Movatterモバイル変換


[0]ホーム

URL:


Ir para o conteúdo
Wikipédia
Busca

História do Paraguai

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Parte deuma série sobre a
História do Paraguai
Período pré-colombiano
Portal do Paraguai

Ahistória doParaguai se estende desde as primeiras ocupações humanas até os dias atuais. Geralmente é dividida em três períodos: Pré-colombiano, colonial e republicano.

Era pré-colombiana (?-1520)

[editar |editar código]
Mapa da expansão guarani na América do Sul noséculo XVI.
Ver artigo principal:Pré-história do Paraguai

Antes da chegada de colonos espanhóis nos riosParaguai eParaná, o atual território do Paraguai era habitado único e exclusivamente por indígenas, de diversas etnias. Estas etnias podem ser classificadas em três grupos: ospampídeos, osjês e osamazônicos.[1] Ainda não se sabe qual destes grupos chegou primeiro ao território. Em termos linguísticos, também se pode dividir os nativos em três grupos: os povosMascoyan, osMataco-Guaicurú e osTupí-guarani.[2]

Noséculo XV osguaranis avançaram a partir do norte em direção ao chaco e do leste em direção a área central do Paraguai.[3] Este movimento se deu graças a superioridade numérica e posse de uma cultura material mais desenvolvida, onde praticavam o cultivo damandioca,milho eamendoim. A prática de umaagricultura deroça permitia que obtivessem excedentes necessários para manter uma população em contínuo crescimento demográfico, e que necessitava de novos territórios.[4][5]

Os guaranis encontraram na região gruposjês, como osguayaki, coletores e caçadores, e também os grupos do Pampa, como ospaiaguás. O primeiro contato dos guaranis com oseuropeus foi comAleixo Garcia, explorador português que participou em várias expedições àAmérica do Sul com a frota espanhola.[6]

Entre o final de 1524 e começo de 1525, Garcia chegou onde hoje ficaAssunção, treze anos antes de sua fundação. O grupo recrutou 2 000 guerreiros guaranis para invadir terras noChaco paraguaio, enfrentando as tribos locais, consideradas perigosas pelos exploradores. Marchando para o oeste, após ter cruzado o Rio Paraná, o grupo de García descobriu asCataratas do Iguaçu (há uma versão que diz que o descobridor das Cataratas do Iguaçu foiÁlvar Núñez Cabeza de Vaca, sendo a mais aceita,[7] porém há fontes que ainda creditam o português[8]).[6][9]

Em 1533, Garcia subiu orio Pilcomayo, chegando às fronteiras doimpério inca, zona da atualCochabamba,Bolívia. Existe o registro de uma batalha entre suas forças, juntos dos guaranis com as forças incas, oito anos antes deFrancisco Pizarro conquistá-los.[6][9] Os exploradores destruíam as aldeias que encontraram pelo caminho, antes que o exército deHuayna Capac, então governante inca, reagisse. Quando voltava para o litoral Garcia foi assassinado às margens do rio Paraguai pelos paiaguás, perto da atual cidade deSan Pedro del Ycuamandiyú, mas a notícia da batalha com os incas chegou aos exploradores espanhóis e atraiuSebastião Caboto, filho do explorador genovêsJoão Caboto, ao Rio Paraguai, dois anos depois.[9]

Período colonial (1520-1811)

[editar |editar código]
Ver artigo principal:Governo do Rio da Prata e do Paraguay
Mapa da Região do Prata no início do século XVII.

O período colonial do Paraguai compreende do período descobrimento europeu do Paraguai nos anos 1520 até sua independência em 1811.[carece de fontes?] Os primeiros colonosespanhóis chegaram ao Paraguai no início doséculo XVI.[10] A cidade deAssunção, fundada em 15 de agosto de 1537,[11] logo se tornou o centro de uma província nascolônias espanholas na América do Sul, conhecida como"Nueva Andalucia".[12]

…o Paraguai não chegou a formar grandes latifúndios exportadores, em mãos de uma camada poderosa de proprietários rurais, como aconteceu em muitos países latino-americanos. (…) Os camponeses livres, na sua maioria mestiços, haviam sido, no início do século XVIII, os protagonistas das grandes rebeliões "comuneras" contra os jesuítas e as autoridades espanholas ligadas a eles."[13]

Primeiros exploradores

[editar |editar código]

Antes da chegada doseuropeus, os territórios situados entre os riosParaná eParaguai eram ocupados pelosguaranis, que viviam da agricultura, da caça e da pesca.[9] Acossados, noséculo XV, por tribos da região doGrande Chaco, os guaranis cruzaram o rio Paraguai e submeteram seus inimigos, levando o conflito aos limites meridionais doimpério Inca. Eram, assim, os aliados dos primeiros exploradores europeus que procuravam rotas mais curtas para as minas doPeru.[14]

Aleixo Garcia, que partiu do litoralbrasileiro em 1524 eSebastião Caboto, que subiu o Paraná em 1526, foram os primeiros a atingir as terras interiores dabacia Platina, hoje pertencentes ao Paraguai, mas coube aDomingos Martínez de Irala a fundação dos primeiros núcleos coloniais (1536-1556).[15]Juan de Ayolas, Juan de Salazar eJuan de Garay também realizaram penetrações na região.[16] Irala fundou as primeiras colonias onde hoje é o Paraguai, que logo se transformou no centro da transformação espanhola na região sul-oriental daAmérica do Sul. Sua política de colonização consistiu na delimitação das fronteiras com o Brasil através da construção de uma linha de fortes contra a expansãoportuguesa, na fundação de vilas e na intensa miscigenação deespanhóis com guaranis, principal fator da formação da população do país.[17]

Século XVI

[editar |editar código]
Cabildo deAssunção (1537-1811).

