IBM PCjr | |
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| Computador doméstico | |
Um sistema IBM PCjr com teclado profissional. | |
| Fabricante | Teledyne Technologies |
| Descontinuado | 1985 (40–41 anos) |
| Lançamento | março de1984 (41 anos) |
| Características | |
| Sistema operativo | IBM PCjr BASIC / IBMPC-DOS 2.10 |
| Processador | Intel 8088 em 4,77 MHz |
| Memória | 64KiB - 128 KiB |
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OIBM PCjr (leia-se "PC júnior") foi a primeira tentativa daIBM de entrar nomercado decomputadores domésticos e educativos de custo relativamente baixo. O PCjr, modelo IBM4860, conservou aUCPIntel 8088 e a interfaceBIOS doIBM PC por motivos de compatibilidade, mas as diferenças de arquitetura do PCjr, bem como outras decisões relativas adesign e implementação, terminaram por levar esta máquina ao fracasso comercial.
Anunciado em1 de novembro de1983 e comercializado a partir de março de1984, o PCjr era vendido em dois modelos: o 4860-004, com 64Kb de memória, vendido a US$669; e o4860-067, com 128 Kb de memória e umacionador de disquetes de 5 1/4", 360 Kb, vendido a US$1269.
O PCjr prometia um alto grau de compatibilidade com oIBM PC, o qual já era um computador de uso comercial muito popular, e oferecia gráficos coloridos e som melhores do que oaltifalante e a placa gráficaCGA doIBM PC padrão e seus compatíveis da época. Em acréscimo, suaCPUIntel 8088 de 4,77 MHz era mais rápida do que a de outros computadores destinados ao mercado doméstico e seuteclado sem-fio com comunicação porinfravermelho (alimentado por pilhas AA), prometia um grau de conveniência que nenhum de seus competidores possuía. Doisslots frontais paracartuchos permitiam o carregamento fácil de jogos e outros programas. Outra prova do objetivo da IBM em vender a máquina para uso doméstico, era a existência de duas portas embutidas parajoystick, bem como de uma porta paracaneta óptica, a qual funcionava com um limitado número de aplicativos projetado para ela.
Diferentemente do IBM PC, contudo, as expansões dehardware do PCjr eram feitas externamente, através de módulos conhecidos comosidecars, plugados lado a lado numslot lateral do PCjr, o que aumentava sua largura.

O PCjr foi lançado com uma grande campanha publicitária prévia, incluindo a cobertura ao vivo pelos meios de comunicação do anúncio do lançamento do produto. AZiff-Davis, editora responsável pela bem-sucedidaPC Magazine, lançou o primeiro número daPCjr Magazine antes mesmo que as primeiras unidades do PCjr deixassem a fábrica. Observadores esperavam que o PCjr mudasse o mercado de computadores domésticos da mesma forma que o IBM PC sozinho havia feito com o mercado comercial, dois anos antes.
Todavia, o PCjr nunca foi bem recebido. O primeiro alvo das críticas foi o teclado; a IBM havia escolhido umteclado chicletesem fio, semelhante ao de uma calculadora de bolso, com grandes espaços entre as teclas para que coberturas contendo instruções de pacotes desoftware pudessem ser encaixadas nele. As críticas faziam referências ao aspecto reles e a dificuldade de se digitar em tal teclado. A IBM acabou substituindo-o gratuitamente por outro modelo sem fio, com teclas mais adequadas — porém, apenas 62 delas, sem teclado numérico reduzido e sem teclas de função separadas como no IBM PC. Odesign, se comparado ao dos competidores, também deixava a desejar.
CustandoUS$ 669, o PCjr não possuía um preço competitivo. Ele custava mais que o dobro de umCommodore 64 ouAtari de 8 bits; seu preço estava próximo do de umColeco Adam, mas o Adam também incluía doisgravadores de cassetes, umaimpressora esoftware. Com exceção doApple II, era possível comprar umsistema computacional completo (computador,acionador de disquetes, impressora e monitor) de praticamente qualquer um dos concorrentes da IBM por preço inferior ao da versão básica do PCjr.
Muitas pessoas faziam comparações negativas entre o PCjr e o IBM PC em vez de fazê-lo em relação às máquinas com as quais o PCjr competia diretamente. Embora a a compatibilidade com a vasta biblioteca desoftware do IBM PC fosse um atrativo de vendas, na prática o PCjr provou-se incompatível com muitos aplicativos populares para PC, parte devido a limitações de memória e parte devido a diferenças dearquitetura.
