vale do Hula, e omar da Galileia, o maior reservatório de água potável do país situado entre as montanhas e o Planalto de Golan, e desemboca nomar Morto, o ponto mais baixo da superfície terrestre.[156][nota 9]

Mesmo cheio durante aestação das chuvas, o rio Jordão é raso e estreito, com profundidade máxima de 5,20 metros e largura máxima de 18,30 metros.[157] Ao sul do mar Morto, encontra-se oAravá,[158] chamada savana de Israel, que se estende até ogolfo declima sub-tropical e águas profundas, com recifes de corais e uma variada fauna marinha.[159]

Clima

Israel segundo aclassificação climática de Köppen-Geiger

As temperaturas variam muito em Israel, principalmente durante o inverno. As regiões montanhosas do país são frias, inclusive com ocorrência deneve; o pico domonte Hérmon é coberto por neve na maior parte do ano e Jerusalém recebe pelo menos uma queda de neve por ano.[160]

Entretanto, cidades costeiras, como Telavive eHaifa, têmclima mediterrâneo típico, comfrio echuva durante oinverno e comverão quente e seco. A maior temperatura nocontinente asiático (53,7°C) foi registrada em 1942 nokibutzTirat Zvi, no norte do vale jordaniano.[161]

De maio a setembro, achuva em Israel é rara.[162][163] Com os escassos recursos hídricos, Israel tem desenvolvido diversastecnologias de economia deágua, incluindoirrigação por gotejamento.[164] Os israelenses também aproveitam a grande incidência de luz solar para a produção deenergia solar, tornando Israel a nação líder em energia solar em usoper capita.[165]

Biodiversidade

Ver artigo principal:Meio ambiente de Israel
Campo repleto deAnemone coronaria, a flor nacional de Israel

Afauna e aflora nacionais são diversificadas, devido, em parte, à sua localização, na junção de três continentes. Na vida vegetal, mais de 2 800 plantas já foram catalogadas, entre opapiro e apeônia vermelho-coral brilhante. Ao longo do território há ainda um misto de flores cultivadas e plantas nativas:íris,açucena etulipa, misturam-se aoaçafrão e àcila, chamadaslitófitas.[166]

Já em meio à vida animal de Israel, há uma grande variedade de espécies deborboletas epássaros, entre 135 para um e 380 para o outro.Gazelas,raposas,gatos selvagens e outrosmamíferos, formam a fauna dos bosques;Cabritos monteses vivem nos rochedos desertos; ecamaleões ecobras juntam-se a oitenta espécies nativas delagartos. Para preservar a vida das espécies animal e vegetal, o governo criou o Fundo Nacional Judaico, que atua na acumulação deágua, no reflorestamento e na sua manutenção.[166]

Além disso, severas leis foram adotadas a fim de preservar a vida natural, tornando um ato ilegal até mesmo a retirada de uma flor nascida na beira da estrada; e a conscientização da população é promovida através de atos públicos como excursões guiadas, campanhas de esclarecimento, publicações e dentro das escolas.[166]

Demografia

Ver artigos principais:Demografia de Israel,Israelenses, eSabra (pessoa)
Ver também:Lista de cidades em Israel
Pirâmide etária de Israel

Em 2024, a população de Israel era estimada em quase dez milhões de pessoas, sendo que 73,2% eram, de acordo com o governo,judeusisraelenses.[34]Árabes são aproximadamente 21,1% da população do país, com os 5,7% restantes identificaram-se como membros de outras minorias étnicas, como drusos, beduínos e circassianos, bem como cristãos ortodoxos orientais de ascendência armênia e assíria.[34] Segundo dados de 2009, mais de 300 000 cidadãos de Israel viviam em assentamentos na Cisjordânia,[167] comoMa'ale Adummim eAriel e as comunidades que antecederam a criação do Estado, mas foram restabelecidas após aGuerra dos Seis Dias, em cidades comoHebrom eGush Etzion. Cerca de 18 000 israelenses vivem nascolinas de Golã. Em 2006, havia 250 000judeus residentes emJerusalém Oriental. O número total de colonos israelenses é superior a 500 000 (6,5 por cento da população). Cerca de 7 800 viviam em assentamentos israelenses na Faixa de Gaza até terem sido evacuados pelo governo como parte do seuplano de retirada de 2005.

Ao longo da última década, os fluxos migratórios têm, também, incluído um número significativo de imigrantes não judeus de países como aRomênia,Tailândia,República Popular da China e vários países daÁfrica e daAmérica do Sul; estimar um número exato é difícil devido à presença de imigrantes ilegais, mas as estimativas executadas na região apresentaram cerca de 200 000 pessoas.[168] A retenção da população de Israel desde 1948 é a mesma ou maior, quando comparado para outros países comimigração maciça.[169]

Placa em três idiomas:hebraico,árabe einglês, respectivamente

Aemigração da população israelense (yerida) para outros países, principalmente para osEstados Unidos e oCanadá, é descrito por demógrafos como modesta,[170] mas é muitas vezes citada pelos ministérios do governo israelense como uma ameaça importante para o futuro de Israel.[171]

Israel foi criado com o propósito de ser uma pátria para o povojudeu e é muitas vezes referida como o Estado judeu. ALei do retorno concede a todos os judeus e os de linhagem judaica o direito àcidadania israelense.[172] Um pouco mais de três quartos, ou 75,5 por cento, da população são judeus de várias origens judaicas. Aproximadamente 68 por cento dos judeus israelenses nasceram no país, 22 por cento sãoimigrantes daEuropa e dasAméricas e 10 por cento são imigrantes daÁsia e daÁfrica (incluindo omundo árabe).[173]

Israel tem duaslínguas reconhecidas:hebraico eárabe. Desde julho de 2018, o hebraico é o idiomaoficial do estado e suas instituições e é falada pela maioria da população.[174] O árabe se tornou uma língua com "status especiais" e é falado pela minoriaárabe e porjudeus que imigraram a partir de países árabes. A maioria dos israelenses se comunica razoavelmente bem eminglês: muitos programas de televisão são em inglês e, em muitas escolas, se ensina inglês. Como um país de imigrantes, dezenas de línguas podem ser ouvidas nasruas de Israel. Um grande afluxo de pessoas da antigaUnião Soviética e daEtiópia fizeram, dorusso e doamárico, línguas faladas em Israel. Entre 1990 e 1994, a imigração de judeus da antiga União Soviética fez com que a população israelense aumentasse em doze por cento.[175]

Urbanização

Cidades mais populosas emIsrael
Censo de 2009 doEscritório Central de Estatísticas de Israel[176]

Jerusalém

Telavive
PosiçãoLocalidadeDistritoPop.PosiçãoLocalidadeDistritoPop.
1JerusalémJerusalém773 60011Ramat GanTelavive145 000
2TelaviveTelavive403 70012Bat YamTelavive130 000
3HaifaHaifa265 60013RehovotCentral112 700
4Rishon LeZionCentral228 20014AscalãoSul111 900
5Petah TikvaCentral209 60015HerzliyaTelavive87 000
6AsdodeSul206 40016Kfar SabaCentral83 600
7BersebáSul194 30017HaderaTelavive80 200
8HolonTelavive184 70018Bete-SemesJerusalém77 100
9NetanyaCentral183 20019Modi'in-Maccabim-Re'utCentral72 700
10Bene BeraqTelavive154 40020NazaréNorte72 200

Religião

Religião em Israel(2017)[177]
ReligiãoPorcentagem
Judaísmo
  
82,7%
Islamismo
  
10,1%
Sem religião
  
3,7%
Cristianismo
  
2,1%
Outros
  
1,4%
Ver artigo principal:Religião em Israel
OMuro das Lamentações (o local mais sagrado dojudaísmo), com oDomo da Rocha ao fundo (um dos locais mais sagrados doislamismo), emJerusalém

A afiliação religiosa dos judeus israelenses varia muito: 55 por cento dizem que são "tradicionais", enquanto 20 por cento consideram-se "judeus seculares", 17 por cento definem-se como "sionistas religiosos"; os finais 8 por cento definem-se como "judeusharedi".[178]

