O primeiro registro histórico conhecido do termoIsrael surge naEstela de Merneptá, monumento que celebra as vitórias militares do faraóMerneptá, datado do final doséculo XIII a.C.[43] O nome Israel é o único precedido pelo determinativo para povo, assinalando a sua distinção em relação às populações decidades-Estado presentes na mesma inscrição, o que sugere uma identidade contrastante com a dos seus vizinhos.[44]
É consensual entre os acadêmicos a derivação deIsrael a partir de uma forma verbalsemita ocidental comośārâ (lutar, prevalecer, reinar [com]), e do elemento teofóricoEl ("Deus"), o que indicia que a designação poderá ter partido do próprio povo que a usou, podendo-se supor que partilharia uma identidade cultural e uma noção comum de religiosidade (culto aEl), assim como, talvez, uma propensão para a guerra.[45]
A tradição judaica dá-o como acrograma hebraico das iniciais dos patriarcas e matriarcas, dos quais se originou o povo de Israel:Isaac eJacó (י),Sara (ש),Rebeca eRaquel (ר),Abraão (א),Lia (ל). A suaetimologia é sugerida na passagem doGênesis 32:28, na qual Jacó luta contra umanjo de Deus e o vence, após o que recebe de Deus o nome de Israel. O nome conteria, assim, o significado para a realização de um pacto entre Deus e Israel, mantendo a memória e identidade do povo através dos tempos, e definindo as regras de sua relação com o divino.[46]
O atual país foi designado porMedinat Yisrael, ou Estado de Israel, após serem rejeitadas outras propostas comoEretz Israel ("Terra de Israel"),Sião eJudeia.[47] O uso do termo hebraicoisraeli para se referir a um cidadão de Israel foi decidido pelo governo do país após a independência e anunciado pelo entãoMinistro das Relações Exteriores de Israel,Moshe Sharett.[48] Emportuguês, os cidadãos de Israel são denominados "israelenses" (no Brasil) ou "israelitas" (em Portugal e nosPALOP).
ATerra de Israel, conhecida emhebraico comoEretz Israel, é sagrada para o povo judeu desde os temposbíblicos. De acordo com aTorá, a Terra de Israel foi prometida aostrês patriarcas do povo judeu, porDeus, como a sua pátria;[49][50] estudiosos têm colocado este período no início do2º milênio a.C..[51] A terra de Israel guarda um lugar especial nas obrigações religiosas judaicas, englobando os mais importantes locais do judaísmo (como os restos doPrimeiro eSegundo Templos do povo judeu). A partir doséculo X a.C.[52] uma série de reinos e estados judaicos estabeleceram um controle intermitente sobre a região que durou cerca de 150 anos, para oReino de Israel, até à sua conquista pelosassírios em721 a.C., e quatro séculos para oReino de Judá, até à sua conquista porNabucodonosor II em586 a.C. e destruição doTemplo de Salomão pelosbabilónios.[53] Em140 a.C. arevolta dos Macabeus levou ao estabelecimento doReino Hasmoneu de Israel, cuja existência enquanto reino independente durou 77 anos, até à conquista de Jerusalém porPompeu em 63 a.C., altura em que se tornou um reino tributário doImpério Romano.[54]
Sob o domínio assírio, babilônico,persa,grego, romano,bizantino e (brevemente)sassânida, a presença judaica na região diminuiu por causa de expulsões em massa. Em particular, o fracasso narevolta de Barcoquebas contra oImpério Romano em 132 resultou em uma expulsão dos judeus em larga escala. Durante este tempo os romanos deram o nome deSíria Palestina à região geográfica, numa tentativa de apagar laços judaicos com a terra. No entanto, a presença judaica na Palestina manteve-se, com o deslocamento de judeus daJudeia para a cidade deTiberíades, naGalileia.[55] No início doséculo XII ainda permaneciam cerca de 50 famílias judaicas na cidade.«Tiberias».Jewish Encyclopedia. 2010. Consultado em 3 de março de 2010</ref>
Embora a presença judaica na Palestina tenha sido constante, os judeus que "sempre lá estiveram" reduziam-se à pequena comunidade rural dePeki'in, árabes em tudo exceto na religião.[57] Durante os séculos XII e XIII, houve um pequeno, mas constante movimento de imigrantes judeus para a região, especialmente vindos do Norte de África.[58]
Após oDecreto de Alhambra em 1492, muitos judeus expulsos de Espanha partiram para aTerra Santa,[59] embora se tenham fixado nas cidades onde viviam da caridade e dohalukka enviado pelos seus pares naDiáspora.[57] Após 1517, sob o domínioOtomano, a região tornou-se uma província esquecida do Império, declinando em população devido à extrema pobreza, impostos exorbitantes, doença e falta de segurança. A população era maioritariamentemuçulmana, da qual dez por cento eramcatólicos. Em 1777, judeus europeus começaram a voltar à região, juntando-se à pequena comunidadesefardita local.[60]
Por volta de 1800, a população judaica rondaria os três milhares,[57] vivendo sobretudo nas "Quatro Cidades Sagradas",Jerusalém,Hebrom,Safed eTiberíades. Despreparados para a rudeza da região, sem conseguir arranjar emprego e impedidos de possuir terras, os judeus europeus viviam na miséria, sobrevivendo, mais uma vez, dohalukka.[60] Já na década de 1850, os judeus chegariam mesmo a constituir pelo menos a metade da população de Safed, Tiberíades e Jerusalém.[61][62]
Algumas fontes afirmam que primeira grande onda deimigração moderna, conhecida como aprimeira Aliá (hebraico: עלייה), começou em 1881, quando os judeus fugiram dospogroms naEuropa Oriental.[63] Outras, no entanto, apresentam dados que demonstram que os fluxos de imigração judaica provenientes daEuropa entre os anos de 1880 a 1929 tinham como destino em sua maior parte, os países americanos e não a Palestina para onde se dirigiu um número minoritário de judeus até o início daSegunda Guerra Mundial.[64]
Enquanto o movimento sionista já existia, em teoria,Theodor Herzl foi creditado como o fundador dosionismo político,[65] um movimento que inspirado no nacionalismo alemão pretendia estabelecer umEstado judaico na terra de Israel, buscando uma solução estadista para aquestão judaica.[66] Em 1896, Herzl publicouDer Judenstaat ("O Estado Judeu"), que oferece a sua visão de um futuro Estado judeu. No ano seguinte, ele presidiu o primeiroCongresso Mundial Sionista.[67]
Asegunda Aliá (1904–1914), começou após opogrom de Kishinev. Cerca de 40 000 judeus se estabeleceram naPalestina.[63] Tanto a primeira quanto a segunda onda de imigrantes foi principalmente dejudeus ortodoxos,[68] porém na segunda Aliá também vieram algunssocialistas pioneiros que criaram o movimentokibbutz.[69] A 2 de novembro de 1917, durante aPrimeira Guerra Mundial, o Ministro Britânico de Relações Exteriores,Arthur Balfour emitiu o que ficou conhecido como aDeclaração Balfour, que diz"O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…". A pedido deEdwin Samuel Montagu e deLord Curzon, uma linha foi inserida na declaração afirmando "que seja claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas na Palestina, ou os direitos e estatuto político usufruídos pelos judeus em qualquer outro país".[70]
ALegião Judaica, um grupo de batalhões compostos sobretudo de voluntários sionistas, havia assistido os britânicos na conquista da Palestina. A utilização do termo ambíguo "lar nacional" alarmou os árabes e, de forma a aplacá-los, em 7 de novembro de 1918 o Reino Unido assinou com a França aDeclaração Anglo-Francesa,[71] declarando como objetivo comum a ambos os países "a libertação final e completa dos povos que há muito vêm sendo oprimidos pelos turcos, e o estabelecimento de governos nacionais e administrações [naSíria,Iraque ePalestina] cuja autoridade deriva do livre exercício da iniciativa e escolha por parte das populações indígenas".[72] No entanto, em 1919, num memorando governamental interno, Balfour declarou que não tinha intenção de consultar os habitantes da Palestina sobre as suas aspirações, contrariando assim a Declaração de 1918 e aDeclaração Balfour (1917) na sua promessa de não prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas da Palestina.[71] A oposição árabe a este plano levou aosdistúrbios de 1920 na Palestina e à formação da organização judaica conhecida comoHaganah ("a Defesa", em hebraico), da qual mais tarde se separaram os gruposIrgun eLehi.[73]