Os primeiros europeus, membros da expedição comandada porJuan de Salazar de Espinosa eGonzalo de Mendoza e destinada a procurar Ayolas,[18] estabeleceram-se em um trecho da margem oriental do Rio Paraguai, após o fracasso da primeira fundação da cidade deBuenos Aires no começo doséculo XVI. Fundaram uma fortificação que se tornaria a cidade deAssunção no dia 15 de agosto de 1537, dia deNossa Senhora de Assunção.[carece de fontes?] Seguiram rio acima e se encontraram com Irala, que tinha ordens de esperar a seu chefe Ayolas. Os três homens o procuraram, sem sucesso. Então, Salazar e Gonzalo de Mendoza desceram o rio de regresso ao recém-fundadoForte de Assunção.[18]

Em meados dos anos 1560, a população de Assunção já alcançava aproximadamente 1 500 pessoas, na sua maioria indígenas. Os embarques de prata que vinham doPeruobrigatoriamente passavam por Assunção.[19] Esta se converteu na capital de uma província espanhola que abarcava uma porção que compreendia os territórios atuais do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, tendo sido apelidada de "Província Gigante de las Indias".[20]

Com a consolidação de Assunção como sede de uma província colonialespanhola, recebeu o título de"Madre de las Cuidades",[21] emanando povoações que fundariam diversas cidades, sendo as principais:Ontiveros,Cidade Real del Guayrá,Villa Rica del Espíritu Santo,Santiago de Jerez,Santa Cruz de la Sierra, Buenos Aires,Corrientes,Santa Fé eConcepción del Bermejo.[22]

Jesuítas

[editar |editar código]
Reduções jesuítas até o Século XVIII (as paraguaias de 23 à 30)

Em 1604, durante o governo deHernandarias de Saavedra, os primeiros jesuítas chegaram ao Paraguai. Os objetivos das missões jesuítas eram catequizar os indígenas e servirem como postos avançados contra a expansão portuguesa.[23][24] Com uma certa autonomia em relação a Assunção, essas instituições seguiam um sistema teocrático próprio. Até o fim das missões em 1767, estima-se que entre 200 mil e 250 mil indígenas viveram nas 32 reduções.[25]

Ruínas da Redução Jesuíta de Trinidad.

As missões inicialmente instalaram-se na região de Guayrá - atual estado brasileiro doParaná - e depois se expandiram em direção ao sudoeste, se estabelecendo nos arredores doRio Tebicuary.[26] Alíngua guarani foi respeitada e fixou-se na forma escrita; nela foram transcritas importantes obras de teologia,[27] impressas na primeiraimprensa doRio da Prata.[28]

A respeito da organização das reduções, cada povoado era administrado por umPadre Reitor, ente de máxima autoridade. O Padre Doutrinático era encarregado da instrução religiosa. O Padre Dispenseiro era encarregado da administração econômica. Ainda existiam um ou mais Padres Auxiliares ou Coadjuntor, que serviram de mediadores entre o reitor e a população indígena.[29]

Século XVII

[editar |editar código]

Em 1617, ainda no governo de Hernandarias, a província divida em duas governadorias: a doParaguai e a deBuenos Aires. Desta forma o Paraguai perdeu a zona marítima do estuário do rio da Prata, ficando isolado no interior do continente, e conservou só Assunção, Ciudad Real e Villa Rica del Guayrá. Posteriormente, o último acesso paraguaio ao mar foi perdido junto do território chamado de Mbiazá ou Yviazá (ou La Vera), que correspondia ao atual estado brasileiro deSanta Catarina, território no qual se encontrava o porto de San Francisco de Mbiazá, fundado em 1538.[30][31]

Século XVIII

[editar |editar código]
Ver artigo principal:Vice-Reino do Rio da Prata
Mapa doVice-reino do Rio da Prata em 1777.

Em 1717, aconteceu aRevolução Comunera.[32] Os rebeldes foram derrotados nabatalha de Tovatí em 1721, tendo sido impostas duras sanções a província que enfraqueceram sua economia.[32][33] Em 1750, oTratado de Madrid entreEspanha ePortugal afetou o Paraguai com as perdas de Guayrá (entre o Rio Paraná e oOceano Atlântico), a grande província do Itatín e a região de Cuyabá (atualCuiabá, noMato Grosso), que foram cedidos ao Brasil português.[carece de fontes?] Ainda no Tratado de Madrid, a corte espanhola e a coroa portuguesa decidiram repartir o território das reduções indígenas.[34] Os jesuítas não aceitaram, e os exércitos espanhol e português empreenderam a chamadaGuerra Guaranítica e acabaram com as reduções em 1757.[carece de fontes?] Em 1767 os jesuítas foram expulsos da Espanha e de seus domínios, por ordem deCarlos III.[35]

OVice-Reino do Rio da Prata foi criado em 1776 pelo reiCarlos III, integrando em sua jurisdição os atuais territórios daArgentina, e doUruguai, dos atuais estadosbrasileiros doRio Grande do Sul e Santa Catarina, o Paraguai, aBolívia e o norte doChile. A criação do Vice-Reino do Rio da Prata separou o Paraguai doVice-Reino do Peru. A capital do novo Vice-Reino era Buenos Aires.[36] A criação do Vice-Reino obedeceu à necessidade de organizar melhor a administração do extenso território acossado pelo contrabando e pela constante penetração dos portugueses e luso-brasileiros. Em 1777 a província do Paraguai foi integrada no Vice-Reino do Rio da Prata dentro do qual se manteve até 1811. Em 1782, estabeleceu-se no Vice-Reino o regime dasintendências.[36] Assunção era, na província ou Intendência do Paraguai, o único povoado com categoria de cidade. A zona ao sul dorio Tebicuary e ao leste da cordilheira de Caaguazú por sua vez correspondia à Governação das Missões Guaranis (ou Província Subordinada das Missões) constituída com os restos dasMissões Jesuíticas que ficaram sob controle espanhol.[36]

Independência

[editar |editar código]
Ver artigo principal:Independência do Paraguai
Casa da Independência (1811).

A primeira manifestação contundente se deu em 1717, através daRevolução Comunera, porém somente a partir do século XIX que o processo de independência é considerado.[32]

À medida queBuenos Aires tornava-se mais poderosa, os líderes paraguaios perceberam o declínio da importância de suaprovíncia. Embora também contestassem a autoridadeespanhola, recusaram-se a aceitar a declaração deindependência da Argentina (1810) como extensiva ao Paraguai.[37] Nem mesmo a intervenção doexército argentino, comandado pelo generalManuel Belgrano,[38] conseguiu efetivar a incorporação da província. Mais tarde, porém, quando o governador espanhol do Paraguai solicitou auxílioportuguês para defender a colônia dos ataques de Buenos Aires, os paraguaios, liderados porFulgencio Yegros,Pedro Juan Caballero eVicente Ignácio Iturbide, depuseram o governadorBernardo Velasco e proclamaram a independência do país em 15 de maio de 1811.[39]

Antecedentes

[editar |editar código]
Campanha deBelgrano no final de 1810.

