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Igreja de Santa Maria dos Olivais

39° 36′ 05″ N, 8° 24′ 26″ O
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Igreja de Santa Maria dos Olivais
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Estatuto patrimonial
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Igreja de Santa Maria dos Olivais

AIgreja de Santa Maria dos Olivais, também referida comoIgreja de Santa Maria do Olival, localiza-se na margem esquerda dorio Nabão, na freguesia deTomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais, na cidade deTomar,Portugal.[1]

Erguida noséculo XII, foi a sede daOrdem dos Templários no país, tendo servido comopanteão dos mestres da Ordem. Classificada comoMonumento Nacional desde 1910,[1] é um dos exemplares mais emblemáticos daarte gótica em Portugal.

Por Bula doPapa Calisto III, de 13 de Março de 1455, foimatriz de todas a igrejas dos territórios descobertos (Ásia, Africa e América), ficando Santa Maria a ter honras deDiocese[2].

História

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O primitivo templo foi fundado por volta de 1160 porGualdim Pais, mestre da Ordem, no local onde anteriormente se erguia ummosteiro daOrdem beneditina, mandado edificar noséculo VII porSão Frutuoso,arcebispo de Braga. Esta zona integrava a antiga cidaderomana deSélio, fato confirmado por escavações levadas a cabo nas imediações desta igreja, e que puseram a descoberto alicerces e estruturas dos antigos edifícios e arruamentos. Não muito distante dali, foi encontrado o antigofórum da cidade. A igreja e a sua envolvente serviram comonecrópole dos freires da Ordem, tendo o próprio Gualdim Pais sido sepultado no interior do templo, em túmulo datado de 1195, do qual apenas resta a inscrição funerária.

Na segunda metade doséculo XIII, durante o reinado deAfonso III de Portugal, a primitiva igreja sofre uma ampla reforma, dando lugar ao edifíciogótico atual. Da feiçãoromânica inicial, apenas resta a porta dearco de volta perfeita da fachada norte. O novo templo tornou-se uma referência para aarquitetura gótica mendicante portuguesa, tendo servido como protótipo a várias igrejas paroquiais, monacais e catedralícias de norte a sul do país. Após a extinção da Ordem (1314), a igreja tornou-se a sede da recém-instituídaOrdem de Cristo, mantendo a sua função funerária.

A grande importância da igreja naépoca medieval é comprovada pela existência de umabula papal, passada ainda durante o período templário, que colocou este templo na dependência direta doPapa e daSanta Sé, fora da alçada de qualquerdiocese.

Mais tarde, através de duasbulas, uma doPapa Nicolau V (1454) e outra doPapa Calisto III (13 de Março de 1455), foi concedida ou dada obrigação à Ordem de Cristo de estabelecer o direito espiritual sobre todas as terras encontradas peloReino de Portugal, como territórios "nullius diocesis", tornando esta Sé matriz de todas as igrejas matrizes dos territórios encontrados naÁsia, naÁfrica e naAmérica, sendo-lhe conferida a honra deSé Catedral ediocese[2]. A este fato não foi estranha a intensa participação da Ordem de Cristo nosDescobrimentos Portugueses.

Noséculo XVI, durante os reinados deD. Manuel I e deD. João III, foram levadas a cabo obras de reparação e de alteração, que resultaram na construção daabóbada e da janela de verga golpeada dasacristia, dagaleria corrida da fachada sul, dopúlpito, das capelasmaneiristas do lado sul e, do túmulorenascentista deDiogo Pinheiro, primeirobispo do Funchal — executado em 1528 e atribuído aJoão de Ruão. Durante esta campanha de obras, dirigida por Frei António de Moniz e Silva, foram destruídos os túmulos e epigrafias dos mestres templários e da Ordem de Cristo, sendo poupados apenas quatro deles.

Já noséculo XVII, foi colocado o revestimento deazulejos das capelas do lado sul, que viriam a ser destruídas noséculo XIX, durante a realização de obras de restauro. A campanha de obras levada a cabo na primeira metade doséculo XX, pretendeu recuperar a aparênciagótica da igreja, sendo então reconstituídas acantaria doaltar-mor e a granderosácea da fachada principal. A janela moderna que existia sobre o arco docruzeiro foi substituída por uma rosácea, enquanto que a primitiva portaromânica da fachada norte foi desentaipada. Ainda nesta intervenção, foram reconstruídos, nas capelas laterais, os altares dealvenaria com frontal de azulejo, que haviam sido apeados no século anterior.