Perfazendo até 16,2 por cento da população, osmuçulmanos constituem a maior minoria religiosa de Israel. Doscidadãos árabes de Israel, que representam 19,8 por cento da população, mais de quatro quintos (82,6 por cento) são muçulmanos. Dos restantes árabes israelenses, 8,8 por cento sãocristãos e 8,4 por cento sãodrusos.[179] Membros de muitos outros grupos religiosos, incluindobudistas ehindus, mantêm presença em Israel, embora em menor número.[180] Os cristãos totalizam 2,1% da população de Israel e são constituídos de árabes cristãos ejudeus messiânicos.[181]

A cidade deJerusalém é um lugar sagrado parajudeus,muçulmanos ecristãos, pois sedia lugares que são fundamentais para suas crenças religiosas, como oMuro das Lamentações, oMonte do Templo, aMesquita de Al-Aqsa e aIgreja do Santo Sepulcro. Outros monumentos religiosos de importância estão localizados na Cisjordânia, entre eles olocal de nascimento de Jesus, atumba deRaquel emBelém e aCaverna dos Patriarcas, emHebrom. O centro administrativo daFé Bahá'í e doSantuário do Báb estão localizadas noCentro Mundial Bahá'í emHaifa e do líder da fé, enterrado noAcre. Não existe uma comunidadeBaha'i em Israel, embora seja um destino de peregrinações. Pessoas que seguem a Fé Baha'i em Israel não ensinam a sua fé a israelenses seguindo uma política rigorosa.[182][183]

Centro Mundial Bahá'í, emHaifa, o centro administrativo e espiritual da religiãoFé Bahá'í

Israel figura entre os dez países com maior número deateus ouagnósticos, e, com um total de 25,6 por cento da população declarando-se ateísta, fica na quarta posição por países com maior proporção de ateístas no mundo.[184]

A grande maioria das pessoas seculares em Israel são de etnia judaica. Muitos judeus respeitam os feriados religiosos como algo comum, uma data estabelecida pelo governo, não são como seus pais ou avós, que tinham fé na religião, afinal este era o legado de séculos passados de geração a geração, elo que unia o povo judeu e dava a ele um sentido de pertença a uma mesma comunidade. Hoje, ossabras já não sentem tanto a necessidade de seguir preceitos religiosos. Mesmo que entre os árabes haja também alguns indivíduos ateus ou não religiosos, é mais comum entre os árabes de Israel, como um todo, encontrar pessoas bastante ligadas à religião, sejam elas cristãs ou muçulmanas, especialmente entre esses últimos. Embora as religiões, tanto o judaísmo quanto o islã, sejam responsáveis por uma boa parte doconflito árabe-israelense (por exemplo na questão de Jerusalém), a fé religiosa não é mais determinante na vida das pessoas, pelo menos para a maior parte dos judeus, que estão cada vez mais seculares (à exceção dosharedim). Os judeus laicos continuam a compartilhar um sentimento de identidade e a crença num destino comum, porém não mais é a fé que determina esse destino. Ainda assim, preocupa a radicalização de uma parcela dos líderes religiosos que têm bastante influência na política nacional. Há um certo medo da sociedade em geral de que o laicismo deixe de contar com o apoio dos políticos, com um aumento do poder dos ultraortodoxos.[185]

Governo e política

Ver artigos principais:Governo de Israel,Política de Israel, eLeis Básicas de Israel
Interior doKnesset, oparlamento israelense

Israel é umademocracia parlamentar[1] e oPresidente de Israel é ochefe de estado, mas suas funções são em grande parte simbólicas.[186] Um membro doParlamento apoiado pela maioria dos parlamentares torna-se oPrimeiro-Ministro, normalmente o presidente do maiorpartido. O Primeiro-ministro é o chefe de governo e chefe do Gabinete.[186] Israel é governado por um parlamento composto por 120 membros, conhecido comoKnesset. A composição do Knesset é baseada na representação proporcional dospartidos políticos.[187]

As eleições parlamentares são realizadas a cada quatro anos, mas o Knesset pode dissolver ogoverno, a qualquer momento, por falta de confiança na votação. O processo de paz, o papel da religião no estado e escândalos políticos têm causado ruptura de coalizões ou a antecipação das eleições.[188] AsLeis Básicas de Israel funcionam como umaconstituição não escrita. Em 2003, o Knesset começou a redigir uma constituição oficial baseada nestas leis.[1][189]

Em 2012, Israel foi classificado na 92ª posição noÍndice de Liberdade de Imprensa, elaborado pela organizaçãoRepórteres Sem Fronteiras, a classificação mais alta da região.[190] O relatórioFreedom in the World de 2013, divulgado anualmente pela organização norte-americanaFreedom House e que tenta medir o grau de democracia e de liberdade política dos países, classificou Israel como a única nação livre doOriente Médio e donorte da África.[191]

Sistema judicial

Ver artigo principal:Sistema Judiciário de Israel

Israel tem três níveis no sistema judicial. O nível mais baixo são magistrados judiciais, situados na maioria dascidades do país. Acima deles são tribunais de comarca, servindo simultaneamente como tribunais deapelação e tribunais de primeira instância, estão situados em cinco dos seisdistritos de Israel. O terceiro nível e o mais elevado é aSuprema Corte de Israel, situada em Jerusalém. Serve um papel duplo como o mais alto tribunal de apelação e de Supremo Tribunal de Justiça. Nesta última função, o Supremo Tribunal dita as regras como um tribunal de primeira instância, permitindo que os indivíduos, oscidadãos e não cidadãos, façam umapetição contra as decisões das autoridades estatais.[192][193]

Suprema Corte de Israel, emJerusalém

Israel não é um membro doTribunal Penal Internacional pois teme que o tribunal seja tendencioso contra ele, devido as pressões políticas de outros países membros.[194] Israel combina os sistemas jurídicos decommon law inglês, oSistema romano-germânico (ou 'civil law'), e asleis judaicas.[1] esse sistema é baseado no princípio dostare decisis e é um sistema acusatório, onde as partes envolvidas no fato trazem provas perante otribunal. Os processos do Tribunal são julgados porjuízes profissionais, em vez dejurados.[192]Casamento edivórcio estão sob a jurisdição dos tribunais religiosos:judeus,muçulmanos,drusos ecristãos.

ALei Básica: Dignidade Humana e Liberdade visa defender osdireitos humanos e das liberdades em Israel.[195] Israel foi classificada em 2009 como "livre" pelaFreedom House em função do nível dos direitos civis e políticos;[196] os "Territórios Ocupados Israel/Autoridade Palestina" foram classificados como "não livres".[197] No mesmo ano, osRepórteres sem Fronteiras classificaram Israel na 93ª posição entre 175 países em termos deliberdade de imprensa, ultrapassada em termos regionais peloKuwait, peloLíbano e pelosEmirados Árabes Unidos. AFreedom House classificou o país como "parcialmente livre" em termos de liberdade de imprensa.[198] Grupos como aAnistia Internacional[199] eHuman Rights Watch,[200] reprovam Israel em relação aos direitos humanos para oconflito árabe-israelense. As liberdades civis de Israel permitem a autocrítica, a partir de grupos comoB'Tselem, uma organização israelense de direitos humanos.[201]

Relações internacionais

Ver artigos principais:Relações exteriores de Israel eReconhecimento internacional de Israel
Ver também:Missões diplomáticas de Israel
Ministério das Relações Exteriores
Benjamin Netanyahu,primeiro-ministro de Israel, em um encontro com opresidente dos Estados Unidos,Donald Trump, em outubro de 2017