O PCjr era frequentemente adquirido por homens de negócio como uma alternativa de baixo custo ao PC, mas era rapidamente abandonado quando se verificava que não atendia às exigências de um sistema comercial. OBIOS era produzido pela mesma empresa que havia feito o BIOS do PC, mas havia várias diferenças. Na época, os programadores costumavam acessar diretamente ohardware através de comandos emcódigo de máquina, já que isto melhorava a performance do sistema, e oscompiladores para PCs eram muito limitados. Assim, os programadores tinham de pensar especificamente no PCjr ao desenvolver o código, o que a maioria não fazia. Enquanto boa parte dos programas para PC funcionavam, os pacotes comerciais populares travavam devido a incompatibilidades de hardware.
O teclado, sozinho, já era o bastante para afundar o PCjr, mas não ter o mesmo tipo deslot de expansão foi mesmo sua sentença de morte. Quando surgiu umaplaca de expansão para acrescentar umdisco rígido, ela só funcionava no PC. Em seguida, surgiu um PC com disco rígido embutido, oIBM PC-XT. Nenhum desenvolvimento posterior foi feito para o PCjr; ele não era um "clone" do PC como viria a ser o primeiroCompaq, mas um computador em separado com algumas semelhanças técnicas, e que estava fadado a morrer como uma espécie de mutação mal-sucedida.
Discutivelmente, a superioridade técnica do PCjr poderia justificar o seu alto preço de venda: era uma máquina de 16 bits competindo num mundo de 8 bits, oferecia melhor capacidade de expansão de memória, tinha um cartão de 80 colunas embutido e era mais rápido do que seus competidores. Todavia, resenhistas de computadores domésticos na época se importavam muito menos com a capacidade potencial do que com preço, software disponível e qualidade do teclado. Além disso, embora o PCjr possa ter sido superior aos concorrentes na execução de pacotes comerciais, era claramente inferior aoCommodore 64 e aosAtaris de 8 bits como plataforma de jogos; diferentemente deles, possuía capacidades muito limitadas de exibição de cores (devido ao uso de umchip gráfico similar aoCGA) e nenhum suporte parasprites gerados por hardware. Também, ocoprocessador de som não era nem de longe tão avançado quanto oMOS Technology SID do C64 (embora rivalizasse com oPOKEY da Atari). Dado que a "jogabilidade" de uma máquina era crucial para muitos compradores de computadores domésticos (que frequentemente adquiriam as máquinas para substituir velhosvídeo-games), isto também pesava contra o PCjr.
O PCjr era mais difícil de expandir do que muitos dos seus pretensos competidores. Ele não foi projetado para conectar um segundo acionador de disquetes, um disco rígido ou facilmente expandir a memória além de 256 Kb, o que tornou difícil cumprir a promessa de que ele rodaria aplicativos comerciais desenvolvidos para o IBM PC. Terceiros criaram expansões para o PCjr, incluindo um segundo acionador de disquetes ou um disco rígido de 20 megabytes, mas não se tornaram disponíveis rapidamente. Uma empresa em particular, aPC Enterprises, produziu vários kits de expansão úteis, incluindo uma placa de aceleração de CPU, controladoraSCSI de discos rígidos, placa de vídeoVGA, drive de 3,5" e também muitos aplicativos gravados em disquetes ou cartuchos, que melhoravam a compatibilidade do PCjr com o IBM PC. APC Enterprises não produz mais esta linha de produtos PCjr, de modo que estes itens tornam-se cada vez mais difíceis de encontrar nos dias de hoje.
Incapaz de competir com o C64, oIIe e oIIc, abandonado sozinho para aguardar a chegada doAtari ST e doCommodore Amiga, o PCjr foi retirado de linha pela IBM em meados de1985.
ATandy Corporation produziu umclone do PCjr, oTandy 1000. Visto que o PCjr foi descontinuado duas semanas antes do lançamento do novo computador, a Tandy teve de mudar rapidamente sua estratégia de mercado. Todavia, a máquina e suas sucessoras provaram finalmente serem muito mais longevas do que o próprio PCjr, em parte porque o Tandy 1000 era vendido nas onipresentes lojas da redeRadio Shack, e em parte porque era mais barato, mais fácil de expandir e quase que inteiramente compatível com o IBM PC. Ironicamente, os padrões de som e gráficos aprimorados no qual o PCjr havia sido pioneiro, tornaram-se conhecidos como "Tandy compatíveis", com os modos gráficos estendidos eventualmente denominados de "gráficos TGA" (Tandy Graphics Adapter).
A IBM voltaria ao mercado doméstico em1990 com uma linha muito mais bem-sucedida, osIBM PS/1. Diferentemente da separação radical existente entre o PCjr e o IBM PC, a linha PS/1 concentrou-se na compatibilidade e na confiabilidade da marca IBM.
A revista "PCjr magazine" publicou vários artigos escritos por lendas do início da indústria de computadores, comoPeter Norton, que podem ser considerados memoráveis.