Em 1922, aLiga das Nações concedeu aoReino Unido ummandato na Palestina em condições semelhantes à Declaração Balfour.[74] A população da área neste momento era predominantementemuçulmana, enquanto na maior área urbana da região, Jerusalém, era maioritariamente judaica.[75] Aterceira (1919–1923) e aquarta Aliá (1924–1929) trouxeram 100 000 judeus para a Palestina.[63] A partir de 1921 os britânicos sujeitaram a imigração judaica a quotas e a maioria do território designado para o estado judaico foi alocado àTransjordânia.[76]
A ascensão donazismo na década de 1930 levou àquinta Aliá, com um fluxo de 250 mil judeus. Este fluxo provocou aRevolta árabe de 1936–1939, e levou os britânicos a conter a imigração através doLivro Branco de 1939. Com países de todo o mundo recebendo refugiados judeus fugidos doHolocausto, um movimento clandestino conhecido comoAliá Bet foi organizado para transportar judeus para a Palestina.[63] Pelo final daSegunda Guerra Mundial, os judeus representavam 33% da população da Palestina, quando eram 11% em 1922.[77]
Após 1942, com a rejeição doLivro Branco de 1939 por parte dos líderes sionistas, o Reino Unido tornou-se cada vez mais envolvido num conflito violento com os judeus.[78] Vários ataques armados foram levados a cabo pelos sionistas contra alvos britânicos, dos quais se destacam o assassinato do ministro de estado britânicoLord Moyne noCairo em novembro de 1944 peloStern Gang, liderado porYitzhak Shamir, e aexplosão do Hotel King David peloIrgun, liderado porMenachem Begin, em 1946. No início de 1947, o governo britânico, percebendo o encargo político e económico que estava a ser o conflito na Palestina, decidiu acabar com o Mandato, declarando que era incapaz de chegar a uma solução aceitável para ambos os lados, árabes e judeus.[79]
Plano da ONU de partilha da Palestina
A recém-criadaOrganização das Nações Unidas recomendou a aplicação doplano de partição da Palestina, aprovado pelaAssembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, propondo a divisão do país em dois Estados, um árabe e um judeu. Segundo esta proposta, a cidade de Jerusalém teria um estatuto de cidade internacional — umcorpus separatum — administrada pelas Nações Unidas para evitar um possível conflito sobre o seu estatuto.[80]
A partição proposta pelo Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina (UNSCOP, pela sigla em inglês) concedia ao terço populacional judeu 56% do território, deixando aos dois terços árabes 44% da terra. A divisão demográfica dos dois putativos países significava que no estado árabe deveriam viver 818 mil palestinos, hospedando 10 mil judeus. No estado judeu, viveriam 438 mil palestinos entre 499 mil judeus. O novo Estado judaico detinha a grande maioria das terra férteis e, das 1 200 aldeias palestinas, aproximadamente 400 estavam incluídas em seu interior.[81][82]
AAgência Judaica aceitou o plano,[83] embora nunca tivesse afirmado que limitaria o futuro Estado judaico à área proposta pela Resolução 181. A 30 de novembro de 1947 aAlta Comissão Árabe rejeitou o plano, na esperança de que o assunto fosse revisto e uma proposta alternativa apresentada. Nesta altura, aLiga Árabe não considerava ainda uma intervenção armada na Palestina, à qual se opunha a Alta Comissão Árabe.[84]
No dia seguinte à rejeição do plano, o conflito armado estendeu-se a toda a Palestina. As organizaçõesparamilitares sionistas, em especial o Haganah e os voluntários internacionais que se lhes juntaram, iniciaram o queDavid Ben Gurion chamou de "defesa agressiva", na qual qualquer ataque árabe seria respondido de forma decisiva, com destruição do lugar, expulsão dos seus moradores e captura da posição. Em março de 1948 foi colocado em prática oPlano Dalet, com o objectivo de capturar aldeias, bairros e cidades árabes.[85]
No mês seguinte, dois importantes acontecimentos geraram ondas de choque através da Palestina e de todo o mundo árabe: A morte deAbd al-Qader al-Husseini defendendo a aldeia árabe deAl-Qastal, e omassacre da aldeia de Deir Yassin, perpetrado pelo Irgun e pelo Stern Gang. Estes acontecimentos levaram os países árabes, reunidos na Liga Árabe, a considerar uma intervenção na Palestina com os seus exércitos regulares.[85] A economia árabe-palestina desmoronou e 250 000 árabes-palestinos fugiram ou foram expulsos.[86]
Em 14 de maio de 1948, um dia antes do fim do Mandato Britânico, a Agência Judaica proclamou a independência, nomeando o país de Israel. No dia seguinte, cinco países da Liga Árabe, Egito, Síria, Jordânia, Líbano eIraque, apoiados pelaArábia Saudita e peloIêmen, invadiram[87] o território do antigo Mandato Britânico da Palestina, iniciando aGuerra árabe-israelense de 1948.[88]Marrocos,Sudão,Iêmen eArábia Saudita também enviaram tropas para ajudar os invasores. Após um ano de combates, um cessar-fogo foi declarado e uma fronteira temporária, conhecida comoLinha Verde, foi estabelecida. Os territórios anexados daJordânia tornaram-se conhecidos como Cisjordânia eJerusalém Oriental, oEgito assumiu o controle da Faixa de Gaza.
Israel foi admitido como membro dasNações Unidas em 11 de maio de 1949.[89] Durante o conflito de 1948, 711 000 árabes, de acordo com estimativas das Nações Unidas, ou cerca de 80% da população árabe anterior, fugiram do país.[90] O destino dos refugiados palestinos de hoje é um grande ponto de discórdia noconflito israelo-palestino.[91][92] Em retaliação, os governos de diversos países árabes e muçulmanos iniciaram uma política de perseguição e expulsão de suas populações judaicas, que resultou noêxodo de cerca de 700 mil pessoas, a maioria absorvida por Israel, entre o final dadécada de 1940 e o início dadécada de 1970.[93]
Nos primeiros anos do Estado, oSionismo trabalhista, movimento sionista liderado pelo então Primeiro-ministroDavid Ben-Gurion dominava a política israelense.[94][95] Esses anos foram marcados pelaimigração maciça dos sobreviventes doHolocausto e um influxo de judeus perseguidos em terras árabes. Apopulação de Israel aumentou de 800 000 para dois milhões entre 1948 e 1958.[96] A maioria dos refugiados que chegaram sem posses e foram alojados em campos temporários conhecidos comoma'abarot. Em 1952, mais de 200 000 imigrantes viviam nestas "cidades tenda". A necessidade de resolver a crise levou Ben-Gurion a assinar um acordo com aAlemanha Ocidental que desencadeou protestos em massa de judeus que eram contrários à ideia de Israel "fazer negócios" com a Alemanha.[97] Durante a década de 1950, Israel foi atacado constantemente por militantes, principalmente a partir da Faixa de Gaza, que estava sob controle egípcio.[98] Em 1956, Israel criou uma aliança secreta com o Reino Unido e aFrança destinada a recapturar ocanal do Suez, que os egípcios tinham nacionalizado (verGuerra do Suez). Apesar da captura dapenínsula do Sinai, Israel foi forçado a recuar devido à pressão dosEstados Unidos e daUnião Soviética, em troca de garantias de direitos marítimos de Israel nomar Vermelho e no Canal.[99]
No início da década seguinte, Israel capturouAdolf Eichmann, um dos criadores daSolução Final escondido naArgentina, e o trouxe para julgamento.[100] O julgamento teve um impacto importante sobre a conscientização do público sobre oHolocausto,[101] Eichmann foi única pessoa executada por Israel,[102] emboraJohn Demjanjuk tivesse sido condenado a morrer antes de sua condenação ser anulada pelaSuprema Corte de Israel.[103]
Um carro blindado improvisado leva suprimentos para um kibutz isolado noNegueve. Após a invasão egípcia, esses veículos foram usados para evacuar as crianças