Israel mantém relações diplomáticas com 161 estados e tem 94missões diplomáticas em todo o mundo.[202] Apenas três membros daLiga Árabe normalizaram suas relações com Israel, oEgito e aJordânia assinaram tratados de paz em 1979 e 1994, respectivamente, e aMauritânia optou por manter relações diplomáticas completas com Israel desde 1999. Dois outros membros da Liga Árabe,Marrocos eTunísia, que tinham algumas relações diplomáticas com Israel, encerram suas relações no início daSegunda Intifada, em 2000.[203] Desde 2003, Marrocos mantém laçoseconômicos com Israel, e oMinistro das Relações Exteriores de Israel visitou o país.[204] Como resultado daOperação Chumbo Fundido em 2009,Mauritânia,Catar,Bolívia eVenezuela suspenderam relações políticas e econômicas com Israel.[205][206] Sob a lei israelense,Líbano,Síria,Arábia Saudita,Iraque eIêmen são considerados países inimigos[207] e os cidadãos israelenses não podem visitá-los sem a permissão doMinistério do Interior.[208] Desde 1995, Israel tem sido membro doDiálogo Mediterrâneo, que promove a cooperação entre sete países daBacia do Mediterrâneo e os membros daOrganização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).[209]

OsEstados Unidos,Turquia,Alemanha, Reino Unido eÍndia estão entre os mais próximos aliados de Israel. Um estudo revelou que a Índia era a nação mais pró-Israel do mundo seguida pelos Estados Unidos.[210] Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer o Estado de Israel, seguidos pelaUnião Soviética. Os Estados Unidos consideram Israel como seu principal aliado doSudoeste Asiático, baseado em valores políticos e religiosos comuns.[211] Embora aTurquia não tenha estabelecido relações diplomáticas integrais com Israel até 1991,[212] o país tem colaborado com o Estado de Israel desde o seu reconhecimento em 1949. Os laços da Turquia com as outras nações muçulmanas, por vezes, resultou em pressão dos países árabes para que o país cessasse suas relações com Israel.[213] AAlemanha possui fortes laços com Israel sobre a cooperação científica e educacional além de os dois estados permanecerem fortes parceiros econômicos e militares.[214] AÍndia estabeleceu laços diplomáticos plenos com Israel em 1992 e tem promovido fortes parcerias militares e culturais com o país desde então.[215] O Reino Unido manteve integralmente as relações diplomáticas com Israel desde a sua formação. Tem também uma forte relação comercial, Israel é o 23º maior mercado. As relações entre os dois países também foram feitas pelo primeiro-ministro anterior,Tony Blair. O Reino Unido é descrito como tendo uma relação sólida com Israel, mas com diferenças de opinião.[216] OIrã tinha relações diplomáticas com Israel durante adinastia Pahlavi,[217] mas retirou o reconhecimento de Israel durante arevolução iraniana.[218] Israel e o Vaticano estabeleceram relações diplomáticas em 30 de dezembro de 1993, no papado deJoão Paulo II.[219][220]

Forças armadas

Ver artigo principal:Forças de Defesa de Israel
Ver também:Israel e as armas de destruição em massa
CaçasF-35 daForça Aérea Israelense

AsForças de Defesa de Israel são formadas peloexército,marinha eaeronáutica israelenses. Foram fundadas durante aGuerra árabe-israelense de 1948 pororganizações paramilitares — principalmente aHaganah — que precedeu a criação do Estado de Israel.[221] A FDI também usa os recursos daDireção de Inteligência Militar (Aman), que trabalha com aMossad eShabak.[222] O envolvimento das Forças de Defesa de Israel em grandes guerras e conflitos fronteiriços tornou-a uma dasforças armadas mais capacitadas do planeta.[223][224] A maioria dos israelenses são convocados para oserviço militar obrigatório aos 18 anos de idade. Homens devem servir por três anos e as mulheres devem servir por dois.[225] Na sequência do serviço obrigatório, homens israelenses juntam-se aforça militar de reserva por várias semanas a cada ano até completar 40 anos de idade. A maioria das mulheres estão isentas do imposto de reserva.Árabes israelenses (com exceção dosdrusos) e aqueles que exercem estudos religiosos em tempo integral estão isentos do serviço militar.[226] Uma alternativa para aqueles que recebem isenções sobre vários motivos é oSherut Leumi, ou serviço nacional, que envolve um programa de serviços emhospitais,escolas e outros quadros debem-estar social. Como resultado de seu programa deconscrição, a FDI mantém aproximadamente 168 000 tropas ativas e um adicional de 408 000 reservistas.[227]

TanqueMerkava dasFDI

As forças armadas do país dependem fortemente de sistemas dearmas dealta tecnologia concebidos e fabricados em Israel, além de algumasimportações estrangeiras. OsEstados Unidos são um dos maiores contribuintes estrangeiros; estima-se que liberem ao país 30 bilhões dedólares em ajuda militar entre os anos de 2008 e 2017.[228] OmíssilArrow, desenvolvido pelos EUA e por Israel, é um dos únicos sistemas demísseis antibalísticos em operação no mundo.[229] Desde aGuerra do Yom Kipur, Israel tem desenvolvido uma rede desatélites de reconhecimento. O sucesso do programaOfeq fez de Israel um dos sete países capazes de independentemente desenvolver, fabricar e lançarsatélites desse tipo.[230] O país também desenvolveu o seu própriotanque, oMerkava. Desde a sua criação, Israel tem gasto uma parcela significativa do seuproduto interno bruto em defesa. Em 1984, por exemplo, o país gastou 24%[231] do seu PIB em defesa. Hoje, esse número caiu para cerca de 10%.[232]

Israel não assinou oTratado de Não Proliferação Nuclear e mantém uma política de ambiguidade deliberada em direção à sua capacidade nuclear, apesar de ser amplamente considerado como possuidor dearmas nucleares.[233] Depois daGuerra do Golfo em 1991, quando o país foi atacado pormísseis Scud iraquianos, foi aprovada uma lei exigindo que todos os apartamentos e casas em Israel devessem ter umamamad, uma sala de segurança reforçada e impermeável a substâncias químicas e biológicas.[234]

Subdivisões administrativas

Ver artigo principal:Distritos de Israel
Ver também:Lista de cidades em Israel

O Estado de Israel está dividido em seis principaisdistritos administrativos, conhecido como mehozot (מחוזות; singular: mahoz) —Centro,Haifa,Jerusalém,Norte,Sul eTelavive. Os distritos dividem-se em quinze subdistritos conhecidos como nafot (נפות; singular: ANPA), que são eles próprios divididos em cinquenta regiões naturais.[235]

DistritoCidade principalSubdistritosNúmero de residentes
NorteNazareth IllitKinneret ,Safed,Acre,Golã (disputado com aSíria),Jizreel1 242 100
HaifaHaifaHaifa,Hadera880 000
CentralRamlaRishon LeZion,Sarom (Netanya),Petah Tikva,Ramla,Rehovot1 770 200
Tel AvivTel AvivTel Aviv1 227 000
Jerusalém (incluiJerusalém Oriental)JerusalémJerusalém910 300
SulBeershebaAscalão,Beersheba1 053 600
Judeia e Samaria (Cisjordânia)Modi'in Illit (maior cidade)---304 569‏‏[236] (população com cidadania israelita)

Para fins estatísticos, o país está dividido em trêsáreas metropolitanas:Telavive eGush Dan (população 3 150 000), Haifa (população 996 000), eBersebá (população 531 600).[237] A maiorcidade de Israel, tanto em população quanto emárea éJerusalém com 732 100habitantes em uma área de 126 km².[238]

As estatísticas do governo israelense sobre Jerusalém incluem a população e o território deJerusalém Oriental, que é amplamente reconhecida como parte dosterritórios palestinos sob ocupação de Israel.[239]Telavive,Haifa eRishon LeZion são as seguintes cidades mais populosas do país, com 384 600, 267 000 e 222 300 habitantes, respectivamente.[240]

Territórios ocupados

Ver artigos principais:Territórios ocupados por Israel,Colônias israelenses,Territórios palestinos,Estado da Palestina, eConflito israelo-palestino
Mapa de Israel e dosterritórios palestinos ocupados

Os territórios ocupados por Israel são aCisjordânia,Jerusalém Oriental e ascolinas de Golã. Estas são as áreas que Israel tomou daJordânia e daSíria durante aGuerra dos Seis Dias. O termo também foi usado para descrever apenínsula do Sinai, que foi devolvida aoEgito em 1979 como parte dotratado de paz israelo-egípcio.[241]