Em 1806 e 1807, ocorreminvasões inglesas, ocupando as cidades de Buenos Aires eMontevidéu. De Assunção,Córdova e outros locais do vice-reinado, foram enviadas tropas que colaboraram na expulsão dos invasores. As invasões inglesas demonstraram àmetrópole espanhola o quão independente era o vice-reino.[40]

Em 1810, chegou a notícia em Buenos Aires, capital do vice-reinado do Rio da Prata, queSevilha havia sido ocupada pelas forças deNapoleão Bonaparte.[41] Em resposta, reuniu-se um conselho aberto, que em 25 de maio de 1810 substituiu o Vice-reiCisneros por uma junta do governo.[42] Entre seus objetivos, estava convocar a reunião de um congresso de representantes de todas as províncias do Vice-reino do Rio da Prata, para definir a forma de governo do ex-vice-reinado.[42]

Em resposta à convocação, a Assembleia Geral de 24 de junho de 1810, que ocorreu em Assunção, decidiu se manter fiel ao Conselho de Regência, que se refugiara emCádiz e governava em nome deFernando VII, prisioneiro de Napoleão.[43]

No final de 1810, as tropas sob o comando do general Manuel Belgrano marcharam em uma expedição para tentar adicionar ao Paraguai as recém-criadasProvíncias Unidas do Rio da Prata. As forças daquela expedição não receberam apoio local e foram derrotadas nas batalhas deParaguarí eTacuarí - 19 de janeiro e 9 de março de 1811 - pelos monarquistas, que até então eram liderados pelos oficiaisFulgencio Yegros eManuel Cabañas.[44][45] Essas batalhas, tanto pelo sucesso das forças paraguaias quanto pela fuga por ocasião do governador espanhol Velasco - pensando que haviam sofrido um revés militar - e os contatos repetidos dos oficiais paraguaios com Belgrano, são considerados o início dasForças Armadas Paraguaias.[46]

Revolução de Maio de 1811

[editar |editar código]
Caballero, Yegros e Francia
Ver artigo principal:Revolução de Maio de 1811
Bandeira provisória, usada em junho de 1811.

Após várias semanas de conspirações, na noite do dia 14 de maio de 1811 as tropas comandadas por Pedro Juan Caballero e Fulgencio Yegros chegam a Assunção.[carece de fontes?] Um congresso foi realizado em 17 de junho, onde o governador Velasco foi acusado de negociar com os portugueses a defesa da metrópole espanhola, mesmo ao preço de se tornar dependente doImpério Português.[47] Em seu lugar, foi nomeado um Conselho de Administração, presidido por Fulgencio Yegros.[carece de fontes?]

Em 12 de outubro de 1811, foi assinado umtratado com a Junta de Buenos Aires, que estabeleceu, entre outras disposições, um projeto de confederação entre as Províncias Unidas do Rio da Prata e Paraguai, que não foi aceito devido aos distintos interesses de Buenos Aires e Assunção.[48] Houve reconhecimento de ambas as partes, porém algumas questões fronteiriças ainda ficaram em aberto.[49]

Pátria Velha (1811-1864)

[editar |editar código]

Em 1814, após um período de consulado, um congresso elegeuJosé Gaspar Rodríguez de Francia como presidente vitalício do Paraguai.[50][nota 1] Nos governos de Francia (1814-1840),Carlos Antonio López (1841-1862) eFrancisco Solano López (1862-1870) o Paraguai se desenvolveu de maneira bastante diferente de outros países daAmérica do Sul. Foi-se incentivado um crescimento econômico autossuficiente, baseado no caráter estatal da maioria das empresas. Tal política econômica mostrou-se mais bem sucedida que a aplicada nos países vizinhos[carece de fontes?] O regime da Família López foi caracterizado por um forte centralismo na produção e distribuição de bens. Não havia distinção entre a esfera pública e a privada.[51]

Governo de José de Francia (1814-1840)

[editar |editar código]
José Gaspar Rodríguez de Francia.

Dado a consolidação deBuenos Aires como centro da região, Francia se preocupou em fortalecer economicamente o Paraguai, numa tentativa de fazer Assunção um grande centro, assim como era a capital argentina, além de confirmar a soberania do Paraguai.[52] Até o fim de seu governo o Congresso que o elegeu nunca se reuniu novamente.[50][53]

Ao longo de seu governo, a elite colonial espanhola presente no país perdeu força. Nesse processo, foi-se proibido o casamento de europeus com europeus, forçando os colonos a casarem-se com mulheres locais.[54] Além disso, as fronteiras foram totalmente fechadas, com ninguém podendo sair e os que entrassem a ficar em prisão domiciliar.[52]

Em 1815, aIgreja Católica Romana no Paraguai foi declarada independente de Roma, com Francia nomeando-se chefe da Igreja paraguaia.[55] Em meados de junho de 1816, todas as procissões noturnas foram proibidas, exceto a deCorpus Christi. Em 1819, o bispo foi persuadido a transferir a autoridade para o vigário geral, e em 1820 os frades foram secularizados. Em 4 de agosto de 1820, todos os clérigos foram forçados a jurar lealdade ao Estado, e suas imunidades clericais foram retiradas.[55] Os quatro mosteiros do país foram nacionalizados em 1824.[56] AInquisição foi abolida, e os confessionários passaram a contar com forcas próprias.[57]

Em março de 1820, Fulgencio Yegros comandou uma conspiração contra Francia, que foi rapidamente reprimida pelo presidente.[58] Em julho de 1821, mais de um ano depois, seus principais rivais haviam sido mortos.[59] Estima-se que cerca de 40 pessoas foram executadas por razões políticas em quase 30 anos de governo, em um período muito sangrento na América do Sul. No meio do processo judicial da conspiração, em setembro de 1820, ele cedeu asilo ao líder uruguaioJosé Gervasio Artigas, amigo de muitos conspiradores que estavam na prisão na época.[60]

Tendo morrido em 20 de setembro de 1840, Francia é conhecido como o líder que apesar de autocrático e autoritário, consolidou a soberania do Paraguai na região do Prata.[50][53]

Governo de Carlos Antonio López (1841-1862)

[editar |editar código]
Carlos Antonio López.

