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I'm Not There

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I'm Not There
I'm Not There
NoBrasilNão Estou Lá
EmPortugalI'm Not There - Não Estou Aí
 Estados Unidos
2007 •  cor •  135min 
Génerodramabiográficomusical
DireçãoTodd Haynes
Elenco
DistribuiçãoEuropa Filmes (Brasil)[1]
Idiomainglês

I'm Not There (prt:I'm Not There - Não Estou Aí[2];bra:Não Estou Lá[3][4]) é umfilmeestadunidense[2][3][4] de 2007, do gênerodramabiográficomusical, dirigido porTodd Haynes, com roteiro de Oren Moverman e do próprio diretor[3] baseado na vida deBob Dylan.

Seis atores interpretam versões de distintas fases da vida do íconefolk:Marcus Carl Franklin,Ben Whishaw,Heath Ledger,Christian Bale,Richard Gere eCate Blanchett.

No Brasil, aEuropa Filmes anunciou o lançamento do filme emblu-ray naVersátil Home Vídeo para 2021.[1]

Elenco

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Richard Gere, Todd Haynes (diretor),Charlotte Gainsbourg eHeath Ledger durante oFestival de Veneza, em setembro de2007

São sete os personagens que representam diferentes aspectos da vida e obra de Bob Dylan[5][6]:

Outros:

Enredo

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As notas da produção publicadas e distribuídas pelaThe Weinstein Company, apresentam o seguinte sumário (tradução livre):I'm Not There é um filme que dramatiza a vida e música de Bob Dylan através de várias facetas de sua personalidade, cada uma delas personificadas por um ator diferente: ator—poeta, profeta, fora-da-lei, farsante, astro da eletricidade, mártir do rock and roll, Cristão convertido - sete identidades entrelaçadas, sete órgãos pulsando numa história de vida ".[13] Nos letreiros inciais, aparece o aviso: "Inspirado na música e nas muitas vidas de Bob Dylan".[5]

O filme começa com Jude Quinn caminhando por um bastidor de palco, antes de cortar para seu acidente de motocicleta—uma referência ao sofrido pelo cantor em 1966.[14] Em outro salto, o corpo de Quinn aparece num laboratório ao ser iniciada a autópsia.

Woody, um menino afro-americano de onze anos de idade, é mostrado carregando um violão com a frase pintada "Essa máquina mata fascistas" numa viagem clandestina pelo campo em um trem de carga (O cantor folkWoody Guthrie tinha uma idêntica frase em seu violão).[15] Woody é acolhido pela amigável família Arvin, que lhe alimenta e o hospeda. Numa ocasião Woody canta para eles a canção de Bob Dylan de 1965 "Tombstone Blues", acompanhado porRichie Havens (como o Velho Arvin). Ao jantar, a Senhora Arvin o aconselha: "Viva sua própria época, criança, cante sobre seu próprio tempo".

Tarde da noite, Woody deixa os Arvins e pega um trem, quando se encontra com um grupo de mendigos que tentam roubá-lo. Ele pula do trem e cai num rio, onde um casal de brancos o resgata. Eles recebem um telefonema de um centro correcional de menores deMinesota, o que faz o menino fugir novamente. Ele vai de ônibus até o Hospital Psiquiátrico de Greystone emNova Jérsei, e visita o verdadeiro Woody Guthrie, deixando-lhe flores e tocando seu violão.

A seguir, um jovem com o mesmo nome do poeta francês do século XIXArthur Rimbaud é visto numa sala de interrogatório, respondendo de maneira enigmática aos seus questionadores (que nunca aparecem).

Depois, Jack Rollins, um jovem cantor folk, tem sua vida exibida em um documentário e uma cantora comenta sobre ele em uma entrevista. A cantora, Alice Fabian, é inspirada emJoan Baez, segundo alguns críticos.[6][12] Rollins é saudado por fãs da música folk, que a consideram música de protesto. O próprio Jack define suas canções como "dedos na cara". Ao receber o prêmio "Tom Paine" oferecido por uma organização dos direitos civis, ele se embriaga e ofende a plateia ao dizer no discurso que viu alguma coisa dele próprio emLee Harvey Oswald, que a pouco assassinara o Presidente Kennedy (referência ao discurso de Dylan quando recebeu o prêmio Tom Paine doNational Emergency Civil Liberties Committee em dezembro de 1963).[nota 2]

O mesmo ator que interpreta Jack Rollins, também personifica o Pastor John, um cristão convertido e pregador, numa alusão que o antigo cantor de protesto tivesse se tornado religioso muitos anos depois, quando viajou para a Califórnia. Numa pregação, ele declara sua fé diante dos membros da igreja e canta "Pressing On"—composta por Dylan em 1980 para o discoGospelSaved.