O termo "territórios ocupados por Israel" também foi usado para englobar a Faixa de Gaza, que foi ocupada peloEgito e tomada por Israel em 1967. Em 2005, Israel desocupou a Faixa de Gaza e retirou quatro assentamentos na Cisjordânia, como parte do seu plano de retirada unilateral. No entanto, Israel continua a controlar o acesso ao espaço aéreo e marítimo de Gaza. Israel também regulamenta as viagens e o comércio de Gaza com o resto do mundo.[242] O interior do território está sob controle doHamas, partido majoritário noConselho Legislativo da Palestina, cujo braço militante executou desde os anos 1990 vários atentadosterroristas contra Israel como oatentado suicida do Dizengoff Center e oatentado terrorista da pizzaria Sbarro.[243][244][245][246]

Na sequência da captura desses territórios por Israel, assentamentos constituídos por cidadãos israelenses foram estabelecidos dentro de cada um deles. Israel aplica suas leis em Golan e Jerusalém Oriental, incorporando-os ao seu território e oferecendo aos seus habitantes o status de residentes permanentes e a possibilidade de obtenção dacidadania israelense, caso eles a solicitem. Em contraste, a Cisjordânia tem permanecido sob ocupação militar e é largamente vista junto com a Faixa de Gaza — por parte de Israel, pelospalestinos e pela comunidade internacional — como o local de um futuroEstado palestino. O Conselho de Segurança declarou que a incorporação de Jerusalém Oriental e das colinas de Golã é "nula e sem efeito" e continua considerando-os territórios ocupados.[247][248]

Modi'in Illit, com 60 mil habitantes, é a maiorcolônia israelense no território daCisjordânia[249]

O status deJerusalém Oriental, em qualquer possível acordo de paz, tem sido visto por vezes como um obstáculo difícil nas negociações entre os governos de Israel e representantes dos palestinos. A maioria das negociações relativas aos territórios se dão com base naResolução 242 doConselho de Segurança das Nações Unidas, que apela que Israel desocupe os territórios ocupados em troca da normalização das relações compaíses árabes, um princípio conhecido como "terra pela paz".[250]

ACisjordânia tem uma população constituída principalmente porárabespalestinos, incluindo os residentes históricos dos territórios e dos refugiados daGuerra árabe-israelense de 1948.[251] Desde a ocupação em 1967 até 1993, os palestinos que vivem nesses territórios estavam sob a administração militar israelense. Desde que foram assinadas as cartas de reconhecimento entre Israel e aOrganização para a Libertação da Palestina, a maioria da população palestina e suas cidades têm estado sob o controle daAutoridade Palestina e por um controle militar parcial por parte dos israelenses, apesar de Israel ter em diversas ocasiões reorganizado suas tropas e reinstituído plena administração militar durante períodos de grande agitação. Em resposta aos ataques cada vez mais numerosos como parte daSegunda Intifada, o governo israelense iniciou a construção do chamado "Muro da Cisjordânia",[252] que segundo o relatório da organização de direitos humanos israelenseB'Tselem está parcialmente construído dentro do território da Cisjordânia.[253]

AFaixa de Gaza foi ocupada peloEgito de 1948 a 1967 e em seguida por Israel, de 1967 a 2005. Em 2005, como parte doplano de retirada unilateral, Israel retirou todos os seus colonos e forças doterritório palestino. No entanto, Israel continua a controlar o espaço aéreo e o acesso marítimo da Faixa de Gaza e tem enviado tropas para a área.[254] Gaza faz fronteira com o Egito. Um acordo entre Israel, aUnião Europeia, aAutoridade Palestina e oEgito estabeleceu como a passagem da fronteira poderia ser feita (o que era monitorado por observadores europeus).[255] No entanto a eleição de um governo do Hamas trouxe problemas na sua aplicação, o que tem ocasionado o fechamento da passagem da fronteira na maior parte do tempo.[256] O interior da Faixa de Gaza está nas mãos dogoverno do Hamas.[257]

Economia

Ver artigo principal:Economia de Israel
Ver também:Turismo em Israel
Distrito da Bolsa de Diamantes, emRamat Gan, noDistrito de Telavive
Complexo dealta tecnologia emHaifa, ondeGoogle,Microsoft eIntel mantêm centros depesquisa e desenvolvimento[258]
Principais produtos deexportação de Israel em 2019 (em inglês)

Israel é considerado um dos países mais avançados dosudoeste da Ásia em desenvolvimento econômico e industrial. O país foi classificado como o de nível mais elevado da região peloBanco Mundial,[259] bem como, noFórum Econômico Mundial. Tem o maior número deempresas cotadas na bolsaNASDAQ fora daAmérica do Norte.[260] Em 2008, Israel tinha o 41ºproduto interno bruto (PIB) mais alto[261] e o 22º maiorPIB per capita do mundo (emparidade de poder de compra), com 199,5 bilhões dedólares e 33 299 de dólares, respectivamente.[262] Em 2007, Israel foi convidado a aderir àOrganização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),[263] que promove a cooperação entre os países que aderem aos princípiosdemocráticos e explorareconomias de mercado.[264]

Apesar dos limitadosrecursos naturais, o intensivo desenvolvimento industrial e daagricultura ao longo das últimasdécadas fez com que Israel se tornasse amplamente autossuficiente na produção dealimentos, especialmentegrãos ecarne. Entre os produtos muito importados por Israel, totalizando 47,8 bilhões de dólares em 2006, incluem-secombustíveis fósseis, asmatérias-primas e equipamentos militares. Os produtos que Israel mais exporta sãofrutas,vegetais,produtos farmacêuticos,softwares,produtos químicos,tecnologia militar,diamantes. Em 2006, o volume de exportações do país atingiu 42,86 bilhões de dólares.[265]

Israel é um dos líderes globais em conservação da água,energia geotérmica[266] e emalta tecnologia, atuando no desenvolvimento desoftwares,comunicações e ciências da vida, o que provoca comparações aoVale do Silício naCalifórnia.[267][268]Intel[269] eMicrosoft[270] construíram em Israel seus primeiros centros depesquisa e desenvolvimento fora dosEstados Unidos além de outrasmultinacionais de alta tecnologia como aIBM, aCisco Systems e aMotorola, terem aberto instalações no país. Em julho de 2007, o bilionário americanoWarren Buffett,CEO da companhiaBerkshire Hathaway, comprou a empresa israelense Iscar, sendo a sua primeira aquisição fora do território americano, por 4 bilhões de dólares.[271] Israel possui a segunda maior aglomeração de indústrias detecnologia de ponta, oSilicon Wadi, atrás apenas do Vale do Silício da Califórnia.[272]

Desde a década de 1970, Israel tem recebido ajuda econômica dosEstados Unidos, cujos empréstimos representam a maior parte dadívida externa do país. Em 2007, os Estados Unidos aprovaram mais 30 bilhões de dólares em ajuda a Israel pelos próximos dez anos.[228]

Em 2010, Israel foi classificado pelo"IMD's World Competitiveness Yearbook" no 17º lugar entre as nações mais desenvolvidas economicamente. Também foi qualificado nessa mesma publicação como a mais durável economia em tempos de crise e em 1º lugar no nível de investimentos em pesquisas e em centros de desenvolvimento.[273] No mesmo ano, foi convidado para aderir aOCDE.[274] Israel possui o segundo maior número de companhiasstart-up no mundo, logo depois dosEstados Unidos.[275] Apesar disso, a produtividade por trabalhador no país é uma das mais baixas entre os membros daOCDE.[276]

Oturismo, especialmente doturismo religioso, é outra importante fonte de renda em Israel. Com umclima mediterrâneo,praias,sítios arqueológicos e históricos, além da única geografia, o país atrai milhões de turistas todos os anos. Problemas de segurança de Israel afetam a indústria do turismo, mas o número de turistas continua em alta.[277] Em 2008, mais de 3 milhões de turistas visitaram Israel.[278] Abundantes são as informações turísticas nas rodovias, concomitantemente em três idiomas: hebraico, árabe e inglês, nesta ordem.