Francia não havia deixado nenhum sucessor, sendo assim iniciou-se uma disputa pelo poder no Paraguai. Após a morte de Francia, uma junta liderada porManuel Antonio Ortiz, tomou o poder.[61] Em 22 de janeiro de 1841, Ortiz foi derrubado de seu posto porJuan José Medina, que por sua vez sofreu um golpe em 9 de fevereiro,[carece de fontes?] liderado porMariano Roque Alonzo.[62] Em 14 de março de 1841, com pouca autoridade para governar, Alonzo reinstituiu o consulado, trazendo para o governoCarlos Antonio López.[62] O consulado durou até 13 de março de 1844, quando o Congresso nomeou Lopez como Presidente da República, cargo que ocupou até sua morte em 1862.[61][63]

Embora o governo de Carlos tenha sido semelhante ao sistema de Francia, seus meios eram diferentes.[64] Em seu governo são encontrados alguns traços de corrupção, tendo ele se tornado o homem mais rico do país.[65] Além disso, a população paraguaia aumentou de cerca de 220 000 em 1840 para cerca de 400 000 em 1860.[66][67][68]

Durante seu mandato, López aumentou o contingente das forças armadas para 18 000 soldados ativos e 46 000 reservistas e melhorou a qualidade de seus equipamentos.[46] Em seu governo a educação também melhorou significativamente, com cerca de 400 escolas construídas.[69] O primeiro telégrafo do país, ligando Assunção aHumaitá, foi construído. Também foi construída uma ferrovia deAssunção aParaguarí, em 1858. Em 22 de setembro de 1861, a Estação Ferroviária Central foi inaugurada em Assunção.[63][70]

No referente a relações exteriores, López marcou um período de abertura política no Paraguai, que teve como resultado um crescimento da economia paraguaia e maior reconhecimento internacional.[63]

Governo de Francisco Solano López (1862-1870)

[editar |editar código]
Francisco Solano López.

Filho de Carlos López,Solano ascendeu ao poder em 16 de outubro de 1862, eleito pelo congresso.[71] A principais características de suas políticas econômicas eram oprotecionismo e a política dabalança comercial favorável, sendo madeira e erva-mate os produtos mais exportados.[72][73] O resultado dessas medidas foram até certo ponto, uma autossuficiência em relação aos países vizinhos, praticamente inibindo o capital externo do país.[71]

No início de seu governo, houve uma importante expansão da indústria têxtil, a partir de maquinário inglês.[74] O comércio, ainda que pequeno, era muito incentivado por seu governo, através de uma política aplicada até 1864, junto dogoverno blanco doUruguai, denominada "Equilíbrio do Rio da Prata".[75]

Guerra do Paraguai (1864-1870)

[editar |editar código]
Ver artigo principal:Guerra do Paraguai

Antecedentes

[editar |editar código]
Disputas territoriais na região do prata (1864).

Ao longo doséculo XIX, o Paraguai reduziu suas reivindicações territoriais para não aumentar os conflitos externos com oBrasil e aArgentina, porém ainda suas reclamações eram comuns as do Brasil.[76] Por seu lado, a Argentina aumentou suas reivindicações ao longo dadécada de 1850, exigindo soberania sobre todo oChaco Boreal.[77]

Após a queda daConfederação Argentina, o governo do Paraguai ainda esperou por algum tempo a consolidação de seu regime, tendo para isso, seus aliados doPartido Blanco no poder noUruguai.[carece de fontes?] A Argentina e o Brasil ofereceram apoio à revolução deVenancio Flores noUruguai, contribuído pelaGuerra do Uruguai, que tirou do poderAtanasio Cruz Aguirre.[78] Na Argentina, houve uma intensa propaganda contrária a posição paraguaia, em apoio dos colorados no Uruguai.[79]

López exigiu que o Brasil não interviesse no Uruguai, mas o Império invadiu o país em meados de 1864.[80][81] A resposta paraguaia veio em 12 de outubro de 1864, quando o navio "Marquês de Olinda" foi capturado. Nele estava o governador de Mato Grosso, coronelFrederico Carneiro de Campos.[82] Posteriormente, houve ainvasão paraguaia da província do Mato Grosso, fato inicial da guerra.[83]

Primeiro ataque e subsequente defesa

[editar |editar código]
ABatalha de Tuiuti, um marco daGuerra do Paraguai. Pintura a óleo deCándido López.

López solicitou autorização dogoverno argentino para atravessar o território daProvíncia de Corrientes, a fim de chegar nosul do Brasil e posteriormente invadir o Uruguai.[84] Com o PresidenteBartolomé Mitre negando a autorização, o Paraguai declarou guerra contra a Argentina[85] einvadiu Corrientes. Em uma série sucessiva de vitórias, chegou até perto do território uruguaio, na cidade deUruguaiana.[86] As posteriores derrotas nas batalhasdo Riachuelo,Jataí, e noCerco de Uruguaiana[87] marcaram o fim da ofensiva paraguaia. Em 1 de maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai assinaram oTratado da Tríplice Aliança.[88]

Os aliados iniciaram uma campanha no sul do Paraguai em meados de 1866.[89] Houve uma série de batalhas ao longo das fortificações paraguaias nas margens doRio Paraguai, com destaque paraTuiuti eCurupaiti,[90][91] culminando na tomada da fortaleza deHumaitá pelos aliados em 1868.[92] Nesse meio tempo uma epidemia decólera dizimou os dois exércitos,[93] dando uma pausa na ofensiva aliada.[94][95]

Durante aCampanha do Piquissiri, ocorreram quatro grandes batalhas, forçando López a deixarAssunção e recuar para o interior do país.[96] Praticamente todo seu exército foi morto ou capturado nessa campanha.[97] A cidade de Assunção foiocupada e saqueada.[98]

Apesar das derrotas, López continuou sua resistência na chamadaCampanha da Cordilheira.[99] Seu exército foi completamente destruído nas batalhas dePiribebuy[100] eAcosta Ñu, marcada por uma expressiva vitória dos aliados.[101] A maioria dos soldados de López eram adolescentes ou crianças.[102] Os últimos remanescentes do exército de López, foram encontrados em 1º de março de 1870 pelas forças imperiais naBatalha de Cerro Corá. López foi morto em combate e as últimas forças leais se renderam.[carece de fontes?]

Período entre guerras (1870-1932)

[editar |editar código]

Pós-guerra

[editar |editar código]
Assunção em 1892.