Já Robbie Clark é um ator que filma uma biografia de Jack Rollins. Durante essas filmagens ele conhece a artista francesa Claire, a leva para jantar emGreenwich Village e os dois se apaixonam (A cena em que Robbie e Claire desenvolvem o romance pelas ruas de Nova Iorque alude a capa do disco de 1963The Freewheelin' Bob Dylan que mostra Dylan com sua então namoradaSuze Rotolo).[16] A relação entre Robbie e Claire se deteriora quando Claire não suporta as aventuras de Robbie com outras mulheres. O casamento termina e os dois lutam pela custódia dos filhos. Robbie é visto conversando com as filhas numa viagem enquanto cenas de arquivo mostramHenry Kissinger eLe Duc Tho assinando o Acordo de Paz em Paris (Bob Dylan se divorciou de sua primeira esposa,Sara Dylan, em 29 de junho de 1977, ao longo de uma batalha judicial pela custódia dos filhos).[17] Nas notas da produção, Haynes escreveu que a relação de Robbie e Claire está "condenada a um prologamento por uma persistente teimosia (assim como aGuerra do Vietnã, que aparece em vídeos de TV intercalando as cenas do casal[6])".

Jude Quinn é o personagem que reflete as peripécias de Dylan em meados da década de 1960.[13] Jude é visto num festival de folk cantando uma versão rock de "Maggie's Farm", o que enfurece os fãs da música tradicional (A interpretação de Dylan dessa canção noNewport Folk Festival em 1965, iniciou a controvérsia sobre o "Dylan Elétrico").[18] Jude vai a uma conferência de imprensa emLondres e responde a várias perguntas (Algumas delas são citações de Dylan numa conferência de imprensa emSan Francisco, acontecida em 3 de dezembro de 1965).[19][nota 3] Os negócios de Jude em Londres são supervisionados por seu empresário, Norman (que lembraAlbert Grossman, empresário de Dylan nos anos de 1960). Numa rápida cena surrealista, Jude é visto fazendo cambalhotas num parque com osThe Beatles (Uma alusão ao estilo deRichard Lester ao dirigirA Hard Day's Night).[11] Jude então é confrontado com o repórter de cultura da BBC, Keenan Jones (o nome Jones é mencionado na letra da canção de Dylan "Ballad of a Thin Man" que inclui os versos, cantados em coro: "Something is happening here/ And you don't know what it is, do you Mr. Jones?" (em tradução livre:"Algo acontece aqui / E você não sabe o que é, não é Senhor Jones?").

Jude e seus acompanhantes se encontram com o poetaAllen Ginsberg, que sugeriu que o cantor se vendera a Deus. Keenan Jones mais tarde pergunta a Jude se ele se preocupa com o que canta todas as noites, e o cantor responde "Como posso responder a isso se foi você que me perguntou?" e deixa a entrevista (Dylan deu uma resposta similar ao repórter da revista Time no documentário deD. A. Pennebaker sobre a excursão a Inglaterra do cantor em 1965,Dont Look Back).[20] "Ballad of a Thin Man" é cantada enquanto Keenan Jones se movimenta de acordo com os versos, numa cena surreal.[nota 4] No espetáculo, Jude cantava "Ballad of a Thin Man", quando um dos assistentes furiosos exclama "Judas!". Ele replica: "Eu não acredito em você". (Essa cena remete ao grito de "Judas!", ouvido na apresentação de Dylan em Manchester, em 17 de maio de 1966. O momento é capturado no disco de DylanLive 1966).

De volta ao quarto do hotel, Jude assiste a Keenan Jones revelando a verdadeira identidade de Jude Quinn: "Aaron Jacob Edelstein". (Em outubro de 1963, a revistaNewsweek publicou um perfil hostil de Dylan, revelando que seu nome verdadeiro era Robert Zimmerman, e implicando que o cantor tivesse mentido sobre suas origens de classe-média).[21] Jude vai a uma festa e se encontra com a convidada conhecida como "rainha do underground", Coco Rivington, a quem insulta. (A descrição de Rivington como o "novo pássaro de Andy" sugere que o personagem fora inspirado emEdie Sedgwick, uma socialite e atriz do círculo deAndy Warhol).[11] Jude e Ginsberg mais tarde aparecem diante de um grande crucifixo, com Jude gritando para Jesus na cruz: "Porque não faz as coisas mais cedo?". Após saltar de um carro, Jude diz "seu perigoso jogo o impulsiona a uma crise existencial".[13]