Infraestrutura

Educação

Ver artigo principal:Educação em Israel
Ver também:Lista de universidades de Israel
Vista aérea do campus do institutoTechnion, emHaifa. Apenas dessa instituição saíram três dos dez ganhadores israelenses doPrêmio Nobel[279]
Universidade Bar-Ilan, emRamat Gan

Israel tem a maior esperança de vida escolar dosudoeste da Ásia, e está empatado com oJapão na segunda maior esperança de vida escolar docontinente asiático (aCoreia do Sul está em primeiro lugar).[280] O país também tem a maiortaxa de alfabetização dosudoeste asiático, de acordo com dados daOrganização das Nações Unidas.[281] A Lei de Educação do Estado, promulgada em 1953, estabeleceu cinco tipos deescolas: estado laico, o estado religioso, ultra ortodoxo, escolas municipais e escolas árabes. O públicosecular é o maior grupo escolar e é frequentado pela maioria dos alunos judeus e não árabes em Israel. A maioria dos árabes enviam seus filhos às escolas onde oárabe é a língua de instrução.[282] O ensino é obrigatório em Israel, para crianças entre as idades de três a dezoito anos.[283][284] A escolarização é dividida em três níveis — daescola primária (séries 1/6),escola média (séries 7/9) eensino médio (séries 10/12) — terminando com uma série de exames de matrícula em várias matérias. As notas nestes exames constam no diploma nacional padronizado — o diplomaBagrut. Proficiência em temas fundamentais comomatemática,bíblia,hebraico,literatura hebraica e geral,inglês,história,educação cívica e uma matéria eletiva é necessária para receber um certificadoBagrut.[285] Em escolas árabes,cristãs edrusas, os estudos bíblicos são substituídos por exames baseados na culturaislâmica, cristã ou drusas.[286] Em 2003, mais de metade dos alunos da última classe do ensino secundário conseguiram passar em todos os exames para receber o diplomaBagrut.[287]

As oitouniversidades públicas de Israel são subsidiadas pelo Estado.[285][288] AUniversidade Hebraica de Jerusalém, a mais antiga universidade de Israel, e aBiblioteca Nacional de Israel, possuem o maior repositório delivros sobre temas judaicos.[289] A Universidade Hebraica foi classificada entre as 100 melhores universidades do mundo[290] pelo prestigiosoranking acadêmicoARWU. Em um levantamento de 2009, esta mesma universidade foi classificada na posição 64ª no mundo (e quarta na região da Ásia e do Oceano Pacífico).[291] Outras grandes universidades do país incluem oTechnion, oInstituto Weizmann da Ciência,Universidade de Telavive,Universidade Bar-Ilan, aUniversidade de Haifa, eUniversidade Ben-Gurion do Negueve. As sete universidades de pesquisa de Israel (com exceção daUniversidade Aberta) foram classificadas entre as 500 melhores do mundo.[292] Israel ocupa terceira posição no mundo em número de cidadãos que possuem diplomas universitários (20% da população).[293][294]

No campo dasteorias da aprendizagem, Israel legou ao mundo ateoria da modificabilidade cognitiva estrutural, formulada peloeducadorReuven Feuerstein (1921–2014). Esta teoria afirma que ainteligência humana pode ser expandida, independente de idade, dando ao indivíduo capacidade para aprender.[295]

Universidades israelenses destacam-se entre as cem melhores no mundo emfísica[296] (TAU,UHJI eIWC),matemática[297] (TAU, UHJI e Technion),química[298] (TAU, UHJI e Technion),ciência da computação[299](TAU, UHJI, IWC,UBI e Technion),economia[300] (TAU e UHJI),engenharia[301] (TAU, UHJI e Technion),ciências sociais[302] (TAU e UHJI) eciências naturais[303] (TAU, UHJI, Technion e IWC). O Technion e o IWC destacam-se na liderança da lista doranking emciência da computação, junto com universidades de somente dois países — osEstados Unidos e oCanadá.[299] Apesar disso, os resultados dos alunos em Israel permanecem inferiores aos dos países daOCDE, segundo o exame doPISA.[304]

Ciência e tecnologia

Ver artigo principal:Ciência e tecnologia em Israel
Oacelerador de partículas doInstituto Weizmann da Ciência emRehovot

Considerado um país pequeno, Israel necessitou ser preciso e generoso na distribuição de recursos para o setor deCiência eTecnologia: 40% da verba destina-se ao progresso científico. Neste ramo, investe com qualidade competitiva internacional não somente em uma área, mas em várias, sendo três delas as principais:industrial, agrotecnológica emédica. Desde a sua fundação, que o Estado de Israel investe na pesquisa, em primeiro, para sanar as dificuldades encontradas em sua terra infértil, como tornando-se o pioneiro embiotecnologia agrícola,irrigação por gotejamento, a solarização dos solos, areciclagem de águas deesgoto para uso agrícola e a utilização do enorme reservatório subterrâneo deágua salobra doNegueve.[305] Na área médica, seu crescimento deu-se a partir daPrimeira Guerra Mundial, após a fundação do Centro Hebraico de Saúde, e continuou a ampliar-se, agora nos departamentos debioquímica,bacteriologia,microbiologia ehigiene daUniversidade Hebraica de Jerusalém, que iniciaram a base do Centro Médico Hadassa, a instituição de maior importância nacional na área. Relacionada a indústria, o desenvolvimento foi dos laboratórios próximos aomar Mediterrâneo, onde foi criado oInstituto de Tecnologia Technion-Israel, cujo investimentos são destacados naóptica, nacomputação, naaeronáutica, narobótica e naeletrônica.[306][307] Inserido nesta área, está ainda o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, cujas funções estão relacionadas astelecomunicações, produção elétrica e de energia, e administração de recurso hídrico, ligado àindústria e àagricultura.[308] Entre seus profissionais estão os chegados da extintaUnião Soviética, dos quais 40% eram graduados universitários e ajudaram a impulsionar Israel no setor de alta tecnologia.[293] Destacando-se internacionalmente, possui cinco cientistas que foram vencedores doPrêmio Nobel: três em química e dois em economia.[309] OfísicoDavid Gross,estadunidense laureado peloNobel de Física, é bacharelado e mestre pela Universidade Hebraica de Jerusalém.[310] Em 2010, o israelenseElon Lindenstrauss, jovemmatemático dessa mesma universidade, recebeu amedalha Fields, considerada como o "Nobel da matemática".[311]

A maior parabólica solar do mundo[312] noCentro Ben-Gurion

Israel investe muito emenergia solar, com engenheiros na vanguarda desse tipo de tecnologia.[313] Suas empresas trabalham em projetos ao redor de todo o mundo[314][315] e mais de 90% dos lares israelenses utilizam energia solar para esquentar aágua, o que dá uma economia de 8% em seu consumo de energia anual.[316][317][318]

Desde 1988, aIsrael Aerospace Industries desenvolveu e fabricou de maneira independente pelo menos 13 satélites comerciais, de pesquisas e de espionagem. A maioria foram lançados para órbita terrestre da base daforça aérea israelense dePalmachim, em sua costa mediterrânea a sul deTelavive, porveículos lançadores de satélitesShavit. Alguns dos satélites de Israel classificam-se entre os sistemas espaciais mais avançados no mundo.[319] Em 22 de junho de 2010, Israel lançou da base aérea de Palmachim o seu satélite de espionagemOfeq 9, equipado com câmera de alta resolução.[320] O piloto decaçaIlan Ramon foi o primeiroastronauta israelense; atuou como especialista de carga durante aSTS-107, naúltima e fatal missão doônibus espacialColumbia.