Asconsequências da Guerra do Paraguai foram devastadoras para o país, levando à morte de dois terços de todos os homens adultos (número contestado)[103] e à perda grande parte do território paraguaio. O país foi submetido à ocupação brasileira que durou seis anos (até 1876).[104] Embora o Paraguai tenha perdido uma parte significativa de seu território, alguns territórios foram mantidos, incluindo oGrande Chaco.[105] A situação criada levou a uma estagnação econômica que duraria pelo resto do século. Em relação ao social, apoligamia se tornou muito comum no país (indivíduo que se relaciona sexualmente com vários outros da mesma espécie)[106] para repovoar o país, assim como a sociedadematriarcal prevaleceu, mas ao mesmo tempo um forte machismo, um contexto que ainda persiste hoje, principalmente nas classes médias baixas.[107]

Os aliados instalaram no Paraguai um governo provisório em julho de 1869 e era composto porCirilo Antonio Rivarola,Carlos Loizaga eJosé Antonio Bedoya. Esse governo representava os interesses das autoridades militares brasileiras e em menor grau, as do comando militar argentino.[108] Loizaga e Bedoya eram oficiais da chamada "Legião Paraguaia", um corpo militar que apoiava os aliados.[109] Por sua parte, Rivarola participou de conspirações contra os governos de López e foi incorporado à força como sargento no exército paraguaio, do qual havia desertado. Logo depois, Loizaga e Bedoya renunciaram e se retiraram para Buenos Aires, com assumindo Rivarola como presidente.[110][111][112]

Em 15 de agosto de 1870, uma Convenção Constitucional se reuniu em Assunção para sancionar a primeiraConstituição paraguaia, baseada naconstituição argentina de 1853.[113] A mesma Convenção declarou o Triunvirato dissolvido, que foi reduzido apenas a Rivarola, nomeandoFacundo Machaín como novo presidente. No entanto, um golpe de estado das forças militares paraguaias obrigou a própria Convenção a eleger Rivarola, que assumiu o cargo em 1º de setembro daquele ano, como seu presidente, logo após a Constituição ter sido sancionada.[114]

A eleição do Congresso Nacional marcou o início do fim do governo de Rivarola, que terminou com a renúncia em 18 de dezembro de 1871. Sob o comando de seu sucessor,Salvador Jovellanos, foi assinado oTratado de Loizaga – Cotegipe, que sancionou as reivindicações aoImpério Brasileiro havia estabelecido ao assinar o tratado: o estabelecimento dos limites do norte do país noRio Apa até oSalto de Sete Quedas. O Império garantiu um tratado deixando a Argentina de lado, que por sua vez reivindicou todo o Chaco Boreal. Pelo Tratado de Machain-Yrigoyen, foi definido que o Chaco central, a maior parte da atualprovíncia argentina de Formosa, seria dada para aArgentina, enquanto o território ao norte dorio Verde foi deixado para o Paraguai. Foi estabelecido que seria resolvido por umasentença arbitral, pelopresidente dos Estados Unidos,Rutherford B. Hayes, a implantação dodepartamento do Presidente Hayes em território paraguaio em novembro de 1878.[115]

Recuperação econômica

[editar |editar código]

Enquanto isso, Jovellanos foi substituído em novembro de 1874 porJuan Bautista Gill. Após a morte de Gill, ele foi sucedido por seu vice-presidente,Higinio Uriarte, que também não conseguiu estabilizar a situação política no Paraguai. Após o governo deCándido Bareiro, ex-embaixador dos López na Europa, o Congresso nomeouBernardino Caballero em 1880 para suceder Gill, que mais tarde seria reeleito e governaria até 1886. Durante seu mandato, as instituições foram reorganizadas, otransporte ferroviário e atelegrafia foram ampliados.

Em várias cidades, dezenas de escolas foram fundadas e o primeirobonde foi estabelecido em Assunção. Ele foi sucedido pelo generalPatricio Escobar, que continuou sua política. Sua contribuição mais lembrada para a cultura do país foi a fundação daUniversidade Nacional de Assunção. Seus oponentes fundaram o primeiro partido paraguaio moderno, oPartido Liberal, que seguiu a tradição dos oponentes do governo López. Nesse mesmo ano, os apoiadores do governo, liderados pelo general Caballero, fundaram oPartido Colorado, que reivindicou a tradição nacionalista e a ação paraguaia na Guerra da Tríplice Aliança. Este manteria o governo até o início do século seguinte.[116]

O crescimento econômico continuou baixo nos governos deJuan Gualberto González,Juan Bautista Egusquiza,Emilio Aceval eJuan Antonio Escurra. Não havia estabilidade política, pois González e Aceval foram forçados a renunciar, deixando seus vice-presidentes em seu lugar. Enquanto isso, Escurra foi derrubado por uma revolução liberal, liderada pelo generalBenigno Ferreira, em 1904.[117]

Primeira guerra civil

[editar |editar código]

Nos anos seguintes, o Partido Liberal liderou o país. No entanto, foi dividido em frações, levando à constante instabilidade política. Após dois curtos governos revolucionários, o general Ferreira assumiu a presidência, que por sua vez foi derrubada pelo generalAlbino Jara. Revoluções sucessivas lideradas por liberais dissidentes e pelo Colorado levaram aos curtos mandatos deEmiliano González Navero,Manuel Gondra, Albino Jara,Liberato Marcial Rojas e novamente González Navero, dos quais nenhum conseguiu completar os quatro anos prescritos pela Constituição.

O primeiro a conseguir isso desde a presidência de Escobar foiEduardo Schaerer, entre 1912 e 1916. Seu período de governo foi marcado por um grande crescimento econômico, causado pelas vantagens comerciais trazidas pelaPrimeira Guerra Mundial. Seus sucessores foramManuel Franco,José Pedro Montero, Manuel Gondra eEusebio Ayala, que nenhum dos quais conseguiram completar o mandato. Depois veio a longaGuerra Civil Paraguaia de 1922 a 1923, na qual uma facção liberal foi derrotada após uma sangrenta luta contra outra do mesmo partido.[118] Somente a partir de 1924, se iniciou um período de estabilidade, comEligio Ayala,José Patricio Guggiari e Eusebio Ayala, completando cada um os seus quatro anos de mandato.[119]

Guerra do Chaco (1932-1935)

[editar |editar código]

Antecedentes

[editar |editar código]
Ver artigo principal:Guerra do Chaco
Soldados paraguaios juntos a uma metralhadora.

As autoridades espanholas haviam sobreposto as jurisdições no Chaco Boreal, de modo que, com quase as mesmas razões queuti possidetis, o Paraguai e aBolívia tinham argumentos válidos para reivindicar o território. Por seu lado, a Argentina reconheceu em 1872 que a maior parte do Chaco Boreal, ou seja, ao norte do rio Pilcomayo, era paraguaia, mas em 1903 após a anexação brasileira do atual estado doAcre, até então território boliviano, e peloTratado de Petrópolis, o Brasil em compensação reconheceu o controle da Bolívia sobre todo o Chaco Boreal. Dessa forma, a Bolívia estabeleceu fortes precários, como o de Camacho, atualMariscal Estigarribia. Especificamente, até 1900, nenhum país tinha controle efetivo. No Chaco Boreal, exceto por suas "bordas", o Paraguai tinha o Fort Olympus, Villa Occidental (atualPresidente Hayes) e perto de Villa Occidental, agora em ruínas o presídio de López, algumas empresas privadas possuíam pequenos cais nas margens do rio Paraguai.