Richard Gere interpreta o bandidoBilly the Kid que teria sobrevivido ao tiroteio que o teria levado à morte. Billy procura por seu cão, Henry, e encontra com seu amigo, Homer. Os habitantes do pequeno povoado de Riddle celebram oHalloween, um funeral acontece e uma banda canta do disco de DylanBasement Tapes a canção "Goin' to Acapulco" (voz deJim James acompanhado deCalexico). Logo a seguir, um idosoPat Garrett chega e ameaça a população para deixar a cidade, onde uma rodovia vai passar. Billy pega uma máscara e fala para Garrett sair do Condado de Riddle. Billy então é preso mas foge da cadeia e pega um trem, quando encontra um violão com a frase "Essa máquina mata fascistas", a mesma do menino Woody Guthrie. As palavras finais de Billy são (tradução livre):"As pessoas estão sempre falando em liberdade, viver de um certo jeito sem ser agredido. É claro que quanto mais você vive de um jeito, menos livre se sente. Eu? Eu posso mudar durante o período de um dia. Quando eu acordo sou uma pessoa, ao me deitar sei que serei outra. Não sei quem sou na maioria das vezes. É como vocês ficarem todo ontem, hoje e amanhã dentro do mesmo quarto. Não há o que dizer sobre o que pode acontecer". São baseadas em afirmações de Dylan em entrevistas.[nota 5]

O filme finaliza com um solo do verdadeiro Bob Dylan tocandogaita de boca durante uma apresentação ao vivo de "Mr. Tambourine Man".[11] A cena foi filmada porD. A. Pennebaker durante a excursão inglesa do cantor em 1966.[22]

Principais prêmios e indicações

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PrêmioCategoriaRecipienteResultado
Oscar 2008Melhor atriz coadjuvanteCate BlanchettIndicado[23]
Golden Globe Awards 2008Melhor atriz coadjuvanteCate BlanchettVenceu[24]

Notas

  1. C. P. Lee escreveu: "O escritor-fantasma das memórias de Garrett,The Authentic Life of Billy, the Kid, publicado um ano após a morte de Billy, escreveu que um parceiro de Billy era chamado por ele de Alias (Lee & 2000 pgs.66–67[vago])</ref>
  2. Trecho do discurso: "Não existe preto e branco, esquerda e direita ou qualquer coisa disso para mim; existe apenas "em cima" e "embaixo" e "embaixo" é bem próximo do chão. E eu estou tentando ir para cima sem pensar em nada trivial como a política" (Shelton 1986, pp. 200–205[vago])</ref>
  3. Foi reproduzida em Hedin (ed.), 2004,Studio A: The Bob Dylan Reader, pp. 51–58.
  4. "You walk into the room/ With your pencil in your hand/ You see somebody naked / And you say: 'Who is that man?'" ou, em tradução livre, "Você entra num quarto / Com seu lápis na mão / Vê alguém nu / E diz: "Quem é esse homem?"
  5. Numa entrevista de 1997 aDavid Gates daNewsweek, Dylan disse: "Eu não acho ser tangível para mim mesmo. Significa que eu penso uma coisa hoje e outra amanhã. Eu mudo ao longo do dia. Eu acordo uma pessoa, e ao ir dormir sei que serei outra. Não sei quem sou na maioria das vezes. Nem sequer me importa" (Gates 1997[vago])</ref>

Referências

  1. ab«A EUROPA VOLTOU! Versátil fecha parceria com a Europa Filmes para lançamentos em mídia física».BlogdoJotace. Consultado em 19 de maio de 2021 
  2. ab«I'm Not There - Não Estou Aí». Portugal:CineCartaz. Consultado em 30 de novembro de 2018 
  3. abc«Não Estou Lá». Brasil: CinePlayers. Consultado em 30 de novembro de 2018 
  4. ab«Não Estou Lá». Brasil:AdoroCinema. Consultado em 30 de novembro de 2018 
  5. abMcCarthy 2007[vago]
  6. abcdSullivan 2007[vago]
  7. Dylan 2004, pp. 243–246[vago]
  8. Shelton 1986, pp. 301–304[vago]
  9. Lee & 2000 pgs.40–60[vago]
  10. Dylan 2004, p. 146[vago]
  11. abcdeHoberman 2007[vago]
  12. abEbert 2007[vago]
  13. abcThe Weinstein Company 2007[vago]
  14. Heylin 2003, pp. 266–267[vago]
  15. Gray 2006, pp. 287–289[vago]
  16. «NYC Album Art: The Freewheelin' Bob Dylan». Gothamist. 18 de abril de 2006. Consultado em 1 de março de 2009 
  17. Gray, pp. 198–200[vago]
  18. Unterberger 2007[vago]
  19. Heylin 1996, p. 87[vago]
  20. Pennebaker 2006, p. 128[vago]
  21. Heylin 2003, pp. 129–130[vago]
  22. «I'm Not There Question». Expectingrain.com. 21 de outubro de 2008. Consultado em 14 de março de 2014 
  23. «80.º Oscar - 2008». CinePlayers. Consultado em 23 de novembro de 2019 
  24. «65.º Globo de Ouro - 2008». CinePlayers. Consultado em 23 de novembro de 2019 
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