Israel está em terceiro lugar entre os países que mais publicam artigos científicosper capita do mundo,[321] em terceiro lugar também em número depatentesper capita[322] Ocupa ainda o segundo lugar entre os vinte países com mais impacto relativo em artigos científicos sobreciências espaciais, num estudo levado a cabo pela agênciaThomson Reuters.[323] Três de seus cientistas de computação receberam oPrêmio Turing:Michael Rabin,Adi Shamir eAmir Pnueli.[324][325][326]

Comunicações

Sede doYedioth Ahronoth, em Telavive, o jornal de maiortiragem do país[327]

Faz parte da rotina do povo de Israel manter-se informado sobre asnotícias do país e do mundo. Aliberdade de imprensa é algo respeitado pelo governo, exceto no que toca assuntos sobre a segurança nacional, que recebecensura. Para manterem-se atualizadas e informadas, as pessoas contam com a presença de mais de doze jornais diferentes emhebraico, e inúmeros outros em outros idiomas. O total é impreciso, mas são mais de mil periódicos entre jornais e revistas. Orádio, outro meio de comunicação de massas no país, tem como uma das maiores representantes aKol Israel ("Voz de Israel" emportuguês), também existente natelevisão, que opera oito estações de rádio, em dezessete idiomas, com variedades musicais, para atingir a todos os públicos. Neste meio de comunicação existe ainda uma rádio destinada especificamente aos soldados e um sistema de transmissão em ondas curtas, também em vários idiomas e destinado a ouvintes de outras nações, a fim de fornecer uma segura fonte de informações sobre Israel, oOriente Médio e o judaísmo. A televisão surgiu em 1967 e mantém seu canal estatal no ar do início da manhã, até o princípio da madrugada, em três idiomas com programação informativa e educativa. Um canal comercial reserva horas de sua programação para a educação também. Além, Israel conta com outros canais independentes e com atelevisão a cabo, que atinge quase toda a nação. Seus serviços deradiodifusão são financiados pela propaganda e por uma taxa paga pelos consumidores.[328]

Para atelecomunicação, que inclui atelefonia e os serviços deinternet, Israel detinha, até 2001, um total superior a 2,8 milhões de linhas diretas, usando uma rede digital de 100%, que fornecem um serviço avançado aos clientes. Em 2000, o Ministério das Comunicações publicou propostas para serviços detelefonia fixa no mercado interno inteiro, inclusa a entradaweb viawireless ebanda larga, cuja tecnologia é líder. Natelefonia móvel, Israel possui três operadoras e, até meados dos anos 2000, 58% de sua população já detinha um aparelhocelular, o que correspondia a pouco mais de 3,5 milhões de usuários.[329]

Saúde

Instituto Cardíaco do Centro Médico Sheba, emRamat Gan, o maior hospital doOriente Médio[330]
Terminal 3 doAeroporto Internacional Ben Gurion
Trecho da Autoestrada 6

Israel dispõe de um sistema de cuidados de saúde universal e de contribuição obrigatória, administrado por um pequeno número de organizações financiadas pelo Estado. Todos oscidadãos de Israel têm direito constitucional ao acesso ao pacote de serviços sanitários, independentemente do tipo de contribuição que façam para o sistema, e os tratamentos médicos são financiados para todos de forma independente da condição financeira individual. Um estudo daOMS de 2000 colocou Israel no 28.º lugar na lista de países por qualidade do serviço de saúde. A lei do país que regulamenta o serviço de saúde foi colocada em vigor peloKnesset em 1 de janeiro de 1995, tendo sido baseada nos conselhos de uma comissão de inquérito que analisou o sistema de saúde do país no final da década de 1980.[331]

A política dogoverno de Israel em relação ao acesso dos cidadãos palestinianos aos cuidados de saúde em Israel tem sido a da insistir na sua cobertura pelaAutoridade Palestiniana: em janeiro de 2009, após a ofensiva militar palestiniana naFaixa de Gaza, a Autoridade Palestiniana cancelou a cobertura financeira para todos os tratamentos médicos dos seus cidadãos em Israel, incluindo aos pacientes com doenças crónicas ou que necessitem de cuidados complexos não disponíveis em outros centros médicos da região, o que motivou um protesto de diversas organizações humanitárias.[332]

Transportes

Israel tem 18 096 km deestradas pavimentadas[333] e 2,4 milhões deautomóveis.[334] O número de automóveis por 1 000 pessoas é de 324, relativamente baixo em relação aos outrospaíses desenvolvidos.[334] Israel tem 5 715 ônibus em rotas regulares,[335] operadas por vários transportadores, o maior dos quais éEgged, servindo a maior parte do país. Ferrovias atravessam 949 km do país e são operadas unicamente pelo governo, proprietário daIsrael Railways (todos os valores são de 2008). Na sequência de grandes investimentos, começando no início à meados dadécada de 1990, o número de passageiros detrens por ano cresceu de 2,5 milhões em 1990, para 35 milhões em 2008; ferrovias também são usadas para transportar 6,8 milhões de toneladas de carga por ano.[336]

Israel é servido por doisaeroportos internacionais, oAeroporto Internacional Ben Gurion, o principalhub do país para o transporte aéreo internacional perto deTelavive-Jafa, e oAeroporto Internacional de Ovda no sul do país, bem como vários pequenos aeroportos nacionais.[337] Os aeroportos atendem 11,1 milhões de passageiros (entradas e saídas) em 2008, sendo que 11 milhões passaram pelo Aeroporto Ben Gurion.[338][339]

Na costa doMediterrâneo, oPorto de Haifa é o maior e mais antigoporto do país, enquanto oPorto de Asdode é um dos poucos portos de águas profundas no mundo construído sobre o mar aberto.[337] Além destes, o pequenoPorto de Eilat, situado nomar Vermelho, é usado principalmente para ocomércio com países doExtremo Oriente.[340]

Cultura

Ver artigo principal:Cultura de Israel
Centro de Artes Cênicas de Telavive

Israel possui umacultura pluralizada devido à diversidade de suapopulação: osjudeus de todo o mundo trouxeram suas tradições culturais e religiosas com eles, criando um caldeirão decrenças e costumes judaicos.[341] Foram quatro mil anos de tradição, um século de sionismo e quase cinquenta anos como estado moderno, que também contribuíram para sua notável mescla cultural das mais de setenta comunidades que a compõem. Sua população nacional, respeitosa à cultura, tem a sua disposição a revistaAriel, que, publicada desde 1962, cobre toda a produção artística, desde a poesia à arquitetura, passando pela pintura, escultura e até a arqueologia.[342]

Israel é o único país no mundo onde a vida gira em torno docalendário hebraico. Férias de trabalho e escolares são determinadas pelasfestas judaicas, e o dia oficial de descanso é o sábado, oshabat.[343] A substancial minoria árabe, também deixou a sua impressão sobre a cultura israelense em áreas comoarquitetura,[344]música[345] eculinária, que tem entre seus principais pratos tradicionais, oPessach, oChanuká, oCharosset, oFarfel e oKamish Broit.[346][347] No cinema, ao contrário, a produção não é tão mesclada: conta, desde de seu início em 1950, a experiência e a realidade israelense.[348]

Cinema e teatro

Ver artigo principal:Cinema de Israel
Teatro Habima, emTelavive

Nove filmes israelenses foram finalistas deMelhor Filme Estrangeiro no Oscar, desde o estabelecimento do Estado de Israel.Ajami, um filme de 2009 sobre a violência e a discriminação em um bairro judeu-árabe no sul deTelavive-Jafa, foi escrito e dirigido conjuntamente pelo palestino Scandar Copti e pelo judeu israelense Yaron Shani. Foi a terceira indicação consecutiva de um filme israelense e ganhou uma menção honrosa noFestival de Cannes.[349] Cineastasisraelenses palestinos fizeram uma série de filmes, alguns deles muito controversos, ilustrando oconflito árabe-israelense e a situação dospalestinos dentro de Israel. O filme de Mohammed Bakri,Jenin, Jenin, sobre a invasão militar israelense docampo de refugiados deJenin, naCisjordânia, em 2002, ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema Internacional de Cartago. No entanto, em Israel, o filme foi acusado de apresentar uma versão distorcida da história.A Noiva Síria, sobre um casamentodruso entre famílias de lados opostos da linha de cessar-fogo entre Israel e aSíria, nascolinas de Golã, foi dirigido por um judeu israelense (Eran Riklis), mas tinha um elenco quase totalmente druso.