Dado o alívio da região, era difícil especificar limites específicos, sem que sucessivos governos nacionais fizessem qualquer coisa para evitá-lo, pois o país estava submerso em constantes guerras internas (revolta do coronelAlbino Jara em 1904 e do coronelAdolfo Chirifé em 1922).

Desenvolvimento

[editar |editar código]

AGuerra do Chaco, entre o Paraguai e a Bolívia, foi travada de 9 de setembro de 1932 a 12 de junho de 1935, pelo controle do Chaco Boreal. Foi a guerra mais importante daAmérica do Sul durante oséculo XX. Nos três anos de duração, a Bolívia mobilizou 250 000 soldados e o Paraguai 120 000, que se enfrentaram em combates nos quais houve um grande número de baixas (60 000 bolivianos e 30 000 paraguaios) e um grande número de feridos, mutilados e desaparecidos. Os diferentes tipos de doenças físicas e psicológicas, as características hostis do teatro de operações e a falta de água e boa comida produziram o maior percentual de baixas e afetaram a saúde dos soldados sobreviventes, muitos por toda a vida.

O confronto consumiu enormes recursos econômicos de ambos os países, que eram muito pobres. O Paraguai forneceu ao seu exército o grande número de armas e equipamentos capturados em diferentes batalhas. Após a guerra, ele vendeu algum excedente para aEspanha (Decreto-Lei 8 406, 15 de janeiro de 1937).

O cessar-fogo das hostilidades foi assinado em 12 de junho de 1935. Sob pressão dosEstados Unidos, por um tratado secreto assinado em 9 de julho de 1938, o Paraguai reivindicou aos 110 000 km² ocupados por seu exército para cessar as hostilidades.[120]

OTratado de Paz, Amizade e Limites foi assinado em 21 de julho de 1938. Em 27 de abril de 2009, 74 anos após o final da guerra, os presidentesEvo Morales, da Bolívia eFernando Lugo, do Paraguai, assinaram em Buenos Aires o acordo definitivo dos limites territoriais do Chaco Boreal. O evento foi realizado na presença dapresidente argentinaCristina Kirchner, mediante aceitação de seus respectivos ministros das Relações Exteriores doAto de Conformidade e Execução doTratado de Paz, Amizade e Limites entre Bolívia e Paraguai de 1938. A área disputada foi dividida em um quarto sob soberania boliviana e três quartos sob soberania paraguaia. A Bolívia recebeu uma área nas margens do alto rio Paraguai.

Ver também

[editar |editar código]