O fracasso dos Estados Árabes na guerra de 1967 levou ao surgimento de organizações não estatais árabes no conflito, sendo a mais importante aOrganização de Libertação da Palestina (OLP), que foi concebida sob o lema"a luta armada como única forma de libertar a pátria".[108][109] No final da década de 1960 e início da década de 1970, grupos palestinos[110][111] lançaram uma onda de ataques contra alvos israelenses ao redor do mundo,[112] incluindo ummassacre de atletas israelenses nosJogos Olímpicos de Verão de 1972, emMunique naAlemanha. Israel reagiu com aOperação Cólera de Deus, no decurso da qual os responsáveis pelo massacre de Munique foram encontrados e executados.[113] Em 6 de outubro de 1973, noYom Kippur, dia mais santo docalendário judaico, osexércitos doEgito e daSíria lançaram um ataque surpresa contra Israel. A guerra terminou em 26 de outubro com o êxito israelense, que conseguiu repelir as forças egípcias e sírias, porém sofrendo grandes perdas.[114] Um inquérito interno exonerou o governo israelense da responsabilidade pelo conflito, porém a insatisfação popular forçou a então Primeira-MinistraGolda Meir a renunciar.[115]
As eleições de 1977 doKnesset marcaram uma virada importante na história política israelense, quando o PartidoLikud, deMenachem Begin, assumiu o controle do governo, que até então era dominado peloPartido Trabalhista.[116] Mais tarde, no mesmo ano, o então Presidente EgípcioAnwar El Sadat fez uma visita a Israel e falou perante oKnesset, esta foi a primeira vez que um chefe de Estado árabe reconheceu o Estado de Israel.[117] Nos dois anos que se seguiram, Sadat eMenachem Begin assinaram oAcordo de Camp David e o Tratado de Paz Israel-Egito.[118] Israel retirou-se dapenínsula do Sinai e concordou em iniciar negociações sobre uma possívelautonomia para palestinos em toda aLinha Verde, um plano que nunca foi executado. O governo israelense começou a encorajar assentamentos judeus no território da Cisjordânia, criando atritos com os palestinos que viviam nessas áreas.[119]
Em 7 de junho de 1981, Israel bombardeou pesadamente oreator nuclearOsirak noIraque durante a chamaOperação Ópera, com fim de desabilitá-lo. Ainteligência israelense tinha uma suspeita de que o Iraque pretendia utilizar este reator para o desenvolvimento dearmas nucleares. Em 1982, Israel interveio naGuerra Civil Libanesa, destruindo as bases daOrganização de Libertação da Palestina, que, em resposta, lançou ataques e mísseis ao norte de Israel. Esse movimento se desenvolveu para aGuerra do Líbano de 1982.[120] Israel retirou a maior parte se suas tropas do Líbano, em 1986, mas manteve uma "zona de segurança" até 2000. APrimeira Intifada, um levante palestino contra Israel, eclodiu em 1987,[121] com ondas de violência nos territórios ocupados. Ao longo dos seis anos seguintes, mais de mil pessoas foram mortas, muitas das quais por atos internos de violência dos palestinos.[122] Durante aGuerra do Golfo em 1991, aOLP e os palestinos apoiaram os ataques de mísseis lançados contra Israel pelo líder iraquianoSaddam Hussein, na tentativa de provocar a entrada de Israel para a guerra.[123][124]
Em 1992,Yitzhak Rabin tornou-se Primeiro-Ministro, ele e seu partido estabeleceram compromissos com os vizinhos de Israel.[125][126] No ano seguinte,Shimon Peres eMahmoud Abbas, em nome de Israel e da OLP, assinaram osAcordos de paz de Oslo, que deram àAutoridade Nacional Palestina o direito de autogovernar partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.[127] A intenção era o reconhecimento do direito do estado de Israel existir e uma forma de dar fim aoterrorismo. Em 26 de outubro de 1994 foi assinado oTratado de paz Israel-Jordânia, sendo aJordânia o segundo país árabe que normalizou suas relações com Israel.[128] O apoio público dos árabes aos Acordos foi danificado peloMassacre do Túmulo dos Patriarcas,[129] pela continuação dos assentamentos judeus, e pela deterioração das condições econômicas. O apoio da opinião pública israelense aos Acordos diminuiu quando Israel foi atingido por ataques suicidas palestinos.[130] Em novembro de 1995 o assassinato deYitzhak Rabin por um militante de extrema-direita judeu, chocou o país.[131]
No final da década de 1990, Israel, sob a liderança deBenjamin Netanyahu, desistiu deHebrom,[132] assinando oMemorando de Wye River, dando maior controle da região para aAutoridade Nacional Palestina.[133]Ehud Barak, eleito primeiro-ministro em 1999, começou por retirar forças israelenses do sul doLíbano, realizando negociações com a Autoridade PalestinaYasser Arafat e o entãoPresidente dos Estados Unidos,Bill Clinton, durante aCúpula de Camp David de 2000. Durante esta cimeira, Barak ofereceu um plano para o estabelecimento de um Estado palestino na Faixa de Gaza e 91% da Cisjordânia, retendo porém o controlo sobre todas as fronteiras e principais cursos de água, e anexando definitivamente 12% doVale do Jordão, a região mais fértil da Cisjordânia, a favor de Israel, reservando-se ainda o direito de permanecer entre 12 a 30 anos em outros 10% dessa região.[134] Yasser Arafat rejeitou o acordo, exigindo como pré-condição para as negociações a retirada de Israel para as fronteiras de junho de 1967.[135] Após o colapso das negociações, começou aSegunda Intifada.[136][137]Ariel Sharon foi escolhido como novo primeiro-ministro em 2001 durante uma eleição especial. Durante seu mandato, Sharon realizou seuplano de retirada unilateral da Faixa de Gaza e também liderou a construção dabarreira israelense da Cisjordânia.[138] Em janeiro de 2006, depois de sofrer um graveacidente vascular cerebral que o deixou em coma, Ariel Sharon deixou o cargo e suas competências foram transferidas para o gabinete deEhud Olmert.[139]
Em 27 de novembro de 2007, o Primeiro-Ministro israelense Ehud Olmert e o Presidente palestinoMahmoud Abbas concordaram em negociar sobre todas as questões e lutar por um acordo até ao final de 2008. Em abril de 2008, o presidente sírioBashar al-Assad disse a um jornal doCatar que a Síria e Israel tinham vindo a discutir um tratado de paz por um ano, com aTurquia como mediador. Isto foi confirmado por Israel, em maio de 2008.[143]
No final de dezembro de 2008, o cessar-fogo entre oHamas e Israel acabou após foguetes serem disparados a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Israel respondeu com umasérie de intensos ataques aéreos.[144] Em resposta,protestos eclodiram em todo o mundo.[145] Em 3 de janeiro de 2009, tropas israelenses entraram em Gaza marcando o início de uma ofensiva terrestre.[146]
Em julho de 2014 eclodiuoutro conflito entre as forças militares de Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza.[147] A guerra, que durou quase dois meses, matou mais de duas mil pessoas, incluindo setenta israelenses.[148] No dia 7 de outubro de 2023, o Hamasiniciou uma ofensiva ao sul de Israel na fronteira com a faixa deGaza. Eles reivindicaram o ataque como sendo uma grande operação para a retomada do território. Em resposta, o primeiro-ministro de IsraelBenjamin Netanyahu declarou guerra contra o Hamas.[149]
As ações de Israel emGaza em resposta à ofensiva do Hamas em outubro de 2023 são amplamente classificadas comogenocídio, enquanto a ocupação dos territórios palestinos recebe críticas da comunidade internacional, sendo descrita por especialistas, organizações de direitos humanos e autoridades das Nações Unidas comocrime de guerra.[150] Israel nega as acusações, alegando legítima defesa contra o Hamas e criticando a metodologia utilizada no relatório, que está ancorada naConvenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio de 1948.[151]
Dividido em quatro regiões geográficas — três faixas paralelas e uma grande área árida — tem em sua planície costeira do Mediterrâneo, os sítios mais férteis, que avançam em um total de quarenta quilômetros para o interior do país. A nordeste, nascem suas cadeias de montanhas, onde localiza-se ainda oplanalto de Golan, formado por rochas debasalto, resultantes deerupções vulcânicas, que beiram oVale do Hula. Seguindo a cadeia rochosa, localizam-se as montanhas daGalileia, compostas derocha calcária branda edolomita, que atingem até 1 200 m de altura.[153]