Continuando as fortes tradiçõesdo teatro iídiche naEuropa Oriental, Israel mantêm uma vibrante cena teatral. Fundado em 1918, oTeatro Habima, em Telavive, é o mais antigo teatro do país.[350] Este cenário de produção teatral não existia na cultura hebraica antiga e só se desenvolveu a partir daSegunda Guerra Mundial, percorrendo os campos contemporâneo, clássico, local e importado, tradicionais e experimentais.[351]

Literatura e museus

Ver artigos principais:Literatura israelense eLista de museus israelenses

Aliteratura israelense é feita, principalmente, em poesia e prosa e é escrita emhebraico, como parte do renascimento do hebraico como uma língua falada desde meados doséculo XIX, embora um pequeno corpo de literatura é publicada em outras línguas, como oárabe einglês. Porlei, duas cópias de todos os impressos publicados em Israel deve ser depositada naBiblioteca Nacional naUniversidade Hebraica de Jerusalém. Em 2001, a lei foi alterada para incluir gravações deáudio evídeo, e outros tipos demídia não impressa.[352]

Em 2006, 85% dos 8 000 livros da biblioteca nacional foi transferido para o hebraico.[353] A Semana do Livro Hebraico (He: שבוע הספר) é realizada uma vez por ano, em junho, com feiras, leituras públicas e visitas de autores israelenses. Durante essasemana, o maior prêmio literário de Israel, oPrêmio Sapir, é apresentado. Em 1966,Shmuel Yosef Agnon partilhou oPrêmio Nobel de Literatura com a autoraalemã judiaNelly Sachs.[354]

OMuseu de Israel, em Jerusalém, é uma das mais importantes instituições culturais da nação[355] e abriga ospergaminhos do Mar Morto,[356] juntamente com uma extensa coleção dearte europeia e judaica.[355] O museu nacional doholocausto de Israel, oYad Vashem, abriga o maior arquivo do mundo de informações relacionadas a este episódio.[357] OBeth Hatefutsoth (Museu da Diáspora), nocampus daUniversidade de Telavive, é ummuseu interativo dedicado à história das comunidades judaicas de todo o mundo.[358]

Além dos principais museus de grandes cidades, há uma grande quantidade de espaços de artes de qualidade em cidades de pequeno porte e emkibbutzim. O museuMishkan Le'Omanut noKibutzEin Harod Meuhad é o maior museu de arte no norte do país.[359]

Culinária

Sufganiya, doce similar ao "sonho" brasileiro
Ver artigo principal:Culinária de Israel

Israel dispõe de pratos da cozinha local e pratos trazidos ao país porimigrantesjudeus de todo o mundo. Desde a criação do Estado em 1948, e particularmente desde adécada de 1970, uma cozinha propriamente israelense se desenvolveu.[360]

A cozinha israelense adquiriu, e continua adquirir, elementos de vários estilos daculinária judaica, em particular os estilos da culináriamizrahi,sefardita easquenaze, junto com as influências culinárias de judeus marroquinos, iraquianos, etíopes, indianos, iranianos e iemenita. Ela incorpora também muitos alimentos tradicionalmente consumidos nas cozinhas dos estados árabes,Oriente Médio emar Mediterrâneo, comofaláfel,homus,xacxuca,cuscuz eza'atar, que se tornaram pratos essenciais em Israel.[361][362]

Belas artes

A produção artística organizada de Israel, iniciada em 1906, é um misto de culturas orientais e ocidentais, agregadas ao desenvolvimento e ao caráter individual de cada cidade, que têm na diversificada paisagem natural as principais inspirações para produzir imagem e escultura.[363]

Obra deJoseph Zaritsky (1949);Museu de Israel, Jerusalém

Napintura, a nação passou por vários períodos de produção, assim como o restante do mundo. Na busca por uma identidade, o primeiro momento foi o de criar uma arte original judaica, em uma fusão de técnicas europeias com toques de influenciadoOriente Médio. Entre os artistas da época estiveramSamuel Hirszenberg (1865–1908),Ephraim Lilien (1874–1925) eAbel Pann (1883–1963). Em 1921, ocorreu a primeira mostra artística de pintura, naCidadela de David. Conforme a nação foi se renovando, sua produção artística modificou-se junto: durante a década de 1920 houve a produção de vanguarda; já da década de 1930, a influência foi sob a modernidade, emotiva e mística. Adiante, oHolocausto alimentou a ideologia docanaanita, que buscava identificar-se com uma identidade nacional e criar um novopovo hebreu.[363]

Em 1948, chegou a passar por um período de obras militantes, repletas de mensagens sociais, e das chamadas "Novos Horizontes", advindas daGuerra de Independência e do espírito de libertação. Entre as décadas de 1970, 1980 e 1990, passou pelo individualismo e pela busca de sentido no que significava o espírito de Israel, em uma mescla de técnicas e emoções humanas, que ainda prevalecem. Já nas esculturas, a produção e o reconhecimento só foram possíveis devido aos esforços de alguns escultores. Influenciados pelos momentos históricos, passaram pelocubismo e pelocanaanita, em seu princípio, conceituando modernamente ocorpo humano e usando formas animais para lembrarem das paisagens rochosas do deserto. A partir da década de 1950, a produção de esculturas tomou ares mais abstratos, alimentada pela chegada doaço inoxidável e doferro como formas de expressão. Na década seguinte, a inspiração principal era a de imortalizar a imagem daqueles que lutaram nas guerras de Israel. Com o passar dos anos, agregou a influência francesa e o expressionismo em sua evolução conceitual.[363]

A produçãofotográfica, que vive entre a fotografia de documentação e a arte fotográfica, caracterizou-se, de início, pela intimidade, contenção e preocupação com o ego. Durante oséculo XIX, a área produziu apenas trabalhos bíblicos, retratando locais santos. De 1880 em diante, passou-se a retratar a evolução da comunidade judaica, nos quais até prisioneiros eram inspiração. Noséculo XX, a fotografia como expressão artística, passou a ter maior produção nacional, demonstrando características mais pessoais, confrontando a vida e a morte, de estilo formalista, minimalista e intelecto conceitual.[363]

Música e dança

AOrquestra Filarmônica de Israel durante seu 70ºaniversário
Companhia de Dança Batsheva em Telavive

A música de Israel contém influências adquiridas através de imigrantes de todo o mundo. Músicaiemenita, melodiaschassídicas, árabes e europeias,jazz,pop,rock,reggae,rap ehip-hop são as mais presentes e influentes na produção musical contemporânea.[364][365]

Ascanções folclóricas nacionais, conhecidas como "Sons da Terra de Israel", lidam com as experiências dos pioneiros na construção da pátria judaica.[366] Umas dasorquestras de maior renome do mundo[367] é aFilarmônica de Israel, fundada há mais de sete décadas, que realiza mais de duzentosconcertos por ano em todo o mundo.[368] Israel produziu também muitos músicos de qualidade, alguns de estrelato internacional e na categoria de virtuosos:Itzhak Perlman,Pinchas Zukerman eOfra Haza.Arik Einstein,Yardena Arazi,Ishtar, Idan Raichel eNaomi Shemer são outras das estrelas israelenses.[351] O Estado tem participado doFestival Eurovisão da Canção quase todos os anos desde 1973, no qual conquistou a competição por três vezes e a sediou por duas.[369] A cidade de Eilat realiza seu próprio festival de música internacional, o Festival de Jazz do mar Vermelho, todos os verões desde 1987.[370] O país também é visto como um ícone damúsica eletrônica, comDJ's bem conceituados, comoSesto Sento,Offer Nissim eInfected Mushroom.[371]

Acompanhando a produção musical, está a dança, que, em Israel, divide-se entre a artística e a folclórica. Considerada uma expressão de alegria, a dança faz parte das celebrações religiosas, nacionais, comunitárias e familiares. A ramificação folclórica é um misto de tradição judaica e não judaica, cultivada desde os idos de 1940, e apresenta-se em constante desenvolvimento, entre as fontes históricas e as modernas, misturando estilos bíblicos e contemporâneos, não servindo apenas para manter as tradições. Já a artística foi introduzida na década de 1920, por professores e praticantes fiéis vindos da Europa. Cada grupo nascido no país atingiu alto nível profissional de seus estilos próprios, das quais destacam-se seis grandes companhias: oTeatro de Dança Inbal, aCompanhia de Dança Batsheva, aCompanhia de Dança Bat-Dor, a Companhia de Dança Contemporânea do Kibutz, o Balé de Israel e o Koll-Dmamá.[372]