Notas

  1. Semelhate a ditador

Referências

  1. Escobar, Sofía (3 de janeiro de 2010).«La nación Paî tavyterâ y el cerro Jasuka Venda o cerro guasu, en el Amambay» (em espanhol). ABC color. Consultado em 7 de abril de 2020 
  2. Brito, Milton.«South American Languages». Pinterest. Consultado em 7 de abril de 2020 
  3. Almeida, Fernando; Neves, Eduardo (2015).«Evidências Arqueológicas Para a Origem do Tupi-Guarani no leste da Amazônia». Scielo. Consultado em 7 de abril de 2020 
  4. Perusset, Macarena; Rosso, Cintia (2009).«Guerra, canibalismo e vingança colonial: os casos Mocoví e Guaraní». Scielo. Consultado em 7 de abril de 2020 
  5. Reko, Ñande (14 de julho de 2010).«La Compresión Guarani de la Vida Buena»(PDF). FAM Bolívia. p. 15-22. 204 páginas. Consultado em 7 de abril de 2020 
  6. abc«Jornalista resgata saga de Aleixo Garcia». Folha de Londrina. 16 de setembro de 1998. Consultado em 7 de abril de 2020 
  7. «Cataratas do Iguaçu foram descobertas há 477 anos por Álvar Núnez». Portal da Cidade-Foz do Iguaçu. 31 de janeiro de 2019. Consultado em 7 de abril de 2020 
  8. Bazzo, Dayane (24 de abril de 2019).«Caminho do Peabiru: trilha histórica começa em Palhoça e segue até o Peru». NSC total. Consultado em 7 de abril de 2020 
  9. abcdRuiza, Fernández (2004).«Biografia de Alejo García» (em espanhol). Biografías y Vidas. Consultado em 7 de abril de 2020 
  10. PAOLI, Juan Bautista Rivarola (2010).«La Colonización del Paraguay (1537 – 1680)». Portal Guaraní. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  11. «Fundación de Asunción». Paraguay Ñane Retã. 2010. Consultado em 8 de abril de 2020 
  12. Zorraquín Becú, Ricardo (1989).Las Capitulaciones Rioplatenses. [S.l.: s.n.] p. 90-92. 105 páginas 
  13. MENDES JUNIOR, Antonio & MARANHÃO, Ricardo -República Velha; Coleção Brasil História, Texto & Consulta. São Paulo, Ed. Brasiliense, 3ª. Ed., 1983, p. 46
  14. «Documentário sobre relação entre guaranis e incas estreia no Cinema do CIC». Revista Museu. 2019. Consultado em 11 de abril de 2020 
  15. «Conquista del Río de la Plata (II): Sebastián Caboto y el Adelantado Pedro de Mendoza» (em espanhol). Historiadelnuevomundo. 2013. Consultado em 11 de abril de 2020 
  16. Mitre et al. 1903, p. 24-31.
  17. Zuccolinno, Carolina (2001).LÍNGUA, NAÇÃO E NACIONALISMO(PDF). Campinas: UNICAMP. p. 22-30. 254 páginas 
  18. ab«Conquista del Río de la Plata (III): La expedición de Juan de Ayolas y fundación de Asunción por Juan Salazar de Espinosa» (em espanhol). historiadelnuevomundo. 2013. Consultado em 11 de abril de 2020 
  19. Deveza, Felipe (2012).Caminho da Prata de Potosí a Sevilha(PDF). Rio de Janeiro: UFRJ. p. 81-82 
  20. Domingo, Paola (2012).«Província Gigante de las Índias».e-Spania (em francês) (14).ISSN 1951-6169.doi:10.4000/e-spania.21861. Consultado em 11 de abril de 2020 
  21. Pais, Ana (2017).«Cómo Asunción se convirtió en "madre" de más de 70 ciudades de Sudamérica hace 480 años».BBC News Mundo (em espanhol). Consultado em 11 de abril de 2020 
  22. Luna, pp. 12-61.
  23. Freitag, Barbara (2013).«"Habemus Papam" e a história das Missões jesuíticas na bacia do Prata».Estudos Avançados.27 (78): 321–324.ISSN 0103-4014.doi:10.1590/S0103-40142013000200024 
  24. «Ruínas dos missionários jesuítas ajudam a contar história do Paraguai». Globo Repórter. 2015. Consultado em 12 de abril de 2020 
  25. Carvalho, Rafael (2013).«Missões Jesuíticas no Paraguai: Ruínas de Encarnación». Esse Mundo é Nosso. Consultado em 12 de abril de 2020 
  26. Corsi, Elisabetta (2008).Órdenes religiosas entre América y Asia: ideas para una historia misionera de los espacios coloniales (em espanhol). Ciudad do México: El Colegio de Mexico AC. p. 205-215. 309 páginas 
  27. Weterman, Daniel (2004).«Depois de 46 anos de trabalho, uma Bíblia em guarani». Estadão. Consultado em 12 de abril de 2020 
  28. Chamorro, Graciela (2007).«Antonio Ruiz de Montoya: promotor y defensor de lenguas y pueblos indígenas».História Unisinos.11 (2): 252–260.ISSN 2236-1782.doi:10.4013/5905. Consultado em 12 de abril de 2020 
  29. Fajardo, p. 159-161.
  30. Kraselsky, Javier Gerardo (21 de março de 2011).«Las estrategias de los actores del Río de La Plata : Las juntas y el Consulado de Comercio de Buenos Aires a fines del Antiguo Régimen 1748-1809» (em espanhol) 
  31. Alvear, Diego (1749-1830).«Relación geográfica e histórica de la provincia de Misiones» 
  32. abcPanglialunga, Viviana (2015).«La Revolución comunera en Paraguay (1) - Escolar - ABC Color» (em espanhol). ABC Color. Consultado em 12 de abril de 2020 
  33. Campos, Herib (2012).«La Revolución Comunera 1721-1735». Portal Guaraní. Consultado em 12 de abril de 2020 
  34. «Região das Missões». Guia Geográfico do Rio Grande do Sul. Consultado em 12 de abril de 2020 
  35. «O decreto secreto de Carlos III que expulsou os jesuítas da Espanha». Adital. 2014. Consultado em 12 de abril de 2020 
  36. abc«Vice-reinado do Rio da Prata: causas, história, política». Maestrovirtuale. Consultado em 12 de abril de 2020 
  37. Acevedo, p. 56.
  38. «Los valores de Belgrano siguen vigentes 200 años después» (em espanhol). Clarín. 2011. Consultado em 14 de abril de 2020 
  39. Acevedo, p. 56-57.
  40. «Invasión Inglesa de 1806/1807». Lagazeta. Consultado em 14 de abril de 2020 
  41. Martínez, p. 53.
  42. abLorenzo, Celso Ramón (2017).«Acta final de la sesión del 25 de mayo de 1810». El Historiador. Consultado em 14 de abril de 2020 
  43. «Cortes de Cádiz». Infopédia. Consultado em 15 de abril de 2020 
  44. Alcalá, Guido Rodríguez (2011).«La batalla de Paraguarí» (em espanhol). Última Hora. Consultado em 15 de março de 2020 
  45. «Batalha de Tacuarí (09/03/1811)» (em espanhol). El Arcon de la Historia. 2015. Consultado em 15 de abril de 2020 
  46. ab«Ejército Paraguayo - Historia». Departamento de Comunicación Social. Consultado em 15 de abril de 2020 
  47. Maestri, Mário (2011).«A primeira independência do Paraguai».Academia (em inglês). Consultado em 15 de abril de 2020 
  48. Denis, Carlos Urquiza (2008).«Tratados de Limites entre Buenos Aires y Paraguay». Senado Argentino. Consultado em 15 de abril de 2020 
  49. Trelles, Manuel Ricardo (2010).«Cuestión de Limites entre la República Argentina y el Paraguay». Proyecto Ameghino. Consultado em 15 de abril de 2020 
  50. abcDalles, Paola (2012).«Primeras formas de gobierno del Paraguay independiente» (em espanhol). ABC Color. Consultado em 16 de abril de 2020 
  51. «Carlos Antonio López» (em inglês). Encyclopedia Britannica. Consultado em 16 de abril de 2020 
  52. ab«José Gaspar Rodríguez de Francia» (em inglês). Encyclopedia Britannica. Consultado em 16 de abril de 2020 
  53. abG, George (2018).«The Most Absurd Dictator Ever» (em inglês). Politics, History, Society. Consultado em 16 de março de 2020 