Acompanhando as cadeias montanhosas seguem córregos que mantém a região verde por todo o ano. Entre as montanhas da Galileia e daSamaria, encontra-se oVale de Jizreel, dita a região mais agrícola de Israel. Seguindo a cadeia rochosa para o sul, vê-se oNegueve, que compõe quase a metade do território.[155] Adiante, esta área torna-se mais árida, composta por planícies de arenito em cumes de pedras, crateras, platôs, montanhas ainda mais altas e três crateras erosivas, cuja maior mede 35 km de comprimento, de clima seco. Próximo aEilat e aomar Vermelho, a paisagem apresenta agudas elevações compostas por granito cinza e vermelho e arenito.[153]
Ao oriente, percebe-se afenda Sírio-Africana, divisora da crosta terrestre. Ao contrário do sul semiárido, o oriente é sua área setentrional e fértil, além de ser atravessada de norte a sul pelorio Jordão, que possui um total de trezentos quilômetros. Este rio, nascido de neves domonte Hermon derretidas no verão, atravessa o vale do Hula, e omar da Galileia, o maior reservatório de água potável do país situado entre as montanhas e o Planalto de Golan, e desemboca nomar Morto, o ponto mais baixo da superfície terrestre.[156][nota 9]
Mesmo cheio durante aestação das chuvas, o rio Jordão é raso e estreito, com profundidade máxima de 5,20 metros e largura máxima de 18,30 metros.[157] Ao sul do mar Morto, encontra-se oAravá,[158] chamada savana de Israel, que se estende até ogolfo declima sub-tropical e águas profundas, com recifes de corais e uma variada fauna marinha.[159]
As temperaturas variam muito em Israel, principalmente durante o inverno. As regiões montanhosas do país são frias, inclusive com ocorrência deneve; o pico domonte Hérmon é coberto por neve na maior parte do ano e Jerusalém recebe pelo menos uma queda de neve por ano.[160]
De maio a setembro, achuva em Israel é rara.[162][163] Com os escassos recursos hídricos, Israel tem desenvolvido diversastecnologias de economia deágua, incluindoirrigação por gotejamento.[164] Os israelenses também aproveitam a grande incidência de luz solar para a produção deenergia solar, tornando Israel a nação líder em energia solar em usoper capita.[165]
Afauna e aflora nacionais são diversificadas, devido, em parte, à sua localização, na junção de três continentes. Na vida vegetal, mais de 2 800 plantas já foram catalogadas, entre opapiro e apeônia vermelho-coral brilhante. Ao longo do território há ainda um misto de flores cultivadas e plantas nativas:íris,açucena etulipa, misturam-se aoaçafrão e àcila, chamadaslitófitas.[166]
Já em meio à vida animal de Israel, há uma grande variedade de espécies deborboletas epássaros, entre 135 para um e 380 para o outro.Gazelas,raposas,gatos selvagens e outrosmamíferos, formam a fauna dos bosques;Cabritos monteses vivem nos rochedos desertos; ecamaleões ecobras juntam-se a oitenta espécies nativas delagartos. Para preservar a vida das espécies animal e vegetal, o governo criou o Fundo Nacional Judaico, que atua na acumulação deágua, no reflorestamento e na sua manutenção.[166]
Além disso, severas leis foram adotadas a fim de preservar a vida natural, tornando um ato ilegal até mesmo a retirada de uma flor nascida na beira da estrada; e a conscientização da população é promovida através de atos públicos como excursões guiadas, campanhas de esclarecimento, publicações e dentro das escolas.[166]
Em 2024, a população de Israel era estimada em quase dez milhões de pessoas, sendo que 73,2% eram, de acordo com o governo,judeusisraelenses.[34]Árabes são aproximadamente 21,1% da população do país, com os 5,7% restantes identificaram-se como membros de outras minorias étnicas, como drusos, beduínos e circassianos, bem como cristãos ortodoxos orientais de ascendência armênia e assíria.[34] Segundo dados de 2009, mais de 300 000 cidadãos de Israel viviam em assentamentos na Cisjordânia,[167] comoMa'ale Adummim eAriel e as comunidades que antecederam a criação do Estado, mas foram restabelecidas após aGuerra dos Seis Dias, em cidades comoHebrom eGush Etzion. Cerca de 18 000 israelenses vivem nascolinas de Golã. Em 2006, havia 250 000judeus residentes emJerusalém Oriental. O número total de colonos israelenses é superior a 500 000 (6,5 por cento da população). Cerca de 7 800 viviam em assentamentos israelenses na Faixa de Gaza até terem sido evacuados pelo governo como parte do seuplano de retirada de 2005.
Ao longo da última década, os fluxos migratórios têm, também, incluído um número significativo de imigrantes não judeus de países como aRomênia,Tailândia,República Popular da China e vários países daÁfrica e daAmérica do Sul; estimar um número exato é difícil devido à presença de imigrantes ilegais, mas as estimativas executadas na região apresentaram cerca de 200 000 pessoas.[168] A retenção da população de Israel desde 1948 é a mesma ou maior, quando comparado para outros países comimigração maciça.[169]
Aemigração da população israelense (yerida) para outros países, principalmente para osEstados Unidos e oCanadá, é descrito por demógrafos como modesta,[170] mas é muitas vezes citada pelos ministérios do governo israelense como uma ameaça importante para o futuro de Israel.[171]
Israel foi criado com o propósito de ser uma pátria para o povojudeu e é muitas vezes referida como o Estado judeu. ALei do retorno concede a todos os judeus e os de linhagem judaica o direito àcidadania israelense.[172] Um pouco mais de três quartos, ou 75,5 por cento, da população são judeus de várias origens judaicas. Aproximadamente 68 por cento dos judeus israelenses nasceram no país, 22 por cento sãoimigrantes daEuropa e dasAméricas e 10 por cento são imigrantes daÁsia e daÁfrica (incluindo omundo árabe).[173]
Israel tem duaslínguas reconhecidas:hebraico eárabe. Desde julho de 2018, o hebraico é o idiomaoficial do estado e suas instituições e é falada pela maioria da população.[174] O árabe se tornou uma língua com "status especiais" e é falado pela minoriaárabe e porjudeus que imigraram a partir de países árabes. A maioria dos israelenses se comunica razoavelmente bem eminglês: muitos programas de televisão são em inglês e, em muitas escolas, se ensina inglês. Como um país de imigrantes, dezenas de línguas podem ser ouvidas nasruas de Israel. Um grande afluxo de pessoas da antigaUnião Soviética e daEtiópia fizeram, dorusso e doamárico, línguas faladas em Israel. Entre 1990 e 1994, a imigração de judeus da antiga União Soviética fez com que a população israelense aumentasse em doze por cento.[175]
A afiliação religiosa dos judeus israelenses varia muito: 55 por cento dizem que são "tradicionais", enquanto 20 por cento consideram-se "judeus seculares", 17 por cento definem-se como "sionistas religiosos"; os finais 8 por cento definem-se como "judeusharedi".[178]
Perfazendo até 16,2 por cento da população, osmuçulmanos constituem a maior minoria religiosa de Israel. Doscidadãos árabes de Israel, que representam 19,8 por cento da população, mais de quatro quintos (82,6 por cento) são muçulmanos. Dos restantes árabes israelenses, 8,8 por cento sãocristãos e 8,4 por cento sãodrusos.[179] Membros de muitos outros grupos religiosos, incluindobudistas ehindus, mantêm presença em Israel, embora em menor número.[180] Os cristãos totalizam 2,1% da população de Israel e são constituídos de árabes cristãos ejudeus messiânicos.[181]
Israel figura entre os dez países com maior número deateus ouagnósticos, e, com um total de 25,6 por cento da população declarando-se ateísta, fica na quarta posição por países com maior proporção de ateístas no mundo.[184]