Esportes

Ver artigo principal:Esporte em Israel
Estádio Sammy Ofer, emHaifa

O esporte e a aptidão física nem sempre tiveram um papel importante na cultura judaica. A aptidão física, que foi valorizada pelosantigos gregos, era vista como uma indesejável intromissão de valoreshelenísticos na cultura judaica.Maimónides, que era simultaneamenterabino emédico, enfatizou a importância da atividade física e de se manter o corpo em forma. Esta abordagem recebeu um grande impulso noséculo XIX a partir da campanha de promoção da cultura física deMax Nordau, e no início doséculo XX, quando oRabino-Chefe daPalestina,Abraão Isaac Kook, declarou que "o corpo serve a alma, e apenas um corpo saudável pode garantir uma boa alma".[373]

AMacabíada Mundial, um evento no estiloolímpico para atletas judeus, teve a sua primeira edição na década de 1930, e desde 1957 é realizada a cada quatro anos.[374] Os esportes mais populares em Israel são ofutebol e obasquetebol.[375] Em 1964,Israel sediou e venceu aCopa da Ásia de Futebol.[376]

O windsurferGal Fridman foi o vencedor da primeira medalha olímpica de ouro de Israel

Na década de 1970, Israel foi excluído dosJogos Asiáticos de 1978 como resultado da pressão exercida pelos países participantes doOriente Médio. A exclusão levou Israel a mudar daÁsia para aEuropa deixando de participar das competições asiáticas.[377] Em 1994, aUEFA concordou em reconhecer Israel e todas as organizações de futebol do país como competidores na Europa. ALigat ha'Al é a liga de futebol do país e aLigat HaAl é a liga de basquete.[378] O timeMaccabi Tel Aviv BC ganhou o campeonato europeu de basquetebol cinco vezes.[379]Bersebá tornou-se um centro nacional dexadrez e lar de muitos campeões deste esporte da antigaUnião Soviética, sendo a cidade com maisgrandes mestres de xadrez em todo o mundo.[380] A cidade sediou oCampeonato Mundial de Xadrez por Equipes em 2005, e este esporte é ensinado nascreches da cidade.[381] Em 2007, o israelenseBoris Gelfand empatou em segundo lugar noCampeonato Mundial de Xadrez.[382]

Até agora, Israel conquistoutreze medalhas olímpicas, tendo a primeira sido nosJogos de 1992, incluindo uma medalha de ouro nowindsurf nosJogos Olímpicos de Verão de 2004.[383] EmJogos Paraolímpicos é classificado na 15ª posição noquadro geral de medalhas, pelas mais de cem medalhas de ouro já conquistadas. OsJogos Paraolímpicos de Verão de 1968 foram sediados pela nação.[384]

Feriados e eventos

Feriados e eventos deIsrael
DataNome em portuguêsNome localDatas possíveis
(calendário gregoriano)
1 detishreiAno Novoראש השנה
Rosh Hashaná
Entre6 de setembro e5 de outubro
10 detishreiDia do Perdãoיום כיפור
Yom Kipur
Entre15 de setembro e14 de outubro
15 detishreiFesta das Cabanas/Festa dos Tabernáculosסוכות
Sucot
Entre20 de setembro e19 de outubro
22 detishreiReunião do Oitavo Diaשמיני עצרת
Shemini Atzeret
Entre27 de setembro e26 de outubro
25 dekislevFestival das Luzes (primeiro dia)חנוכה
Chanucá
Entre27 de novembro e26 de dezembro
14 deadar
(15 em alguns lugares)
Lembrança da vitória deEsterפּוּרִים
Purim
Entre25 de fevereiro e26 de março
15 denissanPáscoa (primeiro dia)פסח
Pessach
Entre27 de março e25 de abril
21 denissanPáscoa (sétimo e último dia)פסח
Pessach
Entre2 de abril e1 de maio
27 denissanDia da Lembrança do Holocaustoיום השואה
Yom HaShoá
Entre8 de abril e7 de maio
4 deiarDia de Lembrança dos Soldados Caídosיום הזכרון
Yom HaZikaron
Entre15 de abril e14 de maio
5 deiarDia da Independênciaיום העצמאות
Yom Ha'atzma'ut
Entre16 de abril e15 de maio
18 deiarTrigésimo-terceiro dia do Omerל"ג בעומר
Lag BaÔmer
Entre30 de abril e28 de maio
28 deiarDia de Jerusalémיום ירושלים
Yom Yerushalayim
Entre9 de maio e7 de junho
6 desivanFesta das Colheitas (Pentecostes)שבועות
Shavuot
Entre16 de maio e14 de junho

Ver também

Notas e referências

Notas

  1. Alei israelense declara que "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel", e a cidade serve como sede de governo, da residência dopresidente, dos escritórios governamentais, dasuprema corte e doparlamento. No entanto, asNações Unidas, conforme a declaração daresolução 478 do Conselho de Segurança da ONU, e a maior parte da comunidade internacional declararam ilegal a designação por Israel de Jerusalém como sua capital (verKellerman 1993, p. 140) e por isso mantêm suasembaixadas na área deTel Aviv (ver oWorld Factbook da CIA[1] e omapa das Nações Unidas de Israel). OEstado da Palestina declaraJerusalém Oriental como sua capital e ostatus atual da cidade ainda aguarda negociações futuras entre israelenses e palestinos (ver"Negotiating Jerusalem" -Universidade de Maryland). No entanto, os seguintes países membros da ONU reconhecem a cidade como a capital israelense:Estados Unidos,[2]República Checa,[3][4]Guatemala,[5]Vanuatu[6] eHonduras.
  2. Anteriormente reconhecida como uma 'língua oficial' junto com o hebreu,[7] o árabe se tornou, desde 2018, uma 'língua com status especial dentro do Estado e suas instituições'[8][9][10]
  3. Excluindo/incluindo os Montes Golan e Jerusalém Oriental.
  4. Inclui todos os residentes em Israel propriamente dita, Montes Golan e Jerusalém Oriental. Inclui ainda a população israelita da Cisjordânia. Exclui toda a população não israelita da Cisjordânia e Faixa de Gaza.
  5. Ambas as densidades foram calculadas com base na população estimada. A primeira delas inclui a área territorial dos Montes Golan e Jerusalém Oriental. A segunda não inclui.
  6. Israel tem aproximadamente 78% de suas fronteiras definidas. As fronteiras com o Egito foram definidas a partir do acordo de pazegípcio-israelense de 1979 e oisraelo-jordaniano de 1994 enquanto as fronteiras dafaixa de Gaza e ascolinas de Golã permanecem sob disputa com aAutoridade Nacional Palestiniana e aSíria, respectivamente.[19]
  7. Também conhecida simplesmente comoOrganização Sionista
  8. ALei de Jerusalém estabelece que "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel"
  9. Esta característica não deve ser confundida com o ponto mais profundo dorelevo terrestre, localizado naFossa das Marianas. A superfície do mar Morto tem o maior desnível negativo em relação ao nível do mar.

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    Segundo, ao dizer que não tinha qualquer problema com Israel e logo complementar com a afirmação de que muitos judeus eram contra o que o Netanyahu estava fazendo, Lula contribui com a confusão, prejudicial aos judeus e instrumental para os sionistas, de que Israel e judaísmo são uma única e mesma coisa.
    Terceiro, ao confinar seu problema a Netanyahu e ao genocídio presidido por ele, Lula parece esquecer muito da história. Na verdade, acaba contribuindo para a naturalização da ideia de que a história começou em 7 de outubro de 2023; de que, antes desta data, mesmo sendo governado por Netanyahu durante 16 dos últimos 31 anos, Israel era um país normal, com quem se podia ter relações normais. E da ideia de que tudo ia bem na Palestina.
     
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    Duas semanas depois, a Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados, nomeada pela ONU, afirmou que 'o genocídio não é mais apenas provável, mas está acontecendo agora mesmo'.
     
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