  54. «Jose Gaspar Rodriguez Francia». Latin America Studies. Consultado em 16 de abril de 2020 
  55. abIrala Burgos, p. 33.
  56. Irala Burgos, p. 34-37.
  57. Irala Burgos, p. 40.
  58. White, p. 89.
  59. White, p. 91-92.
  60. White, p. 97-99.
  61. abMllamas (2010).«En 1840 se formó una Junta Provisional de Gobierno para suceder a Rodríguez de Francia». Ministerio de Educación y Cultura. Consultado em 17 de abril de 2020 
  62. abNickson, p. 41.
  63. abc«Carlos Antonio Lopez» (em inglês). Encyclopedia.com. Consultado em 17 de abril de 2020 
  64. «Biografía de Don Carlos Antonio López» (em espanhol). ABC Color. 2010. Consultado em 17 de abril de 2020 
  65. Bannon & Masten Dunne, p. 587.
  66. «Carlos Antonio López» (em espanhol). La Guía. 2009. Consultado em 18 de abril de 2020 
  67. Telesca, Ignacio (2015).«La población en Paraguay tras la guerra» (em espanhol). UltimaHora. Consultado em 18 de abril de 2020 
  68. Palomo, p. 207-214.
  69. Speratti, Juan (1998).«Historia de la Educación en el Paraguay». Portal Guaraní. Consultado em 18 de abril de 2020 
  70. Orué, Francisco (22 de dezembro de 2009).«História». Ferrocarriles de Paraguay S.A. Consultado em 18 de abril de 2020 
  71. ab«Francisco Solano López». History. 2015. Consultado em 18 de abril de 2020 
  72. «Guerra do Paraguai». Bussola Escolar. Consultado em 18 de abril de 2020 
  73. «Guerra do Paraguai». Pedal na Estrada. 2006. Consultado em 18 de abril de 2020 
  74. Pomer, p. 21.
  75. Poucel, p. 43.
  76. Doratioto, p. 30-35.
  77. Escudé, Carlos; Cisneros, Andrés (2000).«La misión Guido al Paraguay. El tratado de julio de 1856 - 5». Historia de las Relaciones Exteriores Argentinas. p. 73. 86 páginas. Consultado em 17 de abril de 2020 
  78. Doratioto, p. 41-94.
  79. Escudé, Carlos; Cisneros, Andrés (2000).«La actitud paraguaya ante los sucesos en Uruguay - 6». Historia de las Relaciones Exteriores Argentinas. p. 26. 119 páginas. Consultado em 17 de abril de 2020 
  80. Zenequelli, p. 122.
  81. «A Invasão do Uruguai e o Início da Guerra do Paraguai». Multirio.rj. Consultado em 30 de abril de 2020 
  82. «Vapor Marquês de Olinda». NGB. 1999. Consultado em 30 de abril de 2020 
  83. Neto, Carlos; Bezerra, Juliana.«Guerra do Paraguai: qual o papel do Brasil no maior conflito da América do Sul? - Tópico 2». Hipercultura. Consultado em 30 de abril de 2020 
  84. Carlos, Escudé; Cisneros, Andrés (2000).«López solicita permiso para atravesar territorio argentino». Historia de las Relaciones Exteriores Argentinas. p. 30. 119 páginas. Consultado em 17 de abril de 2020 
  85. «Declaración de Guerra de Paraguay a Argentina». Ministerio de Educación y Cultura de Paraguay. 2011. Consultado em 17 de abril de 2020 
  86. «Guerra do Paraguai». Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás, Unidade Nivo das Neves. Consultado em 17 de abril de 2020 
  87. Moreno, p. 74-77.
  88. «Tratado de la Triple Alianza contra Paraguay». Lagazeta. Consultado em 17 de abril de 2020 
  89. Doratioto, p. 198.
  90. Ramos, Jefferson Evandro (2019).«Batalha de Tuiuti - resumo, história». História do Brasil.net. Consultado em 1 de maio de 2020 
  91. Neves, Daniel.«Guerra do Paraguai». Guerras Brasil Escola. Consultado em 1 de abril de 2020 
  92. Neto, Olavo David; Mendonça, Vítor (2020).«A guerra do fim do Império». Jornal de Brasília. Consultado em 2 de maio de 2020 
  93. «A Guerra do Paraguai foi uma das primeiras com armas biológicas?». Super Interessante. 2011. Consultado em 2 de maio de 2020 
  94. Gavier, p. 152.
  95. Gavier, p. 157-161.
  96. Mendoza, p. 39-66.
  97. Doratioto, p. 335-366.
  98. Gavier, p. 166-169.
  99. Mendoza, p. 62.
  100. Veron, Luiz (2009).«La Batalla de Piribebuy». ABC Color. Consultado em 17 de abril de 2020 
  101. «Batalla de Acosta Ñú». Lagazeta. Consultado em 17 de abril de 2020 
  102. León, Rubén Luces (2011).«Y Otra vez el fuego, Acosta Ñú». Laureda. Consultado em 17 de abril de 2020 
  103. Carrasco, Gabriel (1905).La población del Paraguay, antes y después de la guerra; rectificación de opiniones generalmente aceptadas .. [S.l.]: Asunción del Paraguay, Talleres nacionales de H. Kraus 
  104. Escudé, Carlos; Cisneros, Andrés (2000).«Los efectos del tratado Cotegipe-Lóizaga en la política interna argentina - 6». Historia de las Relaciones Exteriores Argentinas. p. 50. 119 páginas. Consultado em 4 de maio de 2020 
  105. Doratioto, F. (2011). Maldita Guerra: Nova história da Guerra do Paraguai. Companhia das Letras.
  106. «poligamia - Wikcionário».pt.wiktionary.org. Consultado em 22 de julho de 2020 
  107. «20 curiosidades sobre a Guerra do Paraguai». 18 de setembro de 2012 
  108. Doratioto, Francisco (2008).Maldita guerra. Nueva historia de la Guerra del Paraguay.São Paulo eBuenos Aires: Emecé. pp. 407–413.ISBN 978-950-04-2574-2 
  109. Toral, André Amaral de (1999).«Entre retratos e cadáveres: a fotografia na Guerra do Paraguai».Revista Brasileira de História.19 (38): 283–310.ISSN 0102-0188.doi:10.1590/S0102-01881999000200012 
  110. «La formación del gobierno provisional tras la ocupación aliada de Asunción (junio de 1869)». 2000. Consultado em 18 de abril de 2020 
  111. «Guerra da triplice aliança : submissão, genocídio e dívida pública».www.cadtm.org. Consultado em 22 de julho de 2020 
  112. «Eventos Paraguai (Página 3 )».www.ponteiro.com.br. Consultado em 22 de julho de 2020 
  113. Asunción, Benigno Núñez Novo Canal no youtube: Dr Benigno Novohttps://www youtube com/channel/UCLWL2beVzg-Br8lzRzddgGw Doutor em direito internacional pela Universidad Autónoma de; Asunción, mestre em ciências da educação pela Universidad Autónoma de; autor, especialista em educação: área de concentração: ensino pela Faculdade Piauiense e bacharel em direito pela Universidade Estadual da Paraíba Textos publicados pelo autor Fale com o.«A história das Constituições paraguaias - Jus.com.br | Jus Navigandi».jus.com.br. Consultado em 25 de julho de 2020 
  114. Natalicio, Víctor (1974).Lecciones de historia paraguaya.Assunção: [s.n.] pp. 185–187 
  115. Vasconsellos (1974), pág. 187-189.
  116. Vasconsellos (1974), pág. 193-199.
  117. Vasconsellos (1974), pág. 199-200.
  118. «Portal Guarani - LILIANA M. BREZZO - LA GUERRA CIVIL DE 1922-1923 (Autora: LILIANA M. BREZZO)». 2010. Consultado em 18 de abril de 2020 
  119. Vasconsellos (1974), pág. 200-205.
  120. Rahi & Agüero Wagner 2006, p. 45/49.

Bibliografia

[editar |editar código]

Ligações externas

[editar |editar código]
Tópicos doParaguai
Bandeira do Paraguai
Países
Localização da América do Sul no mapa-múndi.
Territórios
Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=História_do_Paraguai&oldid=71728982"
Categoria:
Categorias ocultas:

[8]ページ先頭

©2009-2026 Movatter.jp