A grande maioria das pessoas seculares em Israel são de etnia judaica. Muitos judeus respeitam os feriados religiosos como algo comum, uma data estabelecida pelo governo, não são como seus pais ou avós, que tinham fé na religião, afinal este era o legado de séculos passados de geração a geração, elo que unia o povo judeu e dava a ele um sentido de pertença a uma mesma comunidade. Hoje, ossabras já não sentem tanto a necessidade de seguir preceitos religiosos. Mesmo que entre os árabes haja também alguns indivíduos ateus ou não religiosos, é mais comum entre os árabes de Israel, como um todo, encontrar pessoas bastante ligadas à religião, sejam elas cristãs ou muçulmanas, especialmente entre esses últimos. Embora as religiões, tanto o judaísmo quanto o islã, sejam responsáveis por uma boa parte doconflito árabe-israelense (por exemplo na questão de Jerusalém), a fé religiosa não é mais determinante na vida das pessoas, pelo menos para a maior parte dos judeus, que estão cada vez mais seculares (à exceção dosharedim). Os judeus laicos continuam a compartilhar um sentimento de identidade e a crença num destino comum, porém não mais é a fé que determina esse destino. Ainda assim, preocupa a radicalização de uma parcela dos líderes religiosos que têm bastante influência na política nacional. Há um certo medo da sociedade em geral de que o laicismo deixe de contar com o apoio dos políticos, com um aumento do poder dos ultraortodoxos.[185]
As eleições parlamentares são realizadas a cada quatro anos, mas o Knesset pode dissolver ogoverno, a qualquer momento, por falta de confiança na votação. O processo de paz, o papel da religião no estado e escândalos políticos têm causado ruptura de coalizões ou a antecipação das eleições.[188] AsLeis Básicas de Israel funcionam como umaconstituição não escrita. Em 2003, o Knesset começou a redigir uma constituição oficial baseada nestas leis.[1][189]
Em 2012, Israel foi classificado na 92ª posição noÍndice de Liberdade de Imprensa, elaborado pela organizaçãoRepórteres Sem Fronteiras, a classificação mais alta da região.[190] O relatórioFreedom in the World de 2013, divulgado anualmente pela organização norte-americanaFreedom House e que tenta medir o grau de democracia e de liberdade política dos países, classificou Israel como a única nação livre doOriente Médio e donorte da África.[191]
Israel tem três níveis no sistema judicial. O nível mais baixo são magistrados judiciais, situados na maioria dascidades do país. Acima deles são tribunais de comarca, servindo simultaneamente como tribunais deapelação e tribunais de primeira instância, estão situados em cinco dos seisdistritos de Israel. O terceiro nível e o mais elevado é aSuprema Corte de Israel, situada em Jerusalém. Serve um papel duplo como o mais alto tribunal de apelação e de Supremo Tribunal de Justiça. Nesta última função, o Supremo Tribunal dita as regras como um tribunal de primeira instância, permitindo que os indivíduos, oscidadãos e não cidadãos, façam umapetição contra as decisões das autoridades estatais.[192][193]
OsEstados Unidos,Turquia,Alemanha, Reino Unido eÍndia estão entre os mais próximos aliados de Israel. Um estudo revelou que a Índia era a nação mais pró-Israel do mundo seguida pelos Estados Unidos.[210] Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer o Estado de Israel, seguidos pelaUnião Soviética. Os Estados Unidos consideram Israel como seu principal aliado doSudoeste Asiático, baseado em valores políticos e religiosos comuns.[211] Embora aTurquia não tenha estabelecido relações diplomáticas integrais com Israel até 1991,[212] o país tem colaborado com o Estado de Israel desde o seu reconhecimento em 1949. Os laços da Turquia com as outras nações muçulmanas, por vezes, resultou em pressão dos países árabes para que o país cessasse suas relações com Israel.[213] AAlemanha possui fortes laços com Israel sobre a cooperação científica e educacional além de os dois estados permanecerem fortes parceiros econômicos e militares.[214] AÍndia estabeleceu laços diplomáticos plenos com Israel em 1992 e tem promovido fortes parcerias militares e culturais com o país desde então.[215] O Reino Unido manteve integralmente as relações diplomáticas com Israel desde a sua formação. Tem também uma forte relação comercial, Israel é o 23º maior mercado. As relações entre os dois países também foram feitas pelo primeiro-ministro anterior,Tony Blair. O Reino Unido é descrito como tendo uma relação sólida com Israel, mas com diferenças de opinião.[216] OIrã tinha relações diplomáticas com Israel durante adinastia Pahlavi,[217] mas retirou o reconhecimento de Israel durante arevolução iraniana.[218] Israel e o Vaticano estabeleceram relações diplomáticas em 30 de dezembro de 1993, no papado deJoão Paulo II.[219][220]
AsForças de Defesa de Israel são formadas peloexército,marinha eaeronáutica israelenses. Foram fundadas durante aGuerra árabe-israelense de 1948 pororganizações paramilitares — principalmente aHaganah — que precedeu a criação do Estado de Israel.[221] A FDI também usa os recursos daDireção de Inteligência Militar (Aman), que trabalha com aMossad eShabak.[222] O envolvimento das Forças de Defesa de Israel em grandes guerras e conflitos fronteiriços tornou-a uma dasforças armadas mais capacitadas do planeta.[223][224] A maioria dos israelenses são convocados para oserviço militar obrigatório aos 18 anos de idade. Homens devem servir por três anos e as mulheres devem servir por dois.[225] Na sequência do serviço obrigatório, homens israelenses juntam-se aforça militar de reserva por várias semanas a cada ano até completar 40 anos de idade. A maioria das mulheres estão isentas do imposto de reserva.Árabes israelenses (com exceção dosdrusos) e aqueles que exercem estudos religiosos em tempo integral estão isentos do serviço militar.[226] Uma alternativa para aqueles que recebem isenções sobre vários motivos é oSherut Leumi, ou serviço nacional, que envolve um programa de serviços emhospitais,escolas e outros quadros debem-estar social. Como resultado de seu programa deconscrição, a FDI mantém aproximadamente 168 000 tropas ativas e um adicional de 408 000 reservistas.[227]
As forças armadas do país dependem fortemente de sistemas dearmas dealta tecnologia concebidos e fabricados em Israel, além de algumasimportações estrangeiras. OsEstados Unidos são um dos maiores contribuintes estrangeiros; estima-se que liberem ao país 30 bilhões dedólares em ajuda militar entre os anos de 2008 e 2017.[228] OmíssilArrow, desenvolvido pelos EUA e por Israel, é um dos únicos sistemas demísseis antibalísticos em operação no mundo.[229] Desde aGuerra do Yom Kipur, Israel tem desenvolvido uma rede desatélites de reconhecimento. O sucesso do programaOfeq fez de Israel um dos sete países capazes de independentemente desenvolver, fabricar e lançarsatélites desse tipo.[230] O país também desenvolveu o seu própriotanque, oMerkava. Desde a sua criação, Israel tem gasto uma parcela significativa do seuproduto interno bruto em defesa. Em 1984, por exemplo, o país gastou 24%[231] do seu PIB em defesa. Hoje, esse número caiu para cerca de 10%.[232]
Israel não assinou oTratado de Não Proliferação Nuclear e mantém uma política de ambiguidade deliberada em direção à sua capacidade nuclear, apesar de ser amplamente considerado como possuidor dearmas nucleares.[233] Depois daGuerra do Golfo em 1991, quando o país foi atacado pormísseis Scud iraquianos, foi aprovada uma lei exigindo que todos os apartamentos e casas em Israel devessem ter umamamad, uma sala de segurança reforçada e impermeável a substâncias químicas e biológicas.[234]
O Estado de Israel está dividido em seis principaisdistritos administrativos, conhecido como mehozot (מחוזות; singular: mahoz) —Centro,Haifa,Jerusalém,Norte,Sul eTelavive. Os distritos dividem-se em quinze subdistritos conhecidos como nafot (נפות; singular: ANPA), que são eles próprios divididos em cinquenta regiões naturais.[235]
As estatísticas do governo israelense sobre Jerusalém incluem a população e o território deJerusalém Oriental, que é amplamente reconhecida como parte dosterritórios palestinos sob ocupação de Israel.[239]Telavive,Haifa eRishon LeZion são as seguintes cidades mais populosas do país, com 384 600, 267 000 e 222 300 habitantes, respectivamente.[240]