Caraterísticas

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A igreja, de invocação deNossa Senhora da Assunção, é uma obra marcante da arquitetura gótica mendicante, apresentando ainda diversos elementos caraterísticos dorenascimento e domaneirismo.

A fachada principal apresenta três corpos, que definem asnaves. O corpo central inclui opórtico gabletado, de quatroarquivoltasogivais assentes em colunascapitelizadas, sobrepujando-o uma magnífica rosácea de doze folhas trilobadas. Nofrontão do gablete, que envolve oportal, está gravado umsigno-saimão. Nos corpos laterais, separados do central por dois gigantes, rasgam-se duas frestas de verga trilobada e espelho duplo. Aabside, flanqueada por gigantes, é rasgada por altas frestas de ogiva pouco apontada, que iluminam amplamente acapela-mor. A fachada sul apresenta uma galeria corrida, ao nível das naves, enquadrada porcolunas toscanas. No adro, ergue-se uma vigorosa torre de fundaçãomedieval que serve como sineira, possuindo a particularidade de se apresentar separada da igreja. Esta torre teve inicialmente a função deatalaia, tendo sido adaptada a sineira na época deD. Manuel I.

O interior é constituído por três naves, de cinco tramos, de diferentes alturas, sendo a central a mais elevada. A cobertura das três naves é em madeira, com asarcadas quebradas suportadas por pilares cruciformes facetados semcapitel. Do lado do evangelho, merece destaque opúlpito debalaústres, adossado ao último pilar e constituído por um feixe de colunas, que assenta numacoluna coríntia estriada. A inexistência detransepto, leva a que a capela-mor abra imediatamente para as naves, através de umarco triunfalgótico, coroado por um espelho que rompe a empena. Acabeceira, abobadada, compõe-se de capela-mor de dois tramos, sendo o derradeiro de sete faces, e é ladeada por doisabsidíolos retangulares. Asacristia encontra-se adossada aoabsidíolo do lado sul, sendo ladeada por um pequeno torreão quadrangular. Esta dependência, à qual se tem acesso através de uma portarenascença, tem uma coberturaquinhentista em abóbada de florões e é iluminada por uma janelamanuelina de verga golpeada.

Do lado da epístola, abrem-se cinco capelas, com arcos de pedrariaquinhentistas, de volta perfeita, sobre pilastras comcapitéisjónicos. As capelas são intercomunicantes, sendo iluminadas por frestas e cobertas por abóbadas nervuradas, cujos fechos possuem ornatos diferenciados. Os altares, emalvenaria, são revestidos de azulejos policromosseiscentistas, com excepção do da terceira capela, que é emtalha dourada. Nestas capelas, é possível admirar imagens deSanta Ana, escultura dos finais do século XVI, deSanta Maria Madalena e deSão Brás.

A capela-mor, que apresenta uma cobertura em abóbada nervurada, possui dois altares, sendo o altar-mor decalcário e o outro de madeira. Nesta capela, admiram-se uma escultura de pedraquinhentista, exposta no altar-mor, representandoNossa Senhora do Leite, e a arquetarenascença do bispoD. Diogo Pinheiro, abrigada sob umarcossólio de volta perfeita, com intradorso em abóbada de caixotões e decoração com querubins naarquivolta. As capelas colaterais, que se acedem através dearcos de volta quebrada, são revestidas por azulejos do tipo padrão e apresentam altares emalvenaria, cujos frontais são revestidos com azulejos policromos. A capela do lado da epístola, conhecida como Capela de Simão Preto, tem uma cobertura em abóbada nervurada azulejada, apresentando uma imagem deNossa Senhora da Conceição no altar. A capela do lado do evangelho é coberta por umaabóbada de berço quebrada e azulejada.

Algumas das lápides parietais, que se encontram espalhadas um pouco por toda a igreja, são dignas de registo, nomeadamente a deGualdim Pais e a do Mestre Lourenço Martins, ambas embebidas no paramento da segunda capela do lado da epístola, e a do Mestre Gil Martins, na capela-mor, todas elas com inscrições emcaracteres góticos.

Referências

  1. abFicha na base de dados SIPA
  2. abIgreja Paroquial de Santa Maria do Olival / Igreja de Santa Maria dos Olivais, por Rosário Gordalina 1990 / Filipa Avellar 2004 / Salomé Baptista 2005, SIPA
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Ligações externas

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