O termo "territórios ocupados por Israel" também foi usado para englobar a Faixa de Gaza, que foi ocupada peloEgito e tomada por Israel em 1967. Em 2005, Israel desocupou a Faixa de Gaza e retirou quatro assentamentos na Cisjordânia, como parte do seu plano de retirada unilateral. No entanto, Israel continua a controlar o acesso ao espaço aéreo e marítimo de Gaza. Israel também regulamenta as viagens e o comércio de Gaza com o resto do mundo.[242] O interior do território está sob controle doHamas, partido majoritário noConselho Legislativo da Palestina, cujo braço militante executou desde os anos 1990 vários atentadosterroristas contra Israel como oatentado suicida do Dizengoff Center e oatentado terrorista da pizzaria Sbarro.[243][244][245][246]
Na sequência da captura desses territórios por Israel, assentamentos constituídos por cidadãos israelenses foram estabelecidos dentro de cada um deles. Israel aplica suas leis em Golan e Jerusalém Oriental, incorporando-os ao seu território e oferecendo aos seus habitantes o status de residentes permanentes e a possibilidade de obtenção dacidadania israelense, caso eles a solicitem. Em contraste, a Cisjordânia tem permanecido sob ocupação militar e é largamente vista junto com a Faixa de Gaza — por parte de Israel, pelospalestinos e pela comunidade internacional — como o local de um futuroEstado palestino. O Conselho de Segurança declarou que a incorporação de Jerusalém Oriental e das colinas de Golã é "nula e sem efeito" e continua considerando-os territórios ocupados.[247][248]
O status deJerusalém Oriental, em qualquer possível acordo de paz, tem sido visto por vezes como um obstáculo difícil nas negociações entre os governos de Israel e representantes dos palestinos. A maioria das negociações relativas aos territórios se dão com base naResolução 242 doConselho de Segurança das Nações Unidas, que apela que Israel desocupe os territórios ocupados em troca da normalização das relações compaíses árabes, um princípio conhecido como "terra pela paz".[250]
ACisjordânia tem uma população constituída principalmente porárabespalestinos, incluindo os residentes históricos dos territórios e dos refugiados daGuerra árabe-israelense de 1948.[251] Desde a ocupação em 1967 até 1993, os palestinos que vivem nesses territórios estavam sob a administração militar israelense. Desde que foram assinadas as cartas de reconhecimento entre Israel e aOrganização para a Libertação da Palestina, a maioria da população palestina e suas cidades têm estado sob o controle daAutoridade Palestina e por um controle militar parcial por parte dos israelenses, apesar de Israel ter em diversas ocasiões reorganizado suas tropas e reinstituído plena administração militar durante períodos de grande agitação. Em resposta aos ataques cada vez mais numerosos como parte daSegunda Intifada, o governo israelense iniciou a construção do chamado "Muro da Cisjordânia",[252] que segundo o relatório da organização de direitos humanos israelenseB'Tselem está parcialmente construído dentro do território da Cisjordânia.[253]
AFaixa de Gaza foi ocupada peloEgito de 1948 a 1967 e em seguida por Israel, de 1967 a 2005. Em 2005, como parte doplano de retirada unilateral, Israel retirou todos os seus colonos e forças doterritório palestino. No entanto, Israel continua a controlar o espaço aéreo e o acesso marítimo da Faixa de Gaza e tem enviado tropas para a área.[254] Gaza faz fronteira com o Egito. Um acordo entre Israel, aUnião Europeia, aAutoridade Palestina e oEgito estabeleceu como a passagem da fronteira poderia ser feita (o que era monitorado por observadores europeus).[255] No entanto a eleição de um governo do Hamas trouxe problemas na sua aplicação, o que tem ocasionado o fechamento da passagem da fronteira na maior parte do tempo.[256] O interior da Faixa de Gaza está nas mãos dogoverno do Hamas.[257]
Desde a década de 1970, Israel tem recebido ajuda econômica dosEstados Unidos, cujos empréstimos representam a maior parte dadívida externa do país. Em 2007, os Estados Unidos aprovaram mais 30 bilhões de dólares em ajuda a Israel pelos próximos dez anos.[228]
Em 2010, Israel foi classificado pelo"IMD's World Competitiveness Yearbook" no 17º lugar entre as nações mais desenvolvidas economicamente. Também foi qualificado nessa mesma publicação como a mais durável economia em tempos de crise e em 1º lugar no nível de investimentos em pesquisas e em centros de desenvolvimento.[273] No mesmo ano, foi convidado para aderir aOCDE.[274] Israel possui o segundo maior número de companhiasstart-up no mundo, logo depois dosEstados Unidos.[275] Apesar disso, a produtividade por trabalhador no país é uma das mais baixas entre os membros daOCDE.[276]
Oturismo, especialmente doturismo religioso, é outra importante fonte de renda em Israel. Com umclima mediterrâneo,praias,sítios arqueológicos e históricos, além da única geografia, o país atrai milhões de turistas todos os anos. Problemas de segurança de Israel afetam a indústria do turismo, mas o número de turistas continua em alta.[277] Em 2008, mais de 3 milhões de turistas visitaram Israel.[278] Abundantes são as informações turísticas nas rodovias, concomitantemente em três idiomas: hebraico, árabe e inglês, nesta ordem.
Israel tem a maior esperança de vida escolar dosudoeste da Ásia, e está empatado com oJapão na segunda maior esperança de vida escolar docontinente asiático (aCoreia do Sul está em primeiro lugar).[280] O país também tem a maiortaxa de alfabetização dosudoeste asiático, de acordo com dados daOrganização das Nações Unidas.[281] A Lei de Educação do Estado, promulgada em 1953, estabeleceu cinco tipos deescolas: estado laico, o estado religioso, ultra ortodoxo, escolas municipais e escolas árabes. O públicosecular é o maior grupo escolar e é frequentado pela maioria dos alunos judeus e não árabes em Israel. A maioria dos árabes enviam seus filhos às escolas onde oárabe é a língua de instrução.[282] O ensino é obrigatório em Israel, para crianças entre as idades de três a dezoito anos.[283][284] A escolarização é dividida em três níveis — daescola primária (séries 1/6),escola média (séries 7/9) eensino médio (séries 10/12) — terminando com uma série de exames de matrícula em várias matérias. As notas nestes exames constam no diploma nacional padronizado — o diplomaBagrut. Proficiência em temas fundamentais comomatemática,bíblia,hebraico,literatura hebraica e geral,inglês,história,educação cívica e uma matéria eletiva é necessária para receber um certificadoBagrut.[285] Em escolas árabes,cristãs edrusas, os estudos bíblicos são substituídos por exames baseados na culturaislâmica, cristã ou drusas.[286] Em 2003, mais de metade dos alunos da última classe do ensino secundário conseguiram passar em todos os exames para receber o diplomaBagrut.[287]
Considerado um país pequeno, Israel necessitou ser preciso e generoso na distribuição de recursos para o setor deCiência eTecnologia: 40% da verba destina-se ao progresso científico. Neste ramo, investe com qualidade competitiva internacional não somente em uma área, mas em várias, sendo três delas as principais:industrial, agrotecnológica emédica. Desde a sua fundação, que o Estado de Israel investe na pesquisa, em primeiro, para sanar as dificuldades encontradas em sua terra infértil, como tornando-se o pioneiro embiotecnologia agrícola,irrigação por gotejamento, a solarização dos solos, areciclagem de águas deesgoto para uso agrícola e a utilização do enorme reservatório subterrâneo deágua salobra doNegueve.[305] Na área médica, seu crescimento deu-se a partir daPrimeira Guerra Mundial, após a fundação do Centro Hebraico de Saúde, e continuou a ampliar-se, agora nos departamentos debioquímica,bacteriologia,microbiologia ehigiene daUniversidade Hebraica de Jerusalém, que iniciaram a base do Centro Médico Hadassa, a instituição de maior importância nacional na área. Relacionada a indústria, o desenvolvimento foi dos laboratórios próximos aomar Mediterrâneo, onde foi criado oInstituto de Tecnologia Technion-Israel, cujo investimentos são destacados naóptica, nacomputação, naaeronáutica, narobótica e naeletrônica.[306][307] Inserido nesta área, está ainda o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, cujas funções estão relacionadas astelecomunicações, produção elétrica e de energia, e administração de recurso hídrico, ligado àindústria e àagricultura.[308] Entre seus profissionais estão os chegados da extintaUnião Soviética, dos quais 40% eram graduados universitários e ajudaram a impulsionar Israel no setor de alta tecnologia.[293] Destacando-se internacionalmente, possui cinco cientistas que foram vencedores doPrêmio Nobel: três em química e dois em economia.[309] OfísicoDavid Gross,estadunidense laureado peloNobel de Física, é bacharelado e mestre pela Universidade Hebraica de Jerusalém.[310] Em 2010, o israelenseElon Lindenstrauss, jovemmatemático dessa mesma universidade, recebeu amedalha Fields, considerada como o "Nobel da matemática".[311]
Israel investe muito emenergia solar, com engenheiros na vanguarda desse tipo de tecnologia.[313] Suas empresas trabalham em projetos ao redor de todo o mundo[314][315] e mais de 90% dos lares israelenses utilizam energia solar para esquentar aágua, o que dá uma economia de 8% em seu consumo de energia anual.[316][317][318]
Faz parte da rotina do povo de Israel manter-se informado sobre asnotícias do país e do mundo. Aliberdade de imprensa é algo respeitado pelo governo, exceto no que toca assuntos sobre a segurança nacional, que recebecensura. Para manterem-se atualizadas e informadas, as pessoas contam com a presença de mais de doze jornais diferentes emhebraico, e inúmeros outros em outros idiomas. O total é impreciso, mas são mais de mil periódicos entre jornais e revistas. Orádio, outro meio de comunicação de massas no país, tem como uma das maiores representantes aKol Israel ("Voz de Israel" emportuguês), também existente natelevisão, que opera oito estações de rádio, em dezessete idiomas, com variedades musicais, para atingir a todos os públicos. Neste meio de comunicação existe ainda uma rádio destinada especificamente aos soldados e um sistema de transmissão em ondas curtas, também em vários idiomas e destinado a ouvintes de outras nações, a fim de fornecer uma segura fonte de informações sobre Israel, oOriente Médio e o judaísmo. A televisão surgiu em 1967 e mantém seu canal estatal no ar do início da manhã, até o princípio da madrugada, em três idiomas com programação informativa e educativa. Um canal comercial reserva horas de sua programação para a educação também. Além, Israel conta com outros canais independentes e com atelevisão a cabo, que atinge quase toda a nação. Seus serviços deradiodifusão são financiados pela propaganda e por uma taxa paga pelos consumidores.[328]
Para atelecomunicação, que inclui atelefonia e os serviços deinternet, Israel detinha, até 2001, um total superior a 2,8 milhões de linhas diretas, usando uma rede digital de 100%, que fornecem um serviço avançado aos clientes. Em 2000, o Ministério das Comunicações publicou propostas para serviços detelefonia fixa no mercado interno inteiro, inclusa a entradaweb viawireless ebanda larga, cuja tecnologia é líder. Natelefonia móvel, Israel possui três operadoras e, até meados dos anos 2000, 58% de sua população já detinha um aparelhocelular, o que correspondia a pouco mais de 3,5 milhões de usuários.[329]
Israel dispõe de um sistema de cuidados de saúde universal e de contribuição obrigatória, administrado por um pequeno número de organizações financiadas pelo Estado. Todos oscidadãos de Israel têm direito constitucional ao acesso ao pacote de serviços sanitários, independentemente do tipo de contribuição que façam para o sistema, e os tratamentos médicos são financiados para todos de forma independente da condição financeira individual. Um estudo daOMS de 2000 colocou Israel no 28.º lugar na lista de países por qualidade do serviço de saúde. A lei do país que regulamenta o serviço de saúde foi colocada em vigor peloKnesset em 1 de janeiro de 1995, tendo sido baseada nos conselhos de uma comissão de inquérito que analisou o sistema de saúde do país no final da década de 1980.[331]
A política dogoverno de Israel em relação ao acesso dos cidadãos palestinianos aos cuidados de saúde em Israel tem sido a da insistir na sua cobertura pelaAutoridade Palestiniana: em janeiro de 2009, após a ofensiva militar palestiniana naFaixa de Gaza, a Autoridade Palestiniana cancelou a cobertura financeira para todos os tratamentos médicos dos seus cidadãos em Israel, incluindo aos pacientes com doenças crónicas ou que necessitem de cuidados complexos não disponíveis em outros centros médicos da região, o que motivou um protesto de diversas organizações humanitárias.[332]
Transportes
Israel tem 18 096 km deestradas pavimentadas[333] e 2,4 milhões deautomóveis.[334] O número de automóveis por 1 000 pessoas é de 324, relativamente baixo em relação aos outrospaíses desenvolvidos.[334] Israel tem 5 715 ônibus em rotas regulares,[335] operadas por vários transportadores, o maior dos quais éEgged, servindo a maior parte do país. Ferrovias atravessam 949 km do país e são operadas unicamente pelo governo, proprietário daIsrael Railways (todos os valores são de 2008). Na sequência de grandes investimentos, começando no início à meados dadécada de 1990, o número de passageiros detrens por ano cresceu de 2,5 milhões em 1990, para 35 milhões em 2008; ferrovias também são usadas para transportar 6,8 milhões de toneladas de carga por ano.[336]
Israel possui umacultura pluralizada devido à diversidade de suapopulação: osjudeus de todo o mundo trouxeram suas tradições culturais e religiosas com eles, criando um caldeirão decrenças e costumes judaicos.[341] Foram quatro mil anos de tradição, um século de sionismo e quase cinquenta anos como estado moderno, que também contribuíram para sua notável mescla cultural das mais de setenta comunidades que a compõem. Sua população nacional, respeitosa à cultura, tem a sua disposição a revistaAriel, que, publicada desde 1962, cobre toda a produção artística, desde a poesia à arquitetura, passando pela pintura, escultura e até a arqueologia.[342]
Israel é o único país no mundo onde a vida gira em torno docalendário hebraico. Férias de trabalho e escolares são determinadas pelasfestas judaicas, e o dia oficial de descanso é o sábado, oshabat.[343] A substancial minoria árabe, também deixou a sua impressão sobre a cultura israelense em áreas comoarquitetura,[344]música[345] eculinária, que tem entre seus principais pratos tradicionais, oPessach, oChanuká, oCharosset, oFarfel e oKamish Broit.[346][347] No cinema, ao contrário, a produção não é tão mesclada: conta, desde de seu início em 1950, a experiência e a realidade israelense.[348]
Nove filmes israelenses foram finalistas deMelhor Filme Estrangeiro no Oscar, desde o estabelecimento do Estado de Israel.Ajami, um filme de 2009 sobre a violência e a discriminação em um bairro judeu-árabe no sul deTelavive-Jafa, foi escrito e dirigido conjuntamente pelo palestino Scandar Copti e pelo judeu israelense Yaron Shani. Foi a terceira indicação consecutiva de um filme israelense e ganhou uma menção honrosa noFestival de Cannes.[349] Cineastasisraelenses palestinos fizeram uma série de filmes, alguns deles muito controversos, ilustrando oconflito árabe-israelense e a situação dospalestinos dentro de Israel. O filme de Mohammed Bakri,Jenin, Jenin, sobre a invasão militar israelense docampo de refugiados deJenin, naCisjordânia, em 2002, ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema Internacional de Cartago. No entanto, em Israel, o filme foi acusado de apresentar uma versão distorcida da história.A Noiva Síria, sobre um casamentodruso entre famílias de lados opostos da linha de cessar-fogo entre Israel e aSíria, nascolinas de Golã, foi dirigido por um judeu israelense (Eran Riklis), mas tinha um elenco quase totalmente druso.
Continuando as fortes tradiçõesdo teatro iídiche naEuropa Oriental, Israel mantêm uma vibrante cena teatral. Fundado em 1918, oTeatro Habima, em Telavive, é o mais antigo teatro do país.[350] Este cenário de produção teatral não existia na cultura hebraica antiga e só se desenvolveu a partir daSegunda Guerra Mundial, percorrendo os campos contemporâneo, clássico, local e importado, tradicionais e experimentais.[351]
Aliteratura israelense é feita, principalmente, em poesia e prosa e é escrita emhebraico, como parte do renascimento do hebraico como uma língua falada desde meados doséculo XIX, embora um pequeno corpo de literatura é publicada em outras línguas, como oárabe einglês. Porlei, duas cópias de todos os impressos publicados em Israel deve ser depositada naBiblioteca Nacional naUniversidade Hebraica de Jerusalém. Em 2001, a lei foi alterada para incluir gravações deáudio evídeo, e outros tipos demídia não impressa.[352]
Em 2006, 85% dos 8 000 livros da biblioteca nacional foi transferido para o hebraico.[353] A Semana do Livro Hebraico (He: שבוע הספר) é realizada uma vez por ano, em junho, com feiras, leituras públicas e visitas de autores israelenses. Durante essasemana, o maior prêmio literário de Israel, oPrêmio Sapir, é apresentado. Em 1966,Shmuel Yosef Agnon partilhou oPrêmio Nobel de Literatura com a autoraalemã judiaNelly Sachs.[354]
Além dos principais museus de grandes cidades, há uma grande quantidade de espaços de artes de qualidade em cidades de pequeno porte e emkibbutzim. O museuMishkan Le'Omanut noKibutzEin Harod Meuhad é o maior museu de arte no norte do país.[359]
Israel dispõe de pratos da cozinha local e pratos trazidos ao país porimigrantesjudeus de todo o mundo. Desde a criação do Estado em 1948, e particularmente desde adécada de 1970, uma cozinha propriamente israelense se desenvolveu.[360]
A cozinha israelense adquiriu, e continua adquirir, elementos de vários estilos daculinária judaica, em particular os estilos da culináriamizrahi,sefardita easquenaze, junto com as influências culinárias de judeus marroquinos, iraquianos, etíopes, indianos, iranianos e iemenita. Ela incorpora também muitos alimentos tradicionalmente consumidos nas cozinhas dos estados árabes,Oriente Médio emar Mediterrâneo, comofaláfel,homus,xacxuca,cuscuz eza'atar, que se tornaram pratos essenciais em Israel.[361][362]
Belas artes
A produção artística organizada de Israel, iniciada em 1906, é um misto de culturas orientais e ocidentais, agregadas ao desenvolvimento e ao caráter individual de cada cidade, que têm na diversificada paisagem natural as principais inspirações para produzir imagem e escultura.[363]
Napintura, a nação passou por vários períodos de produção, assim como o restante do mundo. Na busca por uma identidade, o primeiro momento foi o de criar uma arte original judaica, em uma fusão de técnicas europeias com toques de influenciadoOriente Médio. Entre os artistas da época estiveramSamuel Hirszenberg (1865–1908),Ephraim Lilien (1874–1925) eAbel Pann (1883–1963). Em 1921, ocorreu a primeira mostra artística de pintura, naCidadela de David. Conforme a nação foi se renovando, sua produção artística modificou-se junto: durante a década de 1920 houve a produção de vanguarda; já da década de 1930, a influência foi sob a modernidade, emotiva e mística. Adiante, oHolocausto alimentou a ideologia docanaanita, que buscava identificar-se com uma identidade nacional e criar um novopovo hebreu.[363]
Em 1948, chegou a passar por um período de obras militantes, repletas de mensagens sociais, e das chamadas "Novos Horizontes", advindas daGuerra de Independência e do espírito de libertação. Entre as décadas de 1970, 1980 e 1990, passou pelo individualismo e pela busca de sentido no que significava o espírito de Israel, em uma mescla de técnicas e emoções humanas, que ainda prevalecem. Já nas esculturas, a produção e o reconhecimento só foram possíveis devido aos esforços de alguns escultores. Influenciados pelos momentos históricos, passaram pelocubismo e pelocanaanita, em seu princípio, conceituando modernamente ocorpo humano e usando formas animais para lembrarem das paisagens rochosas do deserto. A partir da década de 1950, a produção de esculturas tomou ares mais abstratos, alimentada pela chegada doaço inoxidável e doferro como formas de expressão. Na década seguinte, a inspiração principal era a de imortalizar a imagem daqueles que lutaram nas guerras de Israel. Com o passar dos anos, agregou a influência francesa e o expressionismo em sua evolução conceitual.[363]
A produçãofotográfica, que vive entre a fotografia de documentação e a arte fotográfica, caracterizou-se, de início, pela intimidade, contenção e preocupação com o ego. Durante oséculo XIX, a área produziu apenas trabalhos bíblicos, retratando locais santos. De 1880 em diante, passou-se a retratar a evolução da comunidade judaica, nos quais até prisioneiros eram inspiração. Noséculo XX, a fotografia como expressão artística, passou a ter maior produção nacional, demonstrando características mais pessoais, confrontando a vida e a morte, de estilo formalista, minimalista e intelecto conceitual.[363]
A música de Israel contém influências adquiridas através de imigrantes de todo o mundo. Músicaiemenita, melodiaschassídicas, árabes e europeias,jazz,pop,rock,reggae,rap ehip-hop são as mais presentes e influentes na produção musical contemporânea.[364][365]
Acompanhando a produção musical, está a dança, que, em Israel, divide-se entre a artística e a folclórica. Considerada uma expressão de alegria, a dança faz parte das celebrações religiosas, nacionais, comunitárias e familiares. A ramificação folclórica é um misto de tradição judaica e não judaica, cultivada desde os idos de 1940, e apresenta-se em constante desenvolvimento, entre as fontes históricas e as modernas, misturando estilos bíblicos e contemporâneos, não servindo apenas para manter as tradições. Já a artística foi introduzida na década de 1920, por professores e praticantes fiéis vindos da Europa. Cada grupo nascido no país atingiu alto nível profissional de seus estilos próprios, das quais destacam-se seis grandes companhias: oTeatro de Dança Inbal, aCompanhia de Dança Batsheva, aCompanhia de Dança Bat-Dor, a Companhia de Dança Contemporânea do Kibutz, o Balé de Israel e o Koll-Dmamá.[372]
O esporte e a aptidão física nem sempre tiveram um papel importante na cultura judaica. A aptidão física, que foi valorizada pelosantigos gregos, era vista como uma indesejável intromissão de valoreshelenísticos na cultura judaica.Maimónides, que era simultaneamenterabino emédico, enfatizou a importância da atividade física e de se manter o corpo em forma. Esta abordagem recebeu um grande impulso noséculo XIX a partir da campanha de promoção da cultura física deMax Nordau, e no início doséculo XX, quando oRabino-Chefe daPalestina,Abraão Isaac Kook, declarou que "o corpo serve a alma, e apenas um corpo saudável pode garantir uma boa alma".[373]
↑Anteriormente reconhecida como uma 'língua oficial' junto com o hebreu,[7] o árabe se tornou, desde 2018, uma 'língua com status especial dentro do Estado e suas instituições'[8][9][10]
↑Excluindo/incluindo os Montes Golan e Jerusalém Oriental.
↑Inclui todos os residentes em Israel propriamente dita, Montes Golan e Jerusalém Oriental. Inclui ainda a população israelita da Cisjordânia. Exclui toda a população não israelita da Cisjordânia e Faixa de Gaza.
↑Ambas as densidades foram calculadas com base na população estimada. A primeira delas inclui a área territorial dos Montes Golan e Jerusalém Oriental. A segunda não inclui.
↑Também conhecida simplesmente comoOrganização Sionista
↑ALei de Jerusalém estabelece que "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel"
↑Esta característica não deve ser confundida com o ponto mais profundo dorelevo terrestre, localizado naFossa das Marianas. A superfície do mar Morto tem o maior desnível negativo em relação ao nível do mar.
